legislação 2011

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  • 1. Dirio da Repblica, 1. srie N. 14 20 de Janeiro de 2011 377MINISTRIOS DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO operacionais estabelecidos. Estes, conjugados com as ac- RURAL E DAS PESCAS, DO AMBIENTE es a desenvolver, visam assegurar o cumprimento das estratgias definidas nos normativos legais, nacionais eE DO ORDENAMENTO DO TERRITRIO E DA SADE comunitrios, bem como fomentar o conhecimento e o desenvolvimento tcnico e cientfico e a inovao em Portaria n. 43/2011 matria de resduos hospitalares. de 20 de Janeiro Neste sentido, o PERH 2011-2016 prev a constituio de uma equipa tcnica, que integre elementos das reas de No contexto da estratgia nacional e comunitria para ambiente, sade e veterinria, com o objectivo de assegu-uma adequada gesto de resduos, o Plano Estratgico rar a sua adequada implementao e monitorizao, bemdos Resduos Hospitalares (PERH 1999-2005), aprovado como garantir o alcance dos objectivos e metas fixados,pelo despacho conjunto n. 761/99, de 31 de Agosto, foi o procedendo-se desde j sua constituio.primeiro instrumento de planeamento e poltica de gesto O PERH 2011-2016 poder ser adaptado de acordo comna rea dos resduos hospitalares a nvel nacional. O PERH as especificidades das Regies Autnomas.1999-2005, da responsabilidade dos Ministrios da Sade Assim:e do Ambiente, veio estabelecer o enquadramento estra- Ao abrigo do disposto no n. 2 do artigo 15. do Decreto-tgico para o perodo entre 1999 e 2005, com objectivos -Lei n. 178/2006, de 5 de Setembro, manda o Governo,a alcanar para os anos de 2000 e 2005. pelos Secretrios de Estado das Florestas e Desenvolvi- Finda a sua vigncia, e mantendo-se a necessidade de mento Rural, do Ambiente e da Sade, o seguinte:assegurar uma gesto adequada deste tipo de resduos,pelos riscos potenciais associados e perigosidade intrn-seca, para a sade e para o ambiente, o Ministrio do Artigo 1.Ambiente e do Ordenamento do Territrio, atravs da ObjectoAgncia Portuguesa do Ambiente, o Ministrio da Sade,atravs da Direco-Geral da Sade, e o Ministrio da aprovado o Plano Estratgico dos Resduos Hospita-Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, atravs da lares para o perodo de 2011-2016, adiante designado porDireco-Geral de Veterinria, procederam reviso do PERH 2011-2016, anexo ao presente diploma, do qual fazPERH 1999-2005, luz do novo quadro legislativo, da parte integrante.evoluo tecnolgica e de um conhecimento actualizado, Artigo 2.para o perodo de 2011-2016, alargando a sua abrangncia vertente da sade animal. Equipa tcnica de acompanhamento O Plano Estratgico dos Resduos Hospitalares 2011-2016 criada a equipa tcnica de acompanhamento do PERH(PERH 2011-2016) tem em considerao os objectivos 2011-2016 com a misso de acompanhar e monitorizar aprogramticos e planos de aco anteriormente fixados e sua implementao com respeito pelos objectivos e metasrealizados, procedendo sua avaliao, visando conferir-lhe fixados.a necessria continuidade, mas com uma viso ajustada aocontexto actual e perspectivas futuras. Artigo 3. Para prosseguir este propsito, foi considerado o quadrolegal comunitrio e nacional aplicvel, salientando-se, Composioneste contexto, o regime geral de gesto de resduos, apro- A equipa tcnica de acompanhamento do PERH 2011-2016vado pelo Decreto-Lei n. 178/2006, de 5 de Setembro, e interdisciplinar e integra dois representantes de cada umaa Directiva n. 2008/98/CE, do Parlamento Europeu e do das seguintes entidades, a designar pelos respectivos diri-Conselho, de 19 de Novembro, relativa aos resduos. gentes mximos: O PERH 2011-2016 alicerando-se nos princpios dorespectivo quadro legal, preconiza objectivos de sustentabi- a) Agncia Portuguesa do Ambiente;lidade e introduz a abordagem de ciclo de vida dos produtos b) Direco-Geral da Sade;e materiais, enfatizando a aposta na preveno, assim como c) Direco-Geral de Veterinria.a reduo dos impactes ambientais resultantes da produoe gesto de resduos. A salvaguarda da proteco da sade Artigo 4.humana na perspectiva da preveno da doena e promooda sade uma preocupao tambm patente em todo o Coordenaoprocesso de gesto desta tipologia de resduos. A Agncia Portuguesa do Ambiente coordena os trabalhos Considerando a multiplicidade evidenciada no contexto da equipa tcnica de acompanhamento do PERH 2011-2016.dos resduos hospitalares, o universo dos produtores eas especificidades que estes resduos encerram, o PERH Artigo 5.2011-2016 assume objectivos claros perspectivando umainformao orientada e potenciadora da tomada de deci- Entrada em vigorso no que respeita aos vrios aspectos que envolvem os A presente portaria entra em vigor no dia seguinte aoresduos hospitalares. da sua publicao. Destaca-se ainda que a estratgia do PERH 2011-2016pressupe o reforo e a convergncia de sinergias no O Secretrio de Estado das Florestas e Desenvolvimentosentido de uma efectiva implementao do Plano, num Rural, Rui Pedro de Sousa Barreiro, em 12 de Janeiroentendimento assumido de responsabilidade partilhada. de 2011. O Secretrio de Estado do Ambiente, Hum-Para cada aco so indicados os principais intervenien- berto Delgado Ubach Chaves Rosa, em 10 de Janeirotes, sendo estes os responsveis pela sua concretizao de 2011. O Secretrio de Estado da Sade, scar Ma-e, consequentemente, pela prossecuo dos objectivos nuel de Oliveira Gaspar, em 10 de Janeiro de 2011.
  • 2. 378 Dirio da Repblica, 1. srie N. 14 20 de Janeiro de 2011 PLANO ESTRATGICO DOS RESDUOS HOSPITALARES 2011-2016 NDICE 1 Introduo 2 mbito do Plano 3 Avaliao do PERH 1999-2005 4 Enquadramento 4.1 Enquadramento legislativo 4.2 Importncia do regime geral de gesto de resduos no contexto dos resduos hospitalares 4.3 O regime jurdico especfico aplicvel aos resduos hospitalares 4.4 Tecnologias de tratamento e eliminao de resduos hospitalares 4.5 Opes de Tratamento Benchmarking 5 Produo de resduos hospitalares Situao de Referncia 5.1 Quantificao dos Resduos 5.1.1 Metodologia de clculo 5.1.2 Estimativa da produo de resduos hospitalares no perodo 2001 a 2006 Grupos I e II, III e IV 5.1.3 Estimativa dos resduos recolhidos selectivamente 5.1.4 Movimento transfronteirio de resduos hospitalares 5.2 Instalaes de gesto dos resduos hospitalares 5.2.1 Resduos dos Grupos III e IV 5.2.2 Resduos Urbanos 5.2.3 Resduos no perigosos 5.3 Anlise das capacidades de Tratamento/Incinerao 5.3.1 Resduos do Grupo III 5.3.2 Resduos do Grupo IV 6 Cenrios para a Gesto dos Resduos Hospitalares 6.1 Factores e tendncias com influncia na produo de Resduos Hospitalares e na sua tipologia 6.2 Evoluo da produo de resduos 6.3 Balano entre capacidade e produo 6.4 Cenrios de tratamento/eliminao e destino final 7 Anlise SWOT e identificao de stakeholders 8 Estratgia 8.1 Viso e Eixos Estratgicos 8.2 Objectivos, Indicadores e Metas 8.3 Aces, intervenientes e horizonte temporal de implementao 8.3.1 Eixo I Preveno 8.3.2 Eixo II Informao, Conhecimento e Inovao 8.3.3 Eixo III Sensibilizao, Formao e Educao 8.3.4 Eixo IV Operacionalizao da Gesto 8.3.5 Eixo V Acompanhamento e Controlo 9 Avaliao do Plano Bibliografia Principais abreviaturas Glossrio Anexo ndice de Quadros Quadro I Opes estratgicas do PERH 1999-2005 Quadro II Avaliao do grau de cumprimento das metas do PERH 1999-2005 para o horizonte 2000 e evoluoat ao primeiro trimestre de 2009 Quadro III Avaliao do grau de cumprimento das metas do PERH 1999-2005 para o horizonte 2005 e evoluoat ao primeiro trimestre de 2009
  • 3. Dirio da Repblica, 1. srie N. 14 20 de Janeiro de 2011 379 Quadro IV Sntese dos Princpios subjacentes ao actual regime de gesto de resduos e analogia com o preconi-zado na Directiva 2008/98/CE Quadro V Grupos de resduos hospitalares e resduos abrangidos, em conformidade com o Despacho n. 242/96,publicado a 13 de Agosto Quadro VI Principais constrangimentos a suprir no quadro de futura legislao em matria de classificao dosresduos hospitalares Quadro VII Processos e respectivas tecnologias de Descontaminao Quadro VIII Sntese das vantagens e desvantagens das principais tecnologias de tratamento de resduos hospitalares Quadro IX Comparao do des