Lei Rouanet - Lei 8.313, de 23/12/1 - ?· Lei Rouanet - Lei 8.313, de 23/12/1.991 Lei Federal de Incentivo…

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<ul><li><p>Lei Rouanet - Lei 8.313, de 23/12/1.991 </p><p> Lei Federal de Incentivo Cultura Saiba como funciona a Lei n 8.313/91, mais conhecida como Lei Rouanet. </p><p>Concebida em 1991 para incentivar investimentos culturais, a Lei Federal de Incentivo Cultura (Lei n 8.313/91), ou Lei Rouanet, como tambm conhecida, poder ser usada por empresas e pessoas fsicas que desejam financiar projetos culturais. </p><p>Ela institui o Programa Nacional de Apoio Cultura (Pronac), que formado por trs mecanismos: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), o Mecenato, e o Fundo de Investimento Cultural e Artstico. </p><p>O FNC destina recursos a projetos culturais por meio de emprstimos reembolsveis ou cesso a fundo perdido e o Ficart possibilita a criao de fundos de investimentos culturais e artsticos (mecanismo inativo). O Mecenato viabiliza benefcios fiscais para investidores que apoiam projetos culturais sob forma de doao ou patrocnio. Empresas e pessoas fsicas podem utilizar a iseno em at 100% do valor no Imposto de Renda e investir em projetos culturais. Alm da iseno fiscal, elas investem tambm em sua imagem institucional e em sua marca. </p><p>A lei possibilita tambm a concesso de passagens para apresentao de trabalhos de natureza cultural, a serem realizados no Brasil ou no exterior. </p><p>Finalidades do Programa Nacional de Incentivo Cultura: </p><p> facilitar populao o acesso s fontes da cultura; estimular a produo e difuso cultural e artstica regional; apoiar os criadores e suas obras; proteger as diferentes expresses culturais da sociedade brasileira; proteger os modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; preservar o patrimnio cultural e histrico brasileiro; desenvolver a conscincia e o respeito aos valores culturais nacionais e internacionais; estimular a produo e difuso de bens culturais de valor universal; dar prioridade ao produto cultural brasileiro. </p><p> reas e segmentos que podem se beneficiar </p><p> teatro, dana, pera, circo, mmica e congneres; </p></li><li><p> produo cinematogrfica, videogrfica, fotogrfica, discogrfica e congneres; literatura, inclusive obras de referncia; msica; artes plsticas, artes grficas, gravuras, cartazes, filatelia e outras congneres; folclore e artesanato; patrimnio cultural, inclusive histrico, arquitetnico, arqueolgico, bibliotecas, museus, arquivos e demais acervos; humanidades; e rdio e televiso, educativas e culturais, de carter no-comercial. </p><p> Decreto n 5.761 </p><p> Regulamenta a Lei n 8.313, de 23 de dezembro de 1991, que estabelece a sistemtica de execuo do Programa Nacional de Apoio a Cultura - PRONAC, e d outras providncias. </p><p> Leis com incentivos cultura. LEI ROUANET (Lei Federal 8.313) - Esta lei federal, foi assinada em 1991 e permite s empresas patrocinadoras um abatimento de at 4% no imposto de renda, desde que j disponha de 20% do total j pleiteado. Para ser enquadrado na lei, o projeto precisa passar pela aprovao do Ministrio da Cultura, sendo apresentado Coordenao Geral do Mecenato e Aprovado pela comisso Nacional de Incentivo Cultura. Informaes sobre lei pelo fone Oxx6l -321 7994. LEI DO AUDIOVISUAL (Lei Federal 8685) - Esta lei federal modificada pela MP 1515 permite desconto fiscal para quem comprar cotas de filmes em produo. O limite de desconto de 3% para pessoas jurdicas e de 5% para pessoas fsicas, sobre o imposto de Renda. Em Braslia -informaes pelo fone OXX61-2266299. LEI DE INCENTIVO CULTURAL - LINC (Lei Estadual 8819) - Esta lei est em vigor desde julho de 1996. A LINC cria o programa estadual de incentivo cultura e institui o Conselho de Desenvolvimento Cultural, responsvel pela anlise dos projetos. Informaes na Secretaria de Estado da Cultura, na Rua Mau 51, 30 andar, sala 310. LEI MENDONCA ( Lei Municipal 10923) - Em vigor desde 1991. Permite que o contribuinte do IPRJ e ISS abata at 70% do valor do patrocnio desses impostos. ATENO - EDITAL UNICO 2000 a Secretaria Municipal de Cultura de So Paulo e a comisso de Averiguao e Avaliao de Projetos Culturais - CAAPC, fazem saber que esto abertas as inscries de projetos at 31/10/2000. Informaes nos telefones (Oxxl 1) 33159077, ramal 2291 e 2292.- Rua da Figueira 77, sala 404 Parque D. Pedro, das 10.00 s 16.00hs. INCENTIVOS FISCAIS SOB OS AUSPCIOS DA LEI DO AUDIOVISUAL O que : A edio da Lei n 8.685, em 20 de julho de 1993, criou para a atividade audiovisual um mecanismo especfico de incentivo fiscal. Sua ao veio a se somar aos mecanismos previstos na Lei de Incentivo Cultura, que se aplicavam e continuam a se aplicar tambm atividade audiovisual. Um projeto audiovisual pode, assim, beneficiar-se dos dois mecanismos concomitantemente, desde que para financiar despesas distintas. A Lei n 8.685/93 dispe que at o exerccio fiscal de 2003, inclusive, podero ser deduzidos do imposto de renda os investimentos realizados na produo de obras audiovisuais cinematogrficas brasileiras de produo independente, mediante a aquisio de quotas de seus direitos de comercializao, de projetos aprovados pelo Ministrio da Cultura. Podem tambm receber os benefcios da Lei projetos de exibio, distribuio e infra-</p></li><li><p>estrutura tcnica, especficos da rea audiovisual, sendo vedada, entretanto, a aquisio, reforma ou construo de imveis. A deduo permitida pelo Artigo 1 da Lei n 8.685/93 est limitada a 3% do imposto devido, tanto para pessoas fsicas como para pessoas jurdicas. O limite mximo para o aporte de recursos objeto dos incentivos por projeto de 3 milhes de reais. As pessoas jurdicas tributadas com base no lucro real podero, ainda, abater o total dos investimentos efetuados como despesa operacional, com resultados positivos na reduo do imposto devido. O Artigo 3 da Lei n 8.685/93 permite, ademais, o abatimento de 70% do imposto incidente na remessa de lucros e dividendos decorrentes da explorao de obras audiovisuais estrangeiras no territrio nacional, desde que os recursos sejam investidos na co-produo de obras audiovisuais cinematogrficas brasileiras de produo independente, em projetos previamente aprovados pelo Ministrio da Cultura. Os projetos apresentados para receber os incentivos da Lei do Audiovisual devem, necessariamente, atender aos seguintes requisitos, sendo vedado o apoio a projetos de natureza publicitria: I - contrapartida de recursos prprios ou de terceiros correspondente a vinte por cento do valor global; II - o limite mximo de captao de 3 milhes de reais; III - viabilidade tcnica e artstica; IV - viabilidade comercial; V - aprovao do oramento e do cronograma fsico das etapas de realizao e desembolso, fixado o prazo de concluso. l Como obter maiores informaes: Maiores esclarecimentos podem ser obtidos junto Secretaria para o Desenvolvimento do Audiovisual, pelos telefones: (061) 316-2233 (061) 316-2234 Esplanada dos Ministrios, Bloco B, 3 andar, sala 313 Braslia DF, CEP 70068-900 l Como fazer: Os proponentes devem apresentar seus projetos, em formulrio prprio, na Secretaria para o Desenvolvimento Audiovisual do Ministrio da Cultura. Para tanto, receba, pressionando a imagem abaixo, o programa para a apresentao de projetos ou solicite uma cpia junto a uma das unidades do Ministrio da Cultura. Os projetos devero indicar os valores a serem captados, com base em planilha de custos detalhada. Se voc pretende beneficiar-se dos mecanismos de incentivo, pressione a imagem ao lado e receba o programa para apresentao de projetos ao Ministrio da Cultura. l Prestao de Contas: A prestao de contas dever ser apresentada em at 60 dias aps a concluso do projeto, de acordo com as normas constantes em manual prprio, disponvel na Secretaria para o Desenvolvimento Audiovisual. Esta lei, conhecida como Lei Rouanet, restabelece os princpios da Lei n. 7505, de 2 de julho de 1986, e institui o Programa Nacional de Apoio Cultura - PRONAC. Leis e portarias subsequentes a regulamentaram. CAPTULO I Disposies Preliminares </p></li><li><p>Art. 1 Fica institudo o Programa Nacional de Apoio Cultura - PRONAC, com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso s fontes da cultura e o pleno exerccio dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalizao da produo cultural e artstica brasileira, com valorizao de recursos humanos e contedos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestaes culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expresses culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivncia e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimnio cultural e histrico brasileiro; VII - desenvolver a conscincia internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou naes; VIII - estimular a produo e difuso de bens culturais de valor universal formadores e informadores de conhecimento, cultura e memria; IX - priorizar o produto cultural originrio do Pas. Art. 2 O PRONAC ser implementado atravs dos seguintes mecanismos: I - Fundo Nacional da Cultura - FNC; II - Fundos de Investimento Cultural e Artstico - FICART; III - Incentivo a projetos culturais. Pargrafo nico. Os incentivos criados pela presente Lei somente sero concedidos a projetos culturais que visem a exibio, utilizao e circulao pblicas dos bens culturais deles resultantes, vedada a concesso de incentivo a obras, produtos, eventos ou outros decorrentes, destinados ou circunscritos a circuitos privados ou a colees particulares. Art. 3 Para cumprimento das finalidades expressas no artigo 1 desta Lei, os projetos culturais em cujo favor sero captados e canalizados os recursos do PRONAC atendero, pelo menos, a um dos seguintes objetivos: I - Incentivo formao artstica e cultural, mediante: a) concesso de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e tcnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil; b) concesso de prmios a criadores, autores, artistas, tcnicos e suas obras, filmes, espetculos musicais e de artes cnicas em concursos e festivais realizados no Brasil; c) instalao e manuteno de cursos de carter cultural ou artstico, destinados formao, especializao e aperfeioamento de pessoal da rea da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos. II - fomento produo cultural e artstica, mediante: a) produo de discos, vdeos, filmes e outras formas de reproduo fonovideogrfica de carter cultural; b) edio de obras relativas s cincias humanas, s letras e s artes; c) realizao de exposies, festivais de arte, espetculos de artes cnicas, de msica e de folclore; d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposies pblicas no Pas e no exterior; e) realizao de exposies, festivais de arte e espetculos de artes cnicas ou congneres. III - preservao e difuso do patrimnio artstico, cultural e histrico, mediante: a) construo, formao, organizao, manuteno, ampliao e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizaes culturais, bem como de suas colees e acervos; b) conservao e restaurao de prdios, monumentos, logradouros, stios e demais espaos, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Pblicos; c) restaurao de obras de arte e bens mveis e imveis de reconhecido valor cultural; d) proteo do folclore, do artesanato e das tradies populares nacionais. IV - estmulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuio gratuita e pblica de ingressos para espetculos culturais e artsticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na rea da cultura e da arte e de seus vrios segmentos; c) fornecimento de recursos para o FNC e para as fundaes culturais com fins especficos ou para museus, bibliotecas, arquivos ou outras entidades de carter cultural. V - apoio a outras atividades culturais e artsticas, mediante: a) realizao de misses culturais no Pas e no exterior, inclusive atravs do fornecimento de passagens; b) contratao de servios para elaborao de projetos culturais; c) aes no previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pela Secretaria da Cultura da Presidncia da Repblica - SEC/PR ouvida a Comisso Nacional de Incentivo Cultura - CNIC. CAPTULO II Do Fundo Nacional da Cultura - FNC Art. 4 Fica ratificado o Fundo de Promoo Cultural, criado pela Lei no. 7.505, de 2 de julho de 1986, que passar a denominar-se Fundo Nacional da Cultura - FNC, com o objetivo de captar e destinar recursos para projetos culturais compatveis com as finalidades do PRONAC e de: I - estimular a distribuio regional eqitativa dos recursos a serem aplicados na execuo de projetos culturais e artsticos; II - favorecer a viso interestadual, estimulando projetos que explorem propostas culturais conjuntas, de enfoque regional; III - apoiar projetos dotados de contedo cultural que enfatizem o aperfeioamento profissional e artstico dos recursos humanos na rea da cultura, a criatividade e a diversidade cultural brasileira; IV - contribuir para a preservao e proteo do patrimnio cultural e histrico brasileiro; V - favorecer projetos que atendam s necessidades da produo cultural e aos interesses da coletividade, a considerados os nveis qualitativos e quantitativos de atendimentos s demandas culturais existentes, o carter multiplicador dos projetos atravs de seus aspectos </p></li><li><p>scio-culturais e a priorizao de projetos em reas artsticas e culturais com menos possibilidade de desenvolvimento com recursos prprios. 1 O FNC ser administrado pela Secretaria de Cultura da Presidncia da Repblica - SEC/PR e gerido por seu titular, assessorado por um comit constitudo dos diretores da SEC/PR e dos presidentes das entidades supervisionadas, para cumprimento do Programa de Trabalho Anual aprovado pela Comisso Nacional de Incentivo Cultura - CNIC de que trata o artigo 32 desta Lei, segundo os princpios estabelecidos nos artigos 1 e 3 da mesma. 2 Os recursos do FNC sero aplicados em projetos culturais submetidos com parecer da entidade supervisionada competente na rea do projeto, ao Comit Assessor, na forma que dispuser o regulamento. 3 Os projetos aprovados sero acompanhados e avaliados tecnicamente pelas entidades supervisionadas, cabendo a execuo financeira SEC/PR. 4 Sempre que necessrio, as entidades supervisionadas utilizaro peritos para anlise e parecer sobre os projetos, permitida a indenizao de despesas com o deslocamento, quando houver, e respectivos "pr labore" e ajuda de custos, conforme ficar definido no regulamento. 5 O Secretrio da Cultura da Presidncia da Repblica designar a unidade da estrutura bsica da SEC/PR que funcionar como secretaria executiva do FNC. 6 Os recursos do FNC no podero ser utilizados para despesas de manuteno administrativa da SEC/PR. 7 Ao trmino do projeto, a SEC/PR efetuar uma avaliao final de forma a verificar a fiel aplicao dos recursos, observando as normas e procedimentos a serem definidos no regulamento desta Lei, bem como a legislao em vigor. 8 As instituies pblicas ou privadas recebedoras de recursos do FNC e executoras de projetos culturais, cuja avaliao final no for aprovada pela SEC/PR, nos termos do pargrafo anterior, ficaro inabilitadas pelo prazo de trs anos ao recebimento de novos recursos, ou enquanto a SEC/PR no proceder a reavaliao do parecer inicial. Art. 5 O FNC um fundo de natureza contbil, com prazo indeterminado de durao, que funcionar sob as formas de apoio a fundo perdido ou de emprstimos reembolsveis, conforme estabelecer o regulamento, e constitudo dos seguintes recursos: I - recursos do Tesouro Nacional; II - doaes, nos termos da legislao vigente; III - legados; IV - subvenes e auxlios de entidades de qualquer natureza, inclusive de organismos internacionais; V - saldos no utilizados na execuo dos projetos a que se referem o Captulo IV e o presente Captulo desta Lei; VI - devoluo de recursos de projetos previstos no Captulo IV e no presente Captulo desta Lei, e no iniciados ou interrompidos, com ou sem justa causa; VII - um por cento da arrecadao dos Fundos de Investimentos Regionais a que se refere a Lei n 8.167, de 16 de janeiro de 1991, obedecida na aplicao a respectiva origem geogrfica regional; VIII - um por cento da arrecadao bruta dos concursos de prognsticos e loterias federais e similares cuja realizao estiver sujeita a autorizao federal, deduzindo-se este valor do montante destinado aos prmios; IX - reembolso das operaes de emprstimos realizadas atravs do Fundo, a ttulo de financiamento reembolsvel, observados critrios de remunerao que, no mnimo, lhes preserve o valor real; X - resultado das aplicaes em ttulos pblicos federais, obedecida a legislao vigente sobre a matria; XI - converso da dvida externa com entidades e rgos estrangeiros, unicamente mediante doaes, no limite a ser fixado pelo Ministrio da Economia, Fazenda e Planejamento, observadas as normas e procedimentos do Banco Central do Brasil; XII - saldo de exerccios anteriores; XIII - recursos de outras fontes. Art. 6 O FNC financiar at oitenta por cento do custo total de cada projeto, mediante comprovao, por parte do proponente, ainda que pessoa jurdica de direito pblico, da circunstncia de dispor do montante remanescente ou estar habilitado obteno do respectivo financiamento, atravs de outra fonte devidamente identificada, exceto quanto aos recursos com destinao especificada na origem. 1 (vetado). 2 Podero ser considerados, para efeito de totalizao do valor restante, bens e servios oferecidos pelo proponente para implementao do projeto, a serem devidamente avaliados pela SEC/PR. Art. 7 A SEC/PR estimular, atravs do FNC, a composio, por parte de instituies financeiras, de carteiras para financiamento de projetos culturais, que levem em conta o carter social da iniciativa, mediante critrios, normas, garantias e taxas de juros especiais a serem aprovados pelo Banco Central do Brasil. CAPTULO III Dos Fundos de Investimento Cultural e Artstico - FICART Art. 8 Fica autorizada a constituio de Fundos de Investimento Cultural e Artstico - FICART, sob a forma de condomnio, sem personalidade jurdica, caracterizando comunho de recursos destinados aplicao em projetos culturais e artsticos. </p></li><li><p>Art. 9 So considerados projetos culturais e artsticos, para fins de aplicao de recursos dos FICART, alm de outros que assim venham a ser declarados pela CNIC: I - a produo comercial de instrumentos musicais, bem como de discos, fitas, vdeos, filmes e outras formas de reproduo fonovideogrficas; II - a produo comercial de espetculos teatrais, de dana, msica, canto, circo e demais atividades congneres; III - a edio comercial de obras relativas s cincias, s letras e s artes, bem como de obras de referncia e outras de cunho cultural; IV - construo, restaurao, reparao ou equipamento de salas e outros ambientes destinados a atividades com objetivos culturais, de propriedade de entidades com fins lucrativos; V - outras atividades comerciais ou industriais, de interesse cultural, assim consideradas pela SEC/PR, ouvida a CNIC. Art. 10. Compete Comisso de Valores Mobilirios, ouvida a SEC/PR, disciplinar a constituio, o funcionamento e a administrao dos FICART, observadas as disposies desta Lei e as normas gerais aplicveis aos fundos de investimento. Art. 11. As quotas dos FICART, emitidas sempre sob a forma nominativa ou escritural, constituem valores mobilirios sujeitos ao regime da Lei n 6.385, de 7 de dezembro de 1976. Art. 12. O titular das quotas de FICART: I - no poder exercer qualquer direito real sobre os bens e direitos integrantes do Patrimnio do Fundo; II - no responde pessoalmente por qualquer obrigao legal ou contratual, relativamente aos empreendimentos do Fundo ou da instituio administradora, salvo quanto obrigao de pagamento do valor integral das quotas subscritas. Art. 13. instituio a