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Lei Orgnica de Macei

LEI ORGNICA DO MUNICPIO DE MACEI

A CMARA MUNICIPAL DE MACEI, exercendo a competncia que lhe conferida pelo art. 11, pargrafo nico, do Ato das Disposies Transitrias da Constituio da Repblica Federativa do Brasil e tendo em vista o que estatui o art. 4o do Ato das Disposies Transitrias da Constituio do Estado de Alagoas, promulga esta

LEI ORGNICA DO MUNICPIO DE MACEI

TTULO I DO MUNICPIO CAPTULO I DISPOSIES PRELIMINARES

Art. 1o - O Municpio de Macei, integrante do Estado de Alagoas, unidade poltico-administrativa da Repblica Federativa do Brasil. Art. 2o - So poderes do Municpio, independentes e harmnicos entre si, o Legislativo e o Executivo, exercidos com fundamento na soberania popular. Art. 3o - sede do Municpio a cidade de Macei, Capital do Estado de Alagoas. Art. 4o - So smbolos do Municpio de Macei, o hino, a bandeira e o braso municipais. Art. 5o - Reger-se- o Municpio por esta Lei Orgnica e legislao ordinria que expedir, respeitados os princpios insculpidos na Constituio da Repblica Federativa do Brasil e na Constituio do Estado de Alagoas.

CAPTULO II DA COMPETNCIA

Art.

6o - Compete ao Municpio de Macei:

I - promover, com a permanente e efetiva participao da comunidade e a colaborao da Unio Federal e do Estado de Alagoas, a sedimentao e o desenvolvimento da uma sociedade livre, justa e solidria, fundada na cidadania, na dignidade da pessoa humana, nos valores sociais do trabalho, na livre iniciativa e no pluralismo partidrio; II - desenvolver aes e programas voltados erradicao das desigualdades sociais e regionais, no mbito do territrio municipal, de modo a proporcionar idnticas oportunidades a todos os muncipes, sem distino de sexo, origem, raa, cor, credo ou convices polticas e filosficas, objetivando a consecuo do bem-comum; III -dispor sobre os assuntos de interesse local e suplementar, no que couber, as legislaes federal e estadual; IV -instituir e arrecadar tributos, fixar tarifas, estabelecer preos e aplicar suas rendas, observada a obrigatoriedade da apresentao peridica de balancetes e da prestao anual de contas pelos administradores; V -criar, organizar e suprimir distritos, respeitada a legislao estadual pertinente; VI - instituir, organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, os servios pblicos de interesse local, inclusive o de transportes urbanos, que em carter essencial; VII - elaborar o oramento municipal, prevendo a receita e fixando a despesa consoante planejamento adequado; VIII-estabelecer as servides administrativas indispensveis execuo dos seus servios; IX - assegurar adequado ordenamento territorial, mediante o planejamento e o controle de uso, do fracionamento, do parcelamento e da ocupao do solo urbano; X - expedir plano diretor destinado a garantir a execuo de poltica racional do desenvolvimento e de expanso urbanos, calcada inclusive no ordenamento das fundaes sociais das reas habitadas e em vias de implantao de arruamentos; XI - garantir o cumprimento da funo social dos espaos urbanos, promovendo meios visando a reduzir e a finalmente extinguir as reas em condies de no utilizao, sub-utilizao ou utilizao inadequada, inclusive mediante a instituio de impostos progressivos e programas de parcelamento ou edificaes compulsrias; XII -conceber, desenvolver, implantar e executar programas permanentes e preventivos contra calamidades pblicas; XIII -exercitar o poder de polcia administrativa, instituindo e organizando os servios imprescindveis consecuo de seus objetivos; XIV-combater a poluio urbana, em todas as suas formas, inclusive sonora e visual; XV-celebrar convnios, ajustes e acordos para o fim de operacionalizar a execuo de suas leis e regulamentos, bem assim dos servios pblicos que instituir;

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Lei Orgnica de MaceiXVI-desenvolver aes preventivas de segurana do trabalho, implementando programas e campanhas, no mbito do Municpio, visando eliminao dos acidentes do trabalho e preservao da integridade fsica dos seus servidores. Art. 7o - Compete, ainda, ao Municpio de Macei, participativamente com a Unio Federal, o Estado de Alagoas e a comunidade: I - zelar pela guarda da constituio, das leis e das instituies democrticas; II - assegurar meios de acesso geral cultura, educao e cincia; III- garantir a preservao do patrimnio histrico, artstico, cultural, arquitetnico e paisagstico, velando contra descaracterizaes, destruies e remoes definitivas, para fora do territrio municipal, de quaisquer bens de valor artstico ou representativos de estilo ou poca; IV- proteger o meio ambiente, de modo a viabilizar a perenizao dos processos ecolgicos essenciais, com a preservao da fauna, da flora, das praias, matas, manguezais, dunas permanentes, costes, rios e arroios; V- fomentar a produo agropecuria e organizar o abastecimento alimentar; VI- promover e executar programas de construo de moradias populares, observadas condies de habitabilidade compatveis com a dignidade humana, inclusive no que toca ao atendimento, aos ncleos residenciais, por servios adequados de transportes coletivos e de saneamento bsico; VII- combater as causas da pobreza e os fatores de marginalizao, promovendo a integrao social dos setores e segmentos desfavorecidos; VIII-registrar, acompanhar e fiscalizar as concesses de direito de pesquisa e explorao de recursos hdricos e minerais, em seu territrio; IX- cuidar da sade pblica e propiciar assistncia aos necessitados; X - proteger a infncia, a adolescncia, a maternidade e a velhice; XI- desenvolver aes visando ao asseguramento de condies de existncia digna aos portadores de deficincia; XII- manter programas de ensino pr-escolar, fundamental, de 2o grau, profissionalizante e superior.

CAPTULO III DOS BENS MUNICIPAIS

Art. 8o - Constitui-se o patrimnio municipal de todos os direitos, aes e bens mveis e imveis a ele vinculados em razo de domnio ou de servio e quantos mais lhe venham a ser atribudos, alm das rendas provenientes de exerccio das atividades de sua competncia e da explorao de seus servios. Art. 9o - Ao Municpio, no exerccio da autonomia que lhe assegurada, incumbe gerir os bens integrantes de seu patrimnio, controlando-lhes a utilizao e promovendo-lhes a conservao. Art. 10 - A alienao de bens municipais ser sempre condicionada comprovao de interesse pblico na efetuao da medida e prvia avaliao, respeitados os seguintes princpios: I - tratando-se de bem imvel, depender de autorizao legislativa e concorrncia, dispensada esta ltima nas seguintes hipteses: a) doao, desde que conste da lei que a autorize e do instrumento pblico pertinente os encargos, o prazo de seus cumprimentos e a clusula de retrocesso, sob pena de nulidade do ato, salvo quando for donatria pessoa jurdica de direito pblico; b) permuta; c) dao em pagamento; d) investidura; e) venda, quando realizada para atender a finalidade de regularizao fundiria, implantao de conjuntos residenciais para pessoas de baixa renda, urbanizao e outros casos de interesse social; II - quando mveis, depender da avaliao e licitao, dispensada esta, nos seguintes casos: a) doao, permitida exclusivamente para fins de interesse social; b) permuta; c) venda de aes, negociadas na bolsa ou na forma que a lei impuser; d) venda de ttulos, na forma da legislao pertinente; Art. 11 - O municpio, preferencialmente venda ou doao de bens imveis, conceder direito real de uso, mediante prvio certame licitatrio, dispensvel este, apenas, quando se tratar o cessionrio de entidade assistencial ou de concessionria de servio pblico, ou se verificar relevante interesse pblico devidamente justificado. Art. 12 - O uso de bens municipais por terceiros poder ocorrer mediante cesso, autorizao, permisso ou concesso, atendidos, em qualquer caso, os imperativos do interesse pblico. 1 - A cesso de uso far-se- atravs de ato administrativo e ter por objeto a transferncia de posse do bem a outra entidade pblica, por prazo determinado e para fim especfico. 2 - A autorizao formalizar-se- por ato unilateral e discricionrio e ter por objetivo a realizao de atividade individual e transitria. 3 - A permisso de uso aperfeioar-se- por ato do Poder Executivo, em que se definiro as finalidades, as condies e a durao da outorga, prevendo, outrossim, a contraprestao devida pelo permissionrio e a revogabilidade, a qualquer tempo, por iniciativa da Administrao. 4 - A concesso de uso depender da lei autorizativa e de concorrncia pblica, formalizando-se, ao final, mediante contrato administrativo. Art. 13 - O municpio, visando a promover a remoo de favelas e assim atender s necessidades habitacionais de segmentos carentes da coletividade, poder proceder, mediante autorizao legislativa, o parcelamento de imveis de seu patrimnio, cujos lotes sero alienados pelo preo mnimo apurado em avaliao administrativa, vedada aquisio de mais de uma rea ou lote por uma mesma pessoa e prevista a inalienabilidade pelo prazo de cinco anos. Art. 14 - Nos casos de cesso, autorizao, permisso ou concesso de uso de bens municipais, as benfeitorias acrescidas passaro a compor o patrimnio municipal, independentemente de indenizao.

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Lei Orgnica de MaceiArt. 15 - vedada a cesso, a autorizao, a permisso e a concesso de uso de rea de bens pblicos de uso comum, salvo quando se destinem a execuo de atividades compatveis com as finalidades a que se acha o imvel reservado.

TTULO II DA ORGANIZAO DOS PODERES MUNICIPAIS CAPTULO I DO PODER LEGISLATIVO Seco I DA CMARA MUNICIPAL

Art. 16 - O Poder Legislativo Municipal exercido pela Cmara Municipal, composta de Vereadores eleitos mediante sufrgio universal e direto, respeitado o sistema proporcional, dentre cidados maiores de dezoito anos, em pleno exercc