kardec, obrigado

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Spiritual

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  • 1. Kardec, obrigado! Irmo X (esprito) Kardec, enquanto recebes as homenagens do mundo, pedimos vnia para associar o nosso preito singelo de amor aos cnticos de reconhecimento que te exalam a obra gigantesca nos domnios da libertao espiritual.

2. No nos referimos aqui ao professor emrito que foste, mas ao discpulo de Jesus que possibilitou o levantamento das bases do Espiritismo Cristo, cuja estrutura desafia a passagem do tempo. 3. Falem outros dos ttulos de cultura que te exornavam a personalidade, do prestgio que desfrutavas na esfera da inteligncia, do brilho de tua presena nos fastos sociais, da glria que te ilustrava o nome, de vez que todas as referncias tua dignidade pessoal nunca diro integralmente o exato valor de teus crditos humanos. 4. Reportar-nos-emos ao amigo fiel do Cristo e da Humanidade, em agradecimento pela coragem e abnegao com que te esqueceste para entregar ao mundo a mensagem da Espiritualidade Superior. 5. E, rememorando o clima de inquietaes e dificuldades em que, a fim de reacender a luz do Evangelho, superaste injria e sarcasmo, perseguio e calnia, desejamos expressar-te o carinho e a gratido de quantos edificaste para a f na imortalidade e na sabedoria da vida. 6. O Senhor te engrandea por todos aqueles que emancipaste das trevas e te faa bendito pelos que se renovaram perante o destino fora de teu verbo e de teu exemplo!... 7. Diante de ti enfileiram-se, agradecidos e reverentes, os que arrebataste loucura e ao suicdio com o facho da esperana; os que arrancaste ao labirinto da obsesso com o esclarecimento salvador; 8. ...os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensveis e delinquentes, e os filhos agoniados que se encontram na vala da frustrao e do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilbrio e que foram reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnao; 9. ... os que renasceram em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de angstia nas brenhas da provao, e os quais livraste da demncia, apontando- lhes as vidas sucessivas; 10. ... os que se acharam arrasados de pranto, tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos braos ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivncia, insuflando-lhes renovao e paz, na contemplao do futuro; 11. ... os que soergueste do cho pantanoso do tdio e do desalento, conferindo-lhes, de novo, o anseio de trabalhar e a alegria de viver; 12. ... os que aprenderam contigo o perdo das ofensas e abenoaram, em prece, aqueles mesmos companheiros de Humanidade que lhes apunhalaram o esprito, a golpes de insulto e de ingratido; 13. ... os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com humildade a injria e a dor por instrumentos de redeno; 14. ... e os que desencarnaram incompreendidos ou acusados sem crime, abraando-te as pginas consoladoras que molharam com as prprias lgrimas... 15. Todos ns, os que levantaste do p da inutilidade ou do fel do desencanto para as bnos da vida, estamos tambm diante de ti!... 16. E, identificando-nos na condio dos teus mais apagados admiradores e como os ltimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua festa, ns te rogamos permisso para dizer: 17. Kardec, obrigado!... Muito obrigado!... (Texto psicografado por F. C. Xavier e publicado em Reformador de outubro de 1985, p. 298.)