Justica brasileira

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<ul><li> 1. J. E. CarrEira alvim UM JUIZ NO OLHO DO FURACO </li></ul><p> 2. OPERAO HURRICANE Um Juiz no olho do Furaco Copyright 2011 by J. E. Carreira Alvim 1 edio Maio de 2011 Grafia atualizada segundo o Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009. Editor e Publisher Luiz Fernando Emediato Diretora Editorial Fernanda Emediato Produtora Editorial Renata da Silva Capa e Projeto Grfico Alan Maia Diagramao Kauan Sales Preparao Josias A. Andrade Reviso Hugo Almeida Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Alvim, J. E. Carreira Operao Hurricane : um juiz no olho do furaco / J. E. Carreira Alvim. So Paulo : Gerao Editorial, 2011. ISBN 978-85-61501-63-1 1. Alvim, Jos Eduardo Carreira 2. Corrupo Investigao 3. Corrupo judiciria - Brasil 4. Crime organizado 5. Escndalos 6. Injustia 7. Investigao criminal 8. Juzes Brasil 9. Mfia dos bingos 10. Memrias autobiogrficas I. Ttulo. 11-03950 CDD: 364.134 ndices para catlogo sistemtico 1. Brasil : Corrupo na Justia : Investigao : Relatos pessoais : Criminologia 364.134 gerao editorial Rua Gomes Freire, 225/229 Lapa CEP: 05075010 So Paulo SP Telefax.: (11) 32564444 Email: geracaoeditorial@geracaoeditorial.com.br www.geracaoeditorial.com.br 2011 Impresso no Brasil Printed in Brazil 3. d e d i c at r i a Aos operadores do Direito, que passivamente assistiram ao meu calvrio, para que conheam a verdade que est por detrs da farsa montada pelas instituies que deveriam zelar pela liberdade de cons- cincia de um juiz brasileiro; e Aos meus netos, que iluminaram minha vida, num momento em que mais precisei de luz, na esperana de que, quando tiverem discer- nimento, tomem conhecimento da trama judiciria que envolveu o seu av, ento desembargador do Tribunal Regional Federal da 2 Regio, e sintam orgulho da sua honra, dignidade e coragem, por no se ter acovardado no exerccio da sua nobre misso de fazer justia. o autor 4. 9 Sumrio Sumrio Captulo 1 QUEM O DESEMBARGADOR CARREIRA ALVIM Comeo de uma jornada.......................................................................................... 27 Exercitando uma vocao........................................................................................ 31 Comeo de uma vida............................................................................................... 32 Pavimentando um futuro......................................................................................... 33 Em busca de um sonho............................................................................................ 35 Chegada aoTribunal Federal.................................................................................... 36 Captulo 2 OS REAIS MOTIVOS DO FURACO Nuvens negras sobre oTribunal........................................................................ 41 Verdadeiros ventos do furaco.......................................................................... 46 Encontro de Buenos Aires................................................................................. 51 Grampos no gabinete do desembargador......................................................... 57 Suspeita de fraudes pela Polcia Federal............................................................ 64 Importncia do fato e da verso do fato........................................................... 66 Decises sobre o funcionamento de bingos noTribunal.................................. 70 Clima de campanha para a presidncia doTribunal.......................................... 77 Dia de eleio noTribunal................................................................................. 81 Indignao de um candidato............................................................................. 85 Dossi fantasma ou imaginrio......................................................................... 87 5. 10 J. E. Carreira Alvim Captulo 3 DO FURACO CARCERAGEM Chegada do furaco........................................................................................... 95 Furaco varre a minha casa............................................................................... 97 Deciframe ou te devoro.................................................................................... 99 Furaco sacode o Instituto de Pesquisa e Estudos Jurdicos........................... 102 Furaco chega casa de Itaipava..................................................................... 105 Preso sem exibio de mandado de priso..................................................... 107 Sete pecados capitais da deciso sobre a priso............................................. 110 Estopim do furaco:deciso em favor da Betec.............................................. 116 Extenso da deciso da Betec Abraplay e ReelToken................................ 126 Cronologia dos fatos corre contra o relgio................................................... 134 Captulo 4 OS MOVIMENTOS DO FURACO Rumo carceragem no Rio de Janeiro............................................................ 141 Chegada carceragem.................................................................................... 143 Exame de corpo de delito............................................................................... 145 Constrangimento nada legal............................................................................ 147 Surpresa na carceragem.................................................................................. 150 Necessidades fisiolgicas nada privadas......................................................... 151 Alta temperatura na carceragem..................................................................... 153 Chegada de uma guerreira ............................................................................. 155 Desembargador vencido pelo cansao........................................................... 157 Captulo 5 Os DESLOCAMENTOs DO FURACO Hora de deixar a carceragem no Rio de Janeiro.............................................. 163 Revista pessoal constrangedora...................................................................... 165 Partida para a carceragem de Braslia.............................................................. 166 Chegada ao purgatrio.................................................................................... 167 Priso nadaespecial...................................................................................... 169 Companheirismo na cela................................................................................ 170 Banheiro nada privado.................................................................................... 172 Problema de espao na cela............................................................................ 175 Carcereiros...................................................................................................... 177 Captulo 6 NO OLHO DO FURACO Execrvel julgamento pela mdia.................................................................... 183 Intimaes penais pela televiso..................................................................... 186 6. 11 Banhos de sol na carceragem.......................................................................... 187 Espiritualidade em alta.................................................................................... 189 Solidariedade no crcere................................................................................. 191 Portavoz dos presos........................................................................................ 194 Alarme falso na carceragem............................................................................ 196 Rbula da carceragem..................................................................................... 197 Visita inesperada nossa cela......................................................................... 199 Solidariedade que conforta............................................................................. 203 Dia de visitas................................................................................................... 204 Arrependimento de um delegado federal....................................................... 207 Terrorismo na carceragem.............................................................................. 210 Mercadinho na carceragem............................................................................. 212 Depoimentos dos indiciados........................................................................... 213 Noite maldormida........................................................................................... 215 Sada da carceragem........................................................................................ 216 Lembranas do crcere................................................................................... 220 Captulo 7 DEVOLTA VIDA Retorno ao Rio de Janeiro............................................................................... 225 Finalmente em casa......................................................................................... 227 Profecia de Coimbra........................................................................................ 228 Contas bancrias bloqueadas.......................................................................... 231 Chuva de mans.............................................................................................. 234 Sada de casa aps o furaco........................................................................... 235 Captulo 8 PROVAS MONTADAS PELA POLCIA FEDERAL Poder para prender sem fora para controlar................................................. 239 Montagem de uma farsa.................................................................................. 241 Desmontando a trama..................................................................................... 248 Percia da Polcia Federal em xeque................................................................ 251 Prova tcnica desmente a Polcia Federal....................................................... 253 Almoo que acabou indigesto......................................................................... 261 Igualdade na Justia uma miragem............................................................... 265 Captulo 9 OS DESDOBRAMENTOS DO FURACO Denncia que no se sustenta......................................................................... 271 De contrabando ilegalidade do jogo............................................................. 289 7. 12 J. E. Carreira Alvim O furaco na CPI do Grampo.......................................................................... 296 Advogados querem Polcia Federal controlada............................................... 300 Devassa fiscal na minha vida privada.............................................................. 303 Sofrimento por tabela..................................................................................... 305 Morre uma das vtimas do furaco.................................................................. 306 Caso Projac da Rede Globo deTeleviso......................................................... 309 Jornalismo tico ainda existe.......................................................................... 313 Quem esquece o passado condenase a repetilo............................................ 315 A tica para si e a tica para os outros............................................................ 318 Alerta aos magistrados brasileiros................................................................... 340 Profisso de f de um juiz............................................................................... 342 Crena na verdadeira justia........................................................................... 344 Herana para meus descendentes................................................................... 347 Captulo 10 ANEXO COM IMAGENS E PEAS IMPORTANTES Laudo pericial do professor doutor Ricardo Molina sobre as gravaes telefnicas feitas pela Polcia Federal............................... 351 Deciso na ntegra sobre a Betec.................................................................... 366 8. 13 N o dia 13 de abril de 2007, s 6 horas da manh, acordei com um telefonema de minha filha, que mal conseguia falar, e, em se guida, tocou com insistncia a campainha do apartamento. Minha mulher se levantou para ver do que se tratava, voltando assusta da e dizendo que a nossa casa estava tomada pela Polcia Federal. Levanteime surpreso, porque nunca tive nada a temer, e me deparei com a sala tomada por policiais federais armados com pesados fuzis e metralhadoras, como se eu fosse integrante de uma quadrilha dos mais perigosos traficantes dos morros do Rio de Janeiro. Quem estava no comando da operao era um delegado da Polcia Federal de Santa Catarina, que me exibiu um mandado de busca e apre enso com a assinatura do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, autorizandoo a fazer uma varredura na minha casa, em busca, segundo suas prprias palavras, de grandes quantias em dinheiro. O mandado que me foi exibido por esse delegado federal nada mais era que uma cpia mal xerografada dos originais, cuja assinatura, que seria do ministro Cezar Peluso, estava inteiramente ilegvel, o que me trouxe sria dvida sobre a sua autenticidade. Por isso, tentei contato com Sumrio apresentao 9. 14 J. E. Carreira Alvim os ministros que eu conhecia em Braslia, mas aqueles com os quais con segui falar mostraram receio de se intrometer numa investigao supervi sionada por um ministro do Supremo Tribunal Federal; e a soluo foi deixar que eles revistassem a minha casa, mesmo porque nada seria en contrado, como realmente no foi; e ela foi revirada pelo avesso. Pelo nmero de malotes pretos que os policiais federais traziam, supus que fossem levar a minha casa inteira, mas no as pretendidas grandes quantias em dinheiro, porque estas s existiam na sua imagi nao e na de quem mandou busclas. Eu tinha na minha casa apenas cinco mil reais meus e dois mil dla res da minha mulher, restantes de uma viagem internacional que fizra mos, pois iramos Frana no ms de maio, tendo ela passagem j comprada, viagem que acabou abortada pelo furaco. At ento, eu no sabia que seria preso, sendo toda a diligncia de busca e apreenso na minha casa feita sob a minha conduo, tendo os policiais federais que executaram a operao revistado tudo, abrindo livro por livro da minha biblioteca, na suposio de que l encontrariam as grandes quantidades de dinheiro de que andavam cata. Quando terminaram, os policiais federais passaram a recolher coisas sem a menor importncia, como cpias de minhas decises e acrdos, minhas coisas pessoais, como abotoaduras, joias da minha mulher, compradas antes de casarmos, e muita quinquilharia, porque afinal no queriam sair da minha casa com os sacos vazios; mas apesar disso a grande maioria saiu realmente vazia, porque o que tinha na minha casa era algo qu...</p>