lei da balanÇa - scania

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Janeiro de 2007

RINO

Engenharia de Vendas Caminhes e nibus

LEI DA BALANAA chamada Lei da Balana constitui-se na verdade em um conjunto de artigos extrados do Cdigo de Trnsito Brasileiro (CTB) e de Resolues do CONTRAN que influem diretamente nas limitaes das dimenses e peso dos veculos de carga e passageiros nas estradas brasileiras. A primeira redao do ento denominado Cdigo Nacional de Trnsito foi elaborada na dcada de 60 e posta em prtica a partir de 1974. Desde ento, vem sendo atualizada e aperfeioada atravs de Leis, Decretos e Resolues dos rgos governamentais pertinentes. A Lei n 9.503, de 23 de setembro de 1997, instituiu o CTB e atribuiu ao Conselho Nacional de Trnsito (CONTRAN) a competncia de regulamentar e estabelecer normas complementares especialmente no tocante a pesos, dimenses, configuraes e segurana dos veculos rodovirios.

ARTIGO 98 DO CTB Nenhum proprietrio ou responsvel poder, sem prvia autorizao da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veculo alteraes e modificaes de suas caractersticas de fbrica. nico Os veculos e motores novos ou usados que sofrerem alteraes ou converses so obrigados a atender aos mesmos limites e exigncias de emisso de poluentes e rudo previstos pelos rgos competentes e pelo CONTRAN, cabendo entidade executora das modificaes e ao proprietrio do veculo a responsabilidade pelo cumprimento das exigncias. ARTIGO 100 DO CTB Nenhum veculo ou combinao de veculos poder transitar com lotao de passageiros, com peso bruto total, ou com peso bruto total combinado com peso por eixo, superior ao fixado pelo fabricante, nem ultrapassar a capacidade mxima de trao da unidade tratora. ARTIGO 101 DO CTB Ao veculo ou combinao de veculos utilizados no transporte de carga indivisvel, que no se enquadre nos limites de peso e dimenses estabelecidos pelo CONTRAN, poder ser concedida, pela autoridade com circunscrio sobre a via, autorizao especial de trnsito, com prazo certo, vlida para cada viagem, atendidas as medidas de segurana consideradas necessrias. PORTARIA N 01, DE 10/04/89, DO INMETRO Estabelece os seguintes limites mnimos para a relao de peso/potncia dos veculos rodovirios de carga e de passageiros: 1) veculos de transporte de carga: 4,2 kW/t (5,71 cv/t) 2) veculos de transporte coletivo de passageiros: a) nibus urbano tipo I (comum): 4,2 kW/t (5,71 cv/t), nos termos da resoluo CONMETRO n 14 de 12/10/88. b) nibus urbano tipo II: 9,0 kW/t (12,24 cv/t), nos termos da resoluo CONMETRO n 14 de 12/10/88. c) nibus rodovirio: 7,4 kW/t (10,06 cv/t). Nota: Os nibus urbanos tm diversas dimenses e caractersticas regulamentadas pela Resoluo n 01, de 26/01/93, do CONMETRO. Alguns municpios fazem mais restries, que devem ser analisadas caso a caso.

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MINISTRIO DAS CIDADES - CONSELHO NACIONAL DE TRNSITO RESOLUO N 211 DE 13 DE NOVEMBRO DE 2006Requisitos necessrios circulao de Combinaes de Veculos de Carga CVC, a que se referem os arts. 97, 99 e 314 do Cdigo de Trnsito Brasileiro-CTB. O CONSELHO NACIONAL DE TRNSITO CONTRAN, no uso da competncia que lhe confere o artigo 12, inciso I, da lei n 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Cdigo de Trnsito Brasileiro e nos termos do disposto no Decreto n 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da Coordenao do Sistema Nacional de Trnsito, resolve: Art. 1. As Combinaes de Veculos de Carga - CVC, com mais de duas unidades, includa a unidade tratora, com peso bruto total acima de 57 t ou com comprimento total acima de 19,80 m, s podero circular portando Autorizao Especial de Trnsito AET. Art. 2. A Autorizao Especial de Trnsito - AET pode ser concedida pelo rgo Executivo Rodovirio da Unio, dos Estados, dos Municpios ou do Distrito Federal, mediante atendimento aos seguintes requisitos: I - para a CVC: a) Peso Bruto Total Combinado PBTC igual ou inferior a 74 toneladas; b) Comprimento superior a 19,80 m e mximo de 30 metros, quando o PBTC for inferior ou igual a 57 t; c) Comprimento mnimo de 25 m e mximo de 30 metros, quando o PBTC for superior a 57 t; d) limites legais de Peso por Eixo fixados pelo CONTRAN; e) a compatibilidade da Capacidade Mxima de Trao - CMT da unidade tratora, determinada pelo fabricante, com o Peso Bruto Total Combinado - PBTC; f) estar equipadas com sistemas de freios conjugados entre si e com a unidade tratora, atendendo o disposto na Resoluo n. 777/93 - CONTRAN; g) o acoplamento dos veculos rebocados dever ser do tipo automtico conforme NBR 11410/11411 e estarem reforados com correntes ou cabos de ao de segurana; h) o acoplamento dos veculos articulados dever ser do tipo pino-rei e quinta roda e obedecer ao disposto na NBR NM/ ISO 337. i) possuir sinalizao especial na forma do Anexo II e estar provida de lanternas laterais colocadas a intervalos regulares de no mximo 3 (trs) metros entre si, que permitam a sinalizao do comprimento total do conjunto. II - as condies de trfego das vias pblicas a serem utilizadas. 1. A unidade tratora dessas composies dever ser dotada de trao dupla, ser capaz de vencer aclives de 6%, com coeficiente de atrito pneu/solo de 0,45, uma resistncia ao rolamento de 11 kgf/t e um rendimento de sua transmisso de 90%. 2. Nas Combinaes com Peso Bruto Total Combinado - PBTC inferior a 57 t, o cavalo mecnico poder ser de trao simples e equipado com 3 eixo. 3. A Autorizao Especial de Trnsito - AET, fornecida pelo rgo Executivo Rodovirio da Unio, dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal, ter o percurso estabelecido e aprovado pelo rgo com circunscrio sobre a via. 4. A critrio do rgo Executivo Rodovirio responsvel pela concesso da Autorizao Especial de Trnsito - AET, nas vias de duplo sentido de direo, podero ser exigidas medidas complementares que possibilitem o trnsito dessas composies, respeitadas as condies de segurana, a existncia de faixa adicional para veculos lentos nos segmentos em rampa com aclive e comprimento superior a 5% e 600 m, respectivamente. Art. 3. O trnsito de Combinaes de Veculos de que trata esta Resoluo ser do amanhecer ao pr-do-sol e sua velocidade mxima de 80 km/h. 1. Nas vias com pista dupla e duplo sentido de circulao, dotadas de separadores fsicos e que possuam duas ou mais faixas de circulao no mesmo sentido, poder ser autorizado o trnsito diuturno. 2. Em casos especiais, devidamente justificados, poder ser autorizado o trnsito noturno das Combinaes que exijam AET, nas vias de pista simples com duplo sentido de circulao, observados os seguintes requisitos: I - volume de trfego no horrio noturno de no mximo 2.500 veculos; II - traado de vias e suas condies de segurana, especialmente no que se refere ultrapassagem dos demais veculos; III - distncia a ser percorrida; IV - colocao de placas de sinalizao em todo o trecho da via, advertindo os usurios sobre a presena de veculos longos. Art. 4. Ao requerer a concesso da Autorizao Especial de Trnsito - AET o interessado dever apresentar: I - preliminarmente, projeto tcnico da Combinao de Veculos de Carga - CVC, devidamente assinado por engenheiro mecnico, conforme lei federal n 5194/66, que se responsabilizar pelas condies de estabilidade e de segurana operacional, e que dever conter: a) planta dimensional da combinao, contendo indicaes de comprimento total, distncia entre eixos, balanos traseiro e laterais, detalhe do pra-choques traseiro, dimenses e tipos dos pneumticos, lanternas de advertncia, identificao da unidade tratora, altura e largura mxima, placa traseira de sinalizao especial, Peso Bruto Total Combinado - PBTC, Peso por Eixo, Capacidade Mxima de Trao - CMT e distribuio de carga no veculo; b) clculo demonstrativo da capacidade da unidade tratora de vencer rampa de 6%, observando os parmetros do art. 2. e seus pargrafos e a frmula do Anexo I; c) grfico demonstrativo das velocidades, que a unidade tratora da composio capaz de desenvolver para aclives de 0 a 6%, obedecidos os parmetros do art. 2. e seus pargrafos; d) capacidade de frenagem; e) desenho de arraste e varredura, conforme norma SAE J695b, acompanhado do respectivo memorial de clculo; f) laudo tcnico de inspeo veicular elaborado e assinado pelo engenheiro mecnico responsvel pelo projeto, acompanhado pela sua respectiva ART- Anotao de Responsabilidade Tcnica, atestando as condies de estabilidade e de segurana da Combinao de Veculos de Carga - CVC. II - Cpia dos Certificados de Registro e Licenciamento dos Veculos, da composio veculo e semi-reboques - CRLV. 1. Nenhuma Combinao de Veculos de Carga CVC poder operar ou transitar na via pblica sem que o rgo Executivo Rodovirio da Unio, dos Estados, dos Municpios ou Distrito Federal tenha analisado e aprovado toda a documentao mencionada neste artigo e liberado sua circulao. 2. Somente ser admitido o acoplamento de reboques e semi-reboques, especialmente construdos para utilizao nesse tipo de Combinao de Veculos de Carga - CVC, devidamente homologados pelo rgo Mximo Executivo de Trnsito da Unio com cdigos especficos na tabela de marca/modelo do RENAVAM. Art. 5. A Autorizao Especial de Trnsito - AET ter validade pelo prazo mximo de 1 (um) ano, de acordo com o licenciamento da unidade tratora, para os percursos e horrios previamente aprovados, e somente ser fornecida aps vistoria tcnica da Combinao de Veculos de Carga - CVC, que ser efetuada pelo rgo Executivo Rodovirio da Unio, ou dos Estados, ou dos Municpios ou do Distrito Federal. 1. Para renovao da Autorizao Especial de Trnsito - AET, a vistoria tcnica prevista no caput deste artigo poder ser substituda por um Laudo Tcnico de inspeo veicular elaborado e assinado por engenheiro mecnico responsvel pelo projeto, acompanhado pela respectiva ART - Anotao de Responsabilidade Tcnica, que emitir declarao de conformidade junto com o proprietrio do veculo, atestando que a composio no teve suas caractersticas e especificaes tcnicas modificadas, e que a operao se desenvolve dentro das condies estabelecidas nesta Resoluo. 2. Os veculos em circulao