lesão do ligamento cruzado anterior (pós-operatório) prof. ms. odir de souza carmo

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  • Leso do Ligamento Cruzado Anterior (Ps-Operatrio) Prof. Ms. Odir de Souza Carmo
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  • Biomecnica do LCA e mecanismos da leso Conforme WEINSTEIN (2000). A lacerao do cruzado anterior ocorre a partir de uma toro valga e rotao do joelho, estando o p firme no cho. Segundo CAMANHO (1996), O mecanismo de leso ocasionado por uma hiperextenso, rotaes com p fixo no cho, onde frequentemente so observados leses de ligamentos colaterais e mediais, ambas envolvendo mecanismos de desacelerao do movimento. Para NABARRETE (2003), as leses do ligamento cruzado anterior podem ser graduadas em graus: I Onde a leso leve, com presena de alguns ligamentos sem perda funcional; I Onde a leso leve, com presena de alguns ligamentos sem perda funcional; II Leso do tipo moderada onde grande parte dos ligamentos encontra-se rompida seguida de instabilidade na articulao, no demonstrado perda completa da integridade do ligamento; II Leso do tipo moderada onde grande parte dos ligamentos encontra-se rompida seguida de instabilidade na articulao, no demonstrado perda completa da integridade do ligamento; III Leso do tipo grave, havendo rompimento completo das fibras ligamentares. III Leso do tipo grave, havendo rompimento completo das fibras ligamentares.
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  • Testes Especficos
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  • De acordo com HOPPENFELD (2001), para se testar a instabilidade do joelho e integridade do ligamento cruzado anterior, o paciente deve estar em decbito dorsal, com os joelhos flexionados a 90 graus e ps apoiados. O fisioterapeuta deve fixar os ps do paciente, sentando-se sobre eles, as mos devem ser posicionadas de modo que envolva o joelho e os polegares estejam sobre as linhas articulares (medial e lateral), os outros dedos apiam-se nas inseres dos tendes. Em seguida deve-se deslocar a tbia anteriormente, se esta deslizar demonstrando sinal de deslocamento anterior significa que h uma leso no ligamento cruzado anterior. Este teste conhecido com teste de gaveta. Testes Especficos
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  • Para CIPRIANO (1999), o teste de gaveta deve ser realizado com o paciente em decbito dorsal com a perna fletida e p repousando sobre a maca o fisioterapeuta deve colocar a mo por trs do joelho flexionado e puxar a tbia exercendo uma trao no sentido anterior. Conforme o movimento apresentado determina-se se h leso do ligamento cruzado anterior e o grau desta leso. Testes Especficos
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  • Segundo GARRICK et al. (2001), o teste que nos d a maior certeza de uma leso no ligamento cruzado anterior o teste de Lachman que se diferencia do teste de gaveta apenas na angulao da flexo do joelho, neste deve estar com a flexo entre 20 graus e 30 graus, como no teste de gaveta, deve se observar o deslocamento anterior realizado entre o fmur e a tbia, devendo ser considerado durante o deslocamento a firmeza do ponto final deste deslocamento o que vai ser muito importante para determinar a gravidade da leso ocorrida no ligamento cruzado anterior. Testes Especficos
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  • Para CIPRIANO (1999), no teste de Lachman o paciente deve estar em decbito dorsal com a perna em flexo de 30 graus, o fisioterapeuta deve com uma mo estabilizar a coxa e com a outra mo puxar a tbia em sentido anterior, os sinais positivos apresentados so amolecimento e rotao anterior da tbia sobre o fmur. um teste mais confortvel, pois o paciente estar com o joelho semi fletido o que evitar espasmos na musculatura durante a realizao do teste. Testes Especficos
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  • Para LOUDON et al. (1999), o teste de desvio do piv, o paciente deve permanecer em decbito dorsal com a perna relaxada e quadril fletido a 30 graus com uma discreta rotao interna o fisioterapeuta deve estabilizar o p do paciente com uma das mos, enquanto a outra deve permanecer perto da cabea da fbula, deve-se aplicar uma fora em valgo sobre o joelho, enquanto mantida uma rotao interna da tbia, os achados positivos so que em aproximadamente 30 graus a 40 graus a tbia sofrer uma subluxao seguida de um som surdo. Testes Especficos
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  • Segundo ROCKWOOD et al. (1994), existe ainda o teste de Losee que feito pelo fisioterapeuta segurando com uma mo o p da perna lesionada e com a outra mo deve estar sobre a patela e o polegar deve estar posicionado sob a cabea da fbula. No inicio do teste o joelho deve estar flexionado a 40 graus, durante o teste a perna deve ser estendida e o p rodado internamente, criando assim um valgismo que ira empurrar a cabea da fbula anteriormente, podemos ento sentir o plat tibial subluxando e o teste nos indicando um sinal positivo. Testes Especficos
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  • Para SNIDER (2000), o teste de sinal de calombo demonstra o excesso de lquido articular, este teste localiza pequenos derrames intra-articulares, deve ser realizado com o joelho em extenso e repouso sobre a maca, deve-se deslizar a mo para cima, movimentando o lquido articular ao longo da rea medial patela, em seguida deve-se deslizar o lquido para baixo na parte medial do joelho, o excesso de lquido criar um calombo que pode ser verificado. Segundo SNIDER (2000), o teste de joelho lateral realizado com o paciente em decbito dorsal com o joelho estendido, se o paciente apresentar incapacidade de estender totalmente o joelho no lado com leso indicador de leso de ligamento cruzado anterior. Testes Especficos
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  • Para CIPRIANO (1999), teste de Slocum o paciente deve estar em decbito dorsal com o p sobre a maca em rotao interna de 30 graus, o fisioterapeuta estabiliza o p do paciente e com suas mos exerce uma presso no sentido anterior, semelhante ao teste de gaveta sendo sinal positivo de deslocamento da tbia no sentido anterior. O mesmo autor cita o teste de esforo em abduo, o paciente deve estar na posio decbito dorsal, o fisioterapeuta deve efetuar o teste em extenso, a perna deve ser puxada lateralmente, se houver o afastamento entre a tbia e o fmur indicio de leso. Testes Especficos
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  • Tratamento Pr-Cirrgico Relata FATARELLI (2003) que o pr-cirrgico devem ser estabelecidas algumas medidas para que seja obtido o restabelecimento total do ADM, ausncia de edema e dor, diminuio do padro da marcha flexora, recuperao da fora muscular e preparao psicolgica para reconstruo. Essas medidas fisioteraputicas tm demonstrado uma rapidez na recuperao ps-cirurgica. O mesmo autor ainda relata que, a reconstruo do ligamento cruzado s tem sentido quando se promove o fortalecimento dos isquiotibiais como medida de precauo, podendo assim ser preparado, para que o novo ligamento suporte as constantes movimentaes do joelho promovidos pela anteriorizao da tbia.
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  • Tratamento Cirrgico Para ROSA (2003), em uma reconstruo do ligamento cruzado anterior com enxerto de tendo patelar, o ligamento cruzado anterior rompido removido e so perfurados tneis sseos em tbia e fmur. A incisura intra-condilar pode ser alargada caso esteja muito estreita. O tero central do tendo patelar com pedaos sseos nas duas pontas ento pego e colocado em furos preparados na tbia e fmur. A fixao do enxerto conseguida com suturas e reforada com parafusos sem cabea ou presilhas. Os locais sseos doadores so cobertos com osso esponjoso retirado dos furos da tbia e fmur. Conforme WEINSTEIN (2000), a reconstruo do ligamento cruzado anterior pode ser feito pela substituio dos tendes do grcil e semimembranoso, estas estruturas podem ser colocadas pelo artroscpio evitando formao de cicatrizes e diminuindo complicaes tardias.
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  • Tratamento ps-cirrgico 1 Fase
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  • FATARELLI (2003) afirma que logo aps a cirurgia comum a presena de dor, edema e logo aps uma diminuio da ADM, existindo uma grande possibilidade de um surgimento de atrofia do quadrceps, que pode ser causada por estmulos dos receptores da articulao, estes estmulos so provocados pelo edema. Na fase ps-cirrgica a fisioterapia deve ter como meta diminuio de edema para que desta maneira possa-se evitar uma possvel inibio reflexa do msculo quadrceps, recomendado o uso de gelo e a elevao do membro ajudando na diminuio do edema. Para TRIA (2002) o uso de estimulao eltrica aps a cirurgia do joelho somente pode ser justificado se o objetivo for reduo da atrofia aps um perodo de imobilizao. A estimulao eltrica traz como benefcio contrao do quadrceps antes que o paciente consiga realizar a contrao voluntria ou co-contrao. Segundo ELLENBECKER (2002), eletroestimulao neuromuscular para facilitao do quadrceps tambm se faz presente no tratamento da reconstruo do LCA e baseia-se na avaliao do tnus muscular do quadrceps e vasto medial. Segundo ELLENBECKER (2002), eletroestimulao neuromuscular para facilitao do quadrceps tambm se faz presente no tratamento da reconstruo do LCA e baseia-se na avaliao do tnus muscular do quadrceps e vasto medial.
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  • Para ALMEIDA (2003), a fase ps-operatria imediata tem como meta controlar a dor e o inchao, iniciar e manter a extenso completa, impedir a atrofia muscular e iniciar o treinamento da marcha. Logo aps a alta hospitalar deve ser iniciado a fase de reabilitao tendo esta como meta inicial, manter a extenso completa, manter a mobilidade patelar normal, aumentar a amplitude de movimento e desenvolver fora muscular suficiente para o desempenho das atividades de vida diria. O incio da terapia tem como meta obter a completa flexo durante as seis primeiras semanas, nesta fase realizado extenso ativo assistida com auxilio da perna contra-lateral. Um dos principais objetivos desta fase desenvolver resistncia muscular, para que o paciente possa deambu

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