LEI N 747/ 14. DE 30 DE 06 DE 2014. DISPE SOBRE AS ... ?_747_14.pdf DE 30 DE 06 DE 2014. ...

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  • LEI N 747/ 14. DE 30 DE 06 DE 2014.

    DISPE SOBRE AS DIRETRIZES PARA A

    ELABORAO DA LEI ORAMENTRIA

    PARA O EXERCCIO DE 2015 E D OUTRAS

    PROVIDNCIAS.

    A CMARA MUNICIPAL DE PIRENPOLIS, ESTADO DE

    GOIS, aprovou e eu, PREFEITO MUNICIPAL, sanciono a seguinte Lei:

    Art. 1 O Oramento do Municpio de Pirenpolis, Estado de

    Gois, para o Exerccio de 2015, ser elaborado e executado observando as diretrizes,

    objetivos, prioridades e metas estabelecidas nesta Lei, compreendendo:

    I - As Metas Fiscais;

    II - As Prioridades da Administrao Municipal;

    III - A Estrutura dos Oramentos;

    IV - As Diretrizes para a Elaborao do Oramento do Municpio;

    V - As Disposies sobre a Dvida Pblica Municipal;

    VI - As Disposies sobre Despesas com Pessoal;

    VII - As Disposies sobre Alteraes na Legislao Tributria; e

    VIII - As Disposies Gerais.

    I - DAS METAS FISCAIS

    Art. 2 Em cumprimento ao estabelecido no Artigo 4 da Lei

    Complementar n 101, de 04 de maio de 2000, as metas fiscais de receitas, despesas,

    resultado primrio, nominal e montante da dvida pblica para o exerccio de 2015,

    esto identificados nos Demonstrativos I a VIII desta Lei, em conformidade com as

    portarias do STN.

    Art. 3 A Lei Oramentria Anual abranger as Entidades da

    Administrao Direta, Indireta, constitudas pelas Autarquias, Fundaes, Fundos,

    Empresas Pblicas e Sociedades de Economia Mista que recebem recursos do

    Oramento Fiscal e da Seguridade Social.

    Art. 4 Os Anexos de Metas Fiscais referidos no Artigo 2 desta

    Lei, constituem-se dos seguintes:

    Demonstrativo I - Metas Anuais;

    Demonstrativo

    II -

    Avaliao do Cumprimento das Metas Fiscais do Exerccio

    Anterior;

  • 2

    Demonstrativo

    III -

    Metas Fiscais Atuais Comparadas com as Metas Fiscais

    Fixadas nos Trs Exerccios Anteriores;

    Demonstrativo

    IV -

    Evoluo do Patrimnio Lquido;

    Demonstrativo

    V -

    Origem e Aplicao dos Recursos Obtidos com a Alienao de

    Ativos;

    Demonstrativo

    VI -

    Receitas e Despesas Previdencirias do RPPS;

    Demonstrativo

    VII -

    Estimativa e Compensao da Renncia de Receita; e

    Demonstrativo

    VIII -

    Margem de Expanso das Despesas Obrigatrias de Carter

    Continuado.

    Pargrafo nico - Os Demonstrativos referidos neste Artigo sero

    apurados em cada Unidade Gestora e a sua consolidao constituir nas Metas Fiscais

    do Municpio.

    METAS ANUAIS

    Art. 5 Em cumprimento ao 1, do Artigo 4, da Lei de

    Responsabilidade Fiscal - LRF, o Demonstrativo I - Metas Anuais, ser elaborado em

    valores Correntes e Constantes, relativos Receitas, Despesas, Resultado Primrio e

    Nominal e Montante da Dvida Pblica, para o Exerccio de Referncia 2015 e para os

    dois seguintes.

    1 - Os valores correntes dos exerccios de 2015, 2016 e 2017

    devero levar em conta a previso de aumento ou reduo das despesas de carter

    continuado, resultantes da concesso de aumento salarial, incremento de programas ou

    atividades incentivadas, incluso ou eliminao de programas, projetos ou atividades.

    Os valores constantes, utilizam o parmetro ndice Oficial de Inflao Anual, dentre os

    sugeridos pelas Portarias da STN.

    AVALIAO DO CUMPRIMENTO DAS METAS FISCAIS

    DO EXERCCIO ANTERIOR

    Art. 6 Atendendo ao disposto no 2, inciso I, do Art. 4 da LRF,

    o Demonstrativo II - Avaliao do Cumprimento das Metas Fiscais do Exerccio

    Anterior, tem como finalidade estabelecer um comparativo entre as metas fixadas e o

    resultado obtido no exerccio oramentrio anterior, de Receitas, Despesas, Resultado

    Primrio e Nominal, Dvida Pblica Consolidada e Dvida Consolidada Lquida,

    incluindo anlise dos fatores determinantes do alcance ou no dos valores estabelecidos

    como metas.

  • 3

    METAS FISCAIS ATUAIS COMPARADAS COM AS FIXADAS NOS TRS

    EXERCCIOS ANTERIORES

    Art. 7 De acordo com o 2, Item II, do Artigo 4 da LRF, o

    Demonstrativo III - Metas Fiscais Atuais Comparadas com as Fixadas nos Trs

    Exerccios Anteriores, de Receitas, Despesas, Resultado Primrio e Nominal, Dvida

    Pblica Consolidada e Dvida Consolidada Lquida, devero estar instrudos com

    memria e metodologia de clculo que justifiquem os resultados pretendidos,

    comparando-as com as fixadas nos trs exerccios anteriores e evidenciando a

    consistncia delas com as premissas e os objetivos da Poltica Econmica Nacional.

    1 - Objetivando maior consistncia e subsdio s anlises, os

    valores devem ser demonstrados em valores correntes e constantes, utilizando-se os

    mesmos ndices j comentados no Demonstrativo I.

    EVOLUO DO PATRIMNIO LQUIDO

    Art. 8 Em obedincia ao 2, inciso III, do Artigo 4 da LRF, o

    Demonstrativo IV - Evoluo do Patrimnio Lquido, deve traduzir as variaes do

    Patrimnio de cada Ente do Municpio e sua Consolidao.

    ORIGEM E APLICAO DOS RECURSOS OBTIDOS COM A

    ALIENAO DE ATIVOS

    Art. 9 O 2, inciso III, do Artigo 4 da LRF, que trata da

    Evoluo do Patrimnio Lquido, estabelece tambm, que os recursos obtidos com a

    alienao de ativos que integram o referido patrimnio, devem ser reaplicados em

    despesas de capital, salvo se destinada por Lei aos regimes de previdncia social, geral

    ou prprio dos servidores pblicos. O Demonstrativo V - Origem e Aplicao dos

    Recursos Obtidos com a Alienao de Ativos, deve estabelecer de onde foram obtidos

    os recursos e onde foram aplicados.

    ESTIMATIVA E COMPENSAO DA RENNCIA DE RECEITA

    Art. 10 Conforme estabelecido no 2, inciso V, do Artigo 4, da

    LRF, o Anexo de Metas Fiscais dever conter um demonstrativo que indique a natureza

    da renncia fiscal e sua compensao, de maneira a no propiciar desequilbrio das

    contas pblicas.

    1 - A renncia compreende incentivos fiscais, anistia, remisso,

    subsdio, crdito presumido, concesso de iseno, alterao de alquota ou modificao

    da base de clculo e outros benefcios que correspondam tratamento diferenciado.

  • 4

    2 - A compensao ser acompanhada de medidas provenientes do

    aumento da receita, elevao de alquotas, ampliao da base de clculo, majorao ou

    criao de tributo ou contribuio.

    MARGEM DE EXPANSO DAS DESPESAS OBRIGATRIAS DE

    CARTER CONTINUADO

    Art. 11 O Art. 17, da LRF, considera obrigatria de carter

    continuado a despesa corrente derivada de Lei, medida provisria ou ato administrativo

    normativo que fixem para o ente obrigao legal de sua execuo por um perodo

    superior a dois exerccios.

    Pargrafo nico - O Demonstrativo VIII - Margem de Expanso das

    Despesas de Carter Continuado, destina-se a permitir possvel incluso de eventuais

    programas, projetos ou atividades que venham caracterizar a criao de despesas de

    carter continuado.

    MEMRIA E METODOLOGIA DE CLCULO DAS METAS ANUAIS

    DE RECEITAS, DESPESAS, RESULTADO PRIMRIO,

    RESULTADO NOMINAL E MONTANTE DA DVIDA PBLICA

    METODOLOGIA E MEMRIA DE CLCULO DAS METAS ANUAIS DAS

    RECEITAS E DESPESAS

    Art. 12 O 2, Inciso II, do Artigo 4, da LRF, determina que o

    demonstrativo de Metas Anuais seja instrudo com memria e metodologia de clculo

    que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos trs

    exerccios anteriores, e evidenciando a consistncia delas com as premissas e os

    objetivos da poltica econmica nacional.

    METODOLOGIA E MEMRIA DE CLCULO DAS METAS ANUAIS DO

    RESULTADO PRIMRIO

    Art. 13 A finalidade do conceito de Resultado Primrio indicar se

    os nveis de gastos oramentrios so compatveis com sua arrecadao, ou seja, se as

    receitas no-financeiras so capazes de suportar as despesas no-financeiras.

    Pargrafo nico - O clculo da Meta de Resultado Primrio dever

    obedecer metodologia estabelecida pelo Governo Federal, atravs das Portarias

    expedidas pela STN - Secretaria do Tesouro Nacional, e s normas da contabilidade

    pblica.

  • 5

    METODOLOGIA E MEMRIA DE CLCULO DAS METAS ANUAIS DO

    RESULTADO NOMINAL

    Art. 14 O clculo do Resultado Nominal, dever obedecer a

    metodologia determinada pelo Governo Federal, com regulamentao pela STN.

    Pargrafo nico - O clculo das Metas Anuais do Resultado

    Nominal, dever levar em conta a Dvida Consolidada, da qual dever ser deduzido o

    Ativo Disponvel, mais Haveres Financeiros menos Restos a Pagar Processados, que

    resultar na Dvida Consolidada Lquida, que somada s Receitas de Privatizaes e

    deduzidos os Passivos Reconhecidos, resultar na Dvida Fiscal Lquida.

    METODOLOGIA E MEMRIA DE CLCULO DAS METAS ANUAIS DO

    MONTANTE DA DVIDA PBLICA

    Art. 15 Dvida Pblica o montante das obrigaes assumidas pelo

    ente da Federao. Esta ser representada pela emisso de ttulos, operaes de crditos

    e precatrios judiciais.

    Pargrafo nico - Utiliza a base de dados de Balanos e Balancetes

    para sua elaborao, constituda dos valores apurados nos exerccios anteriores e da

    projeo dos valores para 2015, 2016 e 2017.

    II - DAS PRIORIDADES DA ADMINISTRAO MUNICIPAL

    Art. 16 As prioridades e metas da Administrao Municipal para o

    exerccio financeiro de 2015, sero definidas e demonstradas no Plano Plurianual de

    2014 2017, compatveis com os objetivos e normas estabelecidas nesta Lei.

    1 - Os recursos estimados na Lei Oramentria para 2015 sero

    destinados, preferencialmente, para as prioridades e metas estabelecidas nos Anexos do

    Plano Plurianual no se constituindo todavia, em limite programao das despesas.

    2 - Na elaborao da proposta oramentria para 2015, o Poder

    Executivo poder aumentar ou diminuir as metas fsicas estabelecidas nesta Lei, a fim

    de compatibilizar a despesa orada receita estimada, de forma a preservar o equilbrio

    das contas pblicas.

    III - DA ESTRUTURA DOS ORAMENTOS

    Art. 17 O oramento para o exerccio financeiro de 2015

    abranger os Poderes Legislativo e Executivo, Fundos, e Outras, que recebam recursos

    do Tesouro e da Seguridade Social e ser estruturado em conformidade com a Estrutura

    Organizacional estabelecida em cada Entidade da Administrao Municipal.

  • 6

    Art. 18 A Lei Oramentria para 2015 evidenciar as Receitas e

    Despesas de cada uma das Unidades Gestoras, especificando aqueles vnculos a Fundos,

    Autarquias, e aos Oramentos Fiscais e da Seguridade Social, desdobradas as despesas

    por funo, sub-funo, programa, projeto, atividade ou operaes especiais e, quanto a

    sua natureza, por categoria econmica, grupo de natureza de despesa e modalidade de

    aplicao, tudo em conformidade com as Portarias da Secretaria do Tesouro Nacional -

    STN.

    Art. 19 A Mensagem de Encaminhamento da Proposta

    Oramentria de que trata o art. 22, Pargrafo nico, inciso I da Lei 4.320/1964,

    conter todos os Anexos exigidos na legislao pertinente.

    IV - DAS DIRETRIZES PARA A ELABORAO E EXECUO DO

    ORAMENTO DO MUNICPIO

    Art. 20 O Oramento para Exerccio de 2015 obedecer entre

    outros, ao princpio da transparncia e do equilbrio entre receitas e despesas,

    abrangendo os Poderes Legislativo e Executivo, Fundos, e Outras (Arts. 1, 1 4 I, a

    e 48 LRF).

    Art. 21 Os estudos para definio dos Oramentos da Receita para

    2015 devero observar os efeitos da alterao da legislao tributria, incentivos fiscais

    autorizados, a inflao do perodo, o crescimento econmico, a ampliao da base de

    calculo dos tributos e a sua evoluo nos ltimos trs exerccios e a projeo para os

    dois seguintes (Art. 12 da LRF).

    Pargrafo nico - At 30 dias antes do prazo para encaminhamento

    da Proposta Oramentria ao Poder Legislativo, o Poder Executivo Municipal colocara

    disposio da Cmara Municipal e do Ministrio Pblico, os estudos e as estimativas

    de receitas para exerccios subseqentes e as respectivas memrias de clculo (Art. 12,

    3 da LRF).

    Art. 22 Na execuo do oramento, verificado que o

    comportamento da receita poder afetar o cumprimento das metas de resultado primrio

    e nominal, os Poderes Legislativo e Executivo, de forma proporcional as suas dotaes

    e observadas a fonte de recursos, adotaro o mecanismo de limitao de empenhos e

    movimentao financeira nos montantes necessrios, para as dotaes abaixo (Art. 9 da

    LRF):

    I - Projetos ou atividades vinculadas a recursos oriundos de

    transferncias voluntrias;

    II - Obras em geral, desde que ainda no iniciadas;

    III - Dotao para combustveis, obras, servios pblicos e agricultura; e

    IV - Dotao para material de consumo e outros servios de terceiros das diversas atividades.

  • 7

    Pargrafo nico - Na avaliao do cumprimento das metas bimestrais

    de arrecadao para implementao ou no do mecanismo da limitao de empenho e

    movimentao financeira, ser considerado ainda o resultado financeiro apurado no

    Balano Patrimonial do exerccio anterior, em cada fonte de recursos.

    Art. 23 As Despesas Obrigatrias de Carter Continuado em

    relao Receita Corrente Lquida, programadas para 2015, podero ser expandidas em

    at 15%, tomando-se por base as Despesas Obrigatrias de Carter Continuado fixadas

    na Lei Oramentria Anual para 2015 (Art. 4, 2 da LRF).

    Art. 24 Constituem Riscos Fiscais capazes de afetar o equilbrio

    das contas pblicas do Municpio, aqueles constantes do Anexo Prprio desta Lei

    (Art. 4, 3 da LRF).

    1 - Os riscos fiscais, caso se concretizem, sero atendidos com

    recursos da Reserva de Contingncia e tambm, se houver, do Excesso de Arrecadao

    e do Supervit Financeiro do exerccio de 2014.

    Art. 25 O Oramento para o exerccio de 2015 destinar recursos

    para a Reserva de Contingncia, no inferiores a 1,5% (um e meio por cento) das

    Receitas Correntes Lquidas previstas e 30% (trinta por cento) do total geral do

    oramento para a abertura de Crditos Adicionais Suplementares. (Art. 5, III da LRF).

    1 - Os recursos da Reserva de Contingncia sero destinados ao

    atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos,

    obteno de resultado primrio positivo se for o caso, e tambm para abertura de

    Crditos Adicionais Suplementares conforme disposto na Portaria MPO n 42/1999,

    Art. 5 e Portaria STN n 163/2001, Art. 8 (Art. 5 III, b da LRF).

    2 - Os recursos da Reserva de Contingncia destinados a riscos

    fiscais, caso estes no se concretizem at o dia 1 de Julho de 2014, podero ser

    utilizados por ato do Chefe do Poder Executivo Municipal para abertura de crditos

    adicionais suplementares de dotaes que se tornaram insuficientes.

    Art. 26 Os investimentos com durao superior a 12 meses s

    constaro da Lei Oramentria Anual se contemplados no Plano Plurianual (Art. 5, 5

    da LRF).

    Pargrafo nico - O PPA poder ser alterado atravs de projeto de

    Lei encaminhado a Cmara Municipal para contemplar novas metas de acordo com o

    estabelecido nas audincias publica para este fim.

    Art. 27 O Chefe do Poder Executivo Municipal estabelecer at 30

    dias aps a publicao da Lei Oramentria Anual, a programao financeira das

    receitas e despesas e o cronograma de execuo mensal ou bimestral para as Unidades

    Gestoras, se for o caso (Art. 8 da LRF).

  • 8

    Art. 28 Os Projetos e Atividades priorizados na Lei Oramentria

    para 2015 com dotaes vinculadas e fontes de recursos oriundos de transferncias

    voluntrias, operaes de crdito, alienao de bens e outras extraordinrias, s sero

    executados e utilizados a qualquer ttulo, se ocorrer ou estiver garantido o seu ingresso

    no fluxo de caixa, respeitado ainda o montante ingressado ou garantido (Art. 8,

    Pargrafo nico e 50, I da LRF).

    Art. 29 A renncia de receita estimada para o exerccio de 2014,

    constante do Anexo Prprio desta Lei, no ser considerada para efeito de clculo do

    oramento da receita (Art. 4, 2, V e Art. 14, I da LRF).

    Art. 30 A transferncia de recursos do Tesouro Municipal a

    entidades privadas, beneficiar somente aquelas de carter educativo, assistencial,

    recreativo, cultural, esportivo, de cooperao tcnica e voltada para o fortalecimento do

    associativismo municipal e depender de autorizao em lei especfica (Art. 4, I, f e

    26 da LRF).

    Pargrafo nico - As entidades beneficiadas com recursos do

    Tesouro Municipal devero prestar contas no prazo de 30 dias, contados do recebimento

    do recurso, na forma estabelecida pelo servio de contabilidade municipal (Art. 70,

    Pargrafo nico da Constituio Federal).

    Art. 31 Os procedimentos administrativos de estimativa do

    impacto oramentrio-financeiro e declarao do ordenador da despesa de que trata o

    Artigo 16, Itens I e II da LRF devero ser inseridos no processo que abriga os autos da

    licitao ou sua dispensa/inexigibilidade.

    Pargrafo nico - Para efeito do disposto no Artigo 16, 3 da LRF,

    so consideradas despesas irrelevantes, aquelas decorrentes da criao, expanso ou

    aperfeioamento da ao governamental que acarrete aumento da despesa, cujo

    montante no exerccio financeiro de 2014, em cada evento, no exceda ao valor limite

    para dispensa de licitao, fixado no Item I do Artigo 24 da Lei n 8.666/1993,

    devidamente atualizado (Art. 16, 3 da LRF).

    Art. 32 As obras em andamento e a conservao do patrimnio

    pblico tero prioridade sobre projetos novos na alocao de recursos oramentrios,

    salvo projetos programados com recursos de transferncia voluntria e operao de

    crdito (Art. 45 da LRF).

    Art. 33 Despesas de competncia de outros entes da federao s

    sero assumidas pela Administrao Municipal quando firmados convnios, acordos ou

    ajustes e previstos recursos na Lei Oramentria (Art. 62 da LRF).

    Pargrafo nico Poder o municpio implantar o servio de

    equoterapia entre os servios especializados oferecidos pelo Sistema nico de Sade

    (SUS), de acordo com o Projeto de Lei n 5.499/05, do Senado Federal.

  • 9

    Art. 34 A previso das receitas e a fixao das despesas sero

    oradas para 2015 a preos correntes.

    Art. 35 A execuo do oramento da Despesa obedecer, dentro de

    cada Projeto, Atividade ou Operaes Especiais, a dotao fixada para cada Grupo de

    Natureza de Despesa/Modalidade de Aplicao, com apropriao dos gastos nos

    respectivos elementos de que trata as Portarias vigentes do STN.

    Pargrafo nico A transposio, o remanejamento ou a

    transferncia de recursos de um Grupo de Natureza de Despesa/Modalidade de

    Aplicao para outro, dentro de cada Projeto, Atividade ou Operaes Especiais, poder

    ser feita por Decreto do Prefeito Municipal no mbito do Poder Executivo com

    autorizao Legislativa prvia, conforme redao do Artigo 167, VI, da Constituio

    Federal e por Decreto Legislativo do Presidente da Cmara no mbito do Poder

    Legislativo.

    Art. 36 Durante a execuo oramentria de 2015, se o Poder

    Executivo Municipal for autorizado por Lei, poder incluir novos projetos, atividades

    ou operaes especiais no oramento das Unidades Gestoras na forma de crdito

    especial, desde que se enquadre nas prioridades para o exerccio de 2015 (Art. 167, I da

    Constituio Federal).

    Art. 37 O controle de custos das aes desenvolvidas pelo Poder

    Pblico Municipal, obedecer ao estabelecido no Artigo 50, 3 da LRF.

    Pargrafo nico - Os custos sero apurados atravs de operaes

    oramentrias, tomando-se por base as metas fiscais previstas nas planilhas das despesas

    e nas metas fsicas realizadas e apuradas ao final do exerccio (Art. 4, e da LRF).

    Art. 38 Os programas priorizados por esta Lei e contemplados no

    Plano Plurianual, que integrarem a Lei Oramentria de 2015 sero objeto de avaliao

    permanente pelos responsveis, de modo a acompanhar o cumprimento dos seus

    objetivos, corrigir desvios e avaliar seus custos e cumprimento das metas fsicas

    estabelecidas (Art. 4, I, e da LRF).

    V - DAS DISPOSIES SOBRE A DVIDA PBLICA MUNICIPAL

    Art. 39 A Lei Oramentria de 2015 poder conter autorizao

    para contratao de Operaes de Crdito para atendimento Despesas de Capital,

    observado o limite de endividamento, de at 50% das Receitas Correntes Lquidas

    apuradas at o final do semestre anterior a assinatura do contrato, na forma estabelecida

    na LRF (Arts. 30, 31 e 32).

    Art. 40 A contratao de operaes de crdito depender de

    autorizao em Lei especfica (Art. 32, Pargrafo nico da LRF).

  • 10

    Art. 41 Ultrapassado o limite de endividamento definido na

    legislao pertinente e enquanto perdurar o excesso, o Poder Executivo obter resultado

    primrio necessrio atravs da limitao de empenho e movimentao financeira

    (Art. 31, 1, II da LRF).

    VI - DAS DISPOSIES SOBRE DESPESAS COM PESSOAL

    Art. 42 O Executivo e o Legislativo Municipal, mediante Lei

    autorizativa, podero em 2015, criar cargos e funes, alterar a estrutura de carreira,

    corrigir ou aumentar a remunerao de servidores, conceder vantagens, admitir pessoal

    aprovado em concurso pblico ou carter temporrio na forma de Lei, observados os

    limites e as regras da LRF (Art. 169, 1, II da Constituio Federal).

    Pargrafo nico - Os recursos para as despesas decorrentes destes

    atos devero estar previstos na Lei de Oramento para 2015.

    Art. 43 Ressalvada a hiptese do Inciso X do Artigo 37 da

    Constituio Federal, a despesa total com pessoal de cada um dos Poderes em 2015,

    Executivo e Legislativo, no exceder em Percentual da Receita Corrente Lquida, a

    despesa verificada no exerccio de 2014, acrescida de 15%, obedecido o limites

    prudencial de 53,70% e 5,70% da Receita Corrente Lquida, respectivamente (Art. 71 da

    LRF).

    Art. 44 Nos casos de necessidade temporria, de excepcional

    interesse pblico, devidamente justificado pela autoridade competente, a Administrao

    Municipal poder autorizar a realizao de horas extras pelos servidores, quando as

    despesas com pessoal no excederem a 95% do limite estabelecido no Artigo 20, III da

    LRF (Art. 22, Pargrafo nico, V da LRF).

    Art. 45 O Executivo Municipal adotar as seguintes medidas para

    reduzir as despesas com pessoal caso elas ultrapassem os limites estabelecidos na LRF

    (Art. 19 e 20 da LRF):

    I - Eliminao de vantagens concedidas a servidores;

    II - Eliminao das despesas com horas-extras;

    III - Exonerao de servidores ocupantes de cargo em comisso;

    IV - Demisso de servidores admitidos em carter temporrio.

    Art. 46 Para efeito desta Lei e registros contbeis, entende-se

    como terceirizao de mo-de-obra referente substituio de servidores de que trata o

    Artigo 18, 1 da LRF, a contratao de mo-de-obra cujas atividades ou funes

    guardem relao com atividades ou funes previstas no Plano de Cargos da

    Administrao Municipal, ou ainda, atividades prprias da Administrao Pblica

    Municipal, desde que, em ambos os casos, no haja utilizao de materiais ou

    equipamentos de propriedade do contratado ou de terceiros.

  • 11

    VII - DAS DISPOSIES SOBRE ALTERAO NA

    LEGISLAO TRIBUTARIA

    Art. 47 O Executivo Municipal, quando autorizado em Lei, poder

    conceder ou ampliar benefcio fiscal de natureza tributria com vistas a estimular o

    crescimento econmico, a gerao de empregos e renda, ou beneficiar contribuintes

    integrantes de classes menos favorecidas, devendo esses benefcios ser considerados no

    clculo do oramento da receita e serem objeto de estudos do seu impacto oramentrio

    e financeiro no exerccio em que iniciar sua vigncia e nos dois subseqentes (Art. 14

    da LRF).

    Art. 48 Os tributos lanados e no arrecadados, inscritos em dvida

    ativa, cujos custos para cobrana sejam superiores ao crdito tributrio, podero ser

    cancelados, mediante autorizao em Lei, no se constituindo como renncia de receita

    (Art. 14 3 da LRF).

    Art. 49 O ato que conceder ou ampliar incentivo, iseno ou

    benefcio de natureza tributria ou financeira constante do Oramento da Receita,

    somente entrar em vigor aps adoo de medidas de compensao (Art. 14, 2 da

    LRF).

    VIII - DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 50 O Executivo Municipal enviar a proposta oramentria

    Cmara Municipal no prazo estabelecido na Lei Orgnica do Municpio, que a apreciar

    e a devolver para sano at o encerramento do perodo legislativo anual.

    1 - A Cmara Municipal no entrar em recesso enquanto no

    cumprir o disposto no caput deste Artigo.

    2 - Se o projeto de Lei Oramentria anual no for encaminhada

    sano at o incio do exerccio financeiro de 2015, fica o Executivo Municipal

    autorizado a executar a proposta oramentria na forma original, at a sano da

    respectiva lei oramentria anual.

    Art. 51 Sero considerados legais as despesas com multas e juros

    pelo eventual atraso no pagamento de compromissos assumidos, motivados por

    insuficincia de tesouraria.

    Art. 52 Os crditos especiais e extraordinrios, abertos nos ltimos

    quatro meses do exerccio, podero ser reabertos no exerccio subseqente, por ato do

    Chefe do Poder Executivo.

    Art. 53 O Executivo Municipal est autorizado a assinar convnios

    com o Governo Federal e Estadual atravs de seus rgos da administrao direta ou

    indireta, para realizao de obras ou servios de competncia ou no do Municpio.

  • 12

    Art. 54 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicao,

    revogando-se as disposies em contrrio.

    GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE PIRENPOLIS,

    aos trinta dias do ms de junho de dois mil e quatorze. 30/ 06/ 2014.

    NIVALDO ANTNIO DE MELO

    Prefeito Municipal

    WILLIAM DE ASSUNO

    Secretrio de Assuntos Especiais de Governo