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Universidade Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho

Campus de Marlia

Programa de Ps-Graduao em Filosofia

KANT E A EPIGNESE

Niege Pavani Rodrigues

Marlia

2014

2

Niege Pavani Rodrigues

KANT E A EPIGNESE

Dissertao apresentada ao Programa de

Ps-Graduao em Filosofia da Faculdade

de Filosofia e Cincias UNESP, Campus

de Marlia como parte dos requisitos para

a obteno do ttulo de mestre na rea de

concentrao de Histria da Filosofia,

tica e Filosofia Poltica, linha de

pesquisa Histria da Filosofia.

Orientador: Professor Doutor

Ubirajara Rancan de Azevedo Marques

Agncia financiadora: CAPES

Marlia

2014

3

Rodrigues, Niege Pavani.

R696k Kant e a epignese / Niege Pavani Rodrigues. Marlia,

2014.

77 f. ; 30 cm.

Dissertao (Mestrado em Filosofia) Universidade Estadual

Paulista, Faculdade de Filosofia e Cincias, 2014.

Bibliografia: f. 74-77

Orientador: Ubirajara Rancan de Azevedo Marques.

1. Epignese. 2. Kant, Immanuel, 1724-1804. 3. Filosofia da

natureza. 4. Filosofia alem. I. Ttulo.

CDD 193

4

Niege Pavani Rodrigues

KANT E A EPIGNESE

Dissertao apresentada ao Programa de Ps-

Graduao em Filosofia da Faculdade de

Filosofia e Cincias UNESP, Campus de

Marlia como parte dos requisitos para a

obteno do ttulo de mestre em filosofia.

Linha de pesquisa: Histria da Filosofia,

tica e Filosofia Poltica.

Orientador: Professor Doutor Ubirajara

Rancan de Azevedo Marques

Agncia Financiadora: CAPES

Data da defesa: 05/12/2014, s 10 horas.

Membros componentes da Banca Examinadora:

Presidente e Orientador: Professor Doutor Ubirajara Rancan de Azevedo Marques. UNESP,

campus de Marlia.

Membro Titular: Professor Doutor Mrcio Benchimol de Barros. UNESP, campus de Marlia.

Membro Titular: Professor Doutor Olavo Calbria. UFU Universidade Federal de

Uberlndia.

Local: Universidade Estadual Paulista

Faculdade de Filosofia e Cincias.

UNESP Campus de Marlia

5

AGRADECIMENTOS

Meus agradecimentos mais sinceros a todos os amigos e famlia que estiveram

afetuosamente ao meu lado durante este trajeto. Aos meus pais Maria Jos Pavani e

Edison Rodrigues, irmo Edison Rodrigues Junior, sem os quais nenhuma palavra

poderia ter sido escrita. Lembro tambm os queridos Fabiano Souza, Thaisa Reino,

Gabrielle Massela e Thais Bunduki, por todos os momentos em que demos as mos e

nos divertimos. A Oscar Sillmann, por ter sido o melhor dos companheiros.

Lembro tambm com gratido todos os professores do DFil que estiveram presentes em

minha formao acadmica, e do mesmo modo os servidores tcnico-administrativos

por todo servido prestado e amizade cultivada, principalmente Edina Bonini. Reservo

um agradecimento especial aos professores Mrcio Benchimol e Reinaldo Sampaio que

tiveram participao fundamental em minha pesquisa desde a graduao; e, sobretudo o

professor Ubirajara Rancan de Azevedo Marques, pela orientao deste trabalho.

Agradeo tambm a CAPES pelo suporte financeiro a esta pesquisa.

6

RESUMO

A proposta desta dissertao investigar a filosofia de Kant e sua relao com a teoria

da epignese. Considerando-se as declaraes do prprio filsofo feitas no 81 da

Crtica da Faculdade do Juzo, no qual ele defende a teoria da epignese, considerou-se

como valiosa ferramenta analtica avaliar as fontes, relevncia e significado que esta

relao pode ou deve ter em seu sistema filosfico.

PALAVRAS-CHAVE: Kant. Epignese. Pr-formao. Pr-formao genrica.

Organizao Original.

7

ABSTRACT

The goal of this dissertation is investigate Kants philosophy and his relationship beside

the epigenesis theory. Considering his own declarations stand in the 81 of the

Critique of the Power of Judgment, which he defend the epigenesis theory, was

considered as a value analytic tool for survey the sources, the relevance and the

meaning what this relation can might fill in his philosophical system.

KEY-WORDS: Kant. Epigenesis. Preformation. Generic Preformation. Original

Organization.

8

SUMRIO

Introduo ..................................................................................................................... 9

Captulo 1: A Cincia dos Filsofos ............................................................................... 12

1.1 O Novo Esprito Cientfico ....................................................................................... 12

1.2 Embriologia e Teleologia .......................................................................................... 19

Captulo 2: Artificialismo e Gerao dos Organismos ................................................... 19

2.1 Beleza, Ordem e Perfeio na Natureza .................................................................... 22

2.2 A Unidade das Regras da Natureza ........................................................................... 25

2.3 Epignese e Pr-formao em Buffon e Maupertuis ................................................. 28

Captulo 3: O Sistema da Epignese da Razo Pura ................................................... 38

3.1 A Concluso da Deduo Transcendental .............................................................. 38

3.1.1 Epignese e Categorias ........................................................................................... 39

3.1.2 Ambivalncia e identificao de vocabulrio embriolgico na Analtica......... 46

Captulo 4: Pr-formao genrica e o conceito crtico de epignese ........................ 50

4.1 O conceito de organismo ........................................................................................... 50

4.1.1 Mecanismo, teleologia e o mtodo de pesquisa transcendental da

natureza....................................................................................................................................... 58

4.2 Pr-formao genrica e o conceito crtico de epignese ....................................... 64

Consideraes Finais ...................................................................................................... 73

Referncias Bibliogrficas ............................................................................................. 74

9

SIGLAS

Todas as referncias que remetem aos originais de Kant seguem as normas da

Akademie-Ausgabe, disponveis, por exemplo, em:

.

10

INTRODUO

Considerar a relao de Kant com a teoria da gerao dos organismos por

epignese pode configurar tarefa equvoca e, por isso mesmo, de difcil interpretao.

Ser, pois, neste recorte instvel que este texto se instalar, procurando ensaiar a

respeito da fonte, relevncia e significado que esta relao pode ou deve ocupar no

sistema da filosofia crtica kantiana.

De antemo, pormenorizando a identidade da temtica anunciada, cabe dizer que

se escolheu aqui ler os textos de Kant enfocando seus conceitos a partir do j

mencionado subtpico incidente em seu pensamento: as teorias embriolgicas que

explicam a gerao dos corpos organizados seja por gerao espontnea, por pr-

formao ou [a que parece reter maior ateno e apreo do filsofo] por epignese.

Tal elemento secundrio ocorre de modo significativo na composio textual em

trs trechos de obras para este propsito selecionadas; a saber: (i) a Quarta

Considerao da primeira parte do ensaio pr-crtico de 1763-1764 O nico

Argumento Possvel para uma Demonstrao da Existncia de Deus; (ii) o 27 da

Deduo Transcendental da Crtica da Razo Pura [presente na edio B da obra, de

1787]; e, por fim, o mais expressivo trecho, (iii) o 81 que compe a Doutrina do

Mtodo da Faculdade de Juzo Teleolgica da Crtica da Faculdade do Juzo [de

1790].

Em cada um desses trechos ser possvel identificar a presena da influncia das

teorias embriolgicas supracitadas; (i) em sentido indireto, uma vez que Kant alude s

suas teses centrais sem nome-las; (ii) em sentindo metafrico, valendo-se destas para

criar uma figura de correspondncia entre as funes da gerao dos organismos e o uso

das categorias puras do entendimento pelo sujeito transcendental; (iii) em sentido

literal, assimilando alguns dos pressupostos da teoria da epignese em associao

com a especificidade da aplicao do seu conceito transcendental [conformidade a fins]

pelo qual atua a faculdade de julgar reflexionante.

11

Indicado o percurso, tratarei de responder a duas indagaes preliminares ainda

nesta introduo, indagaes estas que foram tomadas como diretrizes da produo

desse texto. A primeira a indicao de quais elementos certificam que a perspectiva

aqui adotada [a de ler Kant em suas entrelinhas e interpret-lo por entre seus temas

secundrios] de fato aperfeioa a compreenso textual de sua obra. Num segundo

momento ser preciso perguntar pelo modo como o filsofo valeu-se dessas teorias,

considerando a especfica aplicao em ca

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