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  • Cdigo Tributrio Municipal - Lei N 721/83 de 27 de dezembro de 1983.

    REGULA COM FUNDAMENTO NA CONSTITUIO FEDERAL O SISTEMA TRIBUTRIO DO MUNICPIO DE LAGES E ESTABELECE AS NORMAS DE DIREITO TRIBUTRIO APLICVEIS AO MUNICPIO.

    Eu, Paulo Alberto Duarte, Prefeito do Municpio de Lages, comunico a todos os habitantes deste Municpio, que a Cmara de Vereadores aprovou, e eu sanciono a seguinte Lei: TTULO I PARTE GERAL DE NORMAS TRIBUTRIAS CAPTULO I DISPOSIES PRELIMINARES Art. 1 - Esta Lei regula, com fundamento na Constituio Federal, o sistema Tributrio do Municpio de Lages a estabelece as normas de Direito Tributrio aplicveis ao Municpio. Pargrafo nico - Esta Lei tem a denominao de "Cdigo Tributrio do Municpio de Lages". Art. 2 - O Sistema Tributrio do Municpio de Lages regido pelo disposto na Constituio Federal; em Leis Complementares Constituio Federal, entre as quais o Cdigo Tributrio Nacional; em Resolues do Senado Federal; e, nos limites da respectiva competncia, em Leis Federais; na Constituio e Leis do Estado de Santa Catarina; e neste Cdigo, com a sua regulamentao e demais normas complementares. Art. 3 - Ficam incorporadas a este Cdigo todas as normas gerais de Direito Tributrio, aplicveis ao Municpio, mantidas no Cdigo Tributrio Nacional. Art. 4 - Fica instituda, para os efeitos deste Cdigo e demais disposies da Legislao Tributria dos Municpios, a Unidade Fiscal do Municpio de Lages (UFML), equivalente a 10 (dez) vezes o valor base de uma Obrigao Reajustveis do Tesouro Nacional (ORTN), vigente no primeiro ms de cada exerccio financeiro. 1 - Os tributos calculados em funo da UFML tem a sua base de clculo monetariamente corrigida apenas uma vez em cada ano, no primeiro ms do exerccio. 2 - O servio de iluminao pblica a que se refere a Taxa de Servios Urbanos, quando conveniados tem como base de calculo a tarifa de Iluminao Pblica vigente no Municpio e ser cobrado em duodcimos, nos percentuais estabelecidos em ato do Poder Executivo do Municpio, obedecendo os limites mximos previstos nas Tabelas VIII e VIIIa, anexas. Art. 4 - Fica instituda para toda a Legislao Tributria do Municpio, a

  • Unidade Fiscal do Municpio de Lages (UFML), fixada em 70 BTNs - Bnus do Tesouro Nacional, ou ttulo que venha a substitu-lo. 1 - O valor dos tributos calculados em funo da UFML ser convertido no ato do lanamento, ao equivalente de BTNs, ou do ttulo que o substituir, e ser apurado pela multiplicao das unidades indicadas no documento de arrecadao, pelo valor unitrio da BTN vigente no ms do recolhimento. 2 - Os tributos calculados em funo da UFML, podem a critrio do Executivo ser decompostos em parcelas mensais. (Redao dada pela Lei n 1521/1989) Art. 4 - Fica instituda, para toda a legislao do Municpio, a Unidade Fiscal do Municpio de Lages (UFML), fixada em R$ 157,00 (cento e cinqenta e sete reais) para o exerccio de 2007.(Redao dada pela Lei Complementar n 286/2007) Pargrafo nico - A UFML, ser atualizada monetariamente uma vez por ano, no primeiro ms de cada exerccio, tomando-se por base o ndice Geral de Preos Preo de Mercado - IGP-M, acumulado nos ltimos 12 (doze) meses. (Redao dada pela Lei Complementar n 286/2007) Pargrafo nico - A UFML ser atualizada monetariamente, uma vez por ano, tomando-se por base o ndice Geral de Preos Preo de Mercado - IGP-M, acumulado nos ltimos 12 (doze) meses, contados do ms de Novembro do ano anterior at o ms de Outubro do ano que ser fixado o ndice, arredondada para a primeira unidade superior em caso de frao decimal, e ser aplicado no exerccio financeiro do ano subseqente. (Redao dada pela Lei Complementar n 424/2013) CAPTULO II EXCLUSES DO CRDITO TRIBUTRIO SECO I DISPOSIES GERAIS Art. 5 - Excluem-se o Credito Tributrio: I - a iseno II - a anistia. Pargrafo nico - A excluso do Crdito Tributrio no dispensa o cumprimento das obrigaes acessrias dependentes da obrigao principal cujo crdito seja excludo, ou dela com o seqente. SECO II DA ISENO Art. 6 - A Lei que conceder iseno deve obedecer necessariamente o principio da generalidade e fundamentar-se em razoes de ordem pblica, ou de

  • interesse social, ou do Municpio. Pargrafo nico - As isenes sero deferidas por Decreto do Poder Executivo s pessoas fsicas ou jurdicas que, em requerimento, faam prova do preenchimento das condies e do cumprimento dos requisitos previstos em Leis para a sua concesso. Art. 7 - Salvo disposio de leis em contrrio, a iseno no extensiva: I - as taxas e as contribuies de melhoria; II - aos tributos institudos posteriormente a sua concesso. SECO III DA ANISTIA Art. 8 - A anistia abrange exclusivamente s infraes cometidas anteriormente vigncia da Lei que a admite, podendo ser concedida: I - em carter geral; II - limitadamente, de acordo com condies fixadas pelo Executivo. CAPTULO III EXTINO DO CRDITO TRIBUTRIO SECO I MODALIDADES DE EXTINO Art. 9 - Extingue o crdito tributrio: I - o pagamento; II - a compensao; III - a transao; IV - a remisso; e V - a prescrio. SECO II DO PAGAMENTO Art. 10 - O pagamento efetuado em moeda corrente, cheque ou vale postal. Pargrafo nico - O crdito pago com cheque somente se considera extinto com o resgate deste pelo sacado. SECO III

  • DA COMPENSAO Art. 11 - O Prefeito do Municpio pode, nas condies e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulao em cada caso atribuir autoridade administrativa, autorizar a compensao de crditos tributrios com crditos lquidos e certos vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pblica. SECO IV DA TRANSAO Art. 12 - permitida a celebrao, entre o Municpio e o sujeito passivo da obrigao tributria, de transao para o trmino ou preveno de litgio e conseqentemente extino de crdito tributrio, mediante concesses mtuas. Pargrafo nico - A transao, em cada caso, autorizada pelo Chefe do Executivo, e procedida na forma, disposta em Regulamento. SECO V DA REMISSO Art. 13 - autorizado o Prefeito do Municpio a conceder, por despacho fundamentado, remisso total ou parcial do crdito tributrio, atendendo: I - a situao econmica do sujeito passivo; II - as consideraes de equidade, em relao com as caractersticas pessoais ou materiais do caso; III - ao erro ou ignorncia acusveis do contribuinte, quanto a matria de fato; IV - a diminuta importncia do crdito tributrio; e V - as condies peculiares determinada regio do territrio do Municpio. 1 - O despacho referido neste Artigo no cria direito adquirido e revogado de oficio, sempre que os apure que o beneficiado no satisfazia ou deixou de satisfazer as condies possibilitantes da medida, ou no cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a concesso do beneficio previsto neste artigo. 2 - Regulamento baixado pelo Executivo disciplinar o disposto neste Artigo. CAPTULO IV DO REGULAMENTO DO TRIBUTO Art. 14 - o vencimento do crdito tributrio ocorre 30 dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do lanamento. Pargrafo nico - Em razo de concesses emergenciais pode a autoridade administrativa estabelecer novos prazos de pagamento. Art. 14 - O vencimento do crdito tributrio, quando no especificado em

  • legislao prpria, ocorre 30 (trinta) dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado de lanamento, prorrogvel automaticamente, para o primeiro dia til seguinte, quando vencido em dia no til." 1 - Em relao ao recolhimento regular do ISQN - Imposto Sobre Servios de Qualquer Natureza, o pagamento dever ser efetuado at o dia 10 (dez) do ms subsequente quele em que ocorreu o fato gerador, prorrogvel automaticamente, para o primeiro dia til seguinte, quando o dia 10 (dez), acontecer em dia no til. 2 - Em razo de condies emergenciais, pode autoridade administrativa estabelecer novos prazos de pagamento. (Redao dada pela Lei Complementar n 286/2007) Art. 15 - Quando no recolhido na poca estabelecida, o crdito fica sujeito aos seguintes acrscimos: I - multa de mora; II - juros de mora; e (Revigorado pela Lei Complementar n 117/1999) III - correo monetria. 1 - A multa de mora calculada sobre o valor do dbito e corresponde a 10% do seu montante, sendo exigida a partir do dia seguinte a data em que o recolhimento do tributo dataria ter sido efetuado. 2 - Os juros de mora so calculados e cobrados a partir do primeiro dia do vencimento, contado da data em que o recolhimento do tributo deveria ter sito efetuado, e corresponde a 1% (um por cento), ao ms ou frao, incidindo sobre o montante do dbito e no so capitalizveis, sem prejuzo da imposio de outras penalidades. (Revigorado pela Lei Complementar n 117/1999) 3 - A correo monetria, cujo percentual baseado em ndices oficiais, incida sobre o valor do dbito, e a esta acrescida para todo os efeitos legais. Art. 15 - Quando no recolhido na poca estabelecida, o dbito fica sujeito aos seguintes acrscimos: I - multa de mora; II - juros de mora; e III - correo monetria. 1 - A multa de mora referente ao exerccio corrente, calculada sobre o valor do dbito corrigido e corresponde a 2% (dois por cento), sendo exigida a partir do dia seguinte data em que o recolhimento do tributo deveria ter sido efetuado, e 3% (trs por cento) para dbitos anteriores ao exerccio corrente.(Redao dada pela Lei Complementar n 286/2007) 2 - Os juros de mora so calculados e cobrados a partir do primeiro dia do vencimento, contado da data em que o recolhimento do tributo deveria ter sido efetuado, e correspondente a 1% (um por cento) ao ms ou frao, incidindo sobre o valor do dbito corrigido e no so capitalizveis, sem prejuzo da

  • imposio de outras penalidades.(Redao dada pela Lei Complementar n 286/2007) 3 - A correo Monetria, cujo percentual baseado na variao do IGP-M (FGV), incide sobre o valor do dbito municipal, e a este acrescida para todos os efeitos legais. (Redao dada pela Lei Complementar n 286/2007) 4 - Juros financeiros incidentes sobre os crditos objeto de parcelamento, sero calculados sobre o