legislação anexa ao manual do conselheiro fiscal

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    ANEXO III - LEGISLAO

    A - NORMAS DE CARTER GERAL

    ORGANIZAO SOCIETRIA E REGIME JURDICO DAS ESTATAIS

    1. Constituio Federal (arts. 37 e 173), que tratam da instituio e do estatutojurdico da empresa pblica, da sociedade de economia mista e de suas subsidirias.

    Art. 37. (...) XIX - somente por lei especfica poder ser criada autarquia eautorizada a instituio de empresa pblica, de sociedade de economia mista ede fundao, cabendo lei complementar, neste ltimo caso, definir as reas desua atuao; (Redao dada pela Emenda Constitucional n 19, de 1998)

    XX - depende de autorizao legislativa, em cada caso, a criao de subsidiriasdas entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participao dequalquer delas em empresa privada;

    Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituio, a explorao diretade atividade econmica pelo Estado s ser permitida quando necessria aosimperativos da segurana nacional ou a relevante interesse coletivo, conformedefinidos em lei.

    1 A lei estabelecer o estatuto jurdico da empresa pblica, da sociedade deeconomia mista e de suas subsidirias que explorem atividade econmica deproduo ou comercializao de bens ou de prestao de servios, dispondo sobre:(Redao dada pela Emenda Constitucional n 19, de 1998)

    I - sua funo social e formas de fiscalizao pelo Estado e pela sociedade; (Includopela Emenda Constitucional n 19, de 1998)

    II - a sujeio ao regime jurdico prprio das empresas privadas, inclusive quantoaos direitos e obrigaes civis, comerciais, trabalhistas e tributrios; (Includopela Emenda Constitucional n 19, de 1998)

    III - licitao e contratao de obras, servios, compras e alienaes, observadosos princpios da administrao pblica; (Includo pela Emenda Constitucionaln 19, de 1998)

    IV - a constituio e o funcionamento dos conselhos de administrao e fiscal,com a participao de acionistas minoritrios; (Includo pela EmendaConstitucional n 19, de 1998)

    V - os mandatos, a avaliao de desempenho e a responsabilidade dosadministradores.(Includo pela Emenda Constitucional n 19, de 1998)

    2 - As empresas pblicas e as sociedades de economia mista no poderogozar de privilgios fiscais no extensivos s do setor privado.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiao.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm

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    3 - A lei regulamentar as relaes da empresa pblica com o Estado e asociedade.

    4 - A lei reprimir o abuso do poder econmico que vise dominao dosmercados, eliminao da concorrncia e ao aumento arbitrrio dos lucros.

    5 - A lei, sem prejuzo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoajurdica, estabelecer a responsabilidade desta, sujeitando-a s puniescompatveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econmica efinanceira e contra a economia popular.

    2. Lei Complementar n 101, de 4/5/2001 estabelece normas de finanas pblicasvoltadas para a responsabilidade na gesto fiscal.

    Art. 40. Os entes podero conceder garantia em operaes de crdito internasou externas, observados o disposto neste artigo, as normas do art. 32 e, no casoda Unio, tambm os limites e as condies estabelecidos pelo Senado Federal.

    (...)

    6o vedado s entidades da administrao indireta, inclusive suas empresascontroladas e subsidirias, conceder garantia, ainda que com recursos de fundos.

    7o O disposto no 6o no se aplica concesso de garantia por:

    I - empresa controlada a subsidiria ou controlada sua, nem prestao decontragarantia nas mesmas condies;

    II - instituio financeira a empresa nacional, nos termos da lei.

    3. Lei n 6.404, de 15/12/1976 (alterada pelas Leis ns 8.021, de 12/4/1990, 9.457,de 5/5/1997, 10.194, de 14/2/2001, e 10.303, de 31/10/2001) - dispe sobre associedades por aes.

    Art. 235. As sociedades annimas de economia mista esto sujeitas a esta Lei,sem prejuzo das disposies especiais de lei federal.

    1 As companhias abertas de economia mista esto tambm sujeitas s normasexpedidas pela Comisso de Valores Mobilirios.

    2 As companhias de que participarem, majoritria ou minoritariamente, associedades de economia mista, esto sujeitas ao disposto nesta Lei, sem asexcees previstas neste Captulo.

    Constituio e Aquisio de Controle

    Art. 236. A constituio de companhia de economia mista depende de prviaautorizao legislativa.

    Pargrafo nico. Sempre que pessoa jurdica de direito pblico adquirir, pordesapropriao, o controle de companhia em funcionamento, os acionistas terodireito de pedir, dentro de 60 (sessenta) dias da publicao da primeira ata da

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp101.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6404consol.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8021.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9457.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9457.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LEIS_2001/L10194.htm

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    assemblia-geral realizada aps a aquisio do controle, o reembolso das suasaes; salvo se a companhia j se achava sob o controle, direto ou indireto, deoutra pessoa jurdica de direito pblico, ou no caso de concessionria de serviopblico.

    Objeto

    Art. 237. A companhia de economia mista somente poder explorar osempreendimentos ou exercer as atividades previstas na lei que autorizou a suaconstituio.

    1 A companhia de economia mista somente poder participar de outrassociedades quando autorizada por lei no exerccio de opo legal para aplicarImposto sobre a Renda ou investimentos para o desenvolvimento regional ousetorial.

    2 As instituies financeiras de economia mista podero participar de outrassociedades, observadas as normas estabelecidas pelo Banco Central do Brasil.

    Acionista Controlador

    Art. 238. A pessoa jurdica que controla a companhia de economia mista tem osdeveres e responsabilidades do acionista controlador (artigos 116 e 117), maspoder orientar as atividades da companhia de modo a atender ao interesse pblicoque justificou a sua criao.

    Administrao

    Art. 239. As companhias de economia mista tero obrigatoriamente Conselhode Administrao, assegurado minoria o direito de eleger um dos conselheiros,se maior nmero no lhes couber pelo processo de voto mltiplo.

    Pargrafo nico. Os deveres e responsabilidades dos administradores dascompanhias de economia mista so os mesmos dos administradores dascompanhias abertas.

    Conselho Fiscal

    Art. 240. O funcionamento do conselho fiscal ser permanente nas companhiasde economia mista; um dos seus membros, e respectivo suplente, ser eleito pelasaes ordinrias minoritrias e outro pelas aes preferenciais, se houver.

    4 .Lei n 10.406, de 10/1/2002 (alterada pela Lei n 10.677, de 22/5/2003 e pelaLei n 11.127, de 26/6/2005 - institui o novo Cdigo Civil.

    (..) Da Sociedade Limitada

    Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada scio restrita aovalor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralizaodo capital social.

    (..)Art. 1.055. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10406.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.677.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11127.htm

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    uma ou diversas a cada scio.

    1o Pela exata estimao de bens conferidos ao capital social respondemsolidariamente todos os scios, at o prazo de cinco anos da data do registro dasociedade.

    2o vedada contribuio que consista em prestao de servios.

    Art. 1.056. A quota indivisvel em relao sociedade, salvo para efeito detransferncia, caso em que se observar o disposto no artigo seguinte.

    1o No caso de condomnio de quota, os direitos a ela inerentes somente podemser exercidos pelo condmino representante, ou pelo inventariante do espliode scio falecido.

    2o Sem prejuzo do disposto no art. 1.052, os condminos de quota indivisarespondem solidariamente pelas prestaes necessrias sua integralizao.

    Art. 1.057. Na omisso do contrato, o scio pode ceder sua quota, total ouparcialmente, a quem seja scio, independentemente de audincia dos outros, oua estranho, se no houver oposio de titulares de mais de um quarto do capitalsocial.

    Pargrafo nico. A cesso ter eficcia quanto sociedade e terceiros, inclusivepara os fins do pargrafo nico do art. 1.003, a partir da averbao do respectivoinstrumento, subscrito pelos scios anuentes.

    Art. 1.058. No integralizada a quota de scio remisso, os outros scios podem,sem prejuzo do disposto no art. 1.004 e seu pargrafo nico, tom-la para si outransferi-la a terceiros, excluindo o primitivo titular e devolvendo-lhe o quehouver pago, deduzidos os juros da mora, as prestaes estabelecidas no contratomais as despesas.

    Art. 1.059. Os scios sero obrigados reposio dos lucros e das quantiasretiradas, a qualquer ttulo, ainda que autorizados pelo contrato, quando taislucros ou quantia se distriburem com prejuzo do capital.

    Art. 1.060. A sociedade limitada