lei complementar nº 106-2003 (2011)

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LEI COMPLEMENTAR N 106, DE 03 DE JANEIRO DE 2003.

INSTITUI A LEI ORGNICA DO MINISTRIO PBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E D OUTRAS PROVIDNCIAS.

A Governadora do Estado do Rio de Janeiro, Fao saber que a Assemblia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TTULO I DO MINISTRIO PBLICO CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS Art. 1 - O Ministrio Pblico instituio permanente, essencial funo jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurdica, do regime democrtico e dos interesses sociais e individuais indisponveis. Pargrafo nico - So princpios institucionais do Ministrio Pblico a unidade, a indivisibilidade e a independncia funcional. Art. 2 - Ao Ministrio Pblico assegurada autonomia funcional, administrativa e financeira, cabendo-lhe, especialmente: I - praticar atos prprios de gesto; II - praticar atos e decidir sobre a situao funcional e administrativa do pessoal, ativo e inativo, de carreira e dos servios auxiliares, organizados em quadros prprios; III - elaborar suas folhas de pagamento e expedir os competentes demonstrativos; IV - adquirir bens e contratar servios, efetuando a respectiva contabilizao; V - propor ao Poder Legislativo a criao e extino de seus cargos e a fixao e o reajuste dos vencimentos dos seus membros; VI - propor ao Poder Legislativo a criao e extino dos cargos de seus servios auxiliares, bem como a fixao e o reajuste dos vencimentos dos seus servidores; VII - prover, em carter originrio ou mediante promoo e demais formas de provimento derivado, os cargos a que se referem os incisos anteriores;

VIII - editar atos de aposentadoria, exonerao e outros que importem em vacncia de cargos da carreira ou dos servios auxiliares, e atos de disponibilidade de membros do Ministrio Pblico e de seus servidores; IX - compor seus rgos de administrao e organizar suas secretarias, reparties administrativas e servios auxiliares das Procuradorias de Justia e Promotorias de Justia; X - elaborar seus regimentos internos; XI - exercer outras competncias dela decorrentes. *XI proporcionar servios de assistncia mdico-hospitalar aos membros da Instituio, ativos e inativos, e aos seus dependentes, assim entendida como o conjunto de atividades relacionadas preservao ou recuperao da sade, abrangendo servios profissionais mdicos, paramdicos, farmacuticos e odontolgicos, facultada a terceirizao da atividade ou a indenizao dos valores gastos, na forma disciplinada em resoluo do Procurador-Geral de Justia; *XII- licitar obras, servios e compras, empenhando as respectivas despesas, a qualquer tempo, em sistemas governamentais de que faa parte; *XIII- compor frota prpria de veculos oficiais, a serem adquiridos ou locados; *XIV- elaborar sistema prprio de registro de preos e aderir a registros de preos de outras entidades pblicas, de qualquer esfera federativa, desde que garantidas as mesmas condies de fornecimento ou prestao licitadas; *XV- implementar programas decorrentes de normas constitucionais asseguradoras de direitos sociais; *XVI- disciplinar a prestao de servio pblico voluntrio e gratuito, sem reconhecimento de vnculo empregatcio, para fins de apoio a atividades institucionais, facultada a concesso de auxlio transporte e alimentao; *XVII - exercer outras competncias delas decorrentes. * Nova redao e acrescentados pela Lei Complementar n 113/2006. Pargrafo nico. As decises do Ministrio Pblico fundadas em sua autonomia funcional, administrativa e financeira, obedecidas as formalidades legais, tm eficcia plena e executoriedade imediata, ressalvada a competncia constitucional do Poder Judicirio, do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Estado.

Art. 3. - O Ministrio Pblico elaborar sua proposta oramentria dentro dos limites estabelecidos na Lei de Diretrizes Oramentrias, encaminhando-a, diretamente, ao Governador do Estado, que a

submeter ao Poder Legislativo. 1. - s recursos correspondentes s dotaes oramentrias prprias e globais do Ministrio Pblico, compreendidos os crditos suplementares e especiais, ser-lhe-o postos disposio em duodcimos, entregues at o dia 20 de cada ms. 2. - Os recursos prprios, no originrios do Tesouro Estadual, sero utilizados em programas vinculados s finalidades da Instituio, vedada outra destinao. 3. - A fiscalizao contbil, financeira, oramentria e patrimonial do Ministrio Pblico, quanto legalidade, economicidade, aplicao de dotaes e recursos prprios e renncia de receitas, ser exercida, mediante controle externo, pela Assemblia Legislativa, com o auxlio do Tribunal de Contas do Estado, segundo o disposto no Ttulo IV, Captulo I, Seo VIII, da Constituio Estadual, e mediante controle interno, por sistema prprio institudo por Resoluo do ProcuradorGeral de Justia. CAPTULO II DA ORGANIZAO DO MINISTRIO PBLICO SEO I DOS RGOS DE ADMINISTRAO Art. 4. - So rgos da Administrao Superior do Ministrio Pblico: I - a Procuradoria-Geral de Justia; II - o Colgio de Procuradores de Justia; III - o Conselho Superior do Ministrio Pblico; IV - a Corregedoria-Geral do Ministrio Pblico. Art. 5. - So tambm rgos de administrao do Ministrio Pblico: I - as Procuradorias de Justia; II - as Promotorias de Justia. SEO II DOS RGOS DE EXECUO Art. 6. - So rgos de execuo do Ministrio Pblico: I - o Procurador-Geral de Justia; II o Colgio de Procuradores de Justia; III - o Conselho Superior do Ministrio Pblico; IV - os Procuradores de Justia; V - os Promotores de Justia; *VI os Grupos Especializados de Atuao Funcional.

*Pargrafo nico - Os rgos de execuo referidos no inciso VI sero providos por tempo certo e disciplinados em resoluo do ProcuradorGeral de Justia, aprovada pelo rgo Especial do Colgio de Procuradores de Justia. * Acrescentados pela Lei Complementar n 113/2006. SEO III DOS RGOS AUXILIARES Art. 7. - So rgos auxiliares do Ministrio Pblico: I - os Centros de Apoio Operacional; II os Centros Regionais de Apoio Administrativo e Institucional; III - a Comisso de Concurso; IV - o Centro de Estudos Jurdicos; V - os rgos de apoio administrativo; VI - os estagirios. CAPTULO III DOS RGOS DE ADMINISTRAO SEO I DA PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIA Art. 8. - O Ministrio Pblico tem por chefe o Procurador-Geral de Justia, nomeado pelo Governador do Estado dentre integrantes da carreira , com mais de dois anos de atividade, indicados em lista trplice, para mandato de dois anos, permitida uma reconduo, observado o mesmo procedimento. 1. - A lista de que trata este artigo ser composta em eleio a ser realizada entre 60 (sessenta) e 30 (trinta) dias antes do trmino de cada mandato, mediante voto obrigatrio, pessoal, plurinominal e secreto dos integrantes do quadro ativo da carreira do Ministrio Pblico, considerando-se classificados para comp-la os trs concorrentes que, individualmente, obtiverem maior votao. 2. - Em caso de empate, considerar-se- classificado para integrar a lista o candidato mais antigo na carreira, ou, sendo igual a antigidade, o mais idoso. 3. - vedado o voto por procurador ou portador, facultando-se, porm, o voto por via postal aos membros do Ministrio Pblico lotados ou em exerccio fora da Capital do Estado, desde que recebido no Protocolo da Procuradoria-Geral de Justia at o encerramento da

votao. 4. - Encerrada a votao, proceder-se- apurao no mesmo dia da eleio. 5. - Elaborada a lista, nos termos dos pargrafos anteriores, ser remetida ao Governador do Estado, no 15. (dcimo quinto) dia anterior ao trmino do mandato em curso, com indicao das respectivas votaes, para escolha e nomeao do Procurador-Geral de Justia, que tomar posse em sesso solene do rgo Especial do Colgio de Procuradores de Justia. 6. - Caso o Chefe do Poder Executivo no proceda nomeao do Procurador-Geral de Justia nos 15 (quinze) dias seguintes ao recebimento da lista trplice, o membro do Ministrio Pblico mais votado, ser investido automaticamente e empossado no cargo, pelo Colgio de Procuradores de Justia, para cumprimento do mandato, aplicando-se o critrio do 2. deste artigo, em caso de empate. 7. - O rgo Especial do Colgio de Procuradores de Justia estabelecer normas complementares, regulamentando o processo eleitoral para elaborao da lista trplice a que se refere este artigo. 8. - O eleitor impossibilitado de votar dever justificar o fato ao Procurador-Geral de Justia. Art. 9. - So inelegveis para o cargo de Procurador-Geral de Justia os Procuradores de Justia e os Promotores de Justia que: I - tenham se afastado do cargo na forma prevista no art. 104 nos 6 (seis) meses anteriores data da eleio; II - no apresentarem declarao de regularidade dos servios afetos a seu cargo na data da inscrio; III tenham sofrido, em carter definitivo, sano disciplinar de suspenso nos doze meses anteriores ao trmino do prazo de inscrio; IV - estiverem afastados do exerccio do cargo para desempenho de funo junto associao de classe ou que estejam na Presidncia de entidades privadas vinculadas ao Ministrio Pblico, salvo se desincompatibilizarem-se at 60 (sessenta) dias anteriores data da eleio; V - estiverem inscritos ou integrarem as listas a que se referem os arts. 94, caput, e 104, pargrafo nico, II, da Constituio da Repblica e a lista de que trata o art. 128, 2., II, da Constituio do Estado; 1. - obrigatria a desincompatibilizao, mediante afastamento, pelo menos 60 (sessenta) dias antes da data da eleio, para os que, estando na carreira:

a) ocuparem cargo eletivo nos rgos de administrao do Ministrio Pblico; b) ocuparem cargo na Administrao Superior do Ministrio Pblico; c) ocuparem qualquer outro cargo ou funo de confiana. 2. - O Procurador-Geral de Justia que estiver concorrendo reeleio ser substitudo, no perodo de desincompatibilizao, pelo Procurador de Justia mais antigo na classe. Art. 10 - Vagando, no curso do binio, o cargo de Procurador-Geral de Justia, ser investido interinamente no cargo o Procurador de Justia mais antigo na classe, convocando-se obrigatoriamente, nos 15 (quinze) dias subseqentes, nova eleio para elaborao