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    GOVERNO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA

    SUPERINTENDNCIA DO TESOURO ESTADUAL STE DIRETORIA ESPECIAL DE FINANAS

    GERNCIA DE GESTO FISCAL E ESTATSTICA

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    Ofcio - N 48 / 2013/ GSSEPLANDE Macei, 30 de abril de 2013. Excelentssimo Senhor Luiz Otvio Gomes Silva Secretrio de Estado do Planejamento e Desenvolvimento Econmico Assunto: Esclarecimentos ao Ofcio GSEF N 1500-003921/2013

    Senhor Secretrio,

    Em resposta ao citado ofcio segue em anexo a proposta do Projeto de Lei de Diretriz Oramentria para o exerccio financeiro de 2014, com os anexos de Metas e Riscos Fiscais, em atendimento ao disposto no art. 4, 1, da Lei Complementar n 101, de 04/05/2000, para anlise e deliberao quanto ao seu encaminhamento. Respeitosamente, Wagner Cunha e Torres

    Gerente de Gesto Fiscal e Estatstica Epson Acioli Silveira

    Superintendente do Tesouro Estadual

    Maurcio Acioli Toledo Secretrio de Estado da Fazenda

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    ANEXO II

    METAS FISCAIS

    (Art. 4o, 1o, 2o, da Lei Complementar n101, de 4 de maio de 2000)

    Introduo

    A Lei Complementar n101, de 4 de maio de 2000, estabelece, em seu

    artigo 4, que integrar o projeto de lei de diretrizes oramentrias o Anexo de Metas Fiscais. Em cumprimento a essa determinao legal, o referido Anexo inclui os seguintes demonstrativos:

    a) Avaliao do cumprimento das metas relativas a 2012;

    b) Demonstrativo de Metas anuais, no perodo de 2013 a 2016, em

    valores correntes e constantes, relativas aos resultados nominal e primrio e

    montante da dvida consolidada e lquida, instrudo com memria e metodologia

    de clculo que justifiquem os resultados pretendidos, evidenciando a consistncia

    das metas com as premissas e os objetivos da poltica econmica nacional;

    c) Memria e Metodologia de Clculo do Demonstrativo de Metas

    Anuais;

    d) Anlise das Principais Receitas

    d) Evoluo do patrimnio lquido, tambm nos ltimos trs

    exerccios, destacando a origem e a aplicao dos recursos obtidos com a

    alienao de ativos;

    e) Evoluo da Receita Corrente Lquida 2008 a 2012

    f) Projeo da Receita Corrente Lquida 2013 a 2016

    g) Avaliao da situao financeira e atuarial

    h) Demonstrativo da estimativa e compensao da renncia de receita;

    i) Demonstrativo da Margem de expanso das despesas obrigatrias

    de carter continuado.

    j) Anexos de Riscos Fiscais

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    ANEXO DE METAS FISCAIS ANUAIS

    (Art. 4o, 1o, inciso II do 2o da Lei Complementar n101, de 4 de maio de 2000)

    Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n101, de 4 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, LRF, o Anexo de Metas Anuais da Lei de Diretrizes Oramentrias para 2014, LDO-2014, estabelece a meta de resultado primrio do Estado, como percentual do Produto Interno Bruto PIB, para o exerccio de 2014 e indica as metas de 2015 e 2016. A cada exerccio, havendo mudanas no cenrio macroeconmico interno e externo, as metas so revistas no sentido de manter a sustentabilidade da poltica fiscal.

    O objetivo primordial da poltica fiscal do governo promover a gesto

    equilibrada dos recursos pblicos de forma a assegurar as condies para promover o desenvolvimento scio econmico e a reduo gradual do endividamento pblico lquido em relao ao PIB.

    As metas fiscais do Estado de Alagoas para o exerccio de 2012 foram originalmente estabelecidas atravs da Lei n 7.264, de 22 de julho de 2011(LDO), a qual disps sobre as diretrizes oramentrias para este exerccio definindo um supervit primrio inicial em valores nominais de R$ 368,4 milhes (1,17% do PIB), sendo que a meta foi reprogramada atravs da Lei n 7.405 de 23 de agosto de 2012 em face da previso de um cenrio de baixo crescimento do PIB e que, portanto refletiria em uma significativa insuficincia da arrecadao do Fundo de Participao dos Estados e do Imposto de Circulao de Mercadorias e Servios. Assim, aumentou a meta de Resultado Primrio para R$ 550,9 milhes no sentido de manter a sustentabilidade da dvida pblica em relao aos indicadores no que tange a Receita Corrente Lquida (RCL) e ao Produto Interno Bruto (PIB).

    O Estado incorreu em dficit oramentrio de R$ 346 milhes em 2012,

    pois a soma do resultado primrio com as fontes de financiamento no foi suficiente para permitir a cobertura do servio da dvida ante um dficit oramentrio de R$ 80,7 milhes em 2011.

    No ano de 2012, o impacto das armadilhas do crescimento econmico no

    Brasil (ver no tpico Anexo II - B) refletiu em uma perda real de 2,78% da Receita Primria Corrente Lquida do FUNDEB em relao a 2011, o que forou o governo a reduzir as despesas primrias em 6,13%, refletindo em um supervit primrio de R$ 338,8 milhes ou uma reduo real de 31,97% em relao a 2011.

    Salienta-se que a obteno do Resultado Primrio em 2012 obtido foi

    reflexo do modelo de vinculao da Receita a Despesa e principalmente da significativa presso dos gastos pblicos no que concerne ao aporte

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    financeiro1feito pelo Estado no sentido de financiamento da despesa com Aposentados no montante de R$ 833,8 milhes em 2012. A ttulo de comparao esse aporte foi de R$ 717,3 milhes em 2011.

    Evidenciou-se, em 2012, um incremento real de 25,78% das despesas

    primrias de capital (Investimento e Inverses Financeiras) em relao a 2011 e de 63,87% ante ao exerccio de 2008. Ressalta-se, ainda que o montante da despesa com Investimento em 2012 foi de R$ 746,1 milhes, sendo que o volume inscrito em Restos a Pagar no Processados foi de R$ 263,2 milhes. O ingresso de recursos atravs de Convnios na modalidade das Transferncias de Capital foi de R$ 369,4 milhes em 2012 e em 2011 foi de R$ 174,1 milhes.

    Tabela 1 Resultado Primrio do Estado de Alagoas 2008 a 2012

    Fonte: Balano Geral do Estado de Alagoas Valores em R$ 1.000,00 Valores monetrios expressos a preos de dezembro de 2012

    No tocante ao estoque de empregos formais era de 315.691 (trezentos e quinze mil e seiscentos e noventa e um) em 2003 e passou para 493.845 (quatrocentos e noventa e trs mil e oitocentos e quarenta e cinco) em 2012, contribuindo para o incremento da massa salarial, ou seja, emprego e salrio continuam sustentando o consumo e refletindo no crescimento da arrecadao do ICMS.

    No que se refere ao segmento da Construo Civil em 2012 foi analisado

    que em face das polticas nacionais como : expanso do crdito imobilirio, Programa de Acelerao do Crescimento (PAC) e Programa Minha Casa Minha Vida refletiu na gerao de 24.290 (vinte e quatro mil e duzentos e noventa)

    1Para fins desta anlise o aporte financeiro a diferena entre as receitas obtidas das Contribuies dos Servidores Pblicos e Militares e a Despesa com Aposentadorias e Penses.

    2008 2009 2010 2011 2012 2012 / 2008 2012 / 2011

    5.157.223 5.174.867 5.524.639 5.721.340 5.749.137 11,48% 0,49%

    170.729 190.895 650.509 184.658 369.383 116,36% 100,04%

    5.327.952 5.365.762 6.175.147 5.905.998 6.118.520 14,84% 3,60%

    4.286.699 4.573.829 4.773.766 4.808.629 5.025.823 17,24% 4,52%

    4.491.043 4.734.678 4.969.017 5.003.918 5.289.462 17,78% 5,71%

    204.343 160.849 195.251 195.288 263.639 29,02% 35,00%

    460.076 681.059 978.602 599.410 753.947 63,87% 25,78%

    874.674 1.294.287 1.430.420 1.127.112 1.257.554 43,77% 11,57%

    414.598 613.229 451.818 527.702 503.607 21,47% -4,57%

    4.746.775 5.254.888 5.752.368 5.408.039 5.779.771 21,76% 6,87%

    581.177 110.874 422.780 497.959 338.750 -41,71% -31,97%

    -31,55% -80,92% 281,31% 17,78% -31,97%

    Receita Primria Corrente

    Receita Primria de Capital

    EVOLUO DO RESULTADO PRIMRIO 2008 - 2012

    RECEITAS PRIMRIAS TOTAL

    Despesas Primrias Correntes

    Despesas Correntes

    (-) Juros e Encargos da Dvida

    Despesas Primrias de Capital

    Despesas de Capital

    (-)Amortizao da Dvida

    DESPESAS PRIMRIAS TOTAL

    RESULTADO PRIMRIO

    Variao ( % )

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    empregos no perodo de 2003 a 2012. Avalia-se que em funo do alto nvel de comprometimento da renda aliada ao baixo crescimento da renda em relao valorizao dos imveis, no