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  • CDIGO TRIBUTRIO MUNICIPAL

    LEI N. 1181 de 30 de dezembro de 1998 (Atualizado at 31/12/2000)

  • LEI n. 1181/98 EMENTA: Institui o Cdigo Tributrio do Municpio do Ipojuca e d outras providncias.

    O PREFEITO DO MUNICPIO DO IPOJUCA FAO SABER QUE O PODER LEGISLATIVO DECRETOU E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

    Art. 1 - Esta Lei regula a atividade tributria do Municpio do Ipojuca e

    estabelece normas de direito tributrio a ela relativas.

    LIVRO PRIMEIRO DO SISTEMA TRIBUTRIO MUNICIPAL

    TTULO NICO DA COMPETNCIA TRIBUTRIA

    CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 2 - A competncia legislativa do Municpio em matria tributria

    assegurada pelo disposto na Constituio da Repblica Federativa do Brasil, pela Constituio do Estado de Pernambuco e pela Lei Orgnica do Municpio do Ipojuca, e exercida pelo Poder Legislativo Municipal.

    Art. 3 - A Legislao Tributria Municipal compreende as leis, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos da competncia municipal.

    Pargrafo nico - So normas complementares das leis e dos decretos: I - as portarias, instrues, avisos, ordens de servio e outros atos normativos

    expedidos pelas autoridades administrativas; II - as decises das instncias administrativas julgadoras; III - as prticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV - os convnios que o Municpio celebre com as entidades da administrao

    direta ou indireta da Unio, dos Estados ou dos Municpios. Art. 4 - O Cdigo Tributrio Municipal institui os seguintes tributos: I - IMPOSTOS: a) sobre servios de qualquer natureza - ISS; c) sobre a propriedade predial e territorial urbana - IPTU; d) sobre a transmisso onerosa "inter vivos" de bens imveis e de direitos a eles

    relativos - ITBI; II - TAXAS: a) decorrentes da utilizao efetiva ou potencial de servios pblicos municipais

    especficos e divisveis, prestados ao contribuinte ou postos sua disposio; b) decorrentes do exerccio regular do poder de polcia; III - CONTRIBUIO DE MELHORIA, decorrente de obras pblicas.

  • CAPTULO II DAS LIMITAES DA COMPETNCIA TRIBUTRIA

    Art. 5 - Ao Municpio vedado: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabelea; II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em

    situaes equivalentes; III - exigir tributos: a) em relao a fatos geradores ocorridos antes do incio da vigncia da lei que

    os houver institudo ou aumentado; b) no mesmo exerccio financeiro em que haja sido publicada a lei que os

    instituiu ou aumentou; IV - utilizar tributos com efeito de confisco; V - instituir impostos sobre: a) o patrimnio e os servios da Unio, dos Estados e dos Municpios; b) os templos de qualquer culto; c) o patrimnio e os servios dos partidos polticos e de suas fundaes, das

    entidades sindicais dos trabalhadores, das instituies de educao e de assistncia social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos do 5 deste artigo;

    d) os livros, jornais, peridicos e o papel destinado sua impresso. 1 - A vedao do inciso V, alnea "a", extensiva s autarquias e s

    fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico, no que se refere ao patrimnio e aos servios, vinculados a suas finalidades essenciais ou delas decorrentes.

    2 - As vedaes do inciso V, alnea "a", e do pargrafo anterior no se aplicam ao patrimnio e aos servios, relacionados com explorao de atividades econmicas regidas pelas normas aplicveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestao ou pagamento de preos ou tarifas pelo usurio, nem exonera o promitente comprador da obrigao de pagar imposto relativamente ao bem imvel.

    3 - As vedaes dos inciso V, alneas "b" e "c", compreendem somente o patrimnio e os servios relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

    4 - O disposto no inciso V deste artigo no exclui as entidades nele referidas da condio de responsveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte, bem como no as dispensa da prtica de atos assecuratrios do cumprimento de obrigaes tributrias por terceiros, na forma prevista em lei.

    5 - O reconhecimento da imunidade de que trata a alnea "c" do inciso V deste artigo subordinado observncia dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas:

    I - no distribuir qualquer parcela do seu patrimnio ou de suas rendas, a ttulo de lucro ou participao no seu resultado;

    II - aplicar integralmente no Pas os seus recursos na manuteno dos seus objetivos institucionais;

    III - manter a escriturao de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatido.

    6 - Na inobservncia do disposto nos pargrafos 4 e 5 deste artigo pelas entidades referidas no inciso V, alnea "c", a autoridade competente poder suspender os efeitos do reconhecimento da imunidade.

  • 4

    LIVRO SEGUNDO DAS INFRAES, PENALIDADES E DEMAIS COMINAES LEGAIS

    Art. 6 - Constitui infrao toda ao ou omisso que importe na inobservncia,

    por parte do sujeito passivo, de norma estabelecida na legislao tributria do Municpio. Art. 7 - Respondero pela infrao, conjunta ou isoladamente, todos os que

    concorrerem para a sua prtica ou dela se beneficiarem. Pargrafo nico - Salvo expressa disposio em contrrio, a responsabilidade

    por infrao independe da inteno do agente ou do responsvel e da efetividade, natureza, extenso e efeitos do ato.

    Art. 8 - Os que, antes do incio de qualquer procedimento fiscal administrativo, procurarem espontaneamente a repartio fiscal competente para sanar irregularidades, sero atendidos independentemente de penalidades.

    Pargrafo nico - No se considera espontnea a denncia apresentada aps o incio de qualquer procedimento fiscal administrativo relacionado com a infrao.

    Art. 9 - As infraes legislao tributria sero punidas com as seguintes penalidades, separada ou cumulativamente:

    I - multas por infrao; II - proibio de: a) celebrar negcios jurdicos com os rgos da administrao direta do

    Municpio e com suas autarquias, fundaes e empresas; b) participar de licitaes; c) usufruir de benefcio fiscal institudo pela legislao tributria do Municpio; d) receber quantias ou crditos de qualquer natureza; e) obter licena para execuo de obra de engenharia, quando devedor de

    tributos municipais; III - apreenso de documentos e interdio do estabelecimento; IV - suspenso ou cancelamento de benefcios fiscais. 1 - A aplicao de penalidade de qualquer natureza, inclusive por

    inobservncia de obrigao acessria, em caso algum dispensa o pagamento do tributo, dos juros e da atualizao monetria, nem a reparao do dano resultante da infrao, na forma da legislao aplicvel.

    2 - Quando no recolhido o tributo no prazo legal, ficar sujeito aos seguintes acrscimos:

    I - Multa por infrao, quando a ao ou omisso for apurada por meio de notificao ou auto de infrao;

    II - Multa de mora quando no inscrito em divida ativa de : a) 5% (cinco por cento) sobre o valor do tributo, se o pagamento ocorrer at a

    mesma data do ms subseqente ao vencimento; b) 10% (dez por cento) sobre o valor do tributo, se o pagamento ocorrer at a

    mesma data do segundo ms subseqente ao vencimento; c)15% (quinze por cento) sobre o valor do tributo, se o pagamento ocorrer at

    a mesma data do terceiro ms subseqente ao vencimento; d) 20% (vinte por cento) sobre o valor do tributo, se o pagamento ocorrer aps

    a data estabelecida na alnea anterior. III - Quando j inscrito em divida ativa:

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    a) ser acrescido de mais 10% (dez por cento). IV - juros de mora, na forma prevista no artigo 156 desta lei.

    LIVRO TERCEIRO

    CAPTULO NICO

    DO CANCELAMENTO DE DBITO E OUTRAS DISPOSIES Art. 10 - Fica o Prefeito, com base em parecer fundamentado do Diretor Geral

    de Administrao Tributria, autorizado a: I - cancelar administrativamente os dbitos: a) prescritos; b) de contribuintes que hajam falecido deixando bens que, por fora de lei,

    sejam insusceptveis de execuo; c) que, por seu nfimo valor, tornem a cobrana ou execuo notoriamente

    antieconmica; Pargrafo nico - Com relao aos dbitos tributrios inscritos na Dvida Ativa

    e enviados por meio de certificados para a Assessoria Jurdica, a competncia de que trata este artigo ser do respectivo titular, com parecer fundamentado do Diretor Geral de Administrao Tributria.

    Art. 11 - Excetuados os casos de autorizao legislativa ou mandado judicial, vedado o recebimento de dbito com desconto ou dispensa da obrigao tributria principal e de seus acrscimos.

    1 - A inobservncia do disposto neste artigo sujeita o infrator, sem prejuzo das penalidades que lhe forem aplicveis, a indenizar o Municpio em quantia igual que deixou de receber.

    2 - Se a infrao decorrer de ordem de superior hierrquico, ficar este solidariamente responsvel com o infrator.

    Art. 12 - O recolhimento dos tributos poder ser feito atravs de entidades pblicas ou privadas, devidamente autorizadas pelo Secretrio de Finanas, ouvida a Cmara de Vereadores..

    Art. 13 - Fica o Poder Executivo autorizado a assinar convnios, protocolos ou acordos com rgos da Fazenda Pblica Federal, Estadual ou Municipal, com o objetivo de permutar informaes econmico-fiscais.

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    LIVRO QUARTO Dos tributos mercantis

    TTULO I DO IMPOSTO SOBRE SERVIOS DE QUALQUER NATUREZA - ISS

    CAPTULO I

    DA OBRIGAO PRINCIPAL

    SEO I DA INCIDNCIA E FATO GERADOR

    Art. 14 - O ISS tem como fato gerador a prestao dos servios no

    compreendidos na competncia dos Estados, incidindo, em especial, nos servios de: 1 - Mdicos, inclusive anlises clnicas, eletricidade mdica, radioterapia, ultra-sonografia,

    radiologia, tomografia e congneres. 2 - Hos