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1 LEI ORGÂNICA ATUALIZADA COM AS EMENDAS À LEI ORGÂNICA N°. 006/2006 E 07/2007. A CÂMARA MUNICIPAL DE IBIPORÃ, ESTADO DO PARANÁ, NOS TERMOS DO PARÁGRAFO 3° DO ARTIGO 49 DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO, PROMULGA A SEGUINTE EMENDA AO REFERIDO TEXTO LEGAL. LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE IBIPORÃ TÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA Art. 1º - O Município de Ibiporã, parte integrante do Estado do Paraná, é dotado de personalidade jurídica de direito público interno e goza de autonomia nos termos assegurados pela Constituição Federal, Constituição do Estado e por esta Lei Orgânica. Art. 2º - O Município poderá criar, organizar e suprimir distritos administrativos, observada a legislação estadual. Art. 3º - É mantida a integridade do Município, que só poderá ser alterada através de Lei Estadual, e mediante aprovação da população interessada, em plebiscito prévio. Parágrafo Único - A incorporação, a fusão e o desmembramento de partes do Município para integrar ou criar outros Municípios, obedecerá aos requisitos previstos na Constituição Estadual. Art. 4º - São símbolos do Município de Ibiporã além dos nacionais e estaduais, o brasão, a bandeira e o hino. Art. 5º - São órgãos do Governo Municipal: I – o Poder Legislativo, exercido pela Câmara Municipal, composta de vereadores;

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LEI ORGÂNICA ATUALIZADA COM AS EMENDAS À LEI ORGÂNICA N°. 006/2006 E 07/2007.

A CÂMARA MUNICIPAL DE IBIPORÃ, ESTADO DO PARANÁ, NO S

TERMOS DO PARÁGRAFO 3° DO ARTIGO 49 DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO, PROMULGA A SEGUINTE EMENDA AO REFERIDO T EXTO LEGAL.

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE IBIPORÃ

TÍTULO I

DA ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

CAPÍTULO I

DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA Art. 1º - O Município de Ibiporã, parte integrante do Estado do Paraná, é dotado de

personalidade jurídica de direito público interno e goza de autonomia nos termos assegurados pela Constituição Federal, Constituição do Estado e por esta Lei Orgânica.

Art. 2º - O Município poderá criar, organizar e suprimir distritos administrativos, observada a legislação estadual.

Art. 3º - É mantida a integridade do Município, que só poderá ser alterada através de Lei Estadual, e mediante aprovação da população interessada, em plebiscito prévio.

Parágrafo Único - A incorporação, a fusão e o desmembramento de partes do

Município para integrar ou criar outros Municípios, obedecerá aos requisitos previstos na Constituição Estadual.

Art. 4º - São símbolos do Município de Ibiporã além dos nacionais e estaduais, o

brasão, a bandeira e o hino.

Art. 5º - São órgãos do Governo Municipal: I – o Poder Legislativo, exercido pela Câmara Municipal, composta de vereadores;

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II – o Poder Executivo, exercido pelo Prefeito Municipal.

Art. 6º - A eleição do Prefeito, do Vice Prefeito e dos Vereadores, realizar-se-á através de pleito direto e simultâneo em todo País, para mandato de quatro anos, conforme disposto no artigo 29, incisos I e II da Constituição Federal.

Parágrafo Único – A posse do Prefeito, Vice Prefeito e Vereadores se dará a 1º de

janeiro do ano subsequente ao da eleição.

CAPÍTULO II

DAS COMPETÊNCIAS DO MUNICÍPIO

SEÇÃO I

DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA

Art. 7º - Compete ao Município: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e estadual, no que couber; III – instituir e arrecadar tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas,

com a obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancete nos prazos fixados por lei; IV – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os

serviços públicos de interesse local, incluindo o de transporte coletivo que tem caráter essencial;

V – manter com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas

de educação pré-escolar e de ensino fundamental; VI – prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços

de atendimento a saúde da população; VII – promover no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante

planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano, perímetro urbano e rural;

VIII – promover a proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e

paisagístico local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual;

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IX – elaborar o orçamento anual, o plano plurianual e as diretrizes orçamentárias,

bem como proceder à abertura de créditos suplementares, especiais e extraordinários; X – dispor sobre a utilização, a administração e a alienação dos seus bens; XI – adquirir bens, inclusive mediante desapropriação por necessidade, utilidade

pública ou interesse social, na forma da legislação federal; XII – elaborar o plano diretor de desenvolvimento integrado do município; XIII – organizar o quadro dos servidores da administração pública direta e indireta,

instituindo o Regime Jurídico e o Plano de Carreira; XIV – instituir as normas de edificação, de loteamento, de arruamento e de

zoneamento urbano, fixando as limitações urbanísticas convenientes à ordenação de seu território, observada a lei federal;

XV – constituir as servidões necessárias aos seus serviços; XVI - dispor sobre a utilização dos logradouros públicos e especialmente sobre: a) - os locais de estacionamentos de táxis e demais veículos; b) - o itinerário e os pontos de parada dos veículos de transporte coletivo; c) - os limites e a sinalização das áreas de silêncio, de trânsito e de tráfego em

condições peculiares; d) - os serviços de cargas e descargas, e a tonelagem máxima permitida aos veículos

que circulem em via pública; XVII – sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais, bem como regulamentar e

fiscalizar sua utilização; XVIII – prover a limpeza dos logradouros públicos, o transporte e o destino do lixo

domiciliar, hospitalar, industrial e de outros resíduos de qualquer natureza; XIX – dispor sobre os serviços funerários, administrar os cemitérios públicos e

fiscalizar os cemitérios particulares; XX – regulamentar, licenciar, permitir, autorizar e fiscalizar a fixação de cartazes,

anúncios, propaganda sonora, bem como a utilização de quaisquer outros meios de publicidade e propaganda, nos locais sujeitos ao poder de polícia municipal;

XXI – dispor sobre o depósito e destino de animais e mercadorias apreendidas em

decorrência de transgressão a legislação municipal;

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XXII – garantir a defesa do meio ambiente e da qualidade de vida; XXIII – arrendar, conceder o direito de uso ou permutar bens do Município; XXIV – aceitar legados e doações; XXV – dispor sobre espetáculos e diversões públicas; XXVI – quanto aos estabelecimentos industriais, comerciais e de prestações de

serviços: a) - conceder ou renovar a licença para sua abertura e funcionamento; b) - cassar licença que houver concedido ao estabelecimento que se tornar prejudicial

ou nocivo à saúde, à higiene, ao sossego alheio, a todos os outros bons costumes, ou ao meio ambiente, fazendo cessar a atividade ou determinando o fechamento do estabelecimento;

c) - promover o fechamento daqueles que funcionarem sem licença, ou depois da

revogação desta; d) - fixar condições e horários para seu funcionamento, observada a legislação

pertinente. XXVII – dispor sobre o comércio ambulante; XXVIII – instituir e impor as penalidades por infrações das suas leis e regulamentos; XXVIX – prover sobre qualquer outra matéria de sua competência exclusiva; XXX – instituir guarda municipal, incumbida da proteção de seus bens, serviços e

instalações, na forma da lei; XXXI – integrar consórcio com outros municípios para solução de problemas

comuns; XXXII – dispor sobre convênios com entidades públicas ou privadas.

SEÇÃO II

DA COMPETÊNCIA COMUM

Art. 8º - É competência comum do Município, juntamente com a União e o Estado:

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I – zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas, e

conservar o patrimônio público; II – cuidar da saúde e assistência pública, e da proteção e garantia das pessoas

portadoras de deficiência; III – proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e

cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV – impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros

bens de valor histórico, artístico ou cultural do Município; V – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; VI – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII – preservar as florestas, a fauna, a flora, os rios, córregos, ribeirões e nascentes; VIII – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; IX – promover programas de construção de moradias e melhoria das condições

habitacionais e de saneamento básico; X – combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a

integração social dos setores desfavorecidos; XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e

exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; XII – estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito; XIII – criar programa de combate as drogas e promover meios para recuperação de

dependentes químicos. Parágrafo Único – A cooperação do Município, com a União e o Estado, tendo em

vista o equilíbrio do desenvolvimento do bem-estar em âmbito nacional, se fará segundo normas fixadas por lei federal.

SEÇÃO III

DA COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR

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Art. 9º - Compete ao Município, obedecidas as normas federais e estaduais pertinentes:

I – dispor sobre a prevenção contra incêndios; II – coibir, no exercício do poder de polícia, as atividades que violarem normas de

saúde, sossego, higiene, segurança, funcionalidade, moralidade e outras do interesse da coletividade;

III – prestar assistência nas emergências médico-hospitalares de pronto socorro, por

seus próprios serviços, ou quando insuficientes, por instituições especializadas; IV – dispor sobre o registro, a vacinação e a captura de animais; V – dispor, mediante suplementação da legislação federal e estadual, especialmente

sobre: a) - a assistência social; b) - as ações e serviços de saúde da competência do Município; c) - a proteção da infância, dos adolescentes, dos idosos, das pessoas portadoras de

deficiência e dependentes químicos; d) - o ensino fundamental e pré-escolar, prioritário para o Município; e) - a proteção dos documentos, obras de arte e outros bens de reconhecido valor

artístico, cultural e histórico, bem assim os monumentos, as paisagens naturais, os sítios arqueológicos e espeleológicos;

f) - a proteção do meio ambiente, o combate a poluição e a garantia da qualidade de

vida; g) - os incentivos ao turismo, ao comércio e a indústria; h) - os incentivos e o tratamento jurídico diferenciado às microempresas e empresas

de pequeno porte, assim definidas em lei federal, e na forma da Constituição Estadual; i) - o fomento da agropecuária e organização do abastecimento alimentar, ressalvadas

as competências legislativa e fiscalizadora da União e do Estado.

CAPÍTULO III

DOS BENS DO MUNICÍPIO

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Art. 10 – O Patrimônio Público Municipal de Ibiporã é formado por bens públicos

municipais de toda natureza e espécie que tenham qualquer interesse para a Administração do Município ou para sua população.

Parágrafo Único – São bens públicos municipais todas as coisas corpóreas ou

incorpóreas; móveis, imóveis e semoventes; créditos, débitos, valores, direitos, ações e outros, que pertençam, a qualquer título, ao Município.

Art. 11 – Os bens públicos municipais podem ser: I – de uso comum do povo – tais como estradas municipais, ruas, parques, praças,

logradouros públicos e outros da mesma espécie; II – de uso especial – os de patrimônio administrativo, destinados a Administração,

tais como os edifícios das repartições públicas, os terrenos e equipamentos destinados ao serviço público, veículos, matadouros, mercados e outras serventias da mesma espécie;

III – bens dominiais – aqueles sobre os quais o Município exerce os direitos de

proprietário, e são considerados como bens patrimoniais disponíveis. § 1º - É obrigatório o cadastramento de todos os bens móveis, imóveis e semoventes

do Município, dele devendo constar a descrição, a identificação, o número de registro, órgão ao qual estão distribuídos, data de inclusão no cadastro, e o seu valor nesta data.

§ 2º - Os estoques de materiais e coisas fungíveis utilizados nas repartições e

serviços públicos municipais, terão suas quantidades anotadas, e sua distribuição controlada, pelas repartições onde estão armazenados.

Art. 12 – Toda alienação onerosa de bens móveis e imóveis municipais só poderá ser realizada mediante autorização por lei municipal, avaliação prévia e licitação, observada nesta a legislação federal pertinente.

§ 1º - A cessão de uso entre órgãos da administração pública municipal não depende da autorização legislativa podendo ser feita mediante simples termo ou anotação cadastral.

§ 2º - A cessão de uso gratuito e o empréstimo em regime de comodato, por prazo

inferior a dez anos, de imóvel público municipal a entidade beneficente, sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública municipal, independerá de avaliação prévia e licitação.

§ 3° - Os bens imóveis do Município serão alienáveis quando desafetados e autorizada à alienação por lei específica, em atendimento ao interesse social e ao desenvolvimento urbano ou rural e as disposições desta lei, mediante licitação, dispensada esta nos casos previstos na Lei Federal das Licitações e Contratos Administrativos.

Art. 13 – Compete ao Prefeito, a administração dos bens públicos municipais, ressalvada a competência da Câmara Municipal em relação aos seus bens.

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Art. 14 – O Município, preferencialmente à venda ou doação de bens imóveis,

outorgará concessão de direito real de uso, mediante prévia autorização legislativa e concorrência, dispensada esta, quando o uso destinar ao concessionário de serviço público ou quando houver relevante interesse público devidamente justificado.

Art. 15 – A venda aos proprietários lindeiros de imóveis remanescentes, resultantes de obras públicas ou de modificações de alinhamentos, inaproveitáveis para edificações, dependerá de prévia avaliação e autorização legislativa.

Art. 16 – A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e autorização legislativa.

Art. 17 – O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão, permissão ou autorização, quando houver relevante interesse público, devidamente justificado.

§ 1º - A concessão administrativa dos bens públicos de uso especial ou dominial

dependerá de autorização legislativa e de licitação, dispensada esta nos casos especificados na Lei Federal de Licitações, e far-se-á mediante contrato sob pena de nulidade do ato.

§ 2º - A concessão administrativa de bens de uso comum do povo será outorgada

mediante autorização legislativa. § 3º - A permissão de uso, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será

outorgada a título precário e por decreto precedido de licitação e, em se tratando de bens imóveis, a permissão somente será concedida mediante autorização legislativa, devendo ser revista anualmente, ficando esta dispensada quando se tratar de áreas públicas de dimensões iguais ou inferiores a 4,00 m2 (quatro metros quadrados).

§ 4º - A autorização, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita por

portaria para atividades ou usos específicos e transitórios, pelo prazo máximo de sessenta dias, salvo quando para fim de formar canteiro de obras públicas, caso em que o prazo corresponderá ao da duração destas.

§ 5º - O arrendamento, a concessão, o direito de uso ou permuta de bens do

Município, somente poderá ser feito, mediante prévia avaliação e autorização legislativa.

TÍTULO II

DO GOVERNO MUNICIPAL

CAPÍTULO I

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DO PODER LEGISLATIVO

SEÇÃO I

DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 18 - O Poder Legislativo Municipal é exercido pela Câmara Municipal, composta de vereadores em número proporcional à população do município.

Parágrafo Único – Cada legislatura terá duração de quatro anos.

Art. 19 – A Câmara Municipal de Ibiporã compõe-se de vereadores, representantes

do povo eleitos pelo sistema proporcional, pelo voto direto e secreto, para um mandato de quatro anos, em eleições realizadas na mesma data estabelecida para todo o País, observadas as seguintes condições de elegibilidade:

I – nacionalidade brasileira; II – pleno exercício dos direitos políticos; III – alistamento eleitoral; IV – domicílio eleitoral no Município, conforme dispuser a legislação federal; V – filiação partidária; VI – idade mínima de dezoito anos; VII – ser alfabetizado. Parágrafo Único – As inelegibilidades para o cargo de Vereador são aquelas

estabelecidas na Constituição Federal e na Legislação Eleitoral.

Art. 20 - Salvo disposições em contrário, constante desta lei ou de legislação superior, as deliberações da Câmara Municipal e de suas Comissões, serão tomadas pela maioria dos votos, presente a maioria de seus membros, em sessões públicas.

SEÇÃO II

DA INSTALAÇÃO

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Art. 21 – No primeiro ano de cada legislatura, no dia 1º de janeiro, em sessão de instalação, independentemente de número, sob a presidência do mais idoso dentre os eleitos, os Vereadores prestarão compromisso e tomarão posse.

Art. 22 – O Presidente prestará o seguinte compromisso: “PROMETO CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA

DO BRASIL, A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ E A LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO, OBSERVAR AS LEIS, DESEMPENHAR, COM LEALDADE, O MANDATO QUE ME FOI CONFERIDO, E TRABALHAR PELO PROGRESSO DO MUNICÍPIO DE IBIPORÃ E PELO BEM-ESTAR DO SEU POVO”, e, em seguida, o Secretário designado para este fim fará a chamada de cada vereador, que declarará:

“ASSIM O PROMETO”.

Art. 23 – O Vereador que não tomar posse na sessão prevista no artigo 21, poderá

fazê-lo até quinze dias depois da primeira sessão ordinária, sob pena de ser considerado renunciante, salvo motivo de doença comprovada.

SEÇÃO III

DA MESA

Art. 24 – Imediatamente após a sessão de instalação, os Vereadores reunir-se-ão sob a presidência do mais idoso dentre os eleitos e, presente a maioria absoluta de seus membros, elegerão os componentes da mesa, por escrutínio secreto e maioria absoluta de votos, considerando-se automaticamente empossados os eleitos.

Parágrafo Único – A eleição da Mesa será realizada conforme dispuser o

Regimento Interno, exigida a maioria absoluta de votos para a eleição dos candidatos, e assegurando-se, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos políticos.

Art. 25 – A Mesa será composta de um Presidente, um Vice-Presidente, um 1º Secretário e um 2º Secretário.

§ 1º - No impedimento e ausência do Presidente e Vice-Presidente, assumirá o cargo

o 1º Secretário. § 2º - No seu impedimento ou ausência, o 1º Secretário será substituído pelo 2º

Secretário.

Art. 26 – O Mandato da Mesa será de 2 (dois) anos, podendo haver recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente.

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Art. 27 – Compete à Mesa da Câmara, dentre outras atribuições: I – propor projetos de Resolução criando ou extinguindo cargos dos serviços da

Câmara Municipal e fixando os respectivos vencimentos; II – propor projetos de lei dispondo sobre a abertura de créditos suplementares ou

especiais, através de anulação parcial ou total da dotação orçamentária da Câmara Municipal; III – suplementar, por Resolução, as dotações do Orçamento da Câmara Municipal,

observado o limite da autorização da Lei Orçamentária, desde que os recursos para a sua cobertura sejam provenientes de anulação de sua dotação, ou da reserva de contingência;

IV – elaborar e expedir, mediante Resolução, a discriminação analítica das dotações

orçamentárias da Câmara Municipal, bem como alterá-la, quando necessário; V – devolver à Prefeitura o saldo de caixa existente na Câmara Municipal, no final

do exercício; VI – enviar ao Prefeito, até o dia 1º de março, as contas do exercício anterior; VII – elaborar e enviar, até o dia 31 de agosto de cada ano, a proposta orçamentária

da Câmara Municipal a ser incluída na Lei Orçamentária do Município; VIII – propor projeto de Decreto Legislativo e de Resolução.

Art. 28 – Compete a Presidência da Câmara Municipal, dentre outras atribuições: I – representar a Câmara Municipal em juízo ou fora dele; II – dirigir, executar e disciplinar os trabalhos da Câmara Municipal; III - interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno da Câmara Municipal; IV – promulgar as leis não sancionadas ou não promulgadas pelo Prefeito; V – baixar as Resoluções e os Decretos Legislativos aprovados pela Câmara

Municipal; VI – fazer publicar, dentro do prazo de trinta dias, os atos, as Resoluções, os

Decretos Legislativos e as Leis por eles promulgados; VII – declarar extinto o mandato de Vereadores, nos casos previstos em lei; VIII – requisitar as dotações orçamentárias da Câmara Municipal;

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IX – apresentar ao Plenário, até o dia vinte de cada mês, o balancete orçamentário do mês anterior;

X – representar sobre a inconstitucionalidade de lei ou ato municipal; XI – solicitar e encaminhar pedido de intervenção no Município, nos casos previstos

pela Constituição Federal; XII – fazer expediente, diariamente na Câmara Municipal durante o período

legislativo ordinário.

SEÇÃO IV

DAS COMPETÊNCIAS DA CÂMARA MUNCIPAL

Art. 29 – Compete, privativamente a Câmara Municipal: I – eleger sua Mesa e as Comissões Permanentes e temporárias, conforme dispuser o

Regimento Interno; II – elaborar o Regimento Interno; III – dispor sobre sua organização, funcionamento e segurança; IV – dispor sobre a criação, transformação ou extinção de cargos, empregos e

funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para a fixação de respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de Diretrizes Orçamentárias;

V – aprovar créditos suplementares à sua Secretaria, até o limite estabelecido na Lei

de Diretrizes Orçamentárias, e, na Lei Orçamentária Anual do Município; VI – fixar por Resolução, em cada legislatura, para ter vigência na subsequente, até

30 (trinta) dias antes das eleições municipais, o subsídio dos Vereadores, observados os limites de que trata o artigo 29, incisos VI e VII e os artigos 37, XI e 39, § 4º da Constituição Federal;

VII – fixar por lei, de iniciativa própria, os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e

dos Secretários Municipais, observado o que dispõem os arts. 37, XI; 39, § 4º; 150, II; 153, III e 153, § 2º, I, da Constituição Federal;

VIII – dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito; IX – conhecer da renúncia do Prefeito e do Vice-Prefeito;

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X – conceder licença ao Prefeito e aos Vereadores; XI – autorizar o Prefeito a ausentar-se do Município por mais de quinze dias e do

País por qualquer prazo; XII – criar comissões de inquérito sobre fato determinado e referente à

Administração Municipal; XIII – solicitar informações ao Prefeito sobre assuntos da administração, fixado o

prazo de quinze dias, prorrogável por igual período, desde que solicitado e devidamente justificado, o prazo para que os pedidos de informação sejam atendidos, importando em infração político-administrativa do Prefeito a informação falsa, a recusa ou o não cumprimento do prazo;

XIV – apreciar os vetos do Prefeito; XV – conceder honrarias as pessoas que, reconhecida e comprovadamente, tenham

prestados serviços relevantes ao Município; XVI – julgar as contas do Prefeito, na forma da lei; XVII – convocar, por si ou por qualquer das suas comissões, Secretário Municipal

ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados ao Prefeito Municipal, para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, podendo estes serem responsabilizados, na forma da lei, no caso de recusa ou informações falsas;

XVIII – aprovar, no prazo de trinta dias de recebimento, os consórcios, contratos e

convênios dos quais o Município seja parte e que envolvam interesses municipais; XIX – processar os Vereadores, conforme dispuser a lei; XX - declarar a perda ou suspensão do mandato do Prefeito e dos Vereadores, na

forma dos artigos 15 e 37, § 4º, da Constituição Federal; XXI – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do Poder

regulamentar; XXII – fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, inclusive os da

administração indireta; XXIII – a renúncia de Prefeito ou de Vice-Prefeito submetido a processo de cassação

de mandato terá seus efeitos suspensos até deliberações finais daquele; XXIV – havendo alteração do número de habitantes, apurada por órgão federal

competente, após a fixação dos subsídios de que trata o inciso VI deste artigo, poderá, por iniciativa da Mesa Executiva da Câmara e mediante lei ordinária, ser alterado o valor dos

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subsídios dos Vereadores de acordo com os limites estabelecidos no artigo 29, VI, da Constituição Federal, e atendidos os demais dispositivos constitucionais;

XXV – o total das despesas do Poder Legislativo, incluídos subsídios dos Vereadores

e excluídos os gastos com inativos, obedecerá os limites fixados no artigo 29-A da Constituição Federal, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no artigo 153, § 5º, e nos artigos 158 e 159 da Magna Carta, efetivamente realizado no exercício anterior.

§ 1º - A Câmara Municipal não gastará mais de 70% (setenta por cento) de sua

receita com folha de pagamento, incluído o gasto com subsídios de Vereadores. § 2º - Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara o desrespeito ao

parágrafo anterior.

Art. 30 – Compete a Câmara Municipal deliberar, com a sanção do Prefeito, sobre todas as matérias da competência do Município, especificamente:

I – plano plurianual, orçamento anual e diretrizes orçamentárias; II – abertura de créditos especiais, suplementares e extraordinários; III – concessões de isenção de impostos municipais; IV – planos e programas municipais e setoriais de desenvolvimento; V – fixação do efetivo, organização e atividades da Guarda Municipal, atendidas as

prescrições, da legislação federal; VI – criação, classificação e extinção de cargos, empregos e funções públicas

municipais, na administração direta e indireta, fixando os respectivos vencimentos, observados os limites dos orçamentos anuais, e os valores máximos de suas remunerações conforme estabelecido pelo artigo 37, XII, da Constituição Federal;

VII – regime jurídico e lei de remuneração dos servidores municipais, da

administração direta e indireta; VIII – autorização de operações de crédito e empréstimos internos e externos, para o

Município, observada a Legislação Estadual e a Federal pertinentes, e dentro dos limites fixados pelo Senado Federal;

IX – autorização de permissão e concessão de serviços públicos de interesse local a

terceiros; X – aquisição, permuta ou alienação, a qualquer título, de bens municipais, na forma

da lei;

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XI – matérias de competência comum, constantes no artigo 8º desta lei e do artigo 23

da Constituição Federal; XII – remissão de dívidas de terceiros ao Município, e concessão de isenções e

anistia fiscais, mediante lei municipal específica; XIII – cessão, empréstimos ou concessão de direito real de uso de bens imóveis do

Município; XIV – aprovação da política de desenvolvimento urbano atendidas as diretrizes

gerais fixadas pela legislação federal e os preceitos do artigo 182 da Constituição Federal; XV – autorização ao Prefeito Municipal, mediante lei específica para área incluída

previamente no Plano Diretor da cidade, nos termos da lei federal, impor ao proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, aplicando-lhe as penas do § 4º do artigo 182 da Constituição Federal.

SEÇÃO V

DOS VEREADORES

Art. 31 – Os Vereadores, em número proporcional à população municipal, são os representantes do povo ibiporãense, eleitos para um mandato de quatro anos, na mesma data da eleição do Prefeito Municipal.

§ 1º - O número de Vereadores será de nove até 47.619 habitantes, acrescendo-se o

número de Vereadores de acordo com a Resolução do TSE nº 21.702, de 02 de abril de 2004. § 2º - A população do Município que servirá de base de cálculo do número de

Vereadores, será aquela estimada pela Fundação IBGE, que a fornecerá, por escrito, à Câmara Municipal, procedendo-se ao ajuste do ano anterior às eleições.

Art. 32 – Os Vereadores são invioláveis por suas opiniões, votos e palavras no

exercício de seu mandato e na circunscrição do Município. Art. 33 – Os vereadores não poderão: I – desde a expedição do diploma: a) - firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia,

empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer as cláusulas uniformes;

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b) - aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis “adnutum”, nas entidades constantes da alínea anterior.

II – desde a posse: a) - ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente

de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) - ocupar cargo ou função em que sejam demissíveis “adnutum” nas entidades

referidas no inciso I, alínea “a”; c) - patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o

inciso I, alínea “a”; d) - ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Art. 34 – Perderá o mandato o Vereador: I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III – que deixar de comparecer em cada sessão legislativa anual, à terça parte das

sessões ordinárias da Câmara Municipal, salvo se em licença ou missão autorizada pela Câmara; deixar de comparecer a cinco sessões extraordinárias convocadas em cada período legislativo ordinário; ou deixar de comparecer a três reuniões consecutivas ou a cinco reuniões alternadas convocadas pelo Presidente da Comissão Permanente a que pertencer, em cada período legislativo ordinário.

IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição

Federal; VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado; VII – que deixar de ter residência fixa no município; § 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no

Regimento Interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro da Câmara Municipal ou a percepção de vantagens indevidas.

§ 2º - Nos casos dos incisos I, II, VI e VII, a perda do mandato será decidida pela

Câmara, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Casa, obedecido o processo estabelecido no seu Regimento Interno e assegurado ampla defesa.

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§ 3º - Nos casos dos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa Executiva, de

ofício ou por provocação de qualquer de seus membros ou partido político nela representado, assegurada ampla defesa.

§ 4 º - A renúncia de Vereador submetido a processo de cassação de mandato terá

seus efeitos suspensos até as deliberações finais daquele. Art. 35 – Não perderá o mandato o Vereador: I – investido no cargo de Ministério de Estado, Secretário de Estado ou Secretário

Municipal ou quando designado para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse do Município;

II – licenciado pela Câmara Municipal por motivo de doença, ou para tratar, sem

remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento seja de no mínimo 30 (trinta) dias e que não ultrapasse a 120 (cento e vinte) dias por sessão legislativa.

§ 1º - O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções

previstas neste artigo ou de licença superior a trinta dias, devendo tomar posse no prazo de cinco dias, salvo, motivo justo aceito pela Câmara.

§ 2º - Na hipótese do inciso I, o Vereador poderá optar pela remuneração do

mandato.

Art. 36 – O Vereador poderá renunciar ao seu mandato, mediante ofício autenticado dirigida ao Presidente da Câmara Municipal.

Art. 37 – No ato da posse e ao término do mandato, os Vereadores deverão apresentar declaração de seus bens, que ficará arquivado na Câmara Municipal.

SEÇÃO VI

DAS COMISSÕES

Art. 38 – As Comissões Permanentes da Câmara Municipal serão eleitas dentro do prazo de 15 dias após à eleição da Mesa, pelo prazo de um ano, permitida a reeleição.

Art. 39 – As Comissões Temporárias serão constituídas na forma e com as atribuições previstas no Regimento Interno e no ato de que resultar a sua criação.

§ 1º - As comissões de Inquérito serão criadas mediante requerimento escrito e

assinado por no mínimo um terço dos vereadores, aprovado por maioria absoluta dos membros da Câmara, versarão sobre fatos determinados e precisos, e terão prazo de duração

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limitado, após o qual serão dissolvidas, salvo se prorrogado por voto da maioria absoluta da Câmara por igual período.

§ 2º - As Comissões de Inquérito terão poderes investigatórios próprios para

apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que este promova a responsabilização civil ou criminal dos indiciados.

§ 3º - As Comissões Processantes serão instauradas para as hipóteses previstas nesta

Lei Orgânica e atuarão observando os procedimentos previstos no Regimento Interno, nesta Lei e subsidiariamente na legislação federal aplicável a espécie.

Art. 40 – Na composição das Comissões, assegurar-se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos políticos.

Parágrafo Único – O Vereador terá, necessariamente, que participar de, pelo menos,

uma comissão permanente.

SEÇÃO VII

DAS SESSÕES

Art. 41. A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, em sua sede, de 02 de fevereiro a 17 de julho e de 1° de agosto a 22 de dezembro. (Redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 07/2007)

§ 1º - As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia

útil subseqüente, quando recaírem em sábados, domingos e feriados. § 2º - A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de

diretrizes orçamentárias.

Art. 42 – Salvo motivo de força maior devidamente caracterizado, as sessões legislativas serão realizadas no recinto próprio da Câmara Municipal, sob pena de nulidade das deliberações tomadas.

§ 1º - Comprovada a impossibilidade de acesso ao recinto, ou por outra causa que

impeça a sua utilização, as sessões poderão ser realizadas em outro local aprovado pela maioria absoluta dos Vereadores.

§ 2º - As sessões solenes poderão ser realizadas fora do recinto da Câmara

Municipal.

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Art. 43 – Todas as sessões serão públicas, salvo deliberação em contrário, aprovada

pela maioria absoluta de membros da Câmara, quando ocorrer motivo relevante, ou para preservação de decoro parlamentar.

Art. 44 - As sessões serão abertas com a presença de, no mínimo, um terço dos membros da Câmara Municipal.

Parágrafo Único – Considerar-se-á presente à sessão o Vereador que assinar a folha

de presença até o início da Ordem do Dia, e participar do processo de votação.

Art. 45 – A Câmara Municipal poderá ser convocada extraordinariamente, para tratar de matéria urgente, ou de interesse público relevante:

I – pelo Prefeito Municipal; II – pelo Presidente da Câmara; III – pela maioria absoluta de Vereadores. § 1º As sessões extraordinárias deverão ser convocadas com antecedência mínima de

quarenta e oito horas, e nelas não se tratará de matéria estranha à que motivou a sua convocação, vedado o pagamento a Vereadores, a qualquer título, pela realização das sessões extraordinárias; (Redação dada pela Emenda a Lei Orgânica nº 07/2007)

§ 2º - O Presidente da Câmara Municipal dará ciência da convocação aos

Vereadores, por meio de comunicação pessoal escrita.

SEÇÃO VIII

DAS DELIBERAÇÕES

Art. 46 – As deliberações da Câmara Municipal serão tomadas mediante três discussões e três votações com o interstício mínimo de vinte e quatro horas.

Parágrafo Único – Os vetos terão uma única discussão e votação.

Art. 47 - A discussão e votação da matéria constante da Ordem do Dia serão

efetuadas com a presença da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.

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§ 1º - o voto será público, salvo as exceções previstas nesta lei. § 2º - Dependerá do voto favorável de dois terços do total dos membros da Câmara

Municipal a aprovação: I – das leis concernentes a: a) - Plano Diretor da Cidade; b) - alienação de bens imóveis; c) - concessão de honrarias; d) - concessão de moratória, privilégios e remissão de dívida. II – da realização de sessão secreta; III – da rejeição de parecer prévio do Tribunal de Contas; IV – da aprovação de proposta para mudança de nome do Município; V – da mudança de local de funcionamento da Câmara Municipal; VI – da destituição de componentes da Mesa; VII – da representação contra o Prefeito, o Vice-Prefeito; VIII – da alteração desta lei. § 3º - Dependerá do voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara

Municipal a aprovação: I – das leis concernentes: a) - ao Código Tributário Municipal; b) - à denominação de próprios e logradouros; c) - à rejeição de veto do Prefeito; d) - ao zoneamento e ao uso do solo; e) - ao código de edificação de obras; f) - ao código de posturas;

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g) - ao estatuto dos servidores municipais; h) - à criação de cargos e aumento de vencimentos dos servidores municipais. II – do Regimento Interno da Câmara Municipal; III – da aplicação de penas pelo Prefeito ao proprietário do solo urbano não

edificado, subutilizado ou não utilizado, na forma prevista no inciso XV do art. 30 desta lei. § 4º - A aprovação das matérias não constantes dos parágrafos anteriores deste artigo

dependerá do voto favorável da maioria simples de Vereadores, presentes à sessão a sua maioria absoluta.

§ 5º - As votações se farão como determinar o Regimento Interno. § 6º - O voto será secreto: I – na eleição da Mesa; II – nas deliberações relativas à prestação de contas do Município; III – nas deliberações de veto; IV – nas deliberações sobre a perda de mandato dos Vereadores. § 7º - Estará impedido de votar o Vereador que tiver sobre a matéria interesse

particular seu, de seu cônjuge, de parente até terceiro grau consangüíneo ou afim. § 8º - Será nula a votação que não for processada nos termos desta Lei.

SEÇÃO IX

DO PROCESSO LEGISLATIVO

Art. 48 – O Processo Legislativo compreende a elaboração de: I – Emendas à Lei Orgânica do Município; II – Leis Ordinárias, estabelecendo normas legislativas gerais, aprovadas pela

Câmara Municipal e sancionadas pelo Prefeito;

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III – Decretos Legislativos, editados pela Presidência da Câmara para prover sobre a matéria político-administrativa, com efeitos externos ao Poder Legislativo;

IV – Resoluções, para regular matéria administrativa interna da própria Câmara.

Art. 49 – A Lei Orgânica do Município será emendada mediante proposta: I – de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal; II – do Prefeito Municipal. § 1º - A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de intervenção estadual

no Município, Estado de Defesa ou Estado de Sítio. § 2º - A proposta de emenda à Lei Orgânica será discutida e votada em dois turnos,

considerando-se a mesma aprovada quando obtiver, em ambas as votações, o voto favorável de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal.

§ 3º - A emenda aprovada nos termos deste artigo será promulgada pela Mesa da

Câmara Municipal, com o respectivo número de ordem. § 4º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada, ou havida por

prejudicada, não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

§ 5º - Será nominal a votação de emenda à Lei Orgânica.

Art. 50 – A iniciativa dos Projetos de Lei cabe ao: I – Prefeito Municipal; II – Vereador; III – Mesa Executiva da Câmara. Parágrafo Único – A iniciativa legislativa popular, relativa a Projetos de Lei de

interesse do Município, da cidade ou de bairros, será feita através de manifestação expressa de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado.

Art. 51 – Compete privativamente ao Prefeito, a iniciativa de leis que disponham sobre:

I – criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e

indireta do Poder Executivo, ou aumento de sua remuneração; II – servidores públicos do Poder Executivo, seu regime jurídico e provimento de

cargos;

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III – criação, estruturação e atribuições das Secretarias municipais e órgãos da

administração pública municipal.

Art. 52 – Não serão admitidas emendas que aumentem a despesa nos projetos de lei de iniciativa exclusiva do Prefeito Municipal, ressalvadas as emendas do projeto de lei do orçamento anual, quando compatíveis com a lei de diretrizes orçamentárias e com o plano plurianual, nem nos projetos de Resolução que versem sobre a organização dos serviços administrativos da Câmara Municipal.

Art. 53 – A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Prefeito, se este o solicitar, deverão ser feitas no prazo de noventa dias, a contar da data do recebimento do Projeto.

§ 1º - Se o Prefeito julgar a matéria urgente, solicitará que a apreciação do projeto de

lei seja feita em quarenta e cinco dias. § 2º - A fixação do prazo de urgência será expressa e poderá ser feita depois da

remessa do Projeto de lei, considerando-se a data do recebimento do pedido como termo inicial.

§ 3º - Esgotados esses prazos, o Projeto de lei será incluído obrigatoriamente na

ordem do dia, suspendendo-se a deliberação sobre qualquer outro assunto, até que se ultime a votação do mesmo.

§ 4º - Os prazos não fluem nos períodos de recesso da Câmara Municipal e não se

interrompem no período de sessões legislativas extraordinárias. § 5º - As disposições deste artigo não serão aplicáveis a tramitação dos Projetos de

lei que tratem de matéria codificada, Lei Orgânica e Estatutos. § 6º - As modificações desta Lei Orgânica só poderão ser aprovadas pelo mesmo

quórum da sua elaboração, e obedecido o mesmo rito, cabendo a promulgação ao Presidente da Câmara Municipal.

Art. 54 – O Projeto de lei que receber parecer contrário de todas as comissões permanentes competentes, desde que seja de no mínimo três comissões, será considerado prejudicado, implicando no seu arquivamento.

Art. 55 – A matéria do Projeto de lei prejudicado ou rejeitado, somente poderá constituir objeto de novo Projeto de lei, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal, ressalvados os Projetos de Leis de iniciativa do Prefeito Municipal.

Art. 56 – Aprovado o Projeto de lei na forma regimental, o Presidente da Câmara Municipal, no prazo de dez dias úteis, o enviará ao Prefeito que, aquiescendo, o sancionará e

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encaminhará cópia original da lei à Câmara Municipal no prazo máximo de cinco dias úteis após a sanção.

§ 1º - Se o Prefeito julgar o Projeto de lei, no todo ou em parte, inconstitucional,

ilegal ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, dentro de quinze dias úteis, contados da data em que o receber, comunicando ao Presidente da Câmara Municipal, dentro de quarenta e oito horas, as razões do veto.

§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de

inciso ou de alínea. § 3° - Decorrido o prazo de quinze dias úteis, o silêncio do Prefeito implicará em

sanção. § 4º - Comunicado o veto, a Câmara Municipal deverá apreciá-lo, com o devido

parecer, dentro de trinta dias, contados da data do recebimento, em discussão única e votação secreta, mantendo-se o veto quando não obtiver o voto contrário da maioria absoluta dos membros da Câmara.

§ 5º - Rejeitado o veto, o Projeto de lei retornará ao Prefeito, que terá o prazo de

quarenta e oito horas para o promulgar. § 6º - O veto ao Projeto de lei orçamentária será apreciado pela Câmara Municipal,

dentro de dez dias úteis, contados da data do recebimento. § 7º - No caso do § 3º, se decorridos os prazos referidos nos §§ 5º e 6º, o Presidente

da Câmara Municipal promulgará a Lei dentro de quarenta e oito horas. § 8º - Quando se tratar de rejeição de veto parcial, a lei promulgada tomará o mesmo

número da original. § 9º - O prazo de trinta dias referido no parágrafo 4º não flui nos períodos de recesso

da Câmara Municipal. § 10º - A manutenção do veto não restaura matéria do Projeto de lei original,

suprimida ou modificada pela Câmara Municipal.

Art. 57 – As resoluções e decretos legislativos serão discutidos e aprovados como dispuser o Regimento Interno.

CAPÍTULO II

DO PODER EXECUTIVO

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SEÇÃO I

DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO

Art. 58 – O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal, com auxílio dos Secretários Municipais.

Art. 59 – O Prefeito e o Vice-Prefeito serão empossados e prestarão compromisso em sessão solene da Câmara Municipal.

§ 1º - Ao prestarem compromisso e ao deixarem o cargo, o Prefeito e o Vice-Prefeito

apresentarão declarações de seus bens à Câmara Municipal. § 2º - O Prefeito e o Vice-Prefeito prestarão o seguinte compromisso: “ PROMETO DEFENDER E CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

FEDERATIVA DO BRASIL, A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ E A LEI ORGÂNICA MUNICIPAL, OBSERVAR AS LEIS, PROMOVER O BEM GERAL DO MUNICÍPIO DE IBIPORÃ E DESEMPENHAR, COM LEALDADE E PATRIOTISMO, AS FUNÇÕES DO MEU CARGO”.

Art. 60 – O foro para julgamento do Prefeito será o Tribunal de Justiça.

Art. 61 – Em caso de licença ou impedimento, o Prefeito será substituído pelo Vice-Prefeito e, na falta deste pelo Presidente da Câmara Municipal.

§ 1º - Ocorrendo a vacância, assumirá o cargo o Vice-Prefeito, que será empossado

na mesma forma e mesmo rito do titular, para completar o mandato. § 2º - Verificando-se a vacância do cargo de prefeito, e, na falta do Vice-Prefeito,

observar-se-á o seguinte: I – ocorrendo a vacância nos dois primeiros anos do mandato, dar-se-á eleição 90

dias após a sua abertura, cabendo aos eleitos, completar o período dos seus antecessores; II – ocorrendo a vacância nos dois últimos anos do mandato, assumirá o presidente

da Câmara, que completará o período.

Art. 62 – O Prefeito, sem autorização legislativa, não poderá se afastar: I – do município, por mais de 15 (quinze) dias consecutivos; II – do país por qualquer prazo.

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Parágrafo Único – O Prefeito regularmente licenciado terá o direito a perceber os subsídios, somente quando:

I – impossibilitado para o exercício do cargo por motivo de doença devidamente

comprovada; II – a serviço ou em missão de representação do Município.

SEÇÃO II

DOS SUBSÍDIOS

Art. 63 – Os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais são fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado os arts. 37, XI; 39, § 4º; 150, II; 153, III, e 153, § 2º, I, da Constituição Federal.

Parágrafo Único – Os subsídios de que trata este artigo serão fixados em até 30

(trinta) dias antes das eleições municipais, podendo ser alterados por lei específica de iniciativa da Câmara Municipal.

SEÇÃO III

DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO

Art. 64 – Ao Prefeito entre outras atribuições compete: I – enviar a Câmara Municipal projetos de lei; II – representar o Município nas relações jurídicas, políticas e administrativas; III – vetar, em todo ou em parte, os projetos de lei aprovados pela Câmara

Municipal; IV – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara; V – regulamentar leis; VI – prestar a Câmara Municipal, dentro de quinze dias, prorrogável por igual

período, as informações solicitadas;

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VII – comparecer a Câmara Municipal, por sua própria iniciativa; VIII – convocar extraordinariamente a Câmara Municipal para deliberar sobre

matéria de interesse público relevante e urgente; IX – estabelecer a estrutura e organização da administração municipal; X – baixar atos administrativos; XI – fazer publicar atos administrativos; XII – desapropriar bens, na forma da lei; XIII – instituir servidões administrativas; XIV – alienar bens imóveis, mediante prévia e expressa autorização legislativa da

Câmara Municipal; XV – permitir ou autorizar o uso de bens municipais por terceiros; XVI – permitir ou autorizar a execução de serviços públicos por terceiros; XVII – dispor sobre a execução orçamentária; XVIII – superintender a arrecadação de tributos e de preços dos serviços públicos; XIX – aplicar multas previstas em leis e contratos; XX – fixar os preços dos serviços públicos; XXI – contrair empréstimos e realizar operações de créditos, mediante autorização

da Câmara Municipal; XXII – remeter à Câmara Municipal, no prazo de quinze dias a contar da data de

solicitação, os recursos orçamentários que devem ser dispendidos de uma só vez; XXIII – remeter à Câmara Municipal, até o dia vinte de cada mês, as parcelas das

dotações orçamentárias que devem ser dispensadas por duodécimos; XXIV – celebrar convênio “ad-referendum” da Câmara Municipal; XXV – abrir crédito extraordinário nos casos de calamidade pública, comunicando o

fato à Câmara Municipal; XXVI – prover os cargos públicos, mediante concurso público de provas e títulos;

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XXVII – expedir os atos referentes à situação funcional dos servidores; XXVIII – determinar a abertura de sindicância e a instauração de inquérito

administrativo; XXIX – aprovar projetos técnicos de edificação, de loteamento e de arruamento,

conforme dispuser o plano diretor; XXX – denominar próprios e logradouros públicos; XXXI – oficializar, obedecidas as normas urbanísticas, os logradouros públicos; XXXII – encaminhar ao Tribunal de Contas, até 31 de março de cada ano, a

prestação de contas do Município, relativa ao exercício anterior; XXXIII – remeter a Câmara Municipal, até 15 de abril de cada ano, relatório sobre a

situação geral da administração municipal; XXXIV – solicitar auxílio dos órgãos de segurança para o cumprimento de seus atos; XXXV – aplicar mediante lei específica, aos proprietários de imóveis urbanos não

edificados, subutilizados ou não utilizados incluídos previamente no Plano Diretor da Cidade, as penas sucessivas de:

a) - parcelamento compulsório; b) - imposto progressivo no tempo; c) - desapropriação mediante pagamento com títulos da dívida pública, conforme

estabelece a Lei Federal e o artigo 182 § 4º, inciso III da Constituição Federal.

Art. 65 – O Prefeito poderá delegar, por decreto, aos seus auxiliares, atribuições referidas no artigo anterior, exceto as constantes dos incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, XIV, XVIII, XX, XXI, XXIV, XXV, XXVI, XXIX, XXXI, X XXII, XXXIII e XXXIV.

Parágrafo Único – Os titulares de atribuições delegadas terão a responsabilidade

plena dos atos que praticarem, participando o Prefeito, solidariamente, dos ilícitos eventualmente cometidos.

SEÇÃO IV

DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS

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Art. 66 – Os Secretários Municipais serão escolhidos pelo Prefeito dentre brasileiros maiores de vinte e um anos, no exercício dos seus direitos políticos.

§ 1º - Compete aos Secretários Municipais, além de outras atribuições estabelecidas

nesta lei: I – na área de suas atribuições, exercer a orientação, coordenação e supervisão dos

órgãos e entidades da administração municipal, e referendar atos e decretos assinados pelo Prefeito Municipal;

II – expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; III – apresentar ao Prefeito Municipal e à Câmara Municipal relatório anual de sua

gestão na Secretaria, o qual deverá ser obrigatoriamente publicado no órgão oficial do município;

IV – praticar atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas

pelo Prefeito Municipal; V – encaminhar a Câmara Municipal informações por escrito quando solicitado pela

mesma, podendo o Secretário Municipal ser responsabilizado, na forma da lei, em caso de recusa, ou não atendimento no prazo de quinze dias, prorrogáveis por igual período, bem como o fornecimento de informações falsas.

§ 2º - Os ocupantes dos cargos mencionados neste artigo farão declaração pública de

bens no ato de sua nomeação e exoneração. § 3º - O disposto nos parágrafos acima, deste artigo, aplica-se aos demais ocupantes

de cargos em comissão da administração direta e indireta de qualquer dos poderes do Município.

Art. 67 - Os Secretários Municipais, nos crimes comuns ou de responsabilidade serão processados e julgados pelos Tribunais competentes e, nos crimes conexos com os do Prefeito Municipal, pelo Tribunal de Justiça do Estado.

SEÇÃO V

DO CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE

Art. 68 – São partes legitimas para propor a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo municipal, em face da Constituição Estadual:

I – o Prefeito e a Mesa da Câmara Municipal;

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II – os partidos políticos com representação na Assembléia Legislativa Estadual ou

na Câmara Municipal; III – as federações sindicais e as entidades de classe de âmbito estadual; IV – o Deputado estadual.

Art. 69 – Declarada a inconstitucionalidade, a decisão será comunicada à Câmara

para que promova a suspensão da execução da Lei ou ato impugnado.

CAPÍTULO III

DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Art. 70 – A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncias de receitas, será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo e pelo sistema de controle interno de cada um dos Poderes.

Parágrafo Único – Prestará contas qualquer pessoa física, jurídica ou entidade

pública que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos municipais, ou pelos quais o Município responda, ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.

Art. 71 – O controle externo será exercido pela Câmara Municipal com auxílio do Tribunal de Contas do Estado, e compreenderá:

I – a apreciação das contas do exercício financeiro apresentados pelo Prefeito

Municipal; II – o acompanhamento das aplicações financeiras e da execução orçamentária do

Município. Parágrafo Único – As contas do Poder Legislativo serão julgadas pelo plenário do

Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Art. 72 – O controle interno será exercido pelo Executivo para: I – proporcionar ao controle externo condições indispensáveis para exame da

execução orçamentária;

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II – acompanhar o desenvolvimento das atividades programadas pela administração municipal.

Art. 73 – A prestação de contas de recursos recebidos do Governo Federal e do Governo Estadual será feita, respectivamente, ao Tribunal de Contas da União e ao Tribunal de Contas do Estado, sem prejuízo da prestação de contas à Câmara Municipal.

Art. 74 – O parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas do Estado, sobre as contas anuais do Prefeito, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços da Câmara Municipal.

Art. 75 – A comissão permanente de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas da Câmara Municipal, diante de indícios de despesas não autorizadas ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.

§ 1º - Não prestados os esclarecimentos, ou considerados esses insuficientes, a

Comissão solicitará ao Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias.

§ 2º - Entendendo o Tribunal de Contas que é irregular a despesa, a Comissão, se

julgar que o gasto pode causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá à Câmara Municipal sua sustação.

TÍTULO III

DA ADMINISTRAÇÃO DO MUNICÍPIO

CAPÍTULO I

DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL

Art. 76 – O Município deverá organizar a sua administração e exercer suas atividades dentro de um processo de planejamento permanente.

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Art. 77 – Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Município exercerá, na forma da legislação federal, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.

Art. 78 – Lei Municipal definirá o sistema, as diretrizes e bases do planejamento e desenvolvimento municipal equilibrado, integrando-o ao planejamento estadual e nacional e a eles se incorporando e compatibilizando, visando:

I – ao desenvolvimento social e econômico; II – ao desenvolvimento urbano e rural; III – à ordenação do território; IV – à articulação, integração e descentralização do governo municipal e das

respectivas entidades da administração indireta, distribuindo-se criteriosamente os recursos financeiros disponíveis;

V – à definição das prioridades municipais.

Art. 79 – O Prefeito exercerá suas funções auxiliado por órgão da administração

direta e indireta. § 1º - A administração direta será exercida por meio de Secretarias Municipais e

outros órgãos públicos. § 2º - A administração indireta será exercida por autarquias e outros entes da

administração indireta, criados mediante lei municipal específica. § 3º - A administração indireta poderá, também, ser exercida por subprefeituras.

Art. 80 – O planejamento municipal será realizado por intermédio de um órgão

municipal único, o qual sistematizará as informações básicas, coordenará os estudos e elaborará os planos e projetos relativos ao planejamento do desenvolvimento municipal, e supervisionará a implantação do Plano Diretor da Cidade.

Art. 81 – O planejamento municipal terá a cooperação das associações

representativas de classe, de profissionais e comunitárias, mediante encaminhamento de projetos, sugestões e reivindicações, diretamente ao órgão de planejamento do Poder Executivo, ou por meio de iniciativa legislativa popular.

CAPÍTULO II

DAS OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS

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Art. 82 – As obras e serviços públicos serão executados de conformidade com o planejamento do desenvolvimento integrado do Município.

§ 1º - As obras públicas municipais poderão ser executadas diretamente pela

Prefeitura, por administração direta, por órgãos da administração indireta, ou ainda por terceiros.

§ 2º - As obras públicas realizadas em Ibiporã seguirão, estritamente, o Plano Diretor

da Cidade.

Art. 83 – Incumbe ao Poder Público Municipal, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos de interesse local incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial.

Parágrafo Único – A lei disporá sobre: I – o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o

caráter especial de seu contrato, de sua renovação e prorrogação, bem como sobre as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;

II – os direitos dos usuários; III – a política tarifária; IV – a obrigação de manter serviço adequado; V – a vedação de cláusula de exclusividade nos contratos de execução do serviço

público de transporte coletivo por terceiros; VI – as normas relativas ao gerenciamento do poder público, sobre os serviços de

transporte coletivo. Art. 84 – As permissões e as concessões de serviços públicos municipais, outorgadas

em desacordo com o estabelecido nesta lei, serão nulas de pleno direito. § 1º - Os serviços públicos municipais ficarão sujeitos à regulamentação e

fiscalização do Município. § 2º - O Município poderá retomar os serviços públicos municipais pertinentes ou

concedidos, se executados em desconformidade com o ato ou contrato respectivo.

Art. 85 – O Município poderá realizar obras e serviços públicos de interesse comum, mediante convênio com a União, com o Estado, com outros Municípios e com entidades particulares.

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CAPÍTULO III

DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL

Art. 86 – A administração pública municipal, direta e indireta, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência de todos os atos e fatos administrativos.

Art. 87 – Aplicam-se à administração pública do Município, todos os preceitos, normas, direitos e garantias prescritos pelo art. 27 da Constituição Estadual, e principalmente:

I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis a todos os brasileiros que

preencham os requisitos estabelecidos em lei; II – a investidura em cargo ou emprego público depende da aprovação prévia em

concurso público de provas, ou de provas e títulos, respeitada a ordem de classificação, ressalvadas as nomeações para cargos em comissões, declarados em lei de livre nomeação e exoneração;

III – o prazo de validade de concurso público será de até dois anos, prorrogáveis,

uma vez por igual período; IV – durante o prazo previsto no edital de convocações, respeitado o disposto no

item anterior, os aprovados em concurso público de provas, ou de provas e títulos, serão convocados com prioridade sobre os novos concursos para assumir cargo, ou emprego, na carreira;

V – os cargos em comissão, as funções de confiança e as funções gratificadas, com

definição de atribuições e responsabilidades, limitados e vinculados à estrutura organizacional de cada unidade administrativa, na forma estabelecida em leis serão exercidos:

a) - preferencialmente, na estrutura superior e de assessoramento, por servidores ocupantes de cargos de carreira técnica ou profissional;

b) - obrigatoriedade, na estrutura inicial e intermediária, por servidores ocupantes de

cargos de carreira. VI – é garantido ao servidor civil Municipal o direito à livre associação sindical; VII – o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei

complementar federal; VIII – a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas

portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;

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IX – a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a

necessidade temporária de excepcional interesse público; X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 3º do art. 91

somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices;

XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos

públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes do Município, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite o subsídio do Prefeito;

XII – os acréscimos pecuniários percebidos pelos servidores não serão computados

nem acumulados, para fins de concessão de acréscimo ulterior, sob o mesmo título ou idêntico fundamento;

XIII – ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e

alienações serão contratados mediante processo de licitação que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam as obrigações do pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, a qual permitirá somente as exigências de qualificação técnico-econômica indispensável à garantia do cumprimento das obrigações;

XIV – além dos requisitos mencionados no inciso anterior, o órgão licitante deverá,

nos processos licitatórios, estabelecer preço máximo das obras, serviços, compras e alienações a serem contratados;

XV – as obras, serviços, compras e alienações contratadas de forma parcelada, com

fim de burlar a obrigatoriedade dos processos de licitação pública, serão considerados atos fraudulentos, passíveis de anulação, por ele respondendo os autores civil, administrativa e criminalmente, na forma da lei.

XVI – é vedada à acumulação remunerada de cargos públicos de aposentados, pela

administração pública, exceto se novamente aprovados em concursos. § 1º - Os atos de improbidade administrativa, importarão na suspensão dos direitos

políticos, na perda de função pública, na indisponibilidade de bens e no ressarcimento ao erário, na forma e gradação prevista em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

§ 2º - As contas da administração pública direta e indireta, de qualquer dos poderes

do Município ficarão, durante sessenta dias anualmente, à disposição de qualquer

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contribuinte, em local próprio na Câmara Municipal, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei.

Art. 88 – Os cargos públicos municipais serão criados por lei que fixará as suas

denominações, os padrões de vencimentos, as condições de provimento, indicados os recursos pelos quais correrão as despesas.

Parágrafo Único – A criação de cargos da Câmara Municipal dependerá de

resolução do Plenário, mediante proposta da mesa.

Art. 89 – Antes de assumir e ao deixar o exercício de suas funções ou seus cargos públicos, o Prefeito, o Vice-Prefeito, os Vereadores e todos os funcionários públicos deverão fazer declaração de bens.

Art. 90 – Nos cargos em comissão é vedada a nomeação do cônjuge ou parente em linha reta ou colateral até o terceiro grau, respectivamente, do Prefeito, dos Secretários Municipais do âmbito do Poder Executivo Municipal; e dos Vereadores do âmbito da Câmara Municipal.

CAPÍTULO IV

DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS

Art. 91 – O Município instituirá conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.

§ 1º - A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará:

I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes

de cada carreira; II - os requisitos para a investidura; III - as peculiaridades dos cargos. IV - sistema de mérito objetivamente apurados para ingresso no serviço e

desenvolvimento na carreira; V - remuneração adequada à complexidade e responsabilidade das tarefas e à

capacitação profissional;

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VI - tratamento uniforme aos servidores públicos, no que se refere à concessão de índices de reajustes ou outros tratamentos remuneratórios ou desenvolvimento nas carreiras.

§ 2º - Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV,

VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX , XX, XXII e XXX, da Constituição Federal, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.

§ 3º - O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo e os Secretários Municipais

serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 87, X e XI, desta lei.

Art. 92 – Todos os direitos e garantias previstos pelo art. 34 da Constituição

Estadual, serão assegurados pelo Município aos seus servidores públicos.

Art. 93 – São estáveis, após três anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude do concurso público.

§ 1º - O servidor público estável só perderá o cargo: I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo

administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; II – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma da lei

federal complementar, assegurada ampla defesa. § 2º - Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele

reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

§ 3º - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em

disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

§ 4º - Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação

especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. Art. 94 - Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam-se as

disposições da Constituição Federal.

Art. 95 – Nenhum servidor poderá ser Diretor ou integrar conselho de empresa fornecedora, ou que realiza qualquer modalidade de contrato com o Município, sob pena de demissão do serviço público.

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Art. 96 – É vedada a participação de servidores públicos no produto de arrecadação de tributos e multas, inclusive da dívida ativa.

Art. 97 – É assegurada, nos termos da lei, a participação de funcionários públicos na gerência de fundos e entidades previdenciárias para as quais contribuem.

Art. 98 – Aos servidores titulares de cargos efetivos do município, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, o disposto neste artigo e as regras estabelecidas pelas Emendas Constitucional n° 20, de 15 de dezembro de 1998; n° 41, de 19 de dezembro de 2003; e n° 47, de 05 de julho de 2005.

§ 1º - Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17:

I – por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, na forma da lei;

II – compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com proventos proporcionais

ao tempo de contribuição; III – voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de 10 (dez) anos de

efetivo exercício no serviço público e 5 (cinco) anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as seguintes condições:

a) - 60 (sessenta) anos de idade e 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se homem,

e 55 (cinqüenta e cinco) anos de idade e 30 (trinta) anos de contribuição, se mulher; b) - 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta) anos de idade, se

mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.

§ 2º - Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão.

§ 3º - Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão,

serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. 201, da Constituição Federal, na forma da lei.

§ 4º - É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores:

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I - portadores de deficiência; II - que exerçam atividades de risco; III - cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a

saúde ou a integridade física. § 5º - Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em 05

(cinco) anos, em relação ao disposto no § 1º, III, “a”, para professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na Educação Infantil e no Ensino Fundamental e Médio.

§ 6º - Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição Federal, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência prevista neste artigo.

§ 7º - Lei federal disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte, que

será igual:

I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, da Constituição Federal, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso aposentado à data do óbito; ou

II - ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se

deu o falecimento, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, da Constituição Federal, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do óbito.

§ 8º - É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter

permanente, o valor real, conforme critérios estabelecidos em lei. § 9º - O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para

efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.

§ 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.

§ 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, da Constituição Federal, à soma total

dos proventos de inatividade, inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com

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remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo.

§ 12 - Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores

públicos municipais titulares de cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social.

§ 13 - O servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime geral da previdência social.

§ 14 - O Município, desde que institua regime de previdência complementar para os seus servidores titulares de cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, da Constituição Federal.

§ 15 - O regime de previdência complementar de que trata o parágrafo anterior será

instituído por lei de iniciativa do Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, da Constituição Federal, no que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida.

§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§ 14 e 15

desta Lei poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar.

§ 17 - Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício

previsto no § 3º desta Lei serão devidamente atualizados, na forma da Lei. § 18 - Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões

concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, da Constituição Federal, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos.

§ 19 - O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para

aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º, III, a, desta Lei, e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º, II, desta Lei.

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§ 20 - Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social

para os servidores titulares de cargos efetivos, e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal, ressalvado o disposto no art. 142, § 3º, X, da Constituição Federal.

§ 21 - A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas

de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 da Constituição Federal, quando o beneficiário, na forma da lei, for portador de doença incapacitante.

Art. 99 – A filiação ao órgão de previdência do Município é compulsória, qualquer

que seja a natureza do provimento do cargo, e ausência de inscrição não prejudicará o direito dos dependentes obrigatórios, na ordem legal, em caso de morte.

Art. 100 – Os recursos provenientes dos descontos compulsórios dos servidores

públicos municipais bem como a contrapartida do Município destinados ao sistema previdenciário deverão ser recolhidos, mensalmente, à entidade responsável pela prestação desse benefício, na forma que a lei dispuser.

Art. 101 – É vedada a cessão de servidores públicos da administração direta ou

indireta do Município a empresas ou entidades, públicas ou privadas, salvo a órgãos do mesmo Poder, comprovada a necessidade, ou para o exercício de função de confiança, nos termos da lei.

TÍTULO IV

DA TRIBUTAÇÃO, ORÇAMENTO E FINANÇAS

CAPÍTULO I

DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS

SEÇÃO I

DOS PRINCÍPIOS GERAIS

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Art. 102 – O Município poderá instituir os seguintes tributos: I – impostos; II – taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou

potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;

III – contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. § 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados

segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.

§ 2º - As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.

Art. 103 – Ao Município compete instituir impostos sobre: I – propriedade predial e territorial urbana; II – transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por

natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;

III – serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, da

Constituição Federal, definidos em lei complementar. § 1º - O município instituirá contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio,

em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 98, cuja alíquota não será inferior à contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União.

§ 2º - Em relação ao imposto previsto no inciso III, o Município observará as

alíquotas fixadas por lei complementar federal. § 3º - O município poderá instituir contribuição, na forma da lei, para o custeio do

serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III, da Constituição Federal, facultando a sua cobrança na fatura de consumo de energia elétrica.

SEÇÃO II

DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

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Art. 104 – É vedado ao Município: I – exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; II – instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação

equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

III – cobrar tributos: a) - em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os

houver instituído ou aumentado; b) - no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicado a lei que o instituiu

ou aumentou; IV – utilizar tributo com efeito de confisco; V – estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens por meio de tributos

intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder público;

VI – instituir impostos sobre: a) - patrimônio, renda ou serviços da União, do Estado e de outros Município; b) - templos de qualquer culto; c) - patrimônio, renda ou serviço dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das

entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

d) - livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. Parágrafo Único – As contribuições de que tratam o art. 98 e o § 1º do artigo

anterior só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituída ou modificada, não se lhes aplicando o disposto no inciso III, alínea “b”, deste artigo.

Art. 105 – Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, da Constituição Federal, o imposto Predial e Territorial Urbano poderá ser progressivo em razão do valor do imóvel e ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.

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Art. 106 – Lei Municipal estabelecerá medidas para que os contribuintes sejam esclarecidos sobre tributos municipais.

Art. 107 – O Município poderá celebrar convênios com a União e o Estado para dispor sobre a matéria tributária.

Art. 108 – A contribuição de melhoria será cobrada dos proprietários de imóveis beneficiados por obras públicas municipais.

Art. 109 – Qualquer anistia ou remissão que envolva matéria tributária ou previdenciária do Município só poderá ser concedida através da lei específica municipal.

Art. 110 – O Poder Executivo divulgará pela imprensa e encaminhará à Câmara Municipal, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação, os montantes de cada um dos tributos arrecadados, os recursos recebidos, e os valores de origem tributária a ele entregue ou a receber.

CAPÍTULO II

DOS ORÇAMENTOS MUNICIPAIS

Art. 111 – Leis de iniciativa do Poder Executivo obedecendo as regras estabelecidas na Constituição Federal, Constituição do Estado, na legislação federal aplicável, nas normas de direito financeiro e nos preceitos desta Lei Orgânica, estabelecerão:

I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais; Parágrafo Único – O Município seguirá, no que for compatível, a sistemática

descrita pelo art. 165 da Constituição Federal. Art. 112 – A receita orçamentária municipal constituir-se-á da arrecadação dos

tributos municipais, da participação nos tributos da União e do Estado, dos recursos resultantes da utilização dos seus bens e pela prestação de serviço, e de recursos oriundos de operações de empréstimos internos e externos, tomados nos limites estabelecidos no art. 115, III, desta Lei Orgânica.

Parágrafo Único – As propostas orçamentárias serão elaboradas sob a forma de

orçamento-programa, observadas as proposições do planejamento do desenvolvimento integrado do Município.

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Art. 113 – A despesa pública constituir-se-á de dotações destinadas aos órgãos da administração direta e indireta para atendimento das necessidades administrativas do Município.

Art. 114 - Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pela Câmara Municipal.

§ 1º - Caberá as Comissões Permanentes componentes da Câmara Municipal: I – examinar e emitir parecer sobre projetos referidos neste artigo e sobre as contas

apresentadas anualmente pelo Prefeito Municipal; II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas previstos nesta Lei

Orgânica, e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária. § 2º - As emendas ao projeto de lei orçamentária serão apresentadas na comissão

competente, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas em Plenário, na forma regimental. § 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual e aos projetos que o

modifiquem somente podem ser aprovados caso: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei das diretrizes

orçamentárias; II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes da anulação

de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) - dotações para pessoal e seus encargos; b) - serviço da dívida. III – sejam relacionadas: a) - com a correção de erros ou omissões; b) - com o dispositivos do texto do projeto de lei.

§ 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser

aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. § 5º - O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem a Câmara, para propor

modificações nos projetos a que se refere este artigo, enquanto não tiver sido iniciada a votação na Comissão competente.

§ 6º - Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariem o

disposto nesta seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.

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§ 7º - Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei

orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

Art. 115 – São vedados: I – o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; II – a realização de despesa ou a assunção de obrigações diretas que excedam os

créditos orçamentários ou adicionais; III – a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de

capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pela Câmara Municipal por maioria absoluta;

IV – a vinculação de receita de impostos a órgãos, fundo ou despesa, salvo as

previstas no plano plurianual, as operações de crédito aprovadas por lei municipal, e as vinculações previstas na Constituição Estadual, referente ao ensino e à pesquisa;

V – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa

e sem indicação dos recursos correspondentes; VI – a transposição, o remanejamento ou a transferencia de recursos de uma

categoria de programação para outra, ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

VII – a concessão ou a utilização de créditos ilimitados; VIII – a utilização sem autorização legislativa específica, de recursos do orçamento

fiscal para suprir necessidades ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos; IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa; X – a subvenção ou auxílio do Poder Público às entidades de previdência privada

com fins lucrativos; XI – a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, mesmo

por antecipação de receita, pelos governos federal e estadual, inclusive suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionistas do Município.

§ 1º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro

em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro

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meses daquele exercício caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.

§ 2º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender as

despesas imprevisíveis e urgentes como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.

Art. 116 – Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos

os créditos suplementares especiais destinados à Câmara Municipal ser-lhe-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos corrigidos na mesma proporção do excesso da arrecadações previstas orçamentariamente.

Art. 117 – A despesa com pessoal ativo e inativo do Município não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar federal.

§ 1º - A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de

cargos ou alteração de estrutura de carreiras, bem como admissão de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal, só poderão ser feitas:

I – se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender à projeção de

despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. § 2º - Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o

prazo fixado em lei complementar federal, referida no “caput” deste artigo, o Município adotará as seguintes providências:

I – redução em pelo menos 20% (vinte por cento) das despesas com cargos em

comissão e funções de confiança; II – exoneração dos servidores não estáveis. § 3º - Com base no parágrafo anterior, se as medidas não forem suficientes para

assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida, o servidor estável poderá perder o cargo desde que ato motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou a unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

§ 4º - O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a

indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. § 5º - O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado

extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de 04 (quatro) anos;

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§ 6º - A Lei Federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 3º.

Art. 118 – A Câmara Municipal elaborará a proposta orçamentária do Poder Legislativo, cujo total da despesa, incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar o percentual estabelecido pelo art. 29-A, da Constituição Federal.

CAPÍTULO III

DAS FINANÇAS PÚBLICAS MUNICIPAIS

Art. 119 – O Município observará o que dispuser a legislação complementar federal sobre:

I – finanças públicas; II – dívida pública externa e interna do Município; III – concessão de garantias pelas entidades públicas municipais; IV – emissão ou resgate de títulos da dívida pública; V – operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades públicas do município.

Art. 120 – As disponibilidades de caixa do Município e dos órgãos ou entidades do

Poder Público Municipal serão depositadas em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

Art. 121 – Os preços pela utilização de bens e pela prestação de serviços serão estabelecidos por decreto.

TÍTULO V

DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL

CAPÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ORDEM ECONÔMICA

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Art. 122 – A organização da atividade econômica, fundada na valorização do trabalho humano, na livre iniciativa e na proteção do meio ambiente tem por objetivo assegurar existência digna a todos, conforme os mandamentos da justiça social e com base nos princípios estabelecidos na Constituição Federal.

Art. 123 – Na aquisição de bens e serviços, o Poder Público Municipal dará tratamento preferencial, nos termos da lei, à empresa brasileira de capital nacional.

Art. 124 – As microempresas e as empresas de pequeno porte, assim definidas em lei federal, receberão do Município tratamento jurídico diferenciado, visando ao incentivo de sua criação, preservação e desenvolvimento, através da eliminação, redução ou simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias e creditícias, por meio da lei.

Art. 125 – O Município promoverá e incentivará o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico.

Art. 126 – O Município, por lei e ação integrada com a União, o Estado e a sociedade, promoverá a defesa dos direitos sociais do consumidor, através de sua conscientização, da prevenção e responsabilização por danos a ele causados, democratizando a fruição de bens e serviços essenciais.

Art. 127 – A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo.

CAPÍTULO II

DA POLÍTICA URBANA

Art. 128 - A política de desenvolvimento urbano, a ser executada pelo Poder Público Municipal, será definida em processo de gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade, conforme diretrizes gerais fixadas em lei federal, em especial no Estatuto da Cidade, terá por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem estar de seus habitantes.

§ 1º - O Plano Diretor, aprovado pela Câmara Municipal, é o instrumento básico da

política de desenvolvimento e de expansão urbana.

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§ 2 º - A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende as exigências

fundamentais de ordenação da cidade expressa no Plano Diretor. § 3º - As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa

indenização em dinheiro. § 4º - É facultado ao Poder Público Municipal, mediante lei específica para área

incluída no Plano Diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente de:

I – parcelamento ou edificação compulsória; II – impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; III – desapropriação com pagamento mediante título da dívida pública de emissão

previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

§ 5° - A gestão democrática referida neste artigo será garantida mediante o estabelecimento de instrumentos a serem instituídos através do Plano Diretor que criará e disciplinará o funcionamento de órgãos colegiados de política urbana, audiências e consultas públicas e a iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano.

§ 6° - A iniciativa popular de projeto de lei será permitida desde que subscrito por no

mínimo 5% (cento por cento) do eleitorado municipal e apresente as justificativas técnicas pertinentes.

Art. 129 – A política municipal de desenvolvimento urbano visa assegurar, dentre outros objetivos:

I – a urbanização, a regularização de loteamentos de áreas fundiárias e urbanas; II – a cooperação das associações representativas no planejamento urbano municipal; III – o estímulo à preservação de áreas periféricas de produção agrícola e pecuária; IV – a garantia da preservação, da proteção e da recuperação do meio ambiente; V – a criação e manutenção de parques de especial interesse urbanístico, social,

ambiental, turístico e de utilização pública; VI – a utilização racional do território e dos recursos naturais mediante controle da

implantação e do funcionamento de atividades industriais, comerciais, residenciais e viárias.

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Art. 130 - O Plano Diretor disporá, além de outros, sobre: I – normas relativas ao desenvolvimento urbano; II – política de formulação de planos setoriais; III – critério de parcelamento, uso e ocupação do solo e zoneamento, prevendo áreas

destinadas a moradias populares, com facilidade de acesso aos locais de trabalho, serviços e lazer;

IV – proteção ambiental; V – a ordenação de uso, atividades e funções de interesse zonal; VI – a segurança dos edifícios, sua harmonia arquitetônica, alinhamento,

nivelamento, ingressos, saídas, arejamento, número de pavimentos e sua conservação; VII – delimitação da zona urbana e de expansão urbana; VIII – traçado urbano, com arruamentos, alinhamentos, nivelamento das vias

públicas, circulação, salubridade, segurança, funcionalidade e estética da cidade. § 1º - O controle do uso e ocupação do solo urbano, implica, dentre outras nas

seguintes medidas: I – regulamentação do zoneamento; II – especificação dos usos do solo; III – aprovação ou restrições dos loteamentos; IV – controle das construções urbanas; V – proteção estética da cidade; VI – preservação paisagista, monumental, histórica e cultural da cidade; VII – controle da poluição. § 2º - A promulgação do Plano Diretor se fará por lei municipal específica, aprovada

por maioria de dois terços dos votos dos membros da Câmara Municipal, em três discussões e votações.

§ 3º - Para cumprimento do disposto neste artigo o Executivo poderá, desde que

autorizado por lei, proceder à alienação de imóveis do Município que não estejam cumprindo sua função social consoante disposto no art. 128 desta lei.

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Art. 131 - Aquele que possuir como sua, área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-se para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.

§ 1º - O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil.

§ 2º - Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor por mais de uma vez. § 3º - Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

CAPÍTULO III

DA POLÍTICA AGRÁRIA E AGRÍCOLA

Art. 132 – Lei Municipal criará o Conselho de Desenvolvimento Rural, constituído pelos organismos, entidades e lideranças atuantes no meio rural do município, presidido pelo Prefeito Municipal e coordenado por um secretário executivo profissionalmente habilitado e com funções principais de:

I – elaborar o Programa Integrado de Desenvolvimento Rural (PIDR), submetendo-o

à Câmara Municipal; II – elaborar os planos operativos anuais, integrando as ações dos vários organismos

atuantes no município; III – apreciar os orçamentos e os planos do município para o setor agrícola,

integrando-os nos planos operativos anuais; IV – opinar sobre a distribuição de recursos de qualquer origem, destinados ao

atendimento da área rural no município; V – acompanhar e apoiar a execução dos planos e programas agrícolas em

desenvolvimento no município; VI – avaliar e participar de outros programas da área rural, que demandem ação

participativa do município.

Art. 133 – O Programa Integrado de Desenvolvimento Rural (PIDR) especificará os objetivos e as metas a curto, médio e longo prazo, com desdobramento executivo em planos operativos anuais, integrando recursos, meios e programas dos vários organismos integrados da iniciativa privada e dos governos municipal, estadual e federal.

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§ 1º - O Programa Integrado de Desenvolvimento Rural (PIDR) será coordenado pelo Conselho de Desenvolvimento Rural em consonância com as políticas agrícolas do Estado e da União, contemplando principalmente:

I – a extensão dos benefícios sociais existentes nas sedes urbanas para a área rural; II – a rede viária para atendimento ao transporte humano e da produção; III – a recuperação e a conservação dos solos; IV – a preservação da flora e da fauna; V – a proteção ao meio ambiente e o combate a poluição; VI – o fomento à produção agropecuária e a organização do abastecimento

alimentar; VII – a assistência técnica oficial e privada; VIII – a pesquisa; IX – a armazenagem e a comercialização; X – a fiscalização sanitária, ambiental e de uso do solo; XI – a organização do produtor e do trabalho rural; XII – a habitação rural e saneamento rural; XIII – o beneficiamento e a transformação industrial de produtos da agropecuária; XIV – a extensão rural em co-participação com o governo do Estado e da União. § 2º - Os serviços e as atividades essenciais ao desenvolvimento rural do município

referenciados no parágrafo primeiro deste artigo, serão executados pela Secretaria Municipal da Agricultura, com a co-participação de organismos do Estado e da União, nos termos do parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal ou mediante instrumentos legais específicos que caracterizem a mútua responsabilidade dos poderes signatórios, neste caso com autorização da Câmara Municipal.

Art. 134 – Observada a lei federal, o poder público municipal promoverá todos os esforços no sentido de participar do processo da implantação da Reforma Agrária no Município.

CAPÍTULO IV

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DA ORDEM SOCIAL

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 135 – O Município, em ação integrada e conjunta com a União, o Estado e a sociedade, tem o dever de assegurar a todos, os direitos relativos à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à capacitação para o trabalho, à cultura, de cuidar da proteção especial da família, da mulher, da criança, do adolescente, do idoso e do índio, bem como da conservação do meio ambiente.

SEÇÃO II

DA SAÚDE

Art. 136 – O Município prestará, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população.

Art. 137 – As ações e serviços da saúde são de relevância pública, cabendo ao poder público municipal dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle nos limites de sua competência, devendo a execução ser feita preferencialmente através de serviços oficiais e, supletivamente através de serviços de terceiros, pessoa física ou jurídica de direito privado.

Art. 138 – As ações e serviços de saúde pública integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único de saúde, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:

I – municipalização dos recursos, serviços e ações; II – integralidade na prestação das ações, preventivas e curativas, adequadas às

realidades epidemiológicas; III – integração da comunidade, através do Conselho Municipal de Saúde, com

caráter deliberativo, garantida a participação dos usuários, prestadores de serviços e gestores, na forma da lei.

Art. 139 – A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

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Parágrafo Único – As instituições privadas poderão participar de forma complementar, do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.

Art. 140 – O Município manterá o Fundo Municipal de Saúde, a ser criado na forma da lei, financiado com recursos dos orçamentos da seguridade social, da União, do Estado e do Município, além de outras fontes.

§ 1º - O volume dos recursos destinados pelo Município às ações e serviços de saúde

será fixado em sua lei orçamentária: I – O Município aplicará, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde

recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais, a serem definidos em lei federal complementar, calculados sobre o produto de arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e os recursos de que tratam os artigos 158 e 159, I, “b” e § 3º da Constituição Federal.

§ 2º - É vedada a destinação de recursos públicos para auxílio ou subvenção a

instituições privadas com fins lucrativos.

SEÇÃO III

DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Art. 141 – O Município assegurará, no âmbito de sua competência, a proteção e a assistência à família, especialmente à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice, bem como o amparo à criança e o adolescente carente; a promoção da integração ao mercado de trabalho; a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração a vida comunitária.

Art. 142 – As ações governamentais de assistência social serão descentralizadas e integradas, cabendo a União a coordenação e as normas gerais, e ao Estado e ao Município a coordenação e execução dos respectivos programas, com participação das entidades beneficentes de assistência social e das comunidades.

Art. 143 – O Município criará política própria na área de assistência social, sem prejuízo do disposto no art. 142, visando os seguintes critérios:

I – descentralização do atendimento; II – levantamento das necessidades da população local; III – facilitação do acesso aos serviços;

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IV – garantia da participação direta dos usuários; V – incentivo as comunidades e associações para a participação nas decisões e

controles assistenciais como forma de educação para a cidadania.

SEÇÃO IV

DA EDUCAÇÃO

Art. 144 – O Município promoverá a educação infantil, pré-escolar e séries iniciais do ensino fundamental, com a colaboração da sociedade e a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 145 – O Poder Público Municipal assegurará, na promoção da educação infantil, pré-escolar e do ensino fundamental, e em parceria com o Estado de 5º à 8º séries, valorização dos profissionais do ensino, garantidos na forma da lei, plano de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público e provas e título, observando-se os seguintes princípios:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – garantia de ensino fundamental obrigatório e gratuito, na rede municipal,

inclusive para os que a ela não tiveram acesso na idade própria; III – garantia de padrão de qualidade; IV – gestão democrática do ensino; V – garantia de prioridade de aplicação, no ensino público municipal, dos recursos

orçamentários do município, na forma estabelecida pelas Constituições Federal e Estadual; VI – atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas

suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; VII – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e co-existência de

instituições públicas e privadas de ensino; VIII – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar, divulgar o pensamento e o saber.

Art. 146 – O Poder Executivo submeterá à aprovação da Câmara Municipal projeto

de lei estruturando o Sistema Municipal de Ensino, que conterá obrigatoriamente, a

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organização administrativa e técnico-pedagógica do órgão municipal de educação, bem como projetos de leis complementares que instituam:

I – o plano de carreira do magistério municipal; II – o estatuto do magistério municipal; III – a organização da gestão democrática do ensino público municipal; IV – o Conselho Municipal de Educação; V – o plano plurianual de educação; VI – educação infantil e ensino fundamental, obrigatório e gratuito, para as séries

iniciais, assegurada inclusive, sua oferta, para os que a ele não tiveram acesso em idade própria;

VII – atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com

necessidades especiais; VIII – padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e

quantidades mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.

Art. 147 – A lei assegurará, na gestão das escolas da rede municipal, a participação efetiva de todos os seguimentos sociais envolvidos no processo educacional e/ou eleição da direção escolar.

Art. 148 – Fica assegurada a participação do magistério municipal, mediante representação a ser regulamentada através de decreto do Poder Executivo, na elaboração dos projetos de leis complementares relativos a:

I – plano de carreira do magistério municipal; II – estatuto do magistério municipal; III – gestão democrática do ensino público municipal; IV – plano municipal plurianual de educação; V – Conselho Municipal de Educação.

Art. 149 – A lei assegurará, na composição do Conselho Municipal de Educação, a

participação efetiva e proporcional de todos os seguimentos sociais envolvidos, direta ou indiretamente, no processo educacional do Município.

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Art. 150 – A lei definirá a composição, os deveres, as atribuições e as prerrogativas do Conselho Municipal de Educação, bem como a forma de eleição e duração do mandato de seus membros.

Art. 151 – O Município aplicará, anualmente, nunca menos de vinte e cinco por

cento, no mínimo, da receita resultante de seus impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino público municipal.

Art. 152 – As despesas com a administração do sistema municipal de ensino não poderão exceder a vinte e cinco por cento do total dos recursos orçamentários destinados à educação, ficando o Poder Executivo obrigado a corrigir o que ultrapassar este limite.

Parágrafo Único – A inobservância do disposto neste artigo importa em crime de

responsabilidade da autoridade competente.

Art. 153 – As verbas do orçamento municipal de Educação serão aplicadas, com exclusividade, na manutenção e ampliação da rede escolar mantida pelo Município, enquanto não for plenamente atendida a demanda de vagas para o Ensino Público.

Art. 154 – A lei estabelecerá o Plano Municipal de Educação, de duração plurianual, visando a articulação e ao desenvolvimento do ensino fundamental e de educação infantil e a integração das ações do Poder Público que conduzem à:

I – erradicação do analfabetismo; II – universalização do atendimento escolar; III – melhoria da qualidade de ensino; IV – formação para o trabalho; V – promoção humanística, científica e tecnológica do município. Parágrafo Único – O plano em que trata este artigo poderá ser elaborado em

conjunto ou de comum acordo com a rede escolar mantida pelo Estado, na forma estabelecida pela Lei Federal.

SEÇÃO V

DA CULTURA

Art. 155 – O Município garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

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§ 1º - O Município protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e

afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. § 2º - A Lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação

para diferentes seguimentos étnicos municipais.

Art. 156 - Cabe ao Município promover o desenvolvimento cultural da comunidade local, mediante:

I – oferecimento de estímulos concretos ao cultivo das ciências, artes e letras; II – cooperação com a União e o Estado na proteção aos locais e objetos de interesse

histórico e artístico; III – incentivo a promoção e divulgação da história, dos valores humanos e das

tradições locais. Parágrafo Único – É facultado ao Município: a) - firmar convênios de intercâmbio e cooperação financeira com entidades públicas

ou privadas para a prestação de orientação e assistência na criação e manutenção de bibliotecas públicas no Município;

b) - promover, mediante incentivos especiais, ou concessão de prêmios e bolsas,

atividades e estudos de interesse local, de natureza cultural, científica ou sócio econômica.

Art. 157 – Os bens materiais e imateriais referentes às características da cultura, no Paraná, constituem patrimônio comum que deverá ser preservado através do Município com a cooperação da comunidade.

Parágrafo Único – Cabe ao Município manter órgão ou serviço de gestão,

preservação e pesquisa relativo ao patrimônio cultural paranaense, através da comunidade ou em seu nome.

SEÇÃO VI

DO DESPORTO

Art. 158 – É dever do Município, nos limites de sua competência, fomentar as atividades desportivas em todas as suas manifestações, como direito de cada um, assegurado:

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I – autonomia das entidades desportivas e associações, quanto à organização e funcionamento;

II – destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do esporte

educacional e amador; III – incentivo a programas de capacitação de recursos humanos, à pesquisa e ao

desenvolvimento científico aplicado à atividade esportiva; IV – criação de medidas de apoio e valorização do talento desportivo; V – estímulo à construção, manutenção e aproveitamento de instalações e

equipamentos desportivos e destinação de área para atividades desportivas, nos projetos de urbanização pública, habitacionais e nas construções escolares;

VI – tratamento diferenciado para o desporto profissional e não profissional; VII – equipamentos e instalações adequadas à prática de atividades físicas e

desportivas pelos portadores de deficiência.

Art. 159 – O Município estabelecerá e desenvolverá planos e programas de construções e instalações desportivas comunitárias para a prática do desporto popular.

Art. 160 – O Município incentivará o lazer como forma de promoção social, proporcionando meios de recreação sadia e construtiva à comunidade, mediante:

I – reserva de espaços verdes ou livres, em forma de parques, bosques, jardins e

assemelhados com base física da recreação urbana; II – construção e equipamentos de parques infantis, centro de juventude e edifício de

convivência comunal; III – aproveitamento e adaptações de rios, vales, colinas, montanhas, lagos, matas e

outros recursos naturais, como locais de passeio e distração.

SEÇÃO VII

DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Art. 161 – O Município promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológica.

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§ 1º - A pesquisa científica básica receberá tratamento prioritário do Município, tendo em vista o bem público e progresso das ciências.

§ 2º - O Município apoiará a formação de recursos humanos nas áreas de ciência,

pesquisa e tecnologia, e concederá aos que dela se ocuparem meios e condições especiais de trabalho.

§ 3º - A lei apoiará e estimulará empresas que invistam em pesquisas, criação de

tecnologia adequada ao Município, formação e aperfeiçoamento de seus recursos humanos e que pratiquem sistemas de remuneração que assegurem ao empregado, desvinculada do salário, participação nos ganhos econômicos resultantes da produtividade de seu trabalho.

SEÇÃO VIII

DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Art. 162 – O Município, dando prioridade à cultura regional, estimulará a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, as quais não sofrerão restrição, observados os princípios da Constituição Federal.

SEÇÃO IX

DO MEIO AMBIENTE

Art. 163 – Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Município e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, garantindo-se a proteção dos ecossistemas e o uso racional dos recursos ambientais.

§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público municipal

cumprir, e fazer cumprir, os preceitos e as normas enumeradas no § 1º do art. 207, da Constituição Estadual.

§ 2º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os

infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

§ 3º - As pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividades poluidoras terão,

definidas em lei municipal, as responsabilidades e as medidas a serem adotadas com os

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resíduos por elas produzidos, e obrigadas, sob pena de suspensão do licenciamento, a cumprir as diretrizes estabelecidas pelo órgão competente, na forma da lei.

§ 4° - As desafetações de bens públicos para fins de alienação previstas nesta lei, só serão autorizadas pela Câmara Municipal com a apresentação do competente estudo de impacto ambiental e observadas as condições fixadas na Lei do Plano Diretor.

SEÇÃO X

DO SANEAMENTO

Art. 164 – O Município, juntamente com o Estado, instituirá com a participação popular, programa de saneamento urbano e rural, com o objetivo de promover a defesa da saúde pública, respeitada a capacidade de suporte do meio ambiente aos impactos causados.

Parágrafo Único – O programa de que trata este artigo será regulamentado através

de lei no sentido de garantir à maior parcela possível da população o abastecimento de água tratada, a coleta, tratamento e disposição final de esgotos sanitários e de resíduos, bem como os serviços de drenagem de águas pluviais e a proteção dos mananciais potáveis.

Art. 165 – É de competência comum do Estado e do Município implantar o programa de saneamento referido no artigo anterior, cujas premissas básicas serão respeitadas quando da elaboração do Plano Diretor da Cidade.

SEÇÃO XI

DA HABITAÇÃO

Art. 166 – A política habitacional do Município, integrada à da União e do Estado, objetivará a solução da carência habitacional de acordo com os seguintes princípios e critérios:

I – oferta de lotes urbanizados; II – estímulo e incentivo à formação de cooperativas populares de habitação;

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III – atendimento prioritário a família carente; IV – formação de programas habitacionais pelo sistema de mutirão e autoconstrução.

Art. 167 - As entidades da administração direta e indireta, responsáveis pelo setor

habitacional, contarão com os recursos orçamentários próprios e de outras fontes, com vistas à implantação da política habitacional do Município.

SEÇÃO XII

DA FAMÍLIA, DA MULHER, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO

Art. 168 – A família, base da sociedade, tem especial proteção do Município na forma das Constituições Federal e Estadual.

Art. 169 – A família, a sociedade e o Município têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida digna.

Art. 170 – O Município incentivará as entidades particulares sem fins lucrativos, atuantes na política do bem-estar da criança, do adolescente, da pessoa portadora de deficiência e do idoso, e devidamente registradas nos órgãos competentes subvencionando-as com auxílio financeiro e amparo técnico.

Art. 171 – A lei municipal disporá sobre a construção dos logradouros e dos edifícios de uso público, adaptação de veículos de transporte coletivo e sonorização dos sinais luminosos de trânsito, a fim de permitir o seu uso adequado por pessoas portadoras de deficiência, conforme disposição em lei federal.

§ 1º - O Município promoverá o apoio necessário aos idosos e deficientes para fins

de recebimento do salário mínimo mensal, previsto no art. 203, inciso V, da Constituição Federal.

§ 2º - Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em

seus lares.

Art. 172 - É garantida a gratuidade no transporte coletivo urbano aos maiores de sessenta e cinco anos e às pessoas portadoras de deficiência, comprovadamente carentes de recursos financeiros.

Art. 173 – O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, tem caráter normativo, deliberativo e fiscalizador da política do atendimento à infância e

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adolescência, com a participação assegurada do setor público e entidades e organizações comunitárias, que atuam na área de proteção e defesa da criança e do adolescente.

§ 1º - O Conselho responderá pela implementação da prioridade absoluta aos direitos

da Criança e do Adolescente, nos termos do art. 227 da Constituição Federal. § 2º - A Lei disporá acerca das organizações, composição e funcionamento do

Conselho.

SEÇÃO XIII

DO TRANSPORTE

Art. 174 – O transporte é um direito fundamental do cidadão, sendo de responsabilidade do Município o planejamento, o gerenciamento e a operação dos vários modos de transportes.

Art. 175 – É dever do Município fornecer um transporte com tarifa condizente com o poder aquisitivo da população, bem como assegurar a qualidade dos serviços.

Art. 176 – O Município deverá efetuar o planejamento e a operação do sistema de transporte local.

§ 1º - O Executivo Municipal definirá, segundo o critério do Plano Diretor, o

percurso, a freqüência e a tarifa do transporte coletivo local. § 2º - A operação e execução do sistema serão feitas de forma direta, ou por

concessão ou permissão, nos termos da lei municipal.

Art. 177 – O Município só permitirá a entrada em circulação de novos ônibus municipais desde que estejam adaptados para o livre acesso a circulação das pessoas portadoras de deficiência física ou motora.

Art. 178 – Nas delegações de novas linhas de transporte coletivo de passageiros, a serem implantadas no município, bem como nas renovações e prorrogações das mesmas, é vedada a cláusula de exclusividade.

Art. 179 – Fica assegurada a participação organizada da população no planejamento e operação dos transportes, bem como no acesso às informações sobre sistema de transporte, para o que, será criado o Conselho Municipal de Transporte, constituído por representantes dos diversos setores da comunidade.

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TÍTULO VI

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 180 – O Município publicará anualmente, no mês de março, a relação completa dos servidores lotados por órgãos ou entidades da administração pública direta, indireta e fundacional, em cada um de seus poderes, indicando o cargo ou função e o local de seu exercício, para fins de recenseamento e controle.

Art. 181 – Lei complementar regulamentará o que dispõe o art. 165, § 9º, I e II da Constituição Federal, sobre:

I – o projeto do plano plurianual, para a vigência até o final do primeiro exercício

financeiro do mandato do Prefeito subsequente, será encaminhada até três meses do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa;

II – o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses

antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa;

III – o projeto orçamentário do Município será encaminhado até três meses antes do

encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.

Art. 182 – É vedada a alteração de nomes dos próprios públicos municipais que contenham nomes de pessoas, fatos históricos ou geográficos, salvo para correção ou adequação aos termos da lei; é vedada também a inscrição de símbolos ou nomes de autoridades ou administradores em placas indicadoras de obras ou em veículo de propriedade ou a serviço da administração pública direta, indireta ou fundacional do município, a partir da promulgação desta Lei, inclusive a atribuição de nome de pessoa viva a bem público de qualquer natureza, pertencente ao município.

Art. 183 – Os cemitérios, no Município, terão sempre caráter secular e serão administrados pela autoridade municipal ou terceirizados a concessionárias ou permissionárias mediante licitação, sendo permitido a todas as confissões religiosas praticar neles os seus ritos.

Parágrafo Único - As associações religiosas e o setor privado poderão na forma da

lei, manter cemitérios próprios, fiscalizados, porém, pelo Município.

Art. 184 – Havendo no Município qualquer desapropriação para fins de assentamento rural, terão prioridade os trabalhadores rurais sem-terras já domiciliados no Município há pelos menos, 03 (três) anos, mediante comprovação idônea.

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Art. 185 - O Município deve instituir Fundo de Combate à Pobreza, com os recursos

oriundos da criação adicional de até meio ponto percentual na alíquota do Imposto sobre Serviços ou do imposto que vier a substituí-lo, sobre serviços supérfluos, bem como de outros que vierem a destinar, devendo o referido Fundo ser gerido por entidades que contem com a participação da sociedade civil.

Parágrafo Único - Lei Federal definirá os produtos e serviços supérfluos a que se

refere o “caput” deste artigo.

Art. 186 – Além das disposições previstas nesta lei, ficam mantidas e ratificadas todas as demais constantes dos Estatutos dos Servidores Públicos e do Magistério do Município de Ibiporã, e de outras leis municipais que versem sobre direitos e obrigações dos servidores públicos, vigente nesta data.

Art. 187 - Os vencimentos, a remuneração, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de aposentadorias que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constituição Federal e esta Lei Orgânica serão imediatamente adequados aos limites delas decorrentes, mediante procedimento administrativo provocado pelo interessado.

Art. 188 - Para a renovação ou cancelamento de qualquer concessão pública no Município, o Executivo deverá informar ao Legislativo sobre nova licitação e, conseqüente, contratação, no mínimo, seis meses antes do vencimento.

Art. 189 – O município desenvolverá esforços para proteger o cidadão com a

implantação da Assistência Judiciária Gratuita através de: I – orientação e gratuidade de assistência jurídica, comprovada a carência social e

econômica do reclamante; II – atuação coordenada com a União e o Estado.

Art. 190 – Esta Lei Orgânica, aprovada e assinada pelos membros da Câmara

Municipal, e promulgada pela Mesa, entra em vigor na data de sua publicação.” Art. 2° - Esta Emenda à Lei Orgânica entra em vigor na data da sua publicação.

SALA DE SESSÕES DA CÂMARA DE IBIPORÃ, aos 20 dias do mês de fevereiro do ano de 2.006.

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Valdir Aparecido Paduano – VEREADOR PRESIDENTE João Correa dos Santos – VEREADOR VICE-PRESIDENTE Pedro Renato Rezende Bandeira – VEREADOR 1° SECRETÁRIO Lávaro Furrier – VEREADOR 2° SECRETÁRIO Daniel Sarabia - VEREADOR João Ferrari - VEREADOR João Toledo Coloniezi - VEREADOR Lourdes Aparecida da Silva Narcizo - VEREADORA João Baraco – VEREADOR