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Download Jurisprudência do Tribunal de Contas (1º. Trimestre de ?· Praça Marquês de Pombal, 16 – 5º (Recepção)/6º…

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    www.rffadvogados.pt Praa Marqus de Pombal, 16 5 (Recepo)/6

    1250-163 Lisboa Portugal

    T: +351 215 915 220 F: +351 215 915 244

    contacto@rffadvogados.pt

    TAX & BUSINESS

    A presente Informao destina-se a ser distribuda entre Clientes e Colegas e a informao

    nela contida prestada de forma geral e abstracta. No deve servir de base para qualquer

    tomada de deciso sem assistncia profissional qualificada e dirigida ao caso concreto. O

    contedo desta Informao no pode ser reproduzido, no seu todo ou em parte, sem a

    expressa autorizao do editor. Caso deseje obter esclarecimentos adicionais sobre este

    assunto contacte contacto@rffadvogados.pt.

    ***

    Esta Informao enviada nos termos dos artigos 22. e 23. do Decreto-Lei n. 7/2004, de

    7 de Janeiro, relativa ao envio de correio electrnico no solicitado. Caso pretenda ser

    removido da nossa base de dados e evitar futuras comunicaes semelhantes, por favor

    envie um email com Remover para o endereo email newsletter@rffadvogados.com.

    01

    J U R I S P R U D N C I A D O T R I B U N A L D E C O N T A S ( 1 . T R I M E S T R E D E 2 0 1 5 )

    Best Lawyers - "Tax Lawyer of the Year" 2014

    Legal 500 Band 1 Tax Portuguese Law Firm 2013

    International Tax Review "Best European Newcomer" (shortlisted) 2013

    Chambers & Partners Band 1 RFF Leading Individual 2013

    Whos Who Legal RFF Corporate Tax Adviser of the Year 2013

    IBFD Tax Correspondents Portugal, Angola and Mozambique

    Pretende-se, com a presente

    Informao, apresentar uma sntese dos

    principais Acrdos proferidos pelo

    Tribunal de Contas semelhana do

    que fazemos em relao s decises do

    Centro de Arbitragem Administrativa e

    tambm do Tribunal de Justia da Unio

    Europeia , descrevendo os factos, a

    apreciao do Tribunal, a respectiva

    deciso e analisando, ainda, qual o

    impacto que a mesma pode ter na

    determinao das condutas a adoptar

    pela Administrao Pblica.

    Mantm-se, assim, as informaes

    peridicas tambm em matrias de

    Finanas Pblicas e de Direito Financeiro

    e Oramental e Contabilidade Pblica.

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    02

    1.1.1.1.

    Nmero do Acrdo:Nmero do Acrdo:Nmero do Acrdo:Nmero do Acrdo: 01/2015-13.JAN-1. S/SS

    Data:Data:Data:Data: 13 de Janeiro de 2015

    Nmero Nmero Nmero Nmero do processo:do processo:do processo:do processo: 2378/2014

    Assunto:Assunto:Assunto:Assunto: Contratao Pblica Aquisio de Servios Adjudicao directa Fiscalizao

    Prvia - Visto

    FactosFactosFactosFactos

    O Instituto de Gesto Financeira da Segurana Social, IP (doravante designado por IGFSS)

    remeteu, para fiscalizao prvia, um contrato para aquisio de servios de cobrana

    postal das contribuies devidas Segurana Social dos trabalhadores independentes,

    domsticos e por seguro social voluntrio, celebrado com os CTT Correios de Portugal,

    SA (doravante designado por os CTT), e, bem assim, com o Instituto de Informtica, em

    28 de Novembro de 2014, com o valor global estimado de 1.343.842,92, a que acresce o

    IVA taxa legal aplicvel.

    A aquisio de servios em que se traduziu o contrato celebrado pelo IGFSS com os CTT (e

    o Instituto de Informtica) foi objecto de adjudicao directa, sem observncia do disposto

    nos regimes de contratao pblica constantes da parte II do Cdigo dos Contratos

    Pblicos (CCP).

    Foi feito convite aos CTT para apresentao da respectiva proposta, tendo a mesma sido

    apresentada em 10 de Novembro de 2014.

    A autorizao da aquisio dos servios e a aprovao do convite foram dadas por

    despacho do Presidente do Conselho Directivo do IGFSS, de 04 de Novembro e ratificadas

    por este Conselho em 06 de Novembro de 2014.

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    03

    Apreciao do TribunalApreciao do TribunalApreciao do TribunalApreciao do Tribunal

    Em face dos factos mencionados, o Tribunal analisou duas questes, relevantes para a

    admissibilidade da adjudicao directa operada, que se prendem com:

    a) Saber se os CTT so um entidade adjudicante, em virtude de beneficiarem de um direito

    exclusivo de prestar o servio a adquirir, atribudo nos termos da lei;

    b) Saber se o objecto do contrato sujeito a fiscalizao prvia se integra, ou no, em

    direitos especiais ou exclusivos reconhecidos aos CTT.

    O Tribunal defende que s um procedimento pr-contratual vinculado a uma dimenso

    concorrencial efectiva, pode conduzir obteno das melhores propostas, para satisfao

    dos interesses pblicos e, nestes, dos interesses financeiros pblicos.

    Por esse motivo, a excluso da observncia do disposto na Parte II do CCP que regula os

    procedimentos para a formao de contratos pblicos na formao de contratos de

    natureza excepcional e, como tal, assente em requisitos legais taxativos, devendo os

    mesmos ser alvo de interpretao caso a caso, conforme feito pelo Douto Tribunal de

    Contas.

    Por referncia ao mencionado CCP e, bem assim, respectiva aplicao, que permite a

    excluso da contratao s regras previstas na Parte II deste cdigo, exige-se que todos os

    elementos da sua previso se verifiquem: (i) o contrato seja celebrado com uma entidade,

    que seja ela prpria uma entidade adjudicante, em virtude de beneficiarem de um direito

    exclusivo de prestar um servio e, de o servio a adquirir no caso concreto se integrar

    nesse direito exclusivo, sendo compatvel com as normas e os princpios constitucionais e

    comunitrios aplicveis.

    Questionado o IGFSS sobre as razes que permitiram considerar estar a aquisio de

    servios ora em anlise excluda da observncia do disposto na Parte II do CCP, respondeu

    aquela entidade, invocando o CCP, que Os CTT () consistem num canal de arrecadao

    de receita nico para as populaes alvo dos servios, () que no possuem acesso a

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    04

    outros meios de pagamento alternativos em todo o pas, uma vez que os utilizadores no

    esto obrigados a possuir conta bancria, pelo que o referido canal se demonstra essencial

    e exclusivo para o efeito.

    Relativamente primeira questo, e luz do Cdigo da contratao pblica, os CTT sero

    uma entidade adjudicante. Contudo, faz-se depender tal qualificao, de entre vrios

    pressupostos, reserva de exerccio de actividade de servio postal.

    Deduz pois o Tribunal que no exerccio dessas actividades de servio postal, gozando de

    direitos especiais ou exclusivos, que os CTT so entidade adjudicante.

    Para esclarecer tal questo, importa apelar ao disposto na Lei n. 17/2012, de 26 de Abril,

    que, ao estabelecer o regime jurdico aplicvel prestao de servios postais, determina

    que a CTT - Correios de Portugal, S. A., , em territrio nacional () prestadora exclusiva

    das actividades e servios (...) por razes de ordem e segurana pblica ou de interesse

    geral (...).

    A lei reserva, portanto, para os CTT, at 31 de Dezembro de 2020, o servio postal

    universal em Portugal e outras actividades e servios por razes de ordem e segurana

    pblica ou de interesse geral.

    No que concerne segunda questo, refere o Tribunal (alicerado na referida Lei n.

    17/2012, de 26 de Abril) que o servio postal universal consiste na oferta de servios

    postais, disponvel de forma permanente em todo o territrio nacional, a preos acessveis

    a todos os utilizadores, visando as necessidades de comunicao da populao e das

    actividades econmicas e sociais.

    Definindo-se, ainda, os servios postais como a aceitao, tratamento, transporte e

    distribuio de envios postais.

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    05

    Conclui ento o Tribunal, que os servios que constituem objecto do contrato submetido

    respectiva apreciao, no se integram no servio postal universal de que os CTT so

    beneficirios exclusivos. So sim, servios relacionados com a cobrana de contribuies

    Segurana Social feitos atravs dos servios financeiros dos CTT que funcionaro como

    banco de apoio dos servios para a arrecadao da cobrana das contribuies.

    O Tribunal conclui ainda no se descortinarem razes para considerar que os servios que

    se vo adquirir pelo contrato tenham de ser directamente adjudicados aos CTT por razes

    de ordem e segurana pblica, em virtude de os cuidados que no contrato se revelam no

    sentido de se criarem condies de segurana na recolha, conservao e comunicao de

    informaes relativas aos cidados contribuintes podem ser consagradas em contratos

    com qualquer outro adjudicatrio.

    Aps anlise, pelo Tribunal, das questes acima identificadas, este conclui que, para alm

    de os servios em causa no se relacionarem com o servio postal universal, no v o

    Tribunal razes para que a sua aquisio no tenha de observar rigorosamente os

    princpios basilares da contratao pblica consagrados no direito comunitrio, e tambm

    assumidos na or

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