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Instalao de Laboratrio de Anlises Clnicas

Introduo

A implantao de um laboratrio de Anlises Clnicas deve ser feita de maneira planejada, respeitando as Normas Operacionais. Desta forma, na organizao da rede laboratorial fundamental considerar as especificidades regionais, as necessidades da sade da populao, a infra-estrutura existente, disponibilidade de recursos humanos, relao custo-benefcio da incorporao tecnolgica, critrios para a otimizao dos servios, parmetros de qualidade, legislao em vigor e viabilidade econmica. Espera-se que os gestores particulares, estaduais e municipais sigam as proposies aqui apresentadas.

A Complexidade dos Laboratrios Clnicos est diretamente ligada a(o):

Tipo e a quantidade de exames.Escolha de metodologias Caractersticas dos equipamentos Disponibilidade de profissionais especializados.

Como definir nmero, perfil, porte e distribuio dos servios de LAC

Populao de abrangncia Parmetros assistenciais Parmetros de rendimentos dos equipamentos Critrios de otimizao dos reativos (incluindo o tempo de estabilidade) Tempo de conservao do material Valor do procedimento.

Podem ser classificados em quatro grupos principais:

Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D

GRUPO A

Exames mais frequentes na prtica clnica. Hemograma, glicemia, parasitolgico de fezes, elementos anormais e sedimentos da urina (EAS), urinoculturas, sorologias para HIV, entre outros. o primeiro de referncia em mdia complexidade. Populao de abrangncia de, no mnimo, 25.000 habitantes.

GRUPO B

Solicitados com menor freqncia que os do grupo A Dosagem de lpase, dosagem de hormnio, hemoculturas. So de abrangncia microrregional e ou regional.

GRUPO C

Exames de mdia Complexidade (MC). Dosagem de drogas teraputicas. Dos fatores de coagulao. Mielograma . Pesquisa de erros inatos do metabolismo. So ofertados geralmente a nvel regional e ou estadual.

GRUPO D

So aqueles de maior complexidade e custo. Imunofenotipagens. Carga viral. Exames de histocompatibilidade. Diagnstico em gentica e na patologia ocupacional. A oferta desses exames em geral s possvel em nvel regional e ou estadual.

Modelos de Organizao da Rede de Laboratrios

Grupo A

Laboratrio I (totalmente manual)

Posto(s) de coleta ligado a um laboratrio de processamento de exames Posto(s) de coleta ligado a um laboratrio de processamento de exames

Microrregional

Aglomerado populacional de cerca de 25.000 habitantes

Grupo A

Laboratrio II (semiautomatizado)

Microrregional

Aglomerado populacional de 25.000 a 50.000 habitantes

Grupo A+B

Laboratrio I(manual)e/ou laboratrio II (semiautomatizado) e/ou laboratrio III (totalmente automatizado)

Posto(s) de coleta ligado a um laboratrio de processamento de exames

Microrregional ou regional

Aglomerado populacional acima de 50.000 habitantes

Grupo A+B+C

Laboratrio III (totalmente automatizado) ou laboratrio misto

Posto(s) de coleta ligado a um laboratrio de processamento que poder encaminhar exames do grupo C para realizao em outros laboratrios Laboratrio especializado de referncia, que fariam os exames para laboratrios menos complexos. Os exames do grupo D exigem infraestrutura especializada

Regional ou Estadual

Aglomerado populacional acima de 50.000 habitantes

Grupo D

Laboratrio III (totalmente automatizado) ou laboratrio misto

Regional ou Estadual

Aglomerado populacional acima de 50.000 habitantes

Planta Baixa de um LAC

Materiais e Equipamentos permanentes em um Posto de Coleta

Outros Materiais e Equipamentos de um Laboratrio Clnico

Concluso

De acordo com o que foi apresentado, conclumos que a instalao de um Laboratrio de Anlises Clnicas algo muito complexo e que de ser feito somente aps uma pesquisa de mercado, identificando a populao de abrangncia e o conjunto de aes necessrias a serem ofertadas; adotando as tecnologias mais pertinentes para determinados tipos de exames em cada situao especfica; avaliando a qualificao tcnica dos profissionais; as condies estruturais de trabalho para se obter a relao custo-benefcio do mesmo e assegurar resultados legtimos aos pacientes.