ldo de caruaru para exercício de 2014

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Lei de Diretrizes Orçamentárias do Município de Caruaru para o exercício de 2014.

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  • 1. LEI N 5.313, DE 05 DE SETEMBRO DE 2013. Estabelece as diretrizes para elaborao e execuo da Lei Oramentria de 2014 e d outras providncias. O PREFEITO DO MUNICPIO DE CARUARU, ESTADO DE PERNAMBUCO: Fao saber que a Cmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: CAPTULO I DISPOSIES PRELIMINARES, DEFINIES E CONCEITOS. Seo I Das Disposies Preliminares Art. 1 So estabelecidas as diretrizes oramentrias do Municpio para o exerccio financeiro de 2014, em cumprimento s disposies do art. 165, inciso II e 2 da Constituio Federal, do 1, inciso I do art. 124 da Constituio do Estado de Pernambuco, com a redao dada pela Emenda Constitucional n 31, de 2008 e da Lei Complementar n 101, de 2000 (LRF), compreendendo: I - as metas e prioridades da administrao pblica municipal; II - a estrutura e organizao dos oramentos; III - as diretrizes para elaborao e execuo do oramento do Municpio e suas alteraes; IV - critrios relativos s despesas do Municpio com pessoal e encargos sociais; V - regras sobre o equilbrio entre receitas e despesas; VI - disposies sobre transferncias de recursos a entidades pblicas e privadas, inclusive consrcios pblicos, subvenes e auxlios; VII - procedimentos sobre dvidas, inclusive com rgos previdencirios; VIII - autorizao e limitaessobre operaes de crdito; IX - contingenciamento de despesas e critrios para limitao de empenho; X - condies para o Municpio auxiliar o custeio de despesas prprias de outro ente federativo; XI - orientaes sobre alterao na legislao tributria municipal; XII - regras sobre despesas obrigatrias de carter continuado; XIII - controle e fiscalizao; XIV - disposies gerais. Seo II Lei de Diretrizes Oramentrias do municpio de Caruaru para o exerccio de 2014
  • 2. Das Definies, Conceitos e Convenes. Art. 2 Para os efeitos desta Lei, entende-se como: I - Categoria de programao: programas e aes, na forma de projeto, atividade e operao especial, com as seguintes definies: a) programa: instrumento de organizao da atuao governamental que articula um conjunto de aes que concorrem para a concretizao de um objetivo comum preestabelecido, mensurado por indicadores institudos no Plano Plurianual (PPA), visando soluo de um problema ou o atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade; b) aes: operaes das quais resultam produtos, na forma de bens ou servios, que contribuem para atender ao objetivo de um programa; c) projeto: instrumento de programao utilizado para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expanso ou o aperfeioamento da ao de Governo; d) atividade: instrumento de programao utilizado para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes que se realizam de modo contnuo e permanente, das quais resulta um produto necessrio manuteno da ao de Governo; e) operao especial: despesas que no contribuem para a manuteno das aes de governo, das quais no resulta um produto, e no gera contraprestao direta sob a forma de bens ou servios. II - rgo oramentrio: maior nvel da classificao institucional, que tem por finalidade agrupar unidades oramentrias; III - unidade oramentria: menor nvel de classificao institucional agrupada em rgos oramentrios; IV - produto: resultado de cada ao especfica, expresso sob a forma de bem ou servio posto disposio da sociedade; V - ttulo: forma pela qual a ao ser identificada pela sociedade e constar no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) e na Lei Oramentria Anual (LOA), para expressar em linguagem clara, o objeto da ao; VI - elemento de Despesa: identificador dos objetivos de gasto, tais como vencimentos e vantagens fixas, juros, dirias, material de consumo, servios de terceiros prestados sob qualquer forma, subvenes sociais, obras e instalaes, equipamentos e material permanente, auxlios, amortizaes e outros que a administrao pblica utiliza para a consecuo de seus fins; VII grupo de natureza da despesa (GND): agregador de elementos de despesas com as mesmas caractersticas quanto ao objeto de gasto, identificados a seguir: a) Pessoal e Encargos Sociais GND1; b) Juros e Encargos da Dvida GND2; c) Outras Despesas Correntes GND3; d) Investimentos GND4; e) Inverses Financeiras GND5: f) Amortizao da Dvida GND6. VIII - reserva de contingncia: compreende o volume de recursos destinados ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos, bem como eventos imprevistos, podendo ser utilizada como fonte de recursos para abertura de crditos adicionais; IX - contingncia passiva uma possvel obrigao presente cuja existncia ser configurada somente pela ocorrncia de um ou mais eventos futuros que no esto totalmente sob o controle da entidade; ou obrigao presente que surge em decorrncia de eventos passados, mas que no reconhecida, ou porque improvvel que a entidade tenha que liquid-la, ou porque o valor da obrigao no pode ser estimado com suficiente segurana; X - transferncia: a entrega de recursos financeiros a outro ente da Federao, a consrcios pblicos ou a entidades privadas; XI - delegao de execuo: consiste na entrega de recursos financeiros a outro ente da Federao ou a consrcio pblico para execuo de aes de responsabilidade ou competncia do Municpio delegante; XII - seguridade social: compreende um conjunto de aes integradas dos Poderes Pblicos e da Sociedade, destinadas a assegurar os direitos sade, previdncia e assistncia social, nos termos do art. 194 da Constituio Federal; XIII - despesa obrigatria de carter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisria ou ato administrativo normativo que fixou para o ente a obrigao legal de sua execuo por perodo superior a dois exerccios; XIV - execuo fsica: realizao da obra, fornecimento do bem ou prestao do servio; XV - execuo oramentria: o empenho e a liquidao da despesa, inclusive sua inscrio em restos a pagar; XVI - execuo financeira: o pagamento da despesa, inclusive dos restos a pagar; XVII - riscos fiscais: so conceituados como a possibilidade da ocorrncia de eventos que venham a impactar negativamente as contas pblicas. CAPTULO II DAS PRIORIDADES E METAS DA ADMINISTRAO MUNICIPAL Seo I Das Prioridades e Metas Art. 3 As prioridades e metas da Administrao Municipal, constantes desta Lei e de seus anexos, tero precedncia na alocao de recursos na Lei Oramentria e na sua execuo, no se constituindo, todavia, em limite programao das despesas. 1 Durante a execuo oramentria o acompanhamento do cumprimento das metas ser feito com base nas informaes do Relatrio Resumido de Execuo Oramentria RREO, para cada bimestre e do Relatrio de Gesto Fiscal RGF, relativo a cada quadrimestre, publicados nos termos da legislao vigente. 2 Poder haver, durante a execuo oramentria de 2014, compensao entre as metas estabelecidas para os Oramentos Fiscal e da Seguridade Social, respeitadas as disposies do art. 167 da Constituio Federal e da Lei Complementar n 141, de 13 de janeiro de 2012. 3 O Poder Executivo demonstrar e avaliar o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre, em audincia pblica. Art. 4 Na formulao do Plano Plurianual 2014/2017 sero consideradas as dimenses estratgica, ttica e operacional, levando-se em contaas perspectivas de atuao do governo, os objetivos estratgicos, os programas e as aes que devero ser executadas no Municpio, assim comoas seguintes diretrizes: I - diagnstico dos desafios a serem enfrentados e das potencialidades que sero desenvolvidas, identificando as escolhas da populao e do governo, na formulao dos planos e na estruturao dos programas de trabalho do governo municipal; II - sintonia das polticas pblicas municipais com as polticas pblicas estabelecidas no plano plurianual da Unio, quanto aos programas nacionais executados pelo Municpio em parceria com outros entes federativos; III - reestruturao dos rgos e unidades administrativas, modernizao da gesto pblica municipal e reconhecimento do capital humano como diferencial de qualidade na Administrao Pblica Municipal; IV - aprimoramento do controle e do monitoramento, especialmentena execuo das aes para atingir os objetivos estabelecidos nos planos, na realizao dos servios e no desempenho da administrao municipal; V - ampla participao da sociedade na formulao das polticas pblicas e transparncia na apresentao dos resultados da gesto. Pargrafo nico. A ampla participao da sociedade na formulao das polticas pblicas se dar atravs do Ciclo do Oramento Participativo, consistindo de plenrias preparatrias e deliberativas, constitudas para este fim, em calendrio prprio. Art. 5 A elaborao e aprovao do Projeto de Lei Oramentria de 2014 e a execuo da respectiva Lei devero ser compatveis com a obteno de equilbrio das contas pblicas e metas previstas no Anexo de Metas Fiscais (AMF), que podero ser revistas em funo de modificaes na poltica macroeconmica e na conjuntura econmica nacional e estadual. Seo II Do Anexo de Prioridades Art. 6 As prioridades para elaborao e execuo do Oramento Municipal de 2014 constam do Anexo de Prioridades (AP), com a denominao de ANEXO I. 1 As aes prioritrias identificadas no ANEXO I, que integra esta Lei, constaro do oramento e sero executadas durante o exerccio de 2014 em consonncia como Plano Plurianual (PPA). 2 As aes dos programas integraro a proposta oramentria para 2014, por meio dos projetos e atividades a eles relacionados, na conformidade da regulamentao nacionalmente unificada. 3 Tero prioridade os projetos em andamento e as atividades destinadas ao funcionamento dos rgos e entidades que integram os Oramentos, Fiscal e da Seguridade Social, servios essenciais, despesas decorrentes de obrigaes constitucionais e legais, os quais tero precedncia na alocao de recursos no Projeto de Lei Oramentria de 2014. Seo III Do Anexo de Metas Fiscais Art. 7 O Anexo