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  • 2COLECO EDUCAO PA R A O FUTURO Ministrio da Educao

    LANAR a REDE de BIBLIOTECAS ESCOLARESIsabel Ve i g a Cristina Barro s o Jos Antnio Calixto Te resa Calada Te resa Gaspar

  • 3LANAR A REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES

    Grupo de Trabalho:

    Isabel Veiga (coordenao)Cristina BarrosoJos Antnio CalixtoTeresa CaladaTeresa Gaspar

    Grupo de Trabalho criado pelos despachosconjuntos n.o 43/ME/MC/95 de 29 de Dezembroe n.o 5/ME/MC/96, de 9 de Janeiro

    Lisboa 1996

    As opinies emitidas nesta obra soda responsabilidade dos respectivos autorese no vinculam o Ministrio da Educao.

  • Isabel Veiga

    licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa etem o Mestrado em Cincias da Educao pela Universidade de Bos-ton. Foi professora do 1.o Grupo do Ensino Preparatrio e actual-mente professora-adjunta da Escola Superior de Educao de Lis-boa. Colaborou em diversos programas de investigao do Ministrioda Educao tendo realizado o estudo Os Jovens e a Leitura, nasvsperas do sculo XXI, de parceria com Ana Maria Magalhes. tam-bm co-autora de vrias obras de literatura juvenil que assina com opseudnimo de Isabel Alada.

    Cristina Barroso

    professora do quadro de nomeao definitiva da Escola Bsica2,3 Marquesa de Alorna. Lcenciou-se em Histria, pela Faculdade deLetras do Porto e titular do Diplme dtudes Approfondies (spcia-lit Sciences de lducation) da Universidade de Bordus, de queobteve reconhecimento ao grau de Mestre, pela Faculdade de Psico-logia e de Cincias da Educao da Universidade de Lisboa.

    Foi autora, em 1987, do projecto de criao de um Centro deRecursos Educativos na Escola Marquesa de Alorna e responsvelpela sua execuo at 1992.

    Integrou a equipa de investigao que realizou para o Instituto deInovao Educacional um estudo sobre processos de desenvolvi-mento de mediatecas escolares, em diferentes estabelecimentos deensino, tendo sido co-autora do respectivo relatrio, publicado em1994 pelo IIE, com o ttulo: Mediatecas Escolares. Gnese e Desen-volvimento de uma Inovao.

    Era, desde 1993, directora do Centro de Formao de Associa-o de Escolas Forum Rui Grcio, com sede na Escola Secund-ria de Cames, em Lisboa, funes que deixou de exercer no final doano lectivo de 1996.

    5

    Biblioteca Nacional Catalogao na Publicao

    LANAR A REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES

    Estudo realizado pelo grupo de trabalho criadopelos Despachos n.o 43/ME/MC/95 de 29 de Dezembro

    e n.o 5/ME/MC/96, de 9 de Janeiro

    Coordenao:

    Isabel Veiga

    Edio do Ministrio da Educao

    Tiragem: 1500 exemplares

    1.a Edio: Janeiro 1997

    Depsito Legal n.o 104711/96

    ISBN 972-729-015-9

    Capa: Andr Clemente

    Execuo Grfica: Editorial do Ministrio da Educao

    Lanar a rede de bibliotecas escolares / coord. IsabelVeiga; colab. Cristina Barroso [et al.]

    ISBN 972-729-015-9

    I Veiga, Isabel, 1950- , coord.

    II Barroso, Cristina

    CDU 027.8 (469)CDU 021.64 (469)

    4

  • Jos Antnio Calixto

    licenciado em Histria pela Faculdade de Letras de Lisboa.Nesta faculdade fez ainda o Curso de Especializao em CinciasDocumentais, variante de Bibliotecas e Documentao.

    Foi docente do Ensino Secundrio durante doze anos e respon-svel por biblioteca.

    Bibliotecrio e professor, lecciona em vrios cursos na rea dasbibliotecas e documentao.

    Actualmente chefe de Diviso de Bibliotecas, Arquivo eDocumentao da Cmara Municipal de Setbal. Tem publicado arti-gos em peridicos e participado em projectos de investigao sobreo papel das bibliotecas na educao tanto em Portugal como noestrangeiro.

    Teresa Calada

    licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, foitcnica do Instituto Portugus do Livro desde 1982, onde trabalhouna rea do livro e da leitura.

    Em 1986 foi um dos membros do grupo de trabalho que definiuas bases da poltica nacional da leitura pblica, com vista criaoda Rede de Bibliotecas Municipais. Foi tambm vice-presidente doInstituto da Biblioteca Nacional e do Livro, cargo que ocupou at1996. Nesta qualidade, foi responsvel pela execuo das acesdesenvolvidas no mbito da Rede de Leitura Pblica.

    7

  • Teresa Gaspar

    licenciada em Psicologia pelo Instituto de Psicologia Aplicada, assessora principal do quadro do Ministrio da Educao. Durantevrios anos coordenou projectos e realizou estudos no mbito daeducao especial e da integrao social das pessoas com deficin-cia. Foi Vice-Presidente do Instituto de Inovao Educacional de Ant-nio Aurlio da Costa Ferreira (1990-1993) onde orientou o de-senvolvimento da rede de mediatecas escolares e o programa deEducao para os Media. Presentemente chefe de gabinete doSecretrio de Estado da Administrao Educativa.

    9

  • NDICE

    Introduo 15

    Diagnstico: Situao Actual das Bibliotecas Escolare s 19

    Princpios Gerais 29

    Bases das Bibliotecas Escolares 33

    Linhas de Orientao Tcnica e Funcional 39

    Recursos Humanos e Formao 40Recursos Fsicos 43Instalaes 43Equipamento 46Recursos de Informao 50Funcionamento e Animao 52Gesto e Apoio da Rede de Bibliotecas Escolares 54Servio de Apoio s Bibliotecas Escolares 55

    Programa Rede de Bibliotecas Escolares 59Objectivos Estratgicos 59Objectivos Instrumentais 60Medidas 61

    Consideraes Finais e Recomendaes 67

    Bibliografia 71

    Anexos 75

    11

    1.

    2.

    3.

    4.

    5.

    5.1.5.2.5.2.1.5.2.2.5.2.3.5.3.5.4.5.5.

    6.6.1.6.2.6.3.

    7.

    8.

    9.

  • NOTA PRVIA

    1. No final de Dezembro de 1995, os Senhores Ministros da Educao e daCultura decidiram adoptar uma poltica articulada visando promover oshbitos e prticas de leitura da populao portuguesa, atravs do desenvol-vimento de bibliotecas escolares integradas numa rede e numa poltica deincentivo da leitura pblica Despacho Conjunto n.o 43/ME/MC/95, de29 de Dezembro (1).

    2. Com o objectivo de estudar e propor medidas neste domnio foi constitudo,em Janeiro de 1996, um grupo de trabalho ( 2 ), o qual se disps a apresentar umrelatrio onde se equacionassem problemas, se efectuasse um diagnstico des-critivo actualizado e se estabelecessem os princpios, as linhas de orientao eo programa de lanamento da rede de bibliotecas nas escolas portuguesas.

    3. O grupo de trabalho elaborou o relatrio no prazo de trs meses baseando-separa tal em: (i) estudos de organismos internacionais ou de outros pases; (ii) estudos existentes sobre as bibliotecas escolares portuguesas; (iii) resul-tados de investigao sobre os processos de inovao neste domnio; masespecialmente na (iv) experincia directa que ao longo dos anos os seus ele-mentos puderam recolher, trabalhando com crianas e jovens e com profes-sores, dando apoio a responsveis por bibliotecas escolares e pblicas e/ouparticipando nas suas iniciativas.

    4. Antes de dar por concludo o relatrio, o grupo de trabalho julgou oportunoconsultar um conjunto de professores, bibliotecrios, tcnicos e investigado-res, cujos trabalhos tm incidido nos domnios da leitura, nas competnciasda informao, na biblioteconomia, na formao de professores ou no estudodos processos de inovao, para assim obter reaces e comentrios pro-posta elaborada e poder t-las em conta na redaco da verso final.

    (1) Anexo 1(2) Constituio do grupo de trabalho Despacho n.o 5/ME/MI/95 de 9 de Janeiro Anexo 2 Isabel Veiga (coordenao) Cristina Barroso Jos Antnio Calixto Teresa Calada Teresa Gaspar

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  • 1. INTRODUO

    1.1. A criao de uma rede de bibliotecas escolares, assumida como polticaarticulada pelos Ministrios da Educao e da Cultura, visa responder auma necessidade sucessivamente enunciada, pelo menos desde meados dosculos passado, quer em textos oficiais, quer na imprensa, quer ainda emestudos sobre prticas culturais e sobre educao.

    1.2. O tempo encarregou-se, entretanto, de transformar o conceito de bibliotecae foi-lhe conferindo vrios significados, desde local de animao ou colec-o de livros, at actividade da turma (biblioteca de turma), desde media-teca at centro multifuncional de acesso informao. Nas ltimas dca-das os equipamentos onde se promovem iniciativas neste domnio tm sidodesignados por uma multiplicidade de termos, tanto nas escolas, como emdocumentos oficiais: Bibliotecas, Mediatecas, Centros de Documentao eInformao (CDI), Centros de Recursos Educativos (CRE), Centros deInformao Multimdia, etc. Em princpio, cada um destes termos deveriaser empregue para corresponder a um conceito e uma realidade determi-nada. No entanto, verifica-se que isto no acontece e que a escolha dadesignao tem sido com frequncia um pouco arbitrria. Esta diversidadereflecte, por um lado a falta de interveno e de apoio oficial, mas poroutro, reflecte tambm o dinamismo e a autonomia das equipas pedaggi-cas que tm conseguido encontrar recursos e criar diferentes tipos de solu-es para responder s necessidades que enfrentam.

    1.3. Hoje, seja qual for o nome por que so designadas, as bibliotecas escola-res, sobre as quais nos propomos reflectir, surgem como recursos bsicosdo processo educativo, sendo-lhes atribudo papel central em domnios toimportantes como: (i) a aprendizagem da leitura; (ii) o domnio dessacompetncia (literacia); (iii) a criao e o desenvolvimento do prazer de lere a aquisio de hbitos de leitura; (iv) a capacidade de seleccionar infor-mao e actuar criticamente perante a quantidade e diversidade de fundose suportes que hoje so postos disposio das pessoas; (v) o desenvolvi-mento de mtodos de estudo, de investigao autnoma; (vi) o aprofunda-mento da cultura cvica, cientfica, tecnolgica e artstica.

    1.4. Estudos sobre literacia, nacionais e internacionais, tm vindo a demonstrarque existe uma relao estreita entre a acessibilidade a espaos e recursos

    15

    O Grupo de Trabalho agradece a participao dos professores, tcnicos eespecialistas que estiveram presentes na reu