legislação aplicada à logística

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Legislação Aplicada a logística

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  • Ingls Tcnico para LogsticaSeo de aprendizagem 1

    Legislao aplicada Logstica

  • 2Iconografia

    LegisLao apLicada LogsticaIconografia

    Conhea a iconografia utilizada no curso. Sempre que voc vir um desses cones, redobre sua ateno. Em alguns casos, voc dever clic-lo para visualizar a informao correspondente.

    Ateno! Este cone assinala/destaca para voc uma infor-mao de extrema importncia.

    Agora com voc!Esse o momento reservado para que voc registre seus comentrios sobre algu-ma atividade e/ou reflexes propostas.

    O que ?Significado de palavras utilizadas no texto, visan-do facilitar sua compreenso.

    LembreteEste cone indica uma informao que merece ser destacada.

    Pausa para refletirQuestes para reflexo. No h exigncia de comentrios feitos pelo participante.

    Biblioteca VirtualEste cone indica leitura na biblioteca virtual disponvel no Avas.

    ParticipeSugere que voc participe mais, contribuindo nos fruns de discusso.

    Vocabulrio Apresenta detalhes sobre o vocabulrio estudado, como uma traduo por exemplo.

    RelembrandoSempre que este cone aparece, sugere a recuperao de ideias, conceitos e assuntos j vistos.

    DicaSempre que este cone aparece, sugere alguma prtica que vai ajudar seu trabalho no dia a dia.

    ExemplificandoIndica um exemplo ou uma situao (case) para que voc entenda melhor o assunto tratado.

    LegislaoApresenta citaes de documentos legais.

    Saiba maisApresenta informaes que complementam o texto e auxilia a reflexo sobre o assunto estudado.

    Momento distrao Sempre que este cone aparece, sugere alguma leitura para a distrao.

    Vale a pena assistirSugere que voc assista a um filme ou entretenimento.

  • 3LegisLao apLicada Logstica

    Nesta unidade trataremos dos seguintes temas:

    Abertura I Introduo

    Introduo

    Cdigo de defesa do consumidor; Legislao regulamentadora do planejamento, armazenagem e transporte de mercadorias: Cdigo Comercial, Cdigo Tributrio e Normas Ambientais;

    Normas e regulamentos internos de uma empresa.Assim, ao final deste estudo voc ter adquirido as competncias necessrias para:

    Relacionar produtos ou grupos de produtos e cargas tributrias correspondentes, para efeitos de planejamento de armazenagem;

    Fornecer informaes sobre aspectos legais a serem considerados no planejamento de espaos de armazenagem;

    Colaborar na disseminao da informao e aplicao de normas e regulamentos legais, no que se refere ao armazenamento de mercadorias e produtos, assim como na aplicao e utilizao de equipamentos.

    As atividades logsticas, como todas as atividades humanas colocadas em um contexto de convvio em sociedade, envolvem diversos aspectos legais que compem os estudos das leis: conjunto de direitos e deveres dos cidados com e para o Estado e vice-versa.

    A cincia logstica, portanto, envolve atividades comerciais, jurdicas, administrativas, tributrias, econmicas, trabalhistas, de sade ocupacional etc.

    Sendo assim, a logstica, como as demais atividades, no est isenta do cumprimento de obrigaes e de sanes entre as partes que a compem e dessas partes em relao com a sociedade e o Estado (jurisdio) onde essas atividades so exercidas.

    Nesta unidade teremos uma breve introduo ao Direito Pblico (conjunto de leis que regem as relaes entre entes privados: empresas e pessoas) e especificamente s legislaes que regem as atividades logsticas.

    Para saber mais sobre os temas estudados nesta unidade, pesquise na internet sites, vdeos e artigos relacionados ao contedo visto.

  • 4LegisLao apLicada Logsticaseo de aprendizagem 1

    Legislao

    Vamos conhecer agora as legislaes que regulamentam o planejamento, a armazenagem e o transporte de mercadoria.

    O Cdigo Civil Brasileiro trata dos sujeitos, dos bens e objetos, dos negcios e fatos jurdicos da relao jurdica.

    Antes de falarmos sobre cada um desses elementos, vamos entender melhor o que so o direito objetivo e subjetivo.

    Direito objetivo

    Direito subjetivo

    Para entendermos o que o direito objetivo, vamos conhecer o caso de Caio.

    O transportador tem a obrigao de emitir o conhecimento e o seu descumprimento importa em sano estabelecida na lei, como tambm no poder circular com mercadorias sem as respectivas notas fiscais.

    Caio adquiriu de presente para o seu pai um GPS, via internet, sendo que o mesmo vir de So Paulo para ser entregue no Rio de Janeiro. Assim, Caio firmou um contrato com a loja e esse eletrnico. Tendo como direito objetivo receber o produto comprado.

    Direito objetivo - A positivao do direito estabelecida pelo Estado, tambm conhecido como direito objetivo, que sistematizado por meio da Constituio, leis, decretos e as demais normas jurdicas.

    O conhecimento - Cada norma jurdica determina uma consequncia no mundo jurdico ftico, como, por exemplo, no caso do transportador, em que o Cdigo Civil brasileiro, lei n 10.406/2002, esclarece: Art. 744. Ao receber a coisa, o transportador emitir conhecimento com a meno dos dados que a identifiquem, obedecido o disposto em lei especial.

    O produto comprado por Caio veio de SP para o RJ por meio de transportadora, que obrigatoriamente deve emitir o conhecimento com os dados que a identifiquem, e a respectiva nota fiscal, com incidncia do imposto sobre circulao de mercadorias e servios.

    Esclarecido o direito objetivo, podemos afirmar que este, uma vez violado, corresponde a um direito subjetivo.

    No direito subjetivo, o indivduo detm a faculdade de exercitar a aplicao desse direito, como, por exemplo:

    Fontes Normativas

    Constituio Federal de 1988 - A lei maior. Todas as normas jurdicas devem ser compatveis com a Constituio. Em caso de contrariedade, esta ser declarada inconstitucional, gerando a sua ineficcia.

    Emendas Constitucionais - So leis elaboradas para modificao parcial da Constituio Federal.

  • 5Leis

    Pessoa fsica

    Sujeito

    Outras fontes

    O sujeito o titular do Direito, portanto, pessoa fsica ou jurdica.

    A pessoa fsica, tambm chamada de natural, todo o ser humano que nasa com vida e sua existncia se extingue pela morte, conforme artigo 2 e 6 do Cdigo Civil Brasileiro.

    Art. 2 A personalidade civil da pessoa comea do nascimento com vida; mas a lei pe a salvo, desde a concepo, os direitos do nascituro.

    Art. 6 A existncia da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucesso definitiva.

    No portal da Legislao, voc tem acesso Constituio Federal na ntegra. http://www4.planalto.gov.br/legislacao

    LegisLao apLicada Logsticaseo de aprendizagem 1

    Ordinrias - So as chamadas leis comuns. Na rea federal, ser elaborada pelo Congresso Nacional, na rea estadual, pela Assembleia Legislativa, e na rea municipal, pela cmara de vereadores. Exemplo: Cdigo Civil Brasileiro. Complementares - So leis elaboradas para atender a exigncia das normas constitucionais para tratar de determinadas matrias. Exemplo: matria tributaria.

    Legislao I Cdigo Civil Brasileiro

    Vamos conhecer agora os elementos de que tratam o Cdigo Civil Brasileiro:

    Cdigo Civil Brasileiro

    O Cdigo Civil Brasileiro trata dos sujeitos, dos bens e objetos, dos negcios e fatos jurdicos da relao jurdica.

    Decretos legislativos, resolues, medidas provisrias e atos administrativos normativos (decretos, regulamentos, regimentos, resolues e deliberaes).

  • 6LegisLao apLicada Logsticaseo de aprendizagem 1

    Cdigo Civil Brasileiro

    Capacidade

    Para assumir obrigaes, a pessoa fsica ou natural dever possuir capacidade. Essa capacidade se divide em:

    Capacidade de Direito - aquela que todo ser humano possui ao nascer com vida; Capacidade de Fato - o exerccio efetivo de seus direitos, sendo que este pressupe que o ser humano tenha conscincia e vontades, impondo lei determinadas condies para o seu efetivo exerccio de forma absoluta ou relativa.

    Em relao capacidade das pessoas fsicas e naturais, o Cdigo Civil estabelece:

    Absolutamente incapazes Relativamente capazes

    So aqueles que no podem praticar qualquer ato da vida civil pessoalmente, sob pena de nulidade, devendo para tanto ser representado. A representao pode ser feita pelos pais, tutores ou curadores dependendo do caso.

    Os que podem praticar os atos da vida civil desde que assistidos, pelos pais, tutores ou curadores, sendo o ato sem a assistncia do mesmo passvel de anulao.

    Portanto, a capacidade plena adquirida aos 18 anos completos, quando o indivduo possui a capacidade de fato e de direito, estando apto a todos os atos da vida civil.

    Art. 3 Cdigo Civil So absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficincia mental, no tiverem o necessrio discernimento para a prtica desses atos; III - os que, mesmo por causa transitria, no puderem exprimir sua vontade.

    Art. 4 Cdigo Civil So incapazes, relativamente a certos atos, ou maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os brios habituais, os viciados em txicos, e os que, por deficincia mental, tenham o discernimento reduzido; III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os prdigos. Pargrafo nico. A capacidade dos ndios ser regulada por legislao especial.

    brios - Que est embriagado, bbado. Fonte: www.aulete.com.br

  • 7Pessoa jurdica

    Pessoa jurdica consiste num conjunto de pessoas ou bens, dotado de personalidade jurdica prpria e constitudo na forma da lei conforme o artigo 40 do Cdigo Civil Brasileiro, que classifica as pessoas jurdicas de Direito pblico (interno ou externo) e Direito privado, que