Juventude Conectada 2014

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 integra a matria http://startupi.com.br/2014/08/ibope-e-usp-confirmam-com-pesquisa-jovens-querem-empreender-na-web/

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<p>IMAGES 1. Juventude conectada Juventudeconectada Em2014,aFundaoTelefnicaVivocomemora15anosdeatuaonoBrasil. Temos o orgulho de lanar a pesquisa Juventude Conectada, idealizada pela Fundao e realizada em parceria com o IBOPE Inteligncia, com o Instituto Paulo Montenegro e com a Escola do Futuro USP. A pesquisa tem como objetivo entender oportunidades, transformaes e tendncias do comportamento jovem na era digital, a partir de quatro eixos de investigao: educao, ativismo, empreendedorismo e comportamento. Utilizamos um conjunto diverso de metodologias, em que mesclamos etapas quantitativas e qualitativas. Esperamos que a disseminao desta pesquisa provoque e inspire novas discusses e questionamentos sobre a nossa sociedade, e a transformao do mundo real por meio dos jovens e do digital. Conhea outros estudos e pesquisas da Fundao Telefnica Vivo. Acesse e baixe, gratuitamente: http://fundacaotelefonica.org.br/conteudos/publicacoes/ 2. Idealizao e Coordenao Fundao Telefnica Vivo Gabriella Bighetti Diretora Presidente Fundao Telefnica Vivo Rosilene de Bem Silva Gerente de Comunicao e Eventos Fundao Telefnica Anna Paula Pereira Nogueira Analista Snior de Comunicao e Eventos Fundao Telefnica Marcia Pinheiro Ohlson Consultora de Comunicao e Eventos Realizao (Aplicao da Pesquisa e Resultados) IBOPE Inteligncia Silvia Cervellini Diretora Executiva de Negcios Fernanda Aguiar Coordenadora de Atendimento de Planejamento Diego Arbulu Analista de Atendimento de Planejamento Flvia Toledo Coordenadora de Pesquisa Qualitativa Fbio Keinert Consultor Pesquisa Qualitativa Camila Carrico Especialista E-Meter Realizao (Aplicao da Pesquisa e Resultados) Instituto Paulo Montenegro Ana Lcia Lima Diretora Executiva Fabiana de Freitas Nascimento Assessora de Projetos Realizao (Anlise dos resultados e Texto Final) Escola do Futuro USP Brasilina Passarelli, profa. Titular do Centro de Biblioteconomia e Documentao ECA/USP Coordenadora Cientfica do Projeto. Prof. Dr. Antnio Hlio Junqueira Coordenador Acadmico do Projeto, Prof. Dr. Francisco Paletta Pesquisador Marcia da Silva Peetz Economista Samantha Kutscka Gesto de Projetos David De Cunto Relaes Institucionais Publicao Prova3 Agncia de Contedo Coordenao editorial Lorena Vicini Edio Camila Hessel Projeto grfico Jlia Masago Direo de Arte Ana Paula Mathias Assistncia de Arte Adriana Cesar Juventude conectada CIP-BRASIL. CATALOGAO NA FONTE J98 Juventude conectada / organizao Fundao Telefnica. So Paulo: Fundao Telefnica, 2014. 200 p.: graf., tab.; 22 cm Bibliografia ISBN 978-85-60195-35-0 1.Jovens - Educao. 2. Internet na educao. I. Fundao Telefnica. CDD: 370.8 Catalogao elaborada por Antonia Pereira CRB-8/4905 3. 54 1 Do analgico ao digital:08 #tudojuntoemisturado 2 Metodologia da pesquisa: 20 #JuventudeConectada 3 Principais achados: 36 #oqueosjovensconectadosfazem 4 Vetores da pesquisa: 60 #odnadajuventudeconectada 5 Os eixos da pesquisa: 82 #focosprioritriosdapesquisa 6 Os perfis de navegao da juventude conectada: 162 #Juventude conectada 7 Constataes, tendncias e prospeces: 194 #oquedizapesquisa 8 referncias220 9 o questionrio utilizado228 4. Em 2014, a Fundao Telefnica Vivo comemora 15 anos de atuao, mobilizao e inspirao. Sendo o brao social do Grupo Telefnica, atuamos como uma Fundao Digital, fazendo da tecnologia e da inovao importantes aliadas na busca por novas respostas para os desafios do mundo contemporneo. Nossas iniciativas esto ligadas Educao e Aprendizagem, Com- bate ao Trabalho Infantil, Inovao Social e Voluntariado. Acreditamos no poder transformador do conhecimento e, por isso, investimos em estudos e pesquisas que promovam reflexes, apontem tendncias sobre o nosso tempo e inspirem pes- soas e instituies em suas iniciativas. Neste contexto, temos orgulho de lanar a pesquisa Juventude Conectada, idealizada pela Fundao Telefnica Vivo e realizada em parceria com o IBOPE Inteligncia, com o Instituto Paulo Montenegro e com a Escola do Futuro USP. Iniciada em maio de 2013, a pesquisa tem como objetivo entender o comportamento do jovem na era digital e as transformaes e oportunidades geradas a partir da. Foram selecionados quatro eixos de investigao: educao, ativismo, empreendedorismo e comportamento. Entrevistamos 1.440 jovens, realizamos 6 grupos de discusso em profundidade, fizemos o monitoramento de navegao de 10 jovens, alm de entrevistas com 8 especialistas, captando reflexes e tendncias. O rigor da pesquisa permite que os dados sejam aprofundados em cada eixo, levando em conta as diferenas regionais, de capital e interior, classe social e gnero. Conhea mais sobre o comportamento, pensamentos e desejos da juventude conectada bra- sileira. Esperamos que a disseminao desta pesquisa provoque e inspire novas discusses e questionamentos sobre a nossa sociedade. Queremos instigar a transformao do mundo real por meio dos jovens e do digital. Boa leitura, Gabriella Bighetti Presidente da Fundao Telefnica Vivo Prefcio 5. Do analgico ao digital: #tudojuntoemisturado 1 6. 1110 Do analgico ao digital:#tudojuntoemisturado A revoluo da internet espraia-se por todos os domnios da atividade humana desde meados da dcada de 90 do sculo passado. Relativamente pouco tempo se compa- rado profundidade e extenso das mudanas e consequentes desafios que vieram a reboque do surgimento da mesma. Para citar algumas, pode-se comear com a glo- balizao dos mercados inaugurando uma nova economia que se expande bus- cando pases emergentes e suas populaes, s vezes recm includas social- mente e estimuladas a consumir bens e produtos. Tambm merecem destaque a horizontalizao das relaes de poder, o imediatismo das aes dos atores conectados, a impermanncia de contedos e saberes, a diluio do espao f- sico e a consequente relativizao das fronteiras geogrficas, a instaurao da narrativa no-linear e multimdica em contraposio tradicional escrita linear. A internet inaugura tambm novas formas de ensinar e aprender desencadeando com isso a redefinio dos tradicionais papis de professores e alunos, a possibilidade de mltiplas identidades e a reciprocidade das aes nos ambientes virtuais em rede. O modelo aberto da internet contribuiu para a consolidao de um novo tipo de agente social, imerso nas redes sociais emergentes, que ao mesmo tempo con- sumidor e produtor de informao e conhecimento. Este novo conceito, j hoje am- plamente utilizado em estudos das interaes comunicativas em ambientes virtuais, foi antecipado por Marshall McLuhan e Barrington Nevitt, em 1972, a partir da convico de queatecnologiaeletrnicaviriapermitiraousuriodossistemasdecomunicaoassumir simultaneamente as aes de produtor e de consumidor de contedos. A web 2.0 contribuiu para ampliar as possibilidades de participao dos atores conecta- dos no desenvolvimento e circulao de contedos, embora seja necessrio enfatizar que vivenciamos, todos, uma transio conturbada dos padres da sociedade moderna para a ps-moderna, ancorada no hibridismo das mdias de massa modernas (TV Do analgico ao digital #tudojuntoemisturado [...] a reboque da sociedade contempornea em rede, emergem novas lgicas, novas semnticas, novas literacias, novos modelos de negcios e novas prticas que ultrapassam as dualidades emissor receptor da comunicao de massa do s- culo passado, relocando a ateno dos tericos da comunicao, das instituies de ensino e pesquisa e das empresas da chamada nova economia para a reciprocidade das aes comunicacionais onde os usurios da modernidade agora, na contemporaneidade, so denominados prosumers (produtor + consumidor) com a consequente redefinio dos papis destes atores em rede. (PASSARELLI; JUNQUEIRA, 2012, p. 14). aberta e jornais impressos dirios entre outros) com as novas mdias (internet e re- des sociais). As redes sociais, em especial, propiciaram o surgimento de novos contornos para o ativismo e o empreendedorismo principalmente entre as populaes jovens. Vinte e quatro anos separam a introduo da internet no Brasil iniciada em janeiro de 1991 atravs da Fundao de Amparo Pesquisa do Estado de So Paulo (FAPESP), en- to restrita ao ambiente acadmico e que, a partir de 1994 , passa a ser ofertada no Pas de forma comercial do surgimento do Ncleo das Novas tecnologias de Comunicao Aplicadas Educao Escola do Futuro USP , integrado por pesquisadores de diferentes origens movidos pelo interesse comum nas transformaes que as tecnologias de infor- mao e comunicao aportariam ao ensinar e aprender, tanto no contexto da educao formal como na educao aberta para a vida. Para Brasilina Passarelli (2010, p.72), coordenadora cientfica do NAP EF/USP desde 2007, na perspectiva scio-histrica das duas ltimas dcadas, distinguem-se duas ondas na sociedade em rede: uma primeira, cujo ncleo central definido pelas preocupaes, polticas e programas de incluso digital, e a segunda, que se concentra nas diferen- tes formas de apropriao e de produo de conhecimento na web constituindo um novoconjuntodecompetnciasehabilidades(tambmdenominadasliteraciasdigitaisou media and information literacy pela UNESCO). Neste contexto, insere-se e justifica-se a presente pesquisa, intitulada Juventude Co- nectada, idealizada e coordenada pela Fundao Telefnica Vivo e realizada em parce- ria com o IBOPE, o Instituto Paulo Montenegro e o Ncleo das Novas Tecnologias da Comunicao Aplicadas Educao Escola do Futuro-USP. Esta pesquisa com- plexa e inovadora em mltiplas dimenses que merecem destaque. complexa pela dificuldade do cruzamento de dados quantitativos extensivos survey com 1.440 res- pondentes com anlise de contedo de entrevistas em profundidade e focus groups. Desta forma, neste livro encontram-se contemplados somente os principais resultados. As vertentes estruturantes contemplaram classe socioeconmica, gnero, faixa etria, ocupao, nvel de escolaridade, infraestrutura regional, urbanidade e metropolizao. Quatro eram os focos de anlise privilegiados nesta pesquisa e assim as questes foram estruturadas para contemplar: #comportamento, #educao e aprendizagem, #ati- vismo e #empreendedorismo. Como inovao, utilizamos um software de monitoramen- to de navegao de 10 entrevistados denominado E-meter. Tambm de carter inovador foi a metodologia de caracterizao do perfil de navegao dos jovens pesquisados em trs grupos por ns denominados: Exploradores Iniciantes, Exploradores Inter- medirios e Exploradores Avanados. A Pesquisa #juventudeconectada 7. 1312 Do analgico ao digital:#tudojuntoemisturado No mundo contemporneo, a tecnologia constitui-se no novo totem, ocupando agora o lugar central, criando novos parmetros definidores do prprio ser hu- mano. Essa , em grande sntese, a ideia articulada pelo socilogo Derrik de Kerckho- ve na sua teoria do tecnototemismo. Para ele, na transposio para a sociedade tecnolgica dos dias de hoje, o conceito do totemismo se traduz em um continuum entre a mente humana e a mquina, cujo resultado uma profunda e decisiva alterao nas formas como se constituem e se constroem as novas identidades, sociabilidades e sensibilidades dos indivduos na atualidade. Self e redes digitais se interpenetram e se criam em relaes de mtua interdepen- dncia; mquinas e tecnologias tornam-se extenses do corpo; identidades eletr- nicas e avatares circulam no ciberespao constituindo novas formas de habitar e de existir no mundo e a internet torna-se via estruturante da produo, circulao e com- partilhamento das expresses, emoes e da prpria ao social. O conceito de tecnototemismo estruturante para acomodar as inovaes da tec- nologia da informao j em testes atualmente e as que esto sendo concebidas para um futuro prximo e assim reconhecidas como tendncias. Podemos elencar o estu- do de vanguarda desenvolvido pela Fundao Telefnica Espanha em 2011 intitulado Smart Cities: un primer paso hacia la internet de las cosas que desbravava os cenrios das cidades inteligentes como um dos principais acontecimentos da sociedade digital conectada do sculo XXI. A aposta nas cidades inteligentes baseia-se na gesto eficiente de infraestrutura e servios ur- banos, na democratizao do acesso dos cidados s informaes e na melhoria das condies para tomada de decises, tanto no mbito privado como pblico. Alm disso, a prpria platafor- ma das cidades inteligentes favorece a incubao de novos negcios e ideias. O relatrio Smart Cities abarca os servios de uma cidade inteligente, como mobilidade urbana; eficincia energtica e meio ambiente; gesto de infraestrutura e edifcios pblicos; governo e cidadania; segurana pblica; sade; educao, capital humano e cultura e e-commerce. Num segundo momento, o relatrio apresenta as tecnologias que sustentam as cidades inteligentes apontando para a emergncia do Big Data: tecnologias para coleta de dados, transmisso de dados, armazenagem e anlise de dados. Essas tecnologias constituem o novo ecos- sistema das cidades inteligentes e apontam para a necessidade de novos olhares e novas solues para o contemporneo conectado. A cidade mais inteligente inspira informaes em sua infraestrutura fsica para melhorar as convenincias, facilitar a mobilidade, aumentar a eficincia, economizar energia, melhorar a qualidade do ar e da gua, identificar problemas e corrigi-los rapidamente, recuperar rapida- mente de desastres, recolher dados para tomar melhores decises e implantar recursos de for- ma eficaz, e compartilhar dados para permitir a colaborao entre entidades e domnios. Essas operaes sero instrumentadas e guiadas por mtricas de desempenho, com interconexes entre os mais variados setores da sociedade organizada. Mas infundir inteligncia em cada subsistema de uma cidade, um por um transportes, ener- gia, educao, cuidados de sade, edifcios, infraestrutura fsica, alimentao, gua, segurana pblica, entre outros , no suficiente para tornar uma cidade mais inteligente. A cidade mais inteligente deve ser vista como um todo orgnico, como uma rede, como um sistema ligado. Em uma cidade inteligente, ateno dada s conexes e no apenas s partes. Todos os esforos desta pesquisa convergem para que melhor conheamos os usos e comportamentos da juventude brasileira conectada, visando desvendar tendncias e padres. Estes resultados interessam tanto aos jovens, como aos seus familiares, sociedade civil e ao Estado: a todos compete a formao dos jovem brasileiro, que busca ser sujeito e protagonista de seu futuro e estar apto a enfrentar os crescentes desafios impostos por uma sociedade globalizada em rede e imersa na tecnologia digital. A Centralidade da Tecnologia no Sculo XXI...</p>