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lar saudvel

riscos domsticos e como evit-los

Independente Credvel Perto de si

Todos os meses, a revista PROTESTE informa-o de forma clara acerca das qualidades e defeitos de centenas de produtos, aparelhos ou servios que utiliza no seu dia a dia ou pretende comprar. A encontra os resultados de testes comparativos e de inquritos aprofundados, realizados com total independncia. Quer precise de uma mquina de lavar, de um telemvel, de um televisor, de um PC multimdia, de iogurte, de caf, de um automvel ou de um operador telefnico... ns indicamos-lhe a Escolha Acertada e dizemos-lhe onde a encontrar. Assim, pode escolher de forma crtica e objetiva e comprar pelo preo mais justo! 11 nmeros por ano milhares de euros que poder economizar todos os anos

De 2 em 2 meses, a revista DINHEIRO & DIREITOS apresenta-lhe medidas concretas para proteger e administrar os seus bens, aconselha-o sobre os investimentos mais rentveis e os seguros mais vantajosos e informa-o sobre as medidas legais que podem afet-lo. Esta revista o complemento ideal da PROTESTE e ambas permitem-lhe estar mais bem protegido na sua vida quotidiana. Entre legislao, regulamentos, prticas comerciais, contratos, diligncias administrativas a DINHEIRO & DIREITOS est l para ajud-lo, quer seja proprietrio ou inquilino, independente ou assalariado, comprador ou vendedor! 6 nmeros por ano para defender os seus direitos e saber como proteger os seus bens

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ndice

As nossas casas contm substncias prejudiciais para a sade, cuja presena ignoramos. Conhea as solues para controlar esta contaminao domstica e os truques para diminuir os riscos.

O ar que respiramos gua para consumo humano Perigos escondidos em armrios e despensas

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DECO PROTESTE, Lda. Av. Eng. Arantes e Oliveira, 13, 1. B 1900 221 LISBOA Tel. 808 200 146/218 410 801 www.deco.proteste.pt Editor responsvel Pedro Moreira Coordenao editorial Joo Mendes Projeto grfico Manuel Estrada Design Ilustraes Javier Vzquez Paginao Alexandra Lemos Redao Ins Lourinho Apoio tcnico Cristina Cabrita Isabel Oliveira Slvia Menezes Sofia Mendona Depsito Legal ISBN Impresso

Esta edio respeita as normas do novo Acordo Ortogrfico. Esta publicao, no seu todo ou em parte, no pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo, eletrnico, mecnico ou fotogrfico, incluindo fotocpia, xerocpia ou gravao, sem autorizao prvia e escrita da editora.

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O ar que respiramosQuando um vulco entra em erupo ou ocorre um incndio com causas naturais, so libertados contaminantes para a atmosfera. Mas o maior responsvel pela degradao da qualidade do ar o Homem, devido ao crescente recurso a combustveis fsseis, como o carvo, petrleo e gs natural. O trfego rodovirio e a indstria partilham o topo da lista dos mais poluidores.

O que nos entra pelas janelasEntre os diversos contaminantes que respiramos diariamente, as partculas em suspenso so, com o ozono, os que mais afetam a nossa sade. As medidas legais implementadas a nvel europeu e nacional melhoraram bastante a qualidade do ar. Mas ainda h muito por fazer. Em diversas localidades portuguesas, sobretudo em meios urbanos, os limites mximos permitidos para a concentrao de partculas e ozono continuam a ser ultrapassados.

Muitas so originadas pela prpria Natureza. O Sul da Europa frequentemente atingido por partculas provenientes das zonas ridas do Norte de frica. Mas as mais perigosas resultam das atividades humanas. Os principais responsveis por esta contaminao so a indstria, extrao de minrios, obras de construo civil e, sobretudo, o trfego rodovirio, que, por sua vez, produz partculas conhecidas como PM 2,5. Tm um dimetro inferior a 2,5 m e resultam, em especial, dos veculos a gasleo. Alm de graves crises de asma, podem provocar reaes inflamatrias nos pulmes e problemas cardiovasculares. A exposio prolongada pode levar a maior incidncia de cancro do pulmo e doena pulmonar obstrutiva crnica.

Partculas em suspensoMinsculas e perigosas, encontram-se no ar sob a forma slida ou lquida.

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O que fazer? Contra as emisses de origem natural nada h a fazer, a no ser evitar a exposio ao ar exterior em dias de alerta acionado pelas autoridades de sade. J a diminuio das concentraes de partculas caractersticas dos ncleos urbanos depende da implementao de medidas como a reduo do trfego, o planeamento adequado das cidades e rede viria e o fomento dos transportes pblicos.

A exposio ao ozono ataca as vias respiratrias. Pode provocar dificuldade em respirar e aumentar a frequncia e intensidade de ataques de asma. Produz tambm irritao no nariz, garganta e olhos, desencadeia ataques de tosse e gera uma sensao de presso no trax.

Truques para agir em caso de alerta de ozono1. No vero, permanea em casa nas horas de maior calor (entre as 12h00 e as 16h00), sobretudo se pertence a algum grupo de risco. 2. No pratique desporto ao ar livre e evite atividades que exijam esforo fsico. Quando a frequncia respiratria aumenta, a inalao de ozono maior. 3. Se tiver de sair, informe-se sobre os nveis de contaminao (por exemplo, no portal www.prevqualar.org).

Ateno ao ozonoNas camadas altas da atmosfera, o ozono constitui uma barreira que protege a Terra da radiao solar. Nas camadas mais baixas, atua como um poluente. Quando as concentraes so elevadas, torna-se perigoso. Mesmo uma breve exposio pode gerar sintomas, sobretudo em pessoas sensveis. Os nveis mais elevados so alcanados no vero, em horas de grande calor e na presena de forte radiao solar. Mas a poluio por ozono no est limitada aos centros urbanos. Os seus precursores, como os xidos de azoto, so, muitas vezes, arrastados pelo vento at grandes distncias, pelo que frequente verificarem-se nveis elevados em zonas onde a qualidade do ar, no geral, boa.

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Em indivduos de risco (idosos, crianas e portadores de problemas respiratrios), a exposio pode agravar sintomas j existentes. O que fazer? A preveno a nica arma. Por isso, muito importante a ao das autoridades, que devem informar a populao com antecedncia sobre a contaminao do ar e as medidas a adotar, sobretudo quando os nveis superam os 180 g/m3.

400 Bq/m3 (unidade de medida da radioatividade), 6 sofrem daquele tipo de cancro. Na prtica, estas condies duplicam a probabilidade de contrair a doena. O risco superior nos fumadores. A maioria dos portugueses no est exposta a nveis elevados de rado. O mesmo no acontece com os habitantes dos distritos de Braga, Vila Real, Porto, Guarda, Viseu e Castelo Branco, que vivem em zonas granticas. No distrito de Portalegre, a serra de So Mamede tambm apresenta riscos. O rado provm da desintegrao do urnio, caracterstico do granito. No geral, a concentrao na atmosfera baixa. Mas, em ambientes fechados, como habitaes, por vezes, atinge nveis preocupantes. Os valores mais elevados encontram-se em pisos inferiores, como caves, arrecadaes e superfcies trreas. O perigo diminui com a distncia do cho. O solo de granito a principal fonte de rado, que se infiltra nos edifcios por fissuras e fendas no pavimento (por exemplo, entre os azulejos) e paredes, bem como nas unies das canalizaes. As superfcies interiores revestidas de granito, como paredes e bancadas, tambm libertam quantidades significativas, sobretudo se houver pedras fraturadas no isoladas, por exemplo, com verniz.

Rado: perigo invisvelPrincipal fonte de radiao natural para o ser humano, o rado um gs sem cor, cheiro ou sabor. S possvel conhecer a concentrao medindo-o com um dispositivo apropriado. Presente em toda a superfcie terrestre, no txico, mas desintegra-se com facilidade e d origem a elementos radioativos prejudiciais. Quando inalados, chegam aos brnquios, irradiam para os tecidos vizinhos e, no limite, causam tumores pulmonares. Estima-se que seja a segunda causa de cancro do pulmo, logo a seguir ao tabaco. Estudos mostram que, em cada 100 pessoas expostas todos os dias a mais de

lar saudvelLimites de rudo aconselhados

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Rudo no interior

Rudo no exterior

30 dB(A)

55 dB(A)

65 dB(A)

durante o sono (perodo noturno) 0h00-7h00 (perodo noturno) 7h00-24h00 (perodo diurno) Fonte: Organizao Mundial de Sade.

Algumas paredes de tijolo e cimento, em divises pouco ventiladas, podem libertar rado se contiverem areia proveniente de zonas granticas com elevado teor de rdio e urnio. No inverno, com as casas menos ventiladas, a quantidade deste gs no interior pode ser o dobro da registada no vero. A ingesto de gua com radioatividade no causa problemas, mas a inalao dos vapores mais um fator de exposio. Mas viver numa zona grantica no sinnimo de teores elevados: depende da qualidade da construo, manuteno e ventilao. Para conhecer a concentrao ter de recorrer a um laboratrio habilitado. O que fazer? Areje a casa, pelo menos, 10 minutos por dia, mesmo no inverno. Tenha especial

cuidado com habitaes fechadas por muito tempo. Abra todas as portas e janelas chegada e garanta uma boa circulao do ar. Tape fissuras no pavimento ou junto canalizao. Se tiver paredes ou bancadas de granito, uma soluo envernizar. No isole hermeticamente janelas, portas e persianas, para assegurar alguma ventilao permanente. Caso estas medidas no sejam suficientes, reforce a preveno: instale um sistema mecnico de ventilao forada.

Excesso de rudoTrfego rodovirio, obras, alarmes, msica de bares, entre outros: a vida urbana tem como pano de fundo um rudo constante, que pode repercutir-se no humor e estado de sade dos cidados. A DECO PROTESTE realizou vrias medies em diferentes pontos de Lisboa e

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chegou concluso de que os habitantes da capital esto sujeitos a nveis de presso sonora elevados. Um relatrio europeu publicado em 2008 re