justificação estudo

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  • 1. Justificao SERGIO ROSA EMAIL:SERGIODASILVAROSAS7@GMAIL.COM

2. Encontramos no livro de Corntios uma passagem que apresenta a gramtica da salvao. Porquanto j em ns mesmos tnhamos a sentena de morte, para que no confissemos em ns, mas em Deus, que ressuscita os mortos; o qual nos livrou de to horrvel morte, e livrar; em quem esperamos que tambm ainda nos livrar. (II Corntios, 1:9-10). Note que Ele nos livrou (pretrito perfeito), e livrar (futuro). Paulo ainda diz: Tendo por certo isto mesmo, que Aquele que em vs comeou a boa obra a aperfeioar at o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1:6) Assim, temos a justificao que Ele realizou no passado; a santificao, que Ele executa agora, no presente, e a glorificao, que Ele efetuar quando retornar, e cada uma dessas etapas essencial algum que queira viver a real experincia da salvao. Agora, o assunto que eu gostaria que considerssemos : A quem Deus justificou? Em Sua Palavra, encontramos uma interessante declarao: Portanto, assim como por uma s ofensa veio o juzo sobre todos os homens para condenao, assim tambm por um s ato de justia veio a graa sobre todos os homens para justificao e vida. (Romanos 5:18). H, pelo menos, quatro interpretaes pelas quais esse verso pode ser entendido: 3. A interpretao calvinista A palavra todos no significa realmente todos, mas refere-se apenas aos eleitos ou aqueles a quem Deus predestinou salvao. Todos os demais esto predestinados a se perder, e como tal, nunca tiveram nem nunca tero qualquer esperana de salvao eterna. A interpretao universalista Deus no permitir que ningum se perca, mas todos sero salvos, mesmo que no desejem. Eles no possuem o direito de escolha na questo. A interpretao arminiana O livre dom da justificao, realmente, no veio sobre todos os homens, mas uma proviso foi feita para torn-la possvel caso eles faam, em troca, algo para efetiv-la. Essa linha interpretativa tem sido amplamente aceita dentro da Igreja Adventista do Stimo Dia. A interpretao neotestamentria Todos foram legalmente justificados pelo sacrifcio de Jesus pelos pecados do mundo (Joo 1:29). Que Ele, verdadeiramente, provou a morte por todos (Hebreus 2:9). Que Ele a propiciao pelos nossos pecados, e no somente pelos nossos, mas tambm pelos de todo o mundo (I Joo 2:2). Que Deus estava em Cristo reconciliando Consigo o mundo, no imputando aos homens as suas transgresses; e nos encarregou da palavra da reconciliao (II Cor. 5:19). Esse um dos ensinos bblicos que Deus uma vez mais trouxe de modo mais destacado a Seu povo, por meio de Jones e Waggoner. 4. Essa justificao, todavia, no deveria ser confundida com a doutrina da justificao pela f. Essa a justificao legal, sem a qual ningum, seja santo ou pecador, seria capaz de viver mesmo no presente. Cada pessoa sobre a Terra deve sua vida fsica, sua existncia, ao sacrifcio do Filho de Deus. Disse nosso Salvador: Se no comerdes a carne do Filho do homem, e no beberdes o Seu sangue, no tereis vida em vs mesmos. ... Porque a Minha *carne verdadeiramente comida, e o Meu sangue verdadeiramente bebida. Joo 6:53-55. Isso verdade quanto nossa natureza fsica. Mesmo esta vida terrestre devemos morte de Cristo. O po que comemos, o preo de Seu corpo quebrantado. A gua que bebemos comprada com Seu derramado sangue. Nunca algum, seja santo ou pecador, toma seu alimento dirio, que no seja nutrido pelo corpo e o sangue de Cristo. A cruz do Calvrio acha-se estampada em cada po. Reflete-se em toda fonte de gua. 5. Deus tomou a iniciativa. Pois, quando ramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos mpios... Mas Deus d prova do Seu amor para conosco, em que, quando ramos ainda pecadores, Cristo morreu por ns. (Romanos 5:6-8). Com isso em mente, a grande questo : Como escaparemos ns, se descuidarmos de to grande salvao? (Hebreus 2:3). Seu amor atrai-nos a Ele mesmo. Se no resistirmos a essa atrao, seremos levados ao p da cruz em arrependimento pelos pecados que crucificaram o Salvador. Ento, quando algum v o incondicional amor de Deus, conforme revelado nessa verdade bblica, e cr, seu corao transformado. Ele aborrece seus pecados que crucificaram o Filho de Deus. Arrepende-se e aceita o Supremo Sacrifcio em seu favor. Essa , de fato, a justificao pela f. No somente uma declarao legal, mas uma experincia de mudana de vida que o capacita tanto a querer como efetuar Sua boa vontade (Filipenses 2:13). Mas o justo viver da f. Justificados, pois, pela f, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. (Romanos 1:17; 5:1) 6. Mas embora Deus possa ser justo e ao mesmo tempo justificar o pecador, pelos mritos de Cristo, homem algum pode cobrir sua alma com as vestes da justia de Cristo, enquanto comete pecados conhecidos ou negligencia conhecidos deveres. Deus requer a completa entrega do corao antes que possa ter lugar a justificao; e para que o homem conserve essa justificao, tem de haver obedincia contnua, mediante ativa e viva f que opera por amor e purifica a alma. Qualquer coisa menos que isso rejeitar a graa de Deus. Justificao pela f em Cristo ser manifesta na transformao do carter. Hoje, como h mais de 100 anos, o povo de Deus est mais preocupado em discutir pontos delicados da justia pela f do que permitir que Deus aperfeioe Seu justo carter neles. Esto frequentemente buscando definir pormenores da justificao e da santificao, antes que reconhecer que ambos so obra de Deus e que eles devem simplesmente permitir que o Senhor opere Sua vontade em sua vida. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pg. 366. Ellen G. White, carta 83, 1890. 7. Muitos cometem o erro de tentar definir minuciosamente os pormenores da distino entre justificao e santificao. Dentro das definies desses dois termos, eles amiudadamente entremetem sua prprias ideias e especulaes. Por que tentar ser mais minuciosos do que a Inspirao sobre a questo vital da justia pela f? Por que tentar descobrir cada ponto minudente, como se a salvao da alma dependesse da exata compreenso desse assunto? Nem todos podem observar o tema pela mesma tica. Uma vez que somos aconselhados a no tentar ser mais minuciosos do que a Inspirao em definir justificao e santificao, consideremos uma inspirada definio antes de passarmos ao assunto da santificao: 8. Justificao significa a salvao da alma da perdio, para que se possa obter a santificao, a vida do Cu. Justificao significa que a conscincia, purificada das obras mortas, colocada onde ela possa receber as bnos da santificao. Eis a verdadeira justificao pela f, que nos traz a justia imputada de Cristo e nos capacita a receber a santificao pela f (Atos 26:18). Eis a justia comunicada de Cristo, a qual nos capacita a vivermos a vida de Jesus. A justia pela qual somos justificados imputada; a justia pela qual somos santificados comunicada. A primeira nosso ttulo para o Cu, a segunda, nossa aptido para ele. Ellen G. White, Manuscrito 113, de 1902. 9. Santificao O apstolo Paulo nos diz: Deus vos escolheu desde o princpio para a salvao, mediante a santificao do Esprito e a f na verdade; e para isso vos chamou pelo nosso evangelho, para alcanardes a glria de nosso Senhor Jesus Cristo (II Tess. 2:13 e 14). H dois pontos importantes a notar aqui: Um deles a salvao por meio da santificao, e o outro a obteno da glria de nosso Senhor Jesus Cristo. Qual essa glria que devemos alcanar? Ele nos chamou para alcanarmos "a glria" - o carter - "de nosso Senhor Jesus Cristo"; chamou-nos para ser "conformes imagem de Seu Filho". II Tess. 2:14; Romanos 8:29. 64 Paulo tambm faz referncia glria que em ns h de ser revelada(Romanos 8:18). Ser que a glria de Deus pode ser revelada em Seu povo? A Palavra de Deus garante ser isso totalmente possvel e que devemos crer naquilo que Deus diz, pois Ele sabe melhor do que ningum o que pode fazer por ns. A questo que surge naturalmente : Como receber o carter de Cristo? H muitas passagens bblicas atinentes a isso. 10. J estou crucificado com Cristo; e vivo, no mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na f do Filho de Deus, o qual me amou, e Se entregou por mim. (Gl. 2:20) imprescindvel que sejamos crucificados com Cristo, pois se no morrermos para o eu, Ele no pode viver Sua vida em ns. Sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com Ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de no servirmos mais ao pecado. Pois quem est morto est justificado do pecado. Ora, se j morremos com Cristo, cremos que tambm com Ele viveremos. (Romanos 6:6-8) Perceba que o velho homem no se torna fraco, no se torna enfermo, mas ele morre, e quando est morto, no mais serve ao pecado. Ns, que j estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? (Romanos 6:2) Assim tambm vs considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. No reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes s suas concupiscncias. (Romanos 6:11 e 12) Se fomos verdadeiramente justificados, morremos para o eu e o pecado, e 11. Ento o Esprito de Deus, mediante a f, produz uma nova vida na alma. Os pensamentos e desejos so postos em obedincia vontade de Cristo. O corao, o esprito, so novamente criados imagem daquele que opera em ns para sujeitar a Si mesmo todas as coisas. Ento a lei de Deus escrita na mente e no corao, e podemos dizer com Cristo: Deleito-Me em fazer a Tua vontade, Deus Meu. Sal. 40:8. Como podemos ver, os pensamentos, os desejos e a mente sero mudados. Devem os crentes despojar-se quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscncias do engano; e a vos renovar no esprito de vossa mente, e a vos revestir no novo homem que, segundo Deus, foi criado em verdadeira justia e santidade (Efsios 4:22-24) O velho homem deve ser despojado. Onde ele vive? Exatamente entre nossas orelhas. Portanto, h uma completa mudana de mente; a mente carnal descartada. Quando isso acontece, diz Paulo: A vs tambm, que outrora reis estranhos e inimigo