Jun. / dez | 2012

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  • O IIII Congresso Brasileiro do Cacau, realizado de 11 a 14 de novembro de 2012 no Centro de Convenes Lus Eduardo Magalhes, em Ilhus, Bahia, contou com a presena de 966 participantes, entre produtores rurais, extensionistas, pesqui-sadores, profissionais liberais ligados cadeia produtiva do ca-cau e estudantes universitrios de graduao e ps-graduao.

    O evento foi promovido pelo Ministrio da Agricultura Pecuria e Abastecimento, atravs da Ceplac, alm da Uni-versidade Estadual de Santa Cruz e Mars Cacau, e apoio do governo do Estado da Bahia, Seagri, Sebrae, CAR, Banco do Nordeste, dentre outras organizaes pblicas e privadas.

    Nas exposies tcnicas foram apresentados seis painis, merecendo destaque para o Cultivo intensivo do cacaueiro, com apresentao de casos de sucesso na Malsia e Equa-dor; a conferncia sobre A economia global e sustentabilidade do mercado de cacau; as Tecnologias de manejo do cacaueiro; a Qualidade e certificao do cacau; e as Estratgias para o manejo integrado das doenas do cacaueiro, enfatizando a experincia brasileira com o controle da vassoura-de-bruxa, e da Costa Rica e Equador com a monilase.

    A Ceplac tambm apresentou o plano estratgico que vem sendo implementado visando ao Melhoramento gen-tico do cacaueiro no curto e mdio prazos. Os temas: Impac-to da mo-de-obra sobre o presente e futuro da cacauicultura, e a Anlise da competitividade do cacau nos principais pases produ-tores foram debatidos com ampla participao do pblico.

    Houve grande interesse nos temas Mecanizao do benefi-ciamento e secagem do cacau e Tecnologia nacional para processa-mento de cacau e chocolate. No painel sobre sustentabilidade

    Abertura do III Congresso Brasileiro do Cacau

    Helinton Rocha

    Ceplac tem novo diretor geral

    Congresso do Cacau discutiu programa internacional

    de pesquisa em Monilase

    III CBC homenageia grandes nomes da cacauicultura

    MARS quer cacaucom certificao

    de sustentabilidade

    Engenheiro agrnomo, fun-cionrio de carreira do Minis-trio da Agricultura h 31 anos, Helinton Jos Rocha o novo diretor geral da Ceplac, em subs-tituio ao Dr. Jay Wallace Mota. Rocha foi empossado no cargo pelo Ministro Mendes Ribeiro e j cumpriu extensa agenda par-ticipando de eventos e reunies nos estados produtores de cacau.

    Na Bahia, Helinton Rocha

    participou do III Congresso Bra-sileiro do Cacau em Ilhus e fez a primeira reunio com superin-tendentes e dirigentes estaduais de unidades da Ceplac. Rocha afirma no ser especialista em cacau, mas diz que em seus l-timos 15 anos vem se dedicando ao tema desenvolvimento rural sustentvel.

    Veja seu pronunciamento na abertura do III CBC, na pg. 3.

    Congresso aponta caminhos para a cacauicultura brasileira

    foi mostrada a Importncia da cacauicultura como instru-mento gerador de ativos e prestador de servios ambientais, sendo destacada a importncia da cabruca na conser-vao produtiva da Mata Atlntica, alm dos sistemas agroecolgicos e agroflorestais.

    A Agricultura Familiar no Cacau marcou presena no Congresso, sendo mostradas experincias de suces-so no plantio, verticalizao da produo e acesso s polticas pblicas. O painel foi realizado concomitan-temente s palestras tcnicas e contou com a partici-pao de 150 agricultores, alm de representantes do Mapa/Ceplac, Ministrio do Desenvolvimento Agr-rio, Companhia de Desenvolvimento e Ao Regional, Secretaria de Agricultura, Pecuria e Abastecimento da

    Bahia e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agro-pecurio.

    A programao foi concluda com as discusses sobre O papel das instituies pblicas para o desenvol-vimento da cacauicultura brasileira e coleta de suges-tes para elaborao da Carta de Ilhus, documento que aponta desafios a serem superados e oportuni-dades a serem aproveitadas pela cadeia produtiva do cacau. O documento ser encaminhado aos ca-nais competentes. Em paralelo foi realizada uma fei-ra com 42 expositores de produtos e servios para o agronegcio cacau, alm de instituies governa-mentais e no governamentais ligadas cacauicul-tura que divulgaram seus trabalhos.

    l Pg. 12

    Carta de Ilhus

    l Pg. 4

    l Pg. 6

    l Pg. 6

    um documento para reflexo e ao

  • Frases do III Congresso Brasileiro do Cacau

    InformatIvo do maPa/CePlaC Para as regIes Produtoras de CaCau da BahIa

    PgIna 2edio 08 Jun. / dez | 2012

    Este jornalO Jornal do Cacau, nesta oitava edio, prioriza a cober-

    tura do III Congresso Brasileiro do Cacau, um importante evento promovido pela Ceplac e instituies parceiras, o qual contou com 966 participantes reunidos na cidade de Ilhus, visando discutir os principais avanos tecnolgicos da cultura do cacau, alm de temas significativos relacionados Cadeia Produtiva.

    Este nmero aborda os temas apresentados pelos pales-trantes que apontaram caminhos para a cacauicultura brasilei-ra, enfatizando assuntos relevantes como a viso de futuro do mercado, o cultivo do cacaueiro com manejo intensivo, qua-lidade e certificao, impacto do custo da mo de obra sobre a rentabilidade da lavoura, mecanizao, agregao de valor, alm de importantes discusses sobre a sustentabilidade.

    O jornal apresenta o primeiro pronunciamento pblico do Diretor da Ceplac, Helinton Jos da Rocha, mostrando o seu compromisso em contribuir para que a instituio intera-ja com os diferentes segmentos da cadeia produtiva visando resolver questes importantes para a cacauicultura. Traz tam-bm meno da Frente Parlamentar Mista da Fruticultura, as-segurando o apoio poltico para as demandas do setor.

    Duas matrias retratam os esforos governamentais nas esferas federal e estadual visando ao desenvolvimento da agricultura familiar e o reflexo desse trabalho mostrado nos casos de sucesso apresentados no congresso.

    A matria sobre cooperativismo mostra o compromisso do Ministrio da Agricultura Pecuria e Abastecimento (Mapa), atravs do Denacoop, de fortalecer as cooperativas do sul da Bahia, facilitando o acesso s polticas destinadas ao setor. H tambm uma abordagem sobre a participao do Mapa/Ce-plac no Salo do Chocolate de Paris e a perspectiva de desen-volvimento de pesquisas sobre ps-colheita e industrializa-o do cacau com o Cirad da Frana e Sociedade Fraunhofen da Alemanha.

    Um marco do reconhecimento da nossa sociedade a per-sonalidades que muito contriburam para o desenvolvimento das regies produtoras de cacau foi a homenagem in memo-riam feita a Jos Haroldo de Castro Vieira, Paulo de Tarso Al-vim e Frederico Monteiro lvares-Afonso. Do mesmo modo, se reverenciou a memria de Humberto Salomo Mafuz, um dos cones do sindicalismo da cacauicultura brasileira. Mil-ton Jos da Conceio foi homenageado pelo reconhecimento ao seu trabalho como extensionista observador, estudioso e dedicado s solues tecnolgicas para a lavoura do cacau. Tambm foram homenageados o Grupo Lembrance e o ca-cauicultor Pedro Magalhes por serem referncia da classe produtora na busca persistente pela inovao tecnolgica.

    Ministro da Agricultura, Pecuria e Abastecimento: Mendes Ribeiro FilhoDiretor Geral da Ceplac: Helinton Jos RochaCoordenadoria Geral de Administrao e Finanas: Antonio Siqueira AssreuyCoordenador Geral Tcnico Cientfico: Edmir Celestino FerrazCoordenador de Gesto Estratgica: Elieser Barros Correia

    Superintendente-BA: Juvenal Maynart CunhaChefe do Centro de Extenso: Srgio Murilo MenezesChefe do Centro de Pesquisas do Cacau: Adonias de Castro Virgens Filho

    Comunicao e Marketing/Sueba: Roberta OliveiraEditoria geral: Raimundo NogueiraRedao: R. Nogueira, Domingos Matos, Zenilda Arajo e Jos Carlos PeixotoReportagem: Luiz Fernando de Deus e J. HamiltonFotografia: Jorge Conceio, Luiz Alberto Alves, Wildes Cabral e guido FerreiraTiragem: 8.000 exemplares

    Endereo: Ceplac/Cenex km 22 Rod. Ilhus-Itabuna

    Matrias podem ser reproduzidas desde que citada a fonteAcesse a todos os nmeros j publicados deste jornal pelo site:

    www.ceplac.gov.brEntre em contato conosco atravs do E-mail:

    jornaldocacau@ceplac.gov.br

    InFoRMATIvo Do MAPA/CEPlAC PARA ASREGIES PRoDuToRAS DE CACAu DA BAhIA

    EDITORIAL

    Com o aumento da demanda mundial por chocolate, especialmente na sia impulsionada pela ndia, onde o crescimento chegou a 33% em 2011, e pela China, com 13% o mercado poder ter dficit de 1 milho de toneladas na oferta de cacau at 2020

    neste cenrio desafiador, dessa sociedade, dos nossos parceiros e, acima de tudo, deste corpo profissional que tanto respondeu nesses 55 anos de Ceplac sociedade regional, que vai ser dada mais essa grande virada.

    Se ns no conseguirmos renovar a cacauicultura baiana, ser penoso, mas tenho convico que ela se reconstituir em novas bases mesmo que s nos reste um s p de cacau.

    O endividamento dos produtores um gargalo que precisa e vai ser resolvido, mas bem analisado o momento da cacauicultura

    bastante promissor.

    A mesma sociedade que exige a produo sustentvel na agricultura, com a preservao do meio ambiente, deve se responsabilizar em pagar um pouco mais por isso.

    O modo cabruca de produzir cacau um valor cultural de nossa regio.

    Esta regio precisa de unio. As lideranas precisam de um discurso comum, superar as divergncias, para um programa amplo para a cacauicultura ser discutido e poder evoluir mais.

    Vamos separar as dvidas dos produtores de um lado e as do Pesa de outro, para no misturar, e vamos trabalhar em Braslia para resolver estas duas questes.

    Juvenal maynartSuperintendente da Ceplac/BA

    geraldo simesDeputado Federal-PT/BA

    guilherme galvoPresidente da Associao dos Produtores de Cacau

    A Ceplac lutou solidria com

    as dificuldades dos produtores e se reergue junto, solidria com o

    produtor.

    adonias de Castro virgensChefe do Centro de Pesquisas do Cacau

    gerardo fontelesDirigente do Ministrio da

    Agricultura

    adlia Pinheiro Reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz

    eduardo sallesSecretrio de Agricultura do Estado da Bahia

    Wallace setentaCo-autor do livro

    Conservao Produtiva Cacau por mais 250 anos

    A cadeia do cacau tem um

    capital humano extraordinrio

    que deve ser potencializado.

    helinton rochaDiretor geral da Ceplac

    martin gilmourMARS Cacau - Inglaterra

  • Saudao a todos. uma honra muito grande estar aqui, neste III Congresso, cum-primentando as autoridades, componentes da mesa e congressistas. Quero agradecer em nome desta instituio maravilhosa que a Ceplac, a distino da presena de cada um dos senhores, de cada um agricultor; isso aqui no uma iniciativa s nossa mas de toda a regio e da cacauicultura brasileira, com importante colaborao internacional.

    Eu sou o nico servidor pblico de mi-nha famlia de pequenos produtores rurais em pecuria no Mato Grosso do Sul, regio do Pantanal. Tenho 31 anos no Ministrio da Agricultura, sou engenheiro-agrnomo formando em Botucatu e o desenvolvimen-to rural agropecurio sustentvel uma rea que vem tomando boa parte da minha carreira nos ltimos 15 anos. No sou espe-cialista em cacau, tenho trabalhado muito na questo do desenvolvimento rural.

    ...A Rio+20 trouxe uma nova viso, foi a

    vitria da parte humanstica do desenvol-vimento sustentvel. O desenvolvimento sustentvel a partir da Rio+20 no nem de longe um movimento puramente am-bientalista. O centro do desenvolvimento sustentvel o homem, o bem-estar de sua famlia, a sade, a educao dos filhos e especialmente a sucesso. Ns s teremos uma agricultura e uma cacauicultura bem sucedidas a partir do momento em que os filhos dos produtores rurais queiram ficar onde esto; que tenham orgulho de ser her-deiros, queiram dar continuidade ao traba-lho de seus pais e de seus avs e hoje isto uma coisa rara no Brasil.

    O conceito de desenvolvimento susten-tvel interessante quando comea a pensar que ns temos sim que fazer com que as coi-sas sejam produtivas, eficazes, ter volume de produo, ter estabilidade ao longo do tem-po, evitar que se crie uma dvida, um pas-sivo trabalhista ou ambiental para o futuro. Cultivar bem cultivado faz toda a diferena.

    Um outro ponto que temos trabalhado muito pouco no Brasil a questo da dis-tribuio dos benefcios. A cadeia gera um cacau orgnico com alta cotao no merca-do, mas quanto est ganhando aquele pro-dutor de cacau? Ser que o benefcio est sendo distribudo de forma justa a partir dos consumidores, passando por distribui-dores e industriais? Quanto que realmen-te chegou ao bolso e na economia daquela

    famlia que produziu o cacau?Eu acho que o conceito de

    desenvolvimento sustentvel precisa ser exercitado nessa ti-ca. Na tica de que sem o ho-mem, sem o capital humano, sem o desenvolvimento justo ns no vamos a lugar nenhum. Tambm no possvel pegar uma populao de um determi-nado lugar e colocar para fazer cacau cabruca no Japo ou no Pantanal. No assim, porque estamos falando em capital hu-mano. E o capital humano so os professores, pesquisadores, a comunidade universitria, das caractersticas polticas, das lideranas dos produtores, dos produtores e trabalhado-res, do conhecimento de cada um, a soma disso que d a cacauicultura. A espcie ca-cau passiva nesse jogo, quem tem a gover-nana do sistema somos ns, no podemos pedir a outros pases para resolver nossos problemas. Somos ns que vamos resolver.

    E nesse sentido a inovao importante e tenho trabalhado nisso, no desenvolvi-mento da poltica nacional de biotecnologia, CNPq, Instituto Nacional de Desenvolvi-mento e Pesquisas Tecnolgicas e tenho vis-to que temos publicado muito, mas temos inovado pouco. Sem dar solues prticas para os problemas prticos da agricultura e isso ns vamos focar cada vez mais. Qual a pauta de desenvolvimento tecnolgico que ns queremos para a cacauicultura?

    Ns temos que buscar um portflio importante de solues para os problemas prticos da cacauicultura e nesse sentido ns no estamos na estaca zero. Ns j te-mos muitos bons pesquisadores na Ceplac, muitos intelectuais em outros rgos, mui-tas cabeas nas universidades, na Embra-pa, num sistema que se auto-alimenta e que pode somar grandeza de um debate como esse daqui.

    Ns estamos participando agora de um debate, provocado pela Presidncia da Repblica, que a da Assistncia e Extenso Rural-ATER. No lanamento do Plano Safra tanto da agricultura comercial quanto da agricultura familiar, a Presi-dente Dilma Roussef tocou nesse assunto e ela quer a proposio de uma reorga-nizao estratgica, num conceito moder-no, enxuto, que d assistncia tcnica e

    extenso rural os instrumentos para cum-prir as polticas pblicas dependentes da assistncia tcnica.

    A Ceplac tem uma experincia impor-tante do ponto de vista operacional em ATER que pode nos orientar, participou de um grupo de trabalho para a formulao dessa idia e pode dar e tem dado grande colaborao nesse sentido. Recentemente tivemos debates na Cmara e no Senado so-bre o tema com a participao da Cmara Setorial da Agricultura num trabalho srio que pode trazer resultados fantsticos para a agricultura brasileira.

    A Ceplac tem participado ativamente junto com as lideranas, produtores, num trabalho importante de ouvir a todos para aperfeioar projetos que gerem unidade de propostas na cadeia produtiva do cacau, porque ningum est disposto a apoiar um setor da economia, por mais importante que seja, se guarda divergncias de toda ordem, s vezes at no plano pessoal. Ns precisamos de unidade e de entendimento entre as lideranas que esto postas.

    Talvez por esta razo tenham trazido para a direo da Ceplac quase que um extraterrestre, que sou eu, para tentar um termo mdio de entendimento na cadeia produtiva, que permita resolver questes importantes para o desenvolvimento das regies produtoras de cacau.

    Agradeo a cada um dos senhores pelo poder de liderana que tm e pela presen-a nesse congresso e convido a todos para colaborar para que a Carta de Ilhus seja a mais consistente da histria da cacaui-cultura e que ns possamos valorizar cada dia mais esse grande capital humano en-volvido na cadeira produtiva do cacau.

    A histria desse Congresso consagra a prpria histria da regio cacaueira, que formada por desafios, oportunidades, con-flitos e solues.

    O congresso foi realizado no momento em que as regies cacaueiras vivem uma das suas mais srias crises. Essa crise est instalada especialmente no sul da Bahia e at hoje, em que pesem todos os esforos, ainda no conseguimos reverter esse qua-dro que nos levou pobreza e agravou os problemas sociais, mas o esprito empre-endedor da nossa sociedade, que j elevou o Brasil condio de segundo produtor mundial de cacau, haver de dar a volta por cima. E que todos, juntos, possamos, com uma ao protagonizada pelo Produtor de

    cacau, reconquistar para o Brasil o seu lugar de importncia no cenrio mundial.

    Muitas instituies alcanaram o apogeu, o ocaso e se debilitaram. A Ceplac sofreu jun-to com o produtor e haver de se revitalizar,

    soerguendo solidria com o produtor.Temos a convico de que esse evento

    faz renascer a esperana e nos leva para casa com muita motivao. Quando isolados so-mos pequenos para reverter os problemas, mas quando somamos os esforos, temos a certeza de que podemos vencer os desafios. Por isso acreditamos que esse Congresso um marco para que se desenvolvam ini-ciativas visando a retomada do desenvolvi-mento da cacauicultura brasileira.

    Ns escrevemos mais uma bela pgina na histria e temos a certeza de ter contribu-do para motivar a sociedade do cacau e cer-tamente quando voltarmos a realizar outro Congresso Brasileiro na Bahia, o faremos comemorando grandes resultados.

    InformatIvo do maPa/CePlaC Para as regIes Produtoras de CaCau da BahIa

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    ateno especial

    para o cacau

    III CBC Pronunciamento do Dr. Helington Rocha - Diretor Geral da Ceplac:

    (Pronunciamento do chefe do Centro de Pesquisas do Cacau, Adonias de Castro Virgens Filho, no encerramento do III Congresso Brasileiro do Cacau).

    A Frente parlamentar Mista da Fruticultura tem como prin-cipal objetivo atender e apoiar as demandas polticas da fruti-cultura brasileira. Neste contex-to a cacauicultura figura como uma das atividades que mere-cem uma ateno especial desta frente, tendo em vista a sua im-portncia socioeconmica e am-biental para o agronegcio bra-sileiro e a difcil situao vivida pela cadeia produtiva do cacau, aps o advento da vassoura-de--bruxa que provocou e vem pro-vocando grandes impactos eco-nmicos e sociais negativos para as regies produtoras do Brasil.

    A FPMF espera apoiar junto com os 311 Deputados e 17 Sena-dores que a compem, todas as iniciativas oriundas dos produto-res e de suas entidades represen-tativas no sentido de alavancar a reestruturao da cadeia produ-tiva do cacau apoiando dentro do Congresso Nacional e Senado Federal aes voltadas Pesqui-sa, Desenvolvimento e Inovao, Assistncia Tcnica, Defesa Fi-tossanitria, Governana da Ca-deia, Endividamento, Marketing e Promoo, Questes Ambien-tais, dentre outras.

    A Carta de Ilhus como do-cumento que pretende elencar aes desejveis e polticas p-blicas para a cacauicultura e que poderiam nortear o rumo desta cultura pelos prximos 20 anos, certamente ter o apoio desta FPMF para operacionalizao poltica dos pontos ali elencados como prioridade para a cacaui-cultura brasileira.

    Deputado Antonio Balhmann (PSB-CE) Presidente da Frente parlamentar Mista da Fruticultura

    Frente parlamentarMista da Fruticultura: Capital humano como valor maior

    Congresso consagra a histria de nossa regio

    Adonias Castro: f na recuperao do cacau e da regio

    Diretor geral da Ceplac, Helinton Rocha

  • InformatIvo do maPa/CePlaC Para as regIes Produtoras de CaCau da BahIa

    PgIna 4edio 08 Jun. / dez | 2012

    Homenagem a grandes nomes da cacauiculturaO III Congresso Brasileiro do Cacau re-

    servou um momento para reverncia e gra-tido a personalidades com papel relevante pela dedicao e capacidade de realizao em benefcio da cacauicultura brasileira.

    Jos Haroldo de Castro Vieira foi ho-menageado pelos grandes servios pres-tados s regies produtoras de cacau do Brasil. Paulo de Tarso Alvim pelo legado deixado para a cincia do cacau tendo, in-clusive, criado o Centro de Pesquisas do Cacau. Frederico Monteiro lvares-Afon-so pela sua obra no desenvolvimento da cacauicultura da Amaznia. Humberto Salomo Mafuz foi uma liderana incon-testvel e reconhecida como uma das vo-zes firmes e decididas em defesa dos in-teresses da lavoura cacaueira. Eles foram homenageados in memoriam.

    O produtor rural Pedro Magalhes teve o reconhecimento pela busca da inovao com sustentabilidade e nfase na qualidade; o Grupo Lembrance foi homenageado pelo uso de tecnologia de vanguarda e os bons resultados alcanados e o extensionista Mil-ton Jos da Conceio foi reconhecido como exemplo de dedicao e competncia no tra-balho de extenso rural, sendo uma refern-cia para a classe dos extensionistas.

    Frederico Monteirolvares-Afonso

    Jos Haroldo Castro Vieira

    Pedro Magalhes

    Milton Jos da Conceio

    Humberto Salomo Mafuz

    Paulo de Tarso Alvim

    Ministrio da Agricultura quer benefcios doDenacoop para cooperativas do sul da Bahia

    O coordenador de cooperativismo do Ministrio da Agricultura Pecuria e Abastecimento-MAPA, engenheiro--agrnomo Kleber Santos, fez palestra para dirigentes e tcnicos de 31 coope-rativas do Sul da Bahia em recente En-contro Tcnico de Cooperativismo que teve o objetivo de aproximar o Depar-tamento de Cooperativismo e Associa-tivismo-Denacoop, ligado Secretaria de Desenvolvimento Agropecurio e Cooperativismo (SDC) do MAPA, das cooperativas do sul da Bahia e apontar caminhos para que estas entidades vol-tadas para a organizao dos produto-res rurais tirem o mximo proveito das polticas pblicas do governo federal destinadas ao setor.

    O evento foi promovido pelo Cen-tro de Extenso da Ceplac e realiza-do no auditrio da Ceplac em Ilhus, registrando-se a presena de 140 tcni-cos e diretores de cooperativas, alm de dirigentes do MAPA, da Ceplac e da Companhia de Desenvolvimento e Ao Regional - CAR, instituio do governo do Estado da Bahia.

    Cinco cooperativas representativas da atividade cooperativista na regio - Coopag, Coofasulba, Cooafba, Coofa-va e Coopatan - fizeram apresentaes de suas estruturas, reas de atuao, produtos e servios, resultados e de-mandas, seguidas da palestra do coor-denador de cooperativismo do MAPA, Kleber Santos, sobre estrutura, funcio-namento e programas do Denacoop, alm das aes do Ministrio durante o Ano Internacional das Cooperativas,

    quando informou que o Mapa ampliou em 2012 a disponibilidade de recursos e limites de financiamento para o setor para R$ 5 bilhes.

    Cooperativismo em expanso - Os dirigentes de cooperativas registraram o crescimento de suas entidades com ampliao do quadro de associados. Ana Paula, Presidente da Coopag, no municpio de Gandu, observou que a maior procura pelas cooperativas em funo da credibilidade e da con-fiana dos produtores num mecanismo de organizao que vem sendo cada vez melhor administrado, prestando servios efetivos. Jos Alves dos San-tos, presidente da Coofava, de Valena, apontou o cooperativismo como fator dinamizador e estabilizador das eco-

    nomias regionais, citando exemplos em que produtos atingidos por crises foram compensados com rendimentos em outros cultivos, alm da comercia-lizao feita com vantagens crescentes pela obteno de melhores preos de seus produtos no mercado.

    Demandas - As principais deman-das citadas pelos dirigentes de coope-rativas esto ligadas ao financiamento de capital de giro, assistncia tcnica, cursos de capacitao em gesto de co-operativas e de produo para elevar produtividade e renda dos associados.

    O coordenador do Denacoop exps os programas da entidade para serem conhecidos e acessados pelas coopera-tivas, com destaques para o ProfiCoop, que objetiva profissionalizar a gesto das cooperativas, o CooperGnero, que visa estimular a incluso da mulher e da famlia na construo da igualdade de gnero nas cooperativas, o InterA-gro, programa destinado a desenvolver aes de apoio organizao das ca-deias produtivas para ampliar a parti-cipao das cooperativas nos mercados e nos processos de agroindustrializa-o e o ProcoopJovem, com estmulo e promoo do cooperativismo junto juventude rural.

    Kleber Santos observou ao final da exposio das cooperativas que se pode identificar um potencial muito grande para a expanso do cooperativismo e seus benefcios no sul da Bahia, espe-cialmente se forem acionados o MAPA/Denacoop, o governo do Estado da Bahia e a Ceplac.

    Plano de ao mundial quer evitar dficit na oferta de cacau

    Os participantes da primeira Conferncia Mundial do Cacau, reunidos em Abidjan, ajus-taram neste final de novembro uma agenda global, destinada a evitar um futuro dficit na oferta de cacau, temido pela indstria.

    A agenda, divulgada no encerramento da conferncia, tem como objetivo garantir uma eco-nomia cacaueira sustentvel, mediante um pla-no de ao para dez anos, tanto na produo, quanto na indstria, nos governos e no consumo.

    No documento foi feito um apelo aos pases produtores para elaborarem e aplicarem planos de desenvolvimento da cacauicultura, com base em associaes entre os setores pblico e priva-do locais.

    Este tipo de plano nacional, bssola da eco-nomia cacaueira para um pas, deve ser formu-lado de maneira transparente e participativa com todas as partes, explicou durante entrevis-ta coletiva ao final do encontro Jean-Marc Anga, diretor-executivo da Organizao Internacional do Cacau (ICCO).

    Segundo Anga, trata-se de evitar um dficit estrutural da oferta com relao demanda nos prximos anos. A indstria teme o dficit por causa da forte e persistente demanda na Europa e Amrica do Norte - os dois maiores consumi-dores - e a plena expanso nos pases emergen-tes, como Brasil, ndia e China.

    O documento final preconiza que os planos nacionais devem tratar de transformar as ex-ploraes cacaueiras em empresas comerciais modernas, gerando renda equitativa, uma vez que muitos camponeses vivem na pobreza. A produtividade e a qualidade tambm devem aumentar mediante a modernizao de tcnicas e equipamentos, respeitando o meio ambiente.

    ABIDJAN, 23 Nov 2012 (AFP)

    Kleber anotou demandas e disse que o Denacoop pode ajudar

  • InformatIvo do maPa/CePlaC Para as regIes Produtoras de CaCau da BahIa

    PgIna 5 edio 08Jun. / dez | 2012

    Agricultura familiar ter programa de recuperao da produo de cacau

    A definio de um programa interinstitucional para recuperao e ampliao da produo de cacau da agricultura familiar no sul da Bahia foi um dos resultados alcan-ados pelo III Congresso Brasileiro do Cacau III CBC.

    Em mesa redonda paralela ao programa do III CBC, representan-tes da Ceplac, Eliezer Correia, di-retor de gesto estratgica e Srgio Murilo Menezes, chefe do Centro de Extenso, e os representantes da Superintendncia de Agricul-tura Familiar do Estado da Bahia - Seagri/Suaf, Wilson Dias, Dele-gacia Federal do MDA na Bahia, Wellington Rezende, e da Compa-nhia de Desenvolvimento e Ao Regional - CAR, Vivaldo Mendon-a, definiram a realizao de aes conjuntas visando a recuperao da produo de cacau da agricultu-ra familiar atravs da ampliao da produtividade das reas de cacau j instaladas.

    O programa prev a distribui-o de mudas, feita pela parceria entre a Suaf e a CAR, fornecimento

    de sementes de cacau e de haste e clones de ltima gerao, por parte da Ceplac, e da distribuio de insu-mos calcrio, gesso e fertilizante , atravs da Suaf e da CAR, visando a implantao de reas demonstrati-vas na regio de SAFs ou de manejo de cacau clonado.

    As reas demonstrativas de SAFs sero implantadas nos Ter-ritrios do Baixo Sul, Litoral Sul e Territrio Mdio do Rio de Contas e em reas de manejo de cacau que estejam estabelecidas para mostrar a tecnologia que existe hoje em ma-nejo de reas clonais.

    Com recursos disponibiliza-dos pela Suaf, caber Ceplac fa-zer a capacitao de tcnicos das instituies que compem a rede estadual de ATER em moderni-zao da cacauicultura, incluin-do preparo de rea, formao de mudas, enxertia, tratos culturais, manejo integrado para controle de doenas, e capacitao no plan-tio e manejo de mudas clonais, da Biofbrica, aos tcnicos da rede estadual de ATER, com recursos

    disponibilizados pela Seagri/Suaf.Outros instrumentos - O progra-

    ma prev a formao de um comit integrado pela Ceplac, EBDA, Se-agri e superintendncias do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste para oferecer o crdito rural, espe-cificamente o Pronaf, com reduo da burocracia e ampliar o acesso dos agricultores s polticas pblicas que esto direcionadas para o meio rural.

    Alm disso, o programa de re-cuperao e aumento da produo de cacau da agricultura familiar do sul da Bahia desenvolver aes para estimular e apoiar o fortale-cimento da organizao produtiva junto s cooperativas e associaes, executar aes que visem capa-citao do produtor na gesto do imvel rural por ser esta uma das maiores deficincias verificadas na conduo da propriedade e im-plantar um programa de capacita-o em qualidade do cacau para respaldar a estratgia de agroin-dustrializao e ampliao do n-mero de fbricas de chocolate da agricultura familiar na regio.

    A apresentao de casos de empreendimentos agrco-las bem sucedidos desenvol-vidos por agricultores fami-liares de vrias regies com a orientao tcnica da Ce-plac prendeu a ateno dos 150 agricultores familiares que participaram do III Con-gresso Brasileiro do Cacau.

    O primeiro caso de suces-so foi apresentado pelo agri-cultor familiar Manoel Cos-me, proprietrio da Fazenda Tucum Mirim, na regio da Derradeira, no municpio de Valena, que fez uma de-monstrao dos resultados obtidos em sua rea de dois hectares de SAF, com plan-tios de cacau, banana, serin-gueira e cultivos alimentares. Trabalhando na recuperao de uma rea de solos degra-dados, Cosme implantou duas reas de SAF e j pagou o primeiro financiamento s com a venda da banana da terra. A primeira rea, hoje com seis anos de campo, est com o cacau produzindo, e as plantas de seringueira es-to entrando em sangria. So reas consideradas como re-ferncia da tecnologia de SAF recomendada pela Ceplac.

    A seguir o produtor de Mutupe, Marcos Mendes Melo, fez sua apresentao. Disse que ao participar de um curso de formao de jovem empreendedor rural ocorreu uma virada em sua vida. Hoje ele est com rea estabelecida de trs hectares de SAF e vive dessa ativi-dade, tendo ampliado o seu patrimnio, com a constru-o de casa, aquisio de um carro, acesso internet e dis-se que o curso de formao de jovem o fez incluir-se so-cialmente, abriu sua mente e, inclusive, alm da atividade produtiva est fazendo o curso de filosofia pela uni-versidade federal do Recn-

    cavo da Bahia.O produtor familiar C-

    lio Silva fez uma apresenta-o de como que esto os trabalhos e os resultados no lote de sua propriedade den-tro da associao dos pro-dutores agrcolas Unio e Trabalho, localizada no Vila Cachoeira, onde est instala-da uma rea demonstrativa de manejo de cacau clonado.

    Para encerrar a apresen-tao de casos de sucesso, dirigentes da Cooperativa dos Agricultores Familiares e Desenvolvimento Sustentvel da Regio Sul da BahiaCoo-fasulba fizeram uma expla-nao sobre os resultados obtidos em termos de cresci-mento, gerao de emprego e renda atravs da organizao social e produtiva dos agricul-tores familiares.

    A Coofasulba tem acesso ao Programa de Aquisio de Alimentos, o Programa de Alimentao Escolar, o Pro-grama de Formao de Esto-que, da Conab, e promove a verticalizao da produo atravs de recursos obtidos junto Superintendncia da Agricultura Familiar e CAR para processar a pro-duo de cacau dos associa-dos da cooperativa e trans-formar em achocolatados.

    A cooperativa venceu concorrncia atravs de edi-tal de chamada pblica reali-zada na regio metropolitana de Salvador e firmou conv-nio no valor de R$ 6 milhes para fornecer seus produtos merenda escolar. O prximo passo da entidade a forma-o de um corpo tcnico para acessar as polticas pblicas de assistncia tcnica do go-verno para prestar assistncia a seus cooperados.

    A Coofasulba apoiada pela Ceplac no processo de incubao agroindustrial para a produo de achocolatados.

    A fim de aperfeioar e adequar o perfil do servio de extenso rural prestado aos produtores ru-rais a novas demandas e desafios, o Centro de Extenso da Ceplac (Cenex) promoveu mudanas nas chefias dos escritrios locais nos municpios de Valena, Gandu e Uruuca.

    Em Valena assume a chefia do escritrio local o tcnico An-tonio Jorge Silva de Menezes em substituio a Geraldo Argolo, que se dedicar exclusivamente ao trabalho de assistncia tcnica junto a produtores e associaes para a expanso e consolidao dos Sistemas Agroflorestais. An-tonio Jorge egresso da Emarc e tem a misso de coordenar par-cerias institucionais da Ceplac com os atuais e novos parceiros como a CAR, Suaf, Seagri, MDA, Michellin, Agro Industrial Itu-ber e as Secretarias Municipais de Agricultura, para ampliar a implementao do programa de SAF na regio de Valena.

    Com este objetivo, foi amplia-da a equipe de tcnicos do escri-trio local com a chegada de mais trs agrnomos e dois tcnicos agrcolas vindos da Emarc para integrar a equipe do Escritrio da Ceplac em Valena.

    O Centro de Extenso tambm reforou a equipe local do escrit-rio de Uruuca com a chegada de mais cinco tcnicos e uma educa-dora. Aps discusses internas, a educadora Darci Ferreira Santana foi indicada para chefiar o escrit-rio em substituio a Walter Pas-choal dos Santos que ir desem-penhar funo tcnica na rea de modernizao da cacauicultura cuja demanda est crescente.

    Recm-chegada da Emarc Uruuca, Darci Ferreira Santana se incorporou equipe do Escrit-rio demonstrando capacidade de organizao e liderana. Apoiada pelos demais integrantes da equi-pe, foi escolhida para a chefia do escritrio, sendo a primeira mulher a assumir a chefia de um escritrio

    de extenso da Ceplac e pretende dar maior cunho pedaggico s aes de metodologia da extenso.

    A chefia do Escritrio Local de Gandu tem como novo res-ponsvel o Agente de Atividades Agropecurias Marcos Csar Leal Souza em substituio a Djal-ma Galvo dos Santos, tambm Agente de Atividades Agropecu-rias, eleito Vice Prefeito do mu-nicpio de Gandu, que, a partir do incio do ms de janeiro estar afastado para exerccio do cargo eletivo. O nome de Marcos para assumir essa Unidade, alm do perfil de excelente profissional, decorre da capacidade de articu-lao institucional que desenvol-ve junto comunidade.

    As indicaes das trs novas chefias das Unidades foram obje-to de discusses internas com as equipes locais, coordenadas pe-los chefes dos Ncleos Regionais, utilizando o princpio democrti-co, cabendo chefia do Cenex a aprovao e homologao.

    Agricultura familiar: casos de sucesso no III

    Congresso do Cacau

    Cenex faz mudanas em chefias de escritrios locais

    Agricultores familiares conheceram casos de sucesso em sistemas agroflorestais

    Valena Uruuca Gandu

  • InformatIvo do maPa/CePlaC Para as regIes Produtoras de CaCau da BahIa

    PgIna 6edio 08 Jun. / dez | 2012

    Congresso do Cacau discutiu programainternacional de pesquisa em Monilase

    Uma reunio tcnica realizada du-rante o III Congresso Brasileiro do Cacau discutiu o estabelecimento de diretrizes para a elaborao de um pro-grama internacional de pesquisa sob a coordenao da Ceplac, com foco no controle e preveno da doena monil-ase do cacaueiro, com a participao do Brasil, Equador, Colmbia, Costa Rica e Peru.

    Durante a reunio tcnica, cientis-tas de pases onde a doena existe, tais como Equador, Peru e Costa Rica, fize-ram apresentaes sobre o andamento das pesquisas em fitopatologia e melho-ramento gentico, alm de exposio de resultados e perspectiva de colaborao entre as instituies de pesquisa desses pases. Participaram do evento os pes-quisadores equatorianos Jaime Quiroz, do Instituto Nacional Autnomo de Investigacin Agropecuarias - INIAP, e Carmem Suarez, da Universidade de Pichilingue, o peruano Enrique Areva-lo, do ICT, e Wilbert Philip, da CATIE de Costa Rica. Do Brasil participaram pesquisadores da CEPLAC (CEPEC e

    Tcnicos discutem, no III CBC, em Ilhus, programa de pesquisa para Monilase

    Jean-Philippe Marelli, diretor cientfico da Mars

    quisas do Cacau, Karina Gramacho, fez um relato das aes preventivas doena na Bahia estabelecidas no Plano Nacional de Contingncia da Monilase do Cacaueiro. Karina infor-mou que o plano tem como estratgias a prospeco para deteco da doen-a, o monitoramento de unidades de produo, a formao de equipes de emergncia fitossanitria, a fiscaliza-o do trnsito de material vegetal, a educao sanitria e o desenvolvi-mento de pesquisas. Como a doena no existe no Brasil a estratgia re-alizar pesquisas em parceria com pes-quisadores de outros pases.

    A reunio tcnica discutiu a estru-turao de um projeto internacional de pesquisa visando ao estabelecimento de estratgias cientficas doena, e o desenvolvimento de uma rede interdis-ciplinar de pesquisa para subsidiar a elaborao e execuo de um programa de pesquisa para gerao de tecnologia e a disseminao de conhecimentos vi-sando ao aperfeioamento dos mtodos de controle da monilase.

    Segunda-Feira (12/11)

    f PAINEL 1 - Cultivo Intensivo do Cacaueiro f Intensive Cocoa Cultivation In Malasya A Case Study f Estudio de caso - Ecuador f Induo de embriognese somtica em gentipos de Theobroma cacao L.: Novos desafios

    cacauicultura brasileira f CONFERNCIA 2 - 11:00h | A Economia Global do Cacau f The Global Cocoa Economy, Sustainable Production to Meet Sustainable Demand f PAINEL 2 - Tecnologia de Manejo do Cacaueiro f Diagnose Nutricional do Cacaueiro f Fertirrigao na Cultura do Cacau f PAINEL 3 - Qualidade do Cacau f Qualidade do cacau no Brasil: Atual e perspectivas f Sustainability, Certification & Quality - An Interconnected Network Putting Farmers First f Certificao do cacau no Brasil: Desafios para a conquista de mercado - O caso da IG cacau Sul da Bahia

    Tera-Feira (13/11)

    f PAINEL 4 - Evoluo das Estratgias de Manejo de Doenas f Integrated Management of Witches Broom in Evolution in Strategies for the Management of

    Cocoa Diseases f Control integrado de la moniliasis basado en variedades tolerantes f Plano de Contingncia da MONILASE no Brasil f Manejo Integrado Del Cultivo Del Cacao en el Peru f CONFERNCIA 3 - Melhoramento Gentico f Melhoramento Gentico do Cacaueiro - Perspectivas para os Prximos 20 Anos f CONFERNCIA 4 - Potencial para Cultivo em reas no Tradicionais f Cultivo do Cacaueiro em reas No Tradicionais f PAINEL 5 - Viabilidade Tcnica e Financeira f Poltica de Valorizao do Salrio Mnimo - Reflexos na Cacauicultura f Anlise da Competitividade do Cacau em Pases Produtores Selecionados f Estratgias para o aumento da Produtividade do Cacau na Bahia f PAINEL 6 - A Cacauicultura como Instrumento Gerador de Ativos f Designing cocoa shade canopies: trading-off productivity, biodiversity and carbon storage f O cacaueiro em Sistemas Agroecolgicos f Ativos e Servios Ambientais - Conservao Produtiva

    Quarta-Feira (14/11)

    f PAINEL 7 - Ps-colheita e Processamento f Mecanizao do beneficiamento e secagem do Cacau f Comentrios sobre industrializao de cacau f Aproveitamento dos Subprodutos, Derivados e Resduos do Cacau f PAINEL 8 - O Papel de Instituies Pblicas para Desenvolvimento da Cacauicultura Brasileira f O Cacau e a Agricultura Familiar f A CEPLAC para as comunidades do Cacau

    -------------------(*) A ntegra de todas as palestras pode ser acessada no site da Ceplac, no endereo: www.ceplac.gov.br.

    Palestras apresentadas no III CBC*MARS quer cacau comcertificao de sustentabilidadeO pesquisador Edward

    Seguine, da MARS nos Es-tados Unidos, afirmou em palestra no III Congresso Brasileiro do Cacau, que a empresa firmou compromis-so em adquirir 100% de seu suprimento de cacau com certificao de sustentabili-dade at 2020.

    Para Seguine, o cacau um cultivo que, apesar de sua grande importncia, ain-da recebe pouco investimen-to e objeto de poucas pesquisas. Segundo ele, para que haja benefcios mtuos a todas as partes interessadas, do produtor ao con-sumidor, trs elementos so crticos e po-dem triplicar a produtividade das lavouras: conhecimento e controle eficaz de pragas e doenas, material vegetal de qualidade e fertilizantes.

    Aumentando a produtividade da lavou-ra observa Edward Seguine haver bene-fcios para a qualidade de vida dos produto-res, com aumento da renda, alm de garantir suprimento sustentvel e de qualidade para atender crescente demanda.

    Uma das formas da Mars incentivar este trabalho, segundo Senguine, foi estabele-cer que at 2020 a empresa dever adquirir 100% de seu suprimento de cacau s com certificao de sustentabilidade.

    A Mars e o congresso do cacau - A convite do MCCS, cinco especialistas inter-nacionais vieram ao Congresso e falaram sobre a experincia de seus pases na cultu-ra do cacau. Ramle Kasin, do Conselho de Cacau da Malsia, destacou a experincia de seu pas na intensificao da produo de cacau e na sustentabilidade da cadeia do fruto. Segundo ele, um dos desafios para o crescimento da produo no pas a opo de muitos fazendeiros em trocar a cultura de cacau pela produo de leo de palma.

    O representante do Equa-dor, James Quiroz Vera, falou sobre inovao tecnolgica e sustentabilidade na lavou-ra cacaueira equatoriana. O Dr. Wilber Phillips, da Costa Rica, falou sobre a monilase. O francs Philippe Bastide, do Centro de Cooperao Internacional em Pesquisa Agronmica para o Desen-volvimento, destacou a quali-dade do cacau brasileiro, suas oportunidades e desafios. Do

    Peru, o Dr. Enrique Arvalo Gardini contou a experincia de cultivo integrado de cacau no pas.

    Entre os palestrantes, trs especialistas da Mars destacaram o resultado do traba-lho da companhia em diversas frentes. O diretor cientfico do MCCS, Jean-Philippe Marelli, apresentou o trabalho do Centro e sua pesquisa sobre propagao de plantas por meio da embriognese somtica, como uma das opes para resolver o problema da produo massiva de material vegetal para renovar as plantaes e atender s de-mandas de mudas com certificao e pro-duo homognea.

    Martin Gilmour, da Mars na Inglaterra, falou sobre o aumento da demanda mun-dial por chocolate, especialmente na sia e o dficit de produtividade que pode chegar a 1 milho de toneladas em 2020. Edward Seguine, pesquisador de chocolate da Mars nos Estados Unidos, falou sobre a aborda-gem da empresa com relao sustenta-bilidade do cacau, produo certificada e qualidade.

    Alm de trazer especialistas, o Centro Mars de Cincia do Cacau marcou presena no Congresso em seu estande com cientis-tas presentes para explanar ao pblico os trabalhos do Centro e as iniciativas da Mars relacionadas sustentabilidade.

    Linhares), professores pesquisadores da UESC, representantes do comit tc-nico da Moniliase na Bahia, liderados pela Dra. Catarina Cotrin, da ADAB, e

    DSV, do MAPA/Secretaria de Desenvol-vimento Agropecurio Cooperativis-mo/Departamento de Sanidade Vegetal.

    A pesquisadora do Centro de Pes-

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    Cacau brasileiro atrai cooperao internacional para pesquisasA presena da delegao brasi-

    leira no Salo de Chocolate 2012 em Paris, assegurada pelo Ministrio da Agricultura Pecuria e Abasteci-mento MAPA, teve desdobramen-tos importantes para a cacauicultura nacional. Alm da promoo do ca-cau brasileiro no plano internacio-nal foram realizados entendimentos para cooperao cientfica visando a realizao de pesquisas sobre tec-nologia do cacau por representantes do Mapa e da Ceplac.

    Os representantes do Ministrio da Agricultura, Alosio Davis Neto, Chefe de Gabinete do Mapa, e da Ceplac, Adonias de Castro Virgens Filho, Chefe do Centro de Pesquisas do Cacau, alm do pesquisador Al-mir Martins dos Santos, mantiveram entendimentos com o Dr. Wolfgang Danzl, representante da Sociedade

    INTRODUOA baixa rentabilidade financeira das fazendas de cacau uma das caractersticas marcante da cacauicultura na Bahia, Brasil. A Industrializao de chocolates pelos produtores tem sidoproposta como alternativa para superar este impasse. Entretanto os produtores desconhecem o mercado de chocolate no Brasil e no mundo. Assim se estabeleceu como objetivo,identificar as tendncias deste mercado de chocolate.

    CONCLUSES

    Os chocolates com alto teor de cacau e com o conceito de cacau de origem um mercado consolidado e est em plena expanso. A anlise deposicionamento revelou o aparecimento de vrios "livres de" em produtos queatendem a um nmero crescente de consumidores com problemas de sade.Outros caminhos da sade digestiva incluem o uso de prebiticos eprobiticos. Muitos produtos esto sendo colocados em uma plataforma tica,com o sucesso do comrcio equitativo e comeam a ser um catalisador desteavano.

    Almir Martins dos Santos 1; Givago Barreto Martins dos Santos 2

    1 Pesquisador CEPLAC CEPEC & Professor UESC. almir@cepec.gov.br. (73) 8844 40182 Pesquisador UM 3

    RESULTADOS E DISCUSSO

    MATERIAL e MTODOS

    Foram aplicados questionrios junto aos freqentadores dos sales de chocolates de Paris,Frana; de So Paulo, Brasil; de Ilhus, Bahia; nas associaes de consumidores dechocolate e em indstrias de chocolates na Frana.

    As principais tendncias do mercado so:Chocolates com alto teor de cacau- na Frana o consumo desse tipo de chocolate aumentou

    de 2% para 49%); Figura 1

    Chocolate de Origem. As indstrias tm combinado teor de cacau com origens renomadasindicadas pela ICCO. Figura2

    Chocolate da categoria free (barra de chocolate amarga adequada para diabticos, semglten, sem acar, adoada com frutose e adoante);

    Chocolates com probiticos (Chocolate amargo enriquecido com bactrias probiticas quepromovem o equilbrio digestivo e suporte imunolgico); Figura 3

    Chocolates com prebiticos (chocolate que no contem leite, glten, colesterol, gorduratrans, OGM, e rica em mega 3 e em fibras dietticas apropriados para vegetarianos);

    Chocolates ticos (Chocolate totalmente natural, certificado, embalagem 100% orgnica);Figura4

    Chocolate contendo stvia (adoante natural, como um substituto do acar).

    Evoluo de Chocolate com alto teor de cacau (amargo)

    Introduo de probiticosnos chocolates

    O boom do posicionamento dos ticos

    EEUU: Endangered Species

    Chocolate totalmente natural.

    Certificado Kosher. Apropriado para

    vegetarianos. Sem glten

    Chocolate de Origem

    Fig. 1

    Fig. 2

    Fig. 4

    Fig. 3

    No Salon Du Chocolat 2012, em Paris, Adonias de Castro e Almir Martins mantm entendimentos com Sofia Assamate, do CIRAD, instituto de pesquisa francs.

    Representante da Sociedade Fraunhofen Wolfgang Danzl reunido com Almir Martins e Adonias de Castro do Mapa/Ceplac e Alosio Neto do Mapa, discutindo cooperao tcnica.

    Fraunhofen, organizao alem que tem 60 institutos de pesquisa apli-cada distribudos pela Alemanha, a fim de discutir um acordo de coo-perao para pesquisas sobre tecno-logia do cacau. Deste acordo dever participar o Ministrio da Educao e Pesquisa da Alemanha , juntamen-te com a Sociedade Fraunhofen , e pelo Brasil, o Mapa e a Ceplac, fi-cando o projeto a cargo do Centro de Pesquisas do Cacau.

    Outro encontro foi mantido com a representante francesa do Centro de Cooperao Internacio-nal em Pesquisa Agronmica para o Desenvolvimento-CIRAD, atra-vs da pesquisadora Sofia Assa-mate, a fim de discutir os detalhes de uma parceria para um projeto de desenvolvimento tecnolgico e inovao na rea da pesquisa agro-nmica do cacau, que dever ser iniciado em 2013.

    Os representantes do Mapa e da Ceplac tambm mantiveram con-tato com grupos de empresrios franceses e japoneses interessados em participar junto com a Ceplac de um trabalho de identificao de regies brasileiras produtoras de cacau sob condies especficas, que produzam cacau diferenciado, no apenas o cacau fino, mas do cacau considerado silvestre ou cacau de terroir, cultivado com variedades silvestres em regies de microcli-mas tpicos ou sujeitas a inundaes e utilizadas tcnicas especial de pro-duo. Segundo estes empresrios, suas indstrias estariam dispostas a comprar o cacau de terroir dire-tamente dos produtores brasileiros situados na Bahia, Esprito Santo e na regio amaznica, e pagar por este tipo de cacau um valor acima dos preos praticados pelas bolsas internacionais.

    Graas imagem cada vez me-lhor do cacau nacional, as inds-trias, empresas comercializadoras e os chocolatiers internacionais vm demonstrando interesse em esta-belecer contatos comerciais com cacauicultores brasileiros, afirmou o Dr. Alosio Davis Neto, do Mapa.

    H produtores brasileiros, como Joo Tavares e Henrique Almeida e empresas como a AMA e a M. Lib-nio, por exemplo, que j comerciali-zam cacau fino em condies espe-

    ciais de mercado, conforme observa o pesquisador Almir Martins.

    - O Salo do Chocolate de Pa-ris contou com a presena de ca-cauicultores baianos, capixabas e paraenses, alm de representantes de cooperativas e associaes que puderam conhecer esta importante vitrine internacional que o Salo de Chocolate observou o Chefe do Cepec, Adonias de Castro.

    O pesquisador da Ceplac Almir Martins um dos responsveis pela identificao deste mercado de ca-cau fino europeu e um dos tcnicos pioneiros a desenvolver e executar no Cepec projetos que visam in-sero competitiva do cacau bra-sileiro no mercado. Segundo ele, o programa de melhoria do cacau brasileiro conduzido pela Ceplac comea desde a seleo gentica de tipos de amndoas com carac-tersticas especiais, principalmente aquelas requeridas pelo mercado, realizao de pesquisas afins, como tcnicas de colheita, ps-colheita, fermentao e processamento de amndoas, e se complementa com os servios de extenso rural que leva aos produtores as tcnicas para a melhoria da qualidade do cacau que produzem.

    A pesquisadora Neyde Alice Belo Pereira, tambm presente ao Salo do Chocolate 2012, observa que para apoiar e incentivar a par-ticipao brasileira nos Sales de Chocolates de forma competitiva, seja em Paris, So Paulo, Salvador ou em Ilhus, a Ceplac faz uma pr--seleo de amostras de cacau fino, lquor e chocolate, atravs do Setor de Classificao, no Cenex, e do Centro de Desenvolvimento Tec-nolgico do Cacau, no Cepec, a fim de garantir produtos com boa qua-lidade. muito gratificante verifi-carmos, hoje, rtulos de chocolates finssimos nos sales de Paris com referncia de origem a fazendas de cacau do Brasil. Isto se deve ao m-rito dos produtores e ao apoio do Mapa/ Ceplac. Esse resultado justi-fica todos os esforos do Mapa e da Ceplac comenta Neyde Alice.

    Adonias de Castro considera importante o apoio que o Minist-rio da Agricultura d a este progra-ma de melhoria da imagem do ca-cau brasileiro no mercado, trabalho

    que vem resultando num grande retorno para o cacauicultura do pas. Para que o Brasil tenha xi-to nessa iniciativa preciso que os tcnicos e produtores estejam atentos s necessidades e desejos do mercado, a fim de conquist--los de maneira competitiva. Adonias diz ainda que a Ceplac ir intensificar este trabalho nas demais regies e em especial para os produtores do Amazonas e Rondnia, os quais devem ser orientados a aplicar as melhores tcnicas de produo, principal-mente de colheita e ps-colheita de cacau, a fim de oferecer produ-tos diferenciados aos segmentos de mercado que apreciam carac-tersticas particulares e esto dis-postos a pagar melhor por elas.

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    trabalhos inscritos e aprovados no III CBCrea 1. FITOTECNIA, FISIOLOGIA E SOLOS

    Adubao foliar com o extrato da casca do fruto do cacaueiro e crescimento de mudas clonais de cacauei-roMatheus Silva Bessa Leite, Daniel Ornelas Ribeiro, Moiss Gonzaga de Brito, George Andrade Sodrrea foliar de cacaueiro irrigado e no sombreado cultivado no semirido da BahiaAureo Silva de Oliveira, Hans Raj Gheyi, Neilon Duarte da SilvaAvaliao do Estado Nutricional do Cacaueiro com o Sistema Integrado de Diagnose e Recomendao (DRIS)Paulo Cesar Lima Marrocos, George Andrade Sodr, Aure-liano Nogueira da Costa, Raul Ren Melendez ValleBiomassa de amostras de folhas, frutos e sementes de cacaueiros clonais em fazendas do sul da BahiaTayla de Almeida Silva, Jos Olimpio de Souza Jnior, Fla-via de Conceio PintoComportamento de clones PH16 e CCN51 sob con-dio semi-ridaJos Baslio V. Leite, Diogenes Barbosa , Manoel Teixeira de Castro NetoConcentrao de Nutrientes em Amndoa de Cacau produzido no Sul da BahiaWaldemar de Sousa Barretto, Miguel Antonio Quinteiro Ribeiro, Fbio Santos Barreto, Raul Ren ValleConservao produtiva: comportamento do pau-bra-sil morfotipo folha-de-arruda no sistema agrossilvi-cultural cacaueiroViviane Maria Barazetti, Ktia Curvelo, Dan rico Lobo, Demsthenes Lordello de CarvalhoCrescimento de Mudas de Cacaueiro em Argissolos Fertilizados com Extrato da Casca do FrutoMoiss Gonzaga de Brito, Daniel Ornelas Ribeiro, Ma-theus Silva Bessa Leite, George Andrade Sodr.Crescimento de Mudas de Cacaueiro em substratos base de Fibra de CocoLarissa Arglo Magalhes, Daniel Ornelas Ribeiro, Brba-ra Arago da Silva, George Andrade SodrDeposio de serapilheira e nutrientes em plantios de cacau Cabruca na regio sudeste da BahiaOscar Martins da Silva Miranda Filho, Irina Zlia Vieira Lessa, Agna Almeida Menezes, Ana Maria dos Santos Mo-reau, Daniela Melo MarianaDoses de Mangans para Produo de Mudas Clo-nais de CacaueiroNairane Miranda Chaves, Railton Oliveira dos Santos, Jos Olimpio de Souza JniorDeterminao de diferenas nas trocas gasosas e va-sos vasculares em clones de cacaueiro ano e porte normalFbio Santos Barreto, Waldemar de Sousa Barretto, Ral Ren Melndez ValleEfeito da umidade e polinizao no pegamento de bilros e formao de frutos de cacaueiroMarivaldo Nunes Nascimento, George Andrade Sodr, Jos Baslio Vieira LeiteEfeito do cido Indolbutrico e do Hmus de Minho-ca no Enraizado de Estaquias de CacauPal Lama Isminio, Jorge Adriazola del guila, Demetrio Lama DominguezEfeito do Hidrogel no Crescimento de Mudas de Ca-caueiroFrancisco Augusto Dias Ramos, George Andrade SodrEfeito no solo de corretivos de acidez com diferentes teores de clcio e magnsioRoberio Gama Pacheco, Rafael Edgardo Silva Chepo-te, George Andrade Sodr, Renata MaltzEstudo da classificao comercial das amndoas do clone de cacau PH16 em diferentes solos no sudeste da BahiaGuilherme Amorim Homem de Abreu Loureiro, Quintino Reis de Araujo, Jos Claudio Faria, Hellen Lazaro MeloEstudos de Istopos 13C e 15N em 14 solos cultiva-dos com cacau no sudeste da BahiaQuintino Reis de Araujo, Guilherme Amorim Homem de Abreu Loureiro, Edina Oliveira Santos, Patrcia Alves Ca-saes AlvesImpacto da Irrigao com gua Salina no crescimen-to de Cacaueiros na Fase Juvenil no Semirido da BahiaDigenes M. Barbosa Santos, Manoel Teixeira de Castro NetoImpacto da irrigao com gua salina sobre o cresci-mento inicial do cacaueiro BN34 e Comum no semi-rido da Bahia, BrasilDigenes M. Barbosa Santos, Manoel Teixeira de Castro Netondice de qualidade de mudas de CacaueiroBrbara Arago da Silva, Daniel Ornelas Ribeiro, Ma-

    theus Silva Bessa Leite, George Andrade SodrInfluncia do Sistema de Cultivo na Incidncia de Moniliophthora perniciosa em reas Clonais de Ca-caueiros no Sul da BahiaTacila Ribeiro Santos, Edna Dora Martins Newman Luz, Jos Luiz Pires, Lindolfo Pereira dos Santos FilhoInfluncia dos Parmetros Climticos no Crescimen-to do Cacau Irrigado em Sistema AgroflorestalMatheus Silva Bessa Leite, Guilherme Andrighetti, Adria-na Ramos, George A. SodrResposta de cacaueiros PH16 e CCN 51 irrigao por gotejamento com gua salina no semirido da Bahia, BrasilDigenes M. Barbosa Santos, Manoel Teixeira de Cas-tro NetoRespostas do crescimento de plantas jovens de cacau irrigao com gua salina no semirido baiano-IDigenes M. Barbosa Santos, Manoel Teixeira de Castro NetoSistema de clculo de balano nutricional de N, P e K para cacaueiros safreirosOscar Martins da Silva Miranda Filho, Irina Zlia Vieira Lessa, Agna A. Menezes, Joelson Virginio Orrico da SilvaTipos de Substratos e Trs Concentraes de cido Indolbutrico no Enraizado de Estaquias de CacauHugo Mendoza Reynaga, Jorge Adriazola del guila, Pal Lama IsminioToxidez de Mangans em mudas de cacaueiroDaniel Ornelas Ribeiro, Matheus Silva Bessa Leite, Moiss Gonzaga de Brito, George Andrade SodrToxidez de cobre em mudas de cacaueiroMatheus Silva Bessa Leite, Daniel Ornelas Ribeiro, Moiss Gonzaga de Brito, George Andrade SodrToxidez de Zinco em mudas de cacaueiroDaniel Ornelas Ribeiro, Matheus Silva Bessa Leite, Moiss Gonzaga de Brito, George Andrade Sodr

    rea 2. RECURSOS AMBIENTAIS E GEOPRO-CESSAMENTO

    Avaliao ambiental por anlise de ciclo de vida da cadeia do cacau brasileiro exportado para FranaLauranne Gateau ,Thierry Tran, James Gattward, Philippe BastideAvaliao espao-temporal da bacia hidrogrfica do rio salgado, Bahia, BrasilGabriel Paternostro Lisboa, Antnio Fontes de Faria Filho, Quintino Reis AraujoCaracterizao Geo-ambiental da regio cacaueira tradicional, Bahia, BrasilAntnio Fontes de Faria Filho, Gabriel Paternostro Lisboa, Quintino Reis Araujorvores da Cabruca: PAU-BRASIL (Caesalpinia echi-nata Lam)Viviane Maria Barazetti, Dan rico Lobo, Roblio Duarte de Santana, Heriberto Nunes Pachecorvores da Cabruca Jita-Preto (Dialium guianense)Viviane Veloso Nunes, Joo Paulo Nunes da Silva, Jamille de Arajo Miranda, Viviane Maria BarazettiFicha dendrolgica da Espcie Arbrea Puturuju--mirim (Centrolobium minus)Jamille de Araujo Miranda, Joo Paulo Nunes da Silva, Viviane Veloso Nunes, Viviane Maria BarazettiIndicao Geogrfica (IG): adaptao da experincia francesa ao cacau na BahiaAlmir Martins dos Santos, Givago Barreto Martins dos Santos, Antonio Carlos de Araujo, Rosalina Ramos Midlej

    rea 3. GENTICA, MELHORAMENTO E BIO-TECNOLOGIA

    Anlise da sequncia do gene TcPR-4 isolado da inte-rao Theobroma cacao - Moniliophthora perniciosaSara Pereira Menezes, Edson Mrio de Andrade Silva, L-via Santos Lima Lemos, Karina Peres Gramacho, Fabienne MicheliEficincia da Seleo de Plntulas de Cacaueiro vi-sando Resistncia Vassoura-de-BruxaUilson Vanderlei Lopes, Louise de Arajo Souza, Marcos Ramos da Silva, Lvia Santos Lima Lemos, Rogrio Mercs Santos e Karina Peres GramachoEficincia da Seleo Precoce de Clones de CacaueiroUilson Vanderlei Lopes, Lucas Santos Lopes, Wilson Reis MonteiroEficincia da Seleo Precoce de Plantas Individuais de Cacaueiro em Populaes de MelhoramentoWilson Reis Monteiro, Lucas Santos Lopes, Uilson Van-derlei LopesEstabelecimento de hbridos interclonales de cacao (Theobroma cacao L.) em la finca experimental la re-presa, UTEQJaime Fabin Vera Chang, Fernando David Snchez Mora,

    Rommel Arturo Ramos Remache, Oscar Omar Laje PrezExpresso Heterloga da Protena TcPR-4 de Theo-broma cacaoEdson Mrio de Andrade Silva, Sara Pereira Menezes, Abelmon da Silva Gesteira, Karina Peres Gramacho, Fa-bienne MicheliIdentificao de clones autocompatveis e anlise de segregao da autocompatibilidade em diferentes prognies F1Ramon Figueiredo dos Santos, Milton Macoto Yamada, Jos Luis Pires, Fbio Gelape FaleiroMapeamento in silico de genes associados a resistn-cia do cacaueiro vassoura-de-bruxaLvia Santos Lima Lemos, Karina Peres Gramacho, Jos Luis Pires, Rodrigo Souza Ganem, Fabienne MicheliModelagem do Sistema Gnico envolvido na Incom-patibilidade Sexual do Cacaueiro usando Ferramen-tas de BioinformticaMarcos Ramos da Silva, Uilson Vanderlei LopesOtimizao da tcnica de extrao de DNA em Cupu-au (Theobroma grandiflorum)Rangeline Azevedo da Silva, Eline Matos Lima, Rogrio Mrces Ferreira Santos, Karina Peres GramachoQTL Detections for the Resistance to Phytophthora palmivora From Pod and Leaf Inoculations Using a F2 Cocoa ProgenyDidier Clment, Elisa S Lisboa dos Santos, Edna D. Mar-tins Newman Luz, Jose Luis Pires, Mathilde Allgre, Clai-re Lanaud, Karina GramachoRespostas de diferentes clones de Theobroma cacao L. ao protocolo de embriognese somticaSandra Regina de Oliveira Domingos Queiroz, Ndia Ninck Souza Neto, ngelo Figueiredo Toms, Ana Paula Santos SilvaTcnicas de colorao histolgicas para avaliar da re-ao de Incompatibilidade sexual em cacaueiroMarcos Ramos da Silva, Kaleandra Sena, Uilson Vanderlei Lopes

    rea 4. FITOSSANIDADEE ZOOLOGIA AGRCOLA

    Caracterizao Antamo-fenotpica da Interao ca-cau-Moniliophthora perniciosaKaleandra Sena, Mariana C. Rocha, Fabienne Micheli, Ka-rina GramachoComparao da ocorrncia de animais pragas em dois clones de cacaueiro no Sul da Bahia, BrasilBenoit Jean Bernard Jahyny, Alennay Macrio Alves, Henrique Gomes Ferreira, Brena Santos OliveiraDesenvolvimento de um mtodo de uso da formiga caarema no controle integrado de pragas do ca-caueiro na Bahia, BrasilBenoit Jean Bernard Jahyny, Raimundo Jos Gomes Nas-cimento Jnior, Henrique Gomes Ferreira, Jos Incio La-cerda Moura.Desenvolvimento e colonizao de Ceratocystis caca-ofunesta em cacaueiro utilizando microscopia eletr-nica de varreduraRogrio Mercs Ferreira Santos, Stela Dalva Vieira Midlej Silva, Fabienne Micheli, Karina Peres GramachoDiagnose Precoce de Murcha-de-Ceratocystis em Ca-caueiro e Outros HospedeirosDilze Maria Argolo Magalhes, Jos Luiz Bezerra, Virg-nia Oliveira Damaceno, Stela Dalva Vieira Midlej SilvaDistribuio de Phytophthora spp nas plantaes de cacau do CEPECAna Rosa Rocha Niella, Dilze Maria Arglo Magalhes, Edna Dora M. Newman LuzEpidemiologia do mal das folhas da seringueira em consrcio com o cacauGivaldo Rocha Niella, Giltembergue Tavares Macedo, Ado-nias Castro Virgens Filho, Antnio Galvo Gomes FilhoEspecificidade por tecido hospedeiro em populaes de Moniliophthora perniciosa diferentes prognies de cacauFrancisca Feitosa Juc Santos, Louise de Arajo Souza Brito , Jos Luis Pires, Karina Peres GramachoEstudo da relao de Scolytidae com Ceratocystis ca-caofunestaAna Carolina Firmino, Dilze Maria Arglo Magalhes, Stela Dalva Vieira Midlej Silva, Carlos Frederico Wilcken, Francisco Andr Ossamu Tanaka, Edson L. FurtadoEvaluacin sanitaria y productiva de 12 clones de ca-cao (Theobroma cacao L.) em la Zona de Quevedo, EcuadorFernando David Snchez Mora, Wilson David Quiroz Garca, Felipe Rafael Garcs Fiallos, Rubens Onofre No-dariFordeos Parasitoides (Diptera, Phoridae) associados Formigas Solenopsis saevissima em paisagem ca-caueira

    Thalles Platiny Lavinscky Pereira, Jacques Charles Hubert Delabie, Freddy Ruben Bravo QuijanoHistopatologia da interao cacau-Ceratocytis caca-ofunestaRogrio Mercs Ferreira Santos, Stela Dalva Vieira Midlej Silva, Fabienne Micheli, Karina Peres GramachoMacrofauna em cacauais no Sul da Bahia - um exem-plo de conservaoAntonia Marli Vieira da Encarnao, Tamiris Lima Santos Oliveira, Washington Ferreira dos SantosMtodo simplificado de avaliao dos sintomas de vassoura-de-bruxa no cacauLouise Arajo Sousa, Marcos Ramos da Silva, Karina Pe-res Gramacho, Uilson Vanderlei LopesMoniliophthora perniciosa em cupuauzeiro no Sul da BahiaCaliandra Andrade da Silva, Lahyre Izaete Silveira Gomes, Jos Ronaldo M. Lopes, Karina Peres GramachoOcorrncia de Moniliophthora perniciosa em Solan-ceas no Sudeste da BahiaNara Georgia Ribeiro Braz Pratrocnio, Sanlai Santos Lima, Louise Araujo Sousa, Karina Peres GramachoPatogenicidade de Isolados de Ceratocystis cacaofu-nesta em CacaueiroJoanna Paula Guimares Arajo, Dilze Maria Argolo Ma-galhes, Virgnia Oliveira Damaceno, Stela Dalva Vieira Midlej SilvaProdutos naturais e sintticos na proteo de mudas de cacaueiro contra Moniliophthora perniciosaJoo de Cssia do Bomfim Costa, Mrio Lcio Vilela de Resende, Fabrcio Rabelo Camilo, Ana Cristina Andrade Monteiro, Moiss Antnio de PaduaRespostas do crescimento de plantas jovens de ge-ntipos de cacaueiros irrigao com gua salina no semirido da Bahia, BrasilDigenes M. Barbosa Santos, Manoel Teixeira de Castro NetoSeleo de Clones Resistentes a Ceratocystis cacao-funestaDilze Maria Argolo Magalhes, Uilson Vanderlei Lopes, Stela Dalva Vieira Midlej Silva,Virgnia Oliveira Damace-no , Ana Rosa Rocha Niella

    rea 5. TECNOLOGIA DE ALIMENTOS,SCIO-ECONOMIA E EXTENSO RURAL

    A Produo de Cacau Fino e Orgnico no Sul da Bahia: uma alternativa de desenvolvimento Susten-tvelFarlei Cosme Gomes dos Santos, Katianny Gomes Santana Estival, Solange Rodrigues Santos CorreaAvaliao Sensorial de Chocolate Amargo Formula-do com Blend de Diferentes Variedades ClonaisValdeci Silva Bastos, Neyde Alice B. M. Pereira, Jos Ba-slio Vieira LeiteCacao and Human HealthQuintino Reis Araujo, James Nascimento Gattward, Ma-ria Graas Parada Silva, Quintino Reis Araujo JniorCusto de implantao de um pasto cabrucarico de S Petit Lobo, Jos Marques Pereira, Dan rico Lobo, Ivan Costa e Sousa, Wallace Coelho Setenta, Raul Ren Valle, Giselle Santos MendonaEstudo do comportamento e sazonalidade dos preos do cacau no Estado da BahiaAntonio Carlos de Arajo, Rosalina Ramos Midlej, Almir Martins dos SantosFormao de Painel Sensorial para Avaliao da Qua-lidade de Cacau e Chocolate FinoNeyde Alice B. M. Pereira, Valdeci Silva BastosMercado de Chocolate: Oportunidade e TendnciasAlmir Martins dos Santos, Givago Barreto Martins dos SantosPrograma Jovem Empreendedor RuralClia Hissae Watanabe, Celso Weber, Sergio Murilo Cor-reia Menezes, Rita Cristina Tristo Gramacho, Sergio Luiz Freitas TeixeiraProposio de um ndice de Qualidade do CacauQuintino Reis Araujo, Cinira Araujo Fernandes, Daniel Ornelas Ribeiro, Douglas SteinmacherResposta do crescimento de plantas jovens de cacau a irrigao com gua salina no seimrido baiano - IDigenes M. Barbosa Santos, Manoel Teixeira de Castro NetoResposta do crescimento de plantas jovens de cacau a irrigao com gua salina no semirido baiano - IIDigenes M. Barbosa Santos, Manoel Teixeira de Castro Neto

    Relao de trabalhos cientficos inscritos e aprovados, com seus respectivos autores, divulgados em forma de banneres

    O contedo destes trabalhos pode ser acessado no site da Ceplac: www.ceplac.gov.br

  • InformatIvo do maPa/CePlaC Para as regIes Produtoras de CaCau da BahIa

    PgIna 9 edio 08Jun. / dez | 2012

    Agricultura familiar ter financiamento especial para projetosde desenvolvimento e implantao de sistemas agroflorestais no sul da Bahia

    A Ceplac, atravs de seu Centro de Extenso Rural--Cenex, firmou parceria com a Companhia de Desenvolvi-mento e Ao Regional-CAR, rgo vinculado Secretaria de Desenvolvimento e Inte-grao Regional do Estado da Bahia, para acesso a financia-mento de projetos produtivos coletivos que favoream o de-senvolvimento regional.

    Esses projetos coletivos de produo e desenvolvimento sero financiados pela CAR, atravs dos programas Produ-zir e Vida Melhor, cabendo Ce-plac a identificao de deman-das, a seleo e a elaborao dos projetos, acompanhados de justificativas tcnicas.

    Haver prioridade para os projetos produtivos que con-templem o desenvolvimento da comunidade demandante e que tenham interface com outras regies circunvizinhas, com o objetivo de gerar empre-go, agregar valor produo, ajudar a ampliar a renda das famlias e estimular a perma-nncia no campo.

    Os recursos de fundo no reembolsvel financiaro pro-jetos produtivos de verticaliza-o ou beneficiamento da pro-duo local, de infraestrutura e a implantao de reas de sis-temas agroflorestais-SAF para agricultores familiares na re-gio cacaueira do sul da Bahia.

    Sistemas agroflorestais - O financiamento dos Sistemas Agroflorestais-SAF, compos-tos pelos cultivos do cacau, se-ringueira, banana da terra e da prata e de cultivos alimenta-res, tambm sero objeto de fi-nanciamento da CAR, atravs do programa Produzir, com recursos no reembolsveis e pressupe que os produtores estejam agrupados em asso-ciaes.

    Segundo estudos da Ceplac, a implantao de um hectare de SAF hoje fica em torno de R$ 22.000,00. A CAR custear cerca de 30 a 40% desse valor, em torno de R$ 6 a 7 mil, ca-bendo ao produtor o restante do financiamento, R$ 14 a 15 mil, a ser financiado pelo Pro-naf Floresta em quatro anos.

    Na avaliao do chefe da extenso da Ceplac, Srgio Murilo Menezes, esta inicia-

    Reunio de tcnicos da Ceplac e da CAR em IlhusReunio de tcnicos da Ceplac e da CAR em Valena

    INTRODUO O Programa compe um conjunto de aes pelo fortalecimento da agricultura familiar da Regio Cacaueira da Bahia, promovido pelo Centro de Extenso da Ceplac. Ciente dos problemas enfrentados pelo segmento, sobretudo pela migrao de jovens rurais para os centros urbanos, a Ceplac associa formao e assistncia tcnica na perspectiva de estimular empreendimentos produtivos e sociais juvenis nas comunidades de agricultores familiares. O Programa Jovem Empreendedor Rural articula teoria e prtica, discute as polticas pblicas no contexto do desenvolvimento rural sustentvel, as dificuldades enfrentadas pela juventude no campo visando fortalecer aes que garantam a sucesso rural. Parcerias para execuo do Programa: MDA/Secretaria da Agricultura Familiar, IF Baiano Campus Uruuca e Campus Valena, SENAR/FAEB, MARS Cacau, Sindicato Rural de Barro Preto e Ilhus, STR Barro Preto, Prefeitura Municipal de Barro Preto, PA Brasil, Colegiado Territorial Litoral Sul e Baixo Sul.

    CONCLUSES

    Autores: Clia Hissae Watanabe1, Celso Weber2, Sergio Murilo Correia Menezes 3, Rita Cristina Tristo Gramacho4 , Sergio Luiz Freitas Teixeira5

    1 Agente de Atividades Agropecurias (Assessora Tcnica do Centro de Extenso); celiaw@ceplac.gov.br, 73.8822-0072, Ceplac/Sueba/Cenex, Rod. Ilhus/Itabuna, km 22, Ilhus/BA 2 Fiscal Federal Agropecurio (Extensionista), Ceplac/Sueba/Cenex Escritrio Local de Mutupe3 Fiscal Federal Agropecurio (Extensionista), Ceplac/Sueba/Cenex, Rod. Ilheus/Itabuna, km 22, Ilhus/BA 4 Tcnica em Assuntos Educacionais (Assessora Tcnica do Centro de Extenso), Ceplac/Sueba/Cenex, Rod. Ilheus/Itabuna, km 22, Ilhus/BA 5 Agente Administrativo (Assessor Tcnico do Centro de Extenso), Ceplac/Sueba/Cenex, Rod. Ilhus/Itabuna, km 22, Ilhus/BA

    RESULTADOS E DISCUSSOOBJETIVOS

    METODOLOGIA

    Potencializar a ao produtiva de jovens filhos de agricultores familiares, combinandoaes de formao, assistncia tcnica e acesso ao crdito;

    Ampliar a compreenso sobre desenvolvimento rural sustentvel, empreendedorismo,prticas agrcolas, culturas regionais, polticas pblicas para a agricultura familiar,organizao e gesto social;

    Estimular a elaborao de projetos produtivos, a serem desenvolvidos pelos jovensagricultores, como forma de viabilizar alternativas de trabalho e renda.

    Foram capacitados 349 jovens rurais, em 08 turmas, conforme tabela 1. Parcela significativa dos jovens capacitados tem desenvolvido projetos produtivos exitosos juntamente com suas famlias. Contam com financiamento, considerando as linhas de crdito especficas para o segmento, como o caso do Pronaf Jovem, principalmente para implantao de sistemas agroflorestais, combinando cultivo de cacau, seringueira e banana, consonante com a centralidade temtica dos cursos.

    Os jovens tem contribudo tambm com o fortalecimento da organizao social e produtiva das comunidades em que vivem e trabalham, contribuindo com a ampliao do acesso s polticas pblicas para a agricultura familiar.

    O Programa tem se notabilizado pelas respostas rpidas e consistentes dadas pela juventude rural. Desde a seleo dos jovens, at os encaminhamentos ps-curso, as equipes tcnicas dos Escritrios Locais da Ceplac acompanham os processos sendo, inclusive, responsveis pela emisso de DAP e elaborao de projetos.

    A realizao do Programa Jovem Empreendedor Rural tem sido possvel atravs das parcerias exitosas com MDA, IF Baiano, Mars Cacau, FAEB/SENAR, Prefeituras, Sindicatos Rurais, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, Associaes de Agricultores Familiares.

    Direcionado para jovens rurais, filhos de agricultores familiares, assentados da reforma agrria, povos indgenas, comunidades quilombolas, arrendatrios, entre outros, de 18 a 29 anos, com escolaridade mnima do Ensino Fundamental I. A seleo dos jovens feita pelas equipes tcnicas dos Escritrios Locais da Ceplac.

    Cursos modulares e em alternncia com aulas tericas e prticas (figuras 1 e 2),. atividade de pesquisa de campo com a finalidade de realizar um levantamento sobre as atividades desenvolvidas pela famlia na propriedade e identificao de empreendimentos futuros, totalizando 124 horas.

    Rene em seu temrio, contedos consonantes com a realidade da agricultura familiar na regio cacaueira, considerando a diversidade agropecuria, as questes ambientais, climticas, gesto, tendncias de mercado, verticalizao da produo, polticas pblicas, entre outros. Contempla intercmbio de experincias com visitas tcnicas ou painis com convidados, informaes sobre casos exitosos de organizao social, acesso s polticas pblicas e programas governamentais.

    Tcnicos e pesquisadores da Ceplac e de organizaes parceiras, convidados e representantes de organizaes territoriais da agricultura familiar se revezam nas aulas tericas e prticas.

    Figura2: Turma

    Territrio Baixo Sul

    Figura1: Turma

    Territrio Litoral Sul

    Turma Perodo Participantes

    Mutupe Junho de 2005 60 Amargosa Julho de 2005 60 Uruuca (Territrio Litoral Sul) Abril a maio de 2011 42 Valena (Territrio Baixo Sul) Abril a maio de 2011 40 Uruuca (Territrio Litoral Sul) Outubro a Dezembro de 2011 29 Uruuca (Territrio Litoral Sul) Outubro a Dezembro de 2011 28 Mutupe Maro de 2012 60 Barro Preto Setembro a Outubro de 2012 30

    Total 349

    Tabela 1:

    tiva ter impacto grande no s na demanda por implanta-o de SAFs, como na renda dos agricultores familiares e na economia local, a exemplo do que vem ocorrendo nas re-gies dos Territrios do Baixo Sul, Vale do Jiquiri, em fase inicial no Territrio Mdio Rio das Contas e com a possibilida-de de implantao tambm no Territrio Litoral Sul.

    S no Territrio Baixo Sul, atravs do Escritrio de Va-lena, informa Srgio Murilo, existem 345 projetos instalados e mais 80 em carteira para ser financiados. Se considerarmos os municpios de Camamu, Ituber, Tapero, Laje, Mutu-pe, Jiquiri, Teolndia, Wen-ceslau Guimares e Tancredo Neves j so cerca de 800 em-preendimentos em imveis rurais contemplados com este sistema agroflorestal. Com esta interao entre Ceplac e CAR, Srgio Murilo prev uma tendncia de ampliao da de-manda e ressalta a importncia de mais esta nova ferramenta de ATER para fortalecer o ser-vio de extenso da Ceplac. Essas iniciativas compem a estratgia de articulao da Ce-plac com o Governo do Estado da Bahia, conforme Protocolo de Intenes firmado em 25 de maio de 2012.

    As reunies para a defini-o das aes dos Programas foram realizadas com a parti-cipao de tcnicos da CAR e dos Escritrios Locais vincula-dos aos Ncleos Regionais de Extenso da Ceplac de Ilhus, Itabuna, Camacan, Ipia e Va-lena. Ainda sero efetuadas reunies com os tcnicos dos Escritrios Locais ligados aos Ncleos Regionais de Extenso da Ceplac de Eunpolis e Tei-xeira de Freitas.

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    PgIna 10edio 8 Jun. / dez | 2012

    Estandes, instituies e empresas que apoiaram o III CBC

    Comisso organizadorado III Congresso Brasileiro do Cacau

    As instituies e empresas que reali-zaram o III CBC Ceplac, Mars Cacau e UESC registram, atravs do presidente Ral Valle, os agradecimentos aos com-ponentes da Comisso Organizadora pela dedicao e profissionalismo demonstra-dos em todos os momentos desafiadoras execuo deste grande evento. Registra tambm a colaborao de instituies e empresas que compreenderam a significa-o do Congresso como importante etapa para o soerguimento da cacauicultura e das regies produtoras de cacau e empres-taram seu decisivo apoio. Ral Valle: sinceros agradecimentos

    Congressistas chegam ao Centro de Convenes Luiz Eduardo Magalhes em Ilhus

    O coral formado por funcionrios da Ceplac fez uma bonita apresentao no final do Congresso

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    PgIna 11 edio 8Jun. / dez | 2012

    Esprito Santo lana Programa Cacau Sustentvel

    O Governo do Estado do Esprito Santo e o MAPA/Ceplac, com o apoio de diversas instituies do setor agroambiental, prefeituras municipais e representaes dos cacauicultores, lanaram recen-temente no municpio de Linhares o Programa de Revitalizao das reas Produtoras de Cacau do Es-prito Santo, chamado de Cacau Sustentvel.

    O objetivo possibilitar mais incentivos aos produtores capixabas para a renovao das la-vouras e o combate a pragas e doenas. A meta recuperar dois mil hectares de plantios atingidos por doenas por ano e alcanar a produo de 14 mil toneladas de amndoas/ano a partir de 2015. Para isso, os produtores tero acesso a mudas resistentes vassoura-de-bruxa, linhas de crdito especficas em condies diferenciadas, assistncia tcnica, pagamento por servios ambientais e ou-tros incentivos, destacou o secretrio estadual de agricultura, Enio Bergoli.

    A incidncia da vassoura-de-bruxa nas lavou-ras capixabas resultou em forte queda na produ-o. O Estado chegou a produzir 14 mil toneladas por ano, mas caiu para cerca de quatro mil tonela-das. Hoje estamos celebrando esse programa, mas ele j est em execuo. Temos diversas atividades preparatrias, como a compra de 300 mil mudas em dois anos. Com isso, vamos estruturar as nos-sas cadeias produtivas, dotando os produtores de

    ferramentas que nos ajudem a construir um Estado mais justo e igual para todos, destacou o governa-dor Casagrande.

    O diretor geral da Ceplac, Helinton Jos Rocha, esteve presente ao evento e destacou as aes rea-lizadas no Esprito Santo. A Ceplac vai trabalhar para fortalecer as parcerias que esto ajudando na recuperao da lavoura cacaueira e esse Estado nos motiva. Os produtores precisam participar e isto que estamos vendo aqui, afirmou Rocha.

    O evento foi realizado na Estao Experimental Filognio Peixoto, que pertence Ceplac. Estive-ram presentes o governador Renato Casagrande, o deputado estadual e presidente da Comisso de Agricultura, Ataiyde Armani, o deputado estadual Luiz Duro, o prefeito de Linhares Guerino Zanon, a prefeita de Sooretama, Joana Rangel, o diretor--geral da Ceplac, Helinton Jos Rocha, o secretrio de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o gerente regional da Ceplac no Esprito Santo, Elpdio Fran-cisco Neto, o presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistncia Tcnica e Extenso Rural, Evair Vieira de Melo, o diretor-presidente do Insti-tuto de Defesa Agropecuria e Florestal, em exerc-cio, Jos Luiz Demoner, o presidente da Associao dos Cacauicultores de Linhares, Maurcio Buffon, o presidente da Associao dos Pequenos Produ-tores de Perobas e Adjacncias e produtores rurais.

    Aes integradas pretendem elevar produtividade das lavouras

    O Governo do Estado quer reestruturar a cadeia produtiva do cacau no Esprito Santo.

    Helinton Rocha garantiu fortalecimento das

    parcerias para recuperar a cacauicultura no

    Esprito Santo.

    Cacau, Jorge e as sementes da literatura nas Terras do Sem Fim

    O cacau o foco central da li-teratura de Jorge Amado em seus primeiros anos. Depois de hiber-nar durante sculos como Capita-nia Hereditria sem importncia, Ilhus, ento um modesto lugarejo no Sul da Bahia, sofreu profundas transformaes com a expanso do cultivo do cacau, planta trazida da Amaznia, que os aztecas chama-vam de fruto de ouro.

    E s mesmo o ouro para sim-bolizar o que o cacau represen-tou para o Sul da Bahia, primeiro transformando Ilhus numa me-trpole e depois fazendo brotar ci-dades na medida em que as fron-teiras do cacau iam se expandindo mata adentro.

    O livro Cacau j deixava cla-ra a tica de Jorge Amado, ao tra-tar do surgimento da chamada Ci-vilizao Cacaueira da Bahia. Era a viso do militante comunista, no melhor estilo patro explorador, trabalhador explorado.

    Mas se Cacau quase um livro panfletrio, a exemplo de Capites da Areia, em Terras do Sem Fim que Jorge Amado atinge o pice de seus romances baseados na saga de cacau.

    Tendo como pano de fundo a luta pelas terras de Sequeiro Grande, ou Sequeiro do Espinho, Terras do Sem Fim traz a essn-cia de Jorge Amado.

    De um lado o Coronel Hor-cio, de outro os irmos Sinh e Juca Badar, metidos numa luta sangrenta por um pedao de mata onde o solo era mtico para o cul-tivo de cacau.

    Em meio a essa luta, onde a terra foi literalmente adubada com sangue, est o universo de Jorge Amado: retirantes nordestinos fu-gindo da seca em busca do Eldo-rado Sul Baiano e que se transfor-mavam em escravos nas roas de cacau, estrangeiros e aventureiros em busca de riqueza fcil e jagun-os em profuso, marcando as es-tradas do cacau com as cruzes da morte. E as putas, marca registrada das obras de Jorge, igualmente re-tratadas pela tica da explorao.

    Em Terras do Sem Fim, Ilhus e Tabocas, j se transfor-mando em Itabuna, vivem margem da lei. Ou sob a lei dos coronis. Quem detinha o poder poltico e econmico, detinha o poder sobre a vida das pessoas.

    Jorge Amado refora a idia de uma regio edificada mar-gem da lei, onde o poderoso ine-vitavelmente cruel e o trabalhador quase sempre o bonzinho explo-rado. Mas, embora Jorge tivesse captado os sinais da revoluo russa, no h revolta entre os tra-balhadores. H sim, a compreen-so fatalista do destino inevitvel.

    Em Terras do Sem Fim, tra-duzido em dezenas de idiomas, Jorge Amado forjou a imagem da Regio Cacaueira para o mundo.

    Embora no seja necessariamente a viso real, fico e realidade s vezes se confundem.

    Em Gabriela, o romance, no as adaptaes televisivas que desfiguram a obra, o escritor man-tm a viso explorador-explora-do, mas dentro de uma tica mais cida, bem humorada.

    Em Gabriela, em meio ao ro-mance ldico entre o turco Nacib e a retirante nordestina Gabriela, Jorge Amado apresenta uma viso carica-tural dos coronis, ainda violentos, mas com ares de paspalhos, per-dulrios e que gastam boa parte da fortuna gerada pelo cacau no jogo e com as prostitutas do Bataclan.

    H, tambm, o embate entre o atraso representado pelos coronis simbolizado por Ramiro Bastos, truculento, atrasado, centraliza-dor, e os novos tempos, simboli-zado por Mundinho Falco, o ho-mem que veio trazer o progresso e incutir o vrus da civilizao em Ilhus, onde o dinheiro do cacau dava o toque de midas em tudo. Menos para os trabalhadores, esses os explorados de sempre.

    Mundinho poderia remeter a uma mensagem socialista, no fos-se ele um legtimo capitalista, com ares de benemrito. Como Ramiro Bastos, sua meta o poder, ainda que com discurso modernizante.

    Gabriela, mais do que Terras do Sem Fim, j que teve verses para o cinema e a televi-so estigmatizou o Sul da Bahia como uma regio perdulria, forjada na violncia.

    Hoje, pode-se depreender que existe muito de lenda e muito de realidade em Jorge Amado, que foi o autor da gestao e do apo-geu da Civilizao Cacaueira da Bahia. A decadncia, verificada a partir da segunda metade da d-cada de 80 do sculo passado, pro-vocada pela vassoura-de-bruxa, j encontrou Jorge em fase outonal.

    Foram necessrias duas dca-das para que o tema fosse abor-dado na literatura de forma crua e sem rodeios, no livro Vassou-ra, deste jornalista e escritor. Vassoura, uma srie de contos e microcontos, inspirados em textos bblicos, revela, atravs de hist-rias pessoais, a dimenso humana da tragdia coletiva que se abateu sobre o Sul da Bahia.

    Cacau e literatura sulbaiana so indissociveis, inspirao e forma, numa regio que teve em Jorge Amado o seu escritor maior, mas no o nico a merecer o ad-jetivo Grande, e em que muitas histrias e estrias se misturam, numa civilizao nica em seu apogeu, queda e reerguimento.

    (*) Jornalista e autor dos livros Vassoura, A Mulher do Lobisomem e

    Jorge100anosAmado, editados pela Via Litterarum.

    Daniel Thame*

    Chocolate que no derrete no calor

    Cientistas da Cadbury, tradicional mar-ca de chocolates da Inglaterra, inventaram um jeito de manter as barras de chocolate sem derreter. Uma maravilha para os dias mais quentes.

    A nova barra do Dairy Milk consegue aguentar um calor de 40 graus sem sujar as mos dos amantes do doce. Uma barra comum aguenta at 36 graus.

    De acordo com o jornal britnico The Mirror, os engenheiros da Cadbury de-senvolveram uma tcnica revolucionria que substitui o modo de misturar os ingre-dientes padres do chocolate, como cacau, manteiga, acar e leite, fazendo com que as partculas de carboidrato fiquem menores e reduzam a quantidade de gordura ao redor delas, aumentando a resistncia ao calor.

  • InformatIvo do maPa/CePlaC Para as regIes Produtoras de CaCau da BahIa

    PgIna 12edio 8 Jun. / dez | 2012

    Carta de IlhusEste documento, a partir daqui denominado Carta de Ilhus, est

    baseado nas informaes apresentadas e discutidas por palestrantes e participantes do III Congresso Brasileiro do Cacau, evento realizado de 11 a 14 de novembro de 2012, em Ilhus, Bahia. parte integrante das metas do projeto original para a realizao do evento e compromisso da Comisso Organizadora com parceiros, patrocinadores, apoiadores, participantes, palestrantes e com a sociedade brasileira interessada na cacauicultura.

    CONTEXTUALIZAODos Sistemas de ProduoAtualmente a cacauicultura nacional enfrenta desafios que requerem o

    desenvolvimento de novas tecnologias e mudanas do foco centrado no mo-nocultivo e restrito s regies tradicionais. H necessidade de romper o pa-radigma arraigado numa cultura secular da qual se pensava que o cacaueiro, uma vez plantado produziria para sempre.

    Os fatores biticos, especialmente doenas, ameaam a sustentabilida-de do negcio, pela severidade dos danos e os impactos na produo. A produtividade do sistema de cultivo sob rvores nativas ou exticas baixa (180 a 225 kg de amndoas secas/ha/ano) e depende intensivamente de mo de obra para realizar as prticas de manejo necessrias, que, geralmente no respondem, principalmente pelo excesso de sombreamento. O manejo do sombreamento, por sua vez, inviabilizado devido rigorosa legislao ambiental atual.

    O cacaueiro uma espcie de grande adaptabilidade que pode ser cul-tivado em consrcio com outras culturas, a exemplo da seringueira ou es-pcies madeirveis. No entanto, estes sistemas no tm sido aproveitados em sua plenitude.

    Dos Pontos Fracos e AmeaasEntre os pontos fracos e ameaas cacauicultura brasileira podemos

    citar: f O sistema de cultivo sob sombreamento de rvores nativas ou intro-

    duzidas apresenta baixa produtividade, custo elevado e sofre com uma legislao ambiental rigorosa e restritiva;

    f O cultivo do cacaueiro em regies midas enfrenta srios danos causa-dos por doenas e est ameaado com a instalao de novos patgenos, a exemplo da monilase;

    f Condies climticas associadas ao relevo movimentado das regies tradicionais de cultivo inviabilizam a mecanizao de etapas do pro-cesso de produo;

    f Insegurana para pessoas e patrimnio nas propriedades rurais com alta ocorrncia de furtos e agresses fsicas a produtores;

    f Riscos de contaminao das amndoas por agentes qumicos e/ou biolgicos;

    f xodo rural e descontinuidade no gerenciamento e sucesso nas propriedades;

    f rgo federal encarregado da pesquisa e transferncia de tecnologia precariamente provido de recursos financeiros e humanos;

    f Falta de gerenciamento de estoques permitindo a importao de cacau via drawback sem quantificar a real necessidade do merca-do;

    f Desorganizao estrutural da cacauicultura, principalmente, pela ausncia de organizaes de produtores (sindicatos, cooperati-vas, associaes) fortes que permitam a defesa eficaz da lavoura;

    f Ausncia de um Programa Nacional para a cacauicultura; f Falta de representao poltica estadual e nacional da lavoura

    cacaueira.

    Das Oportunidades f Grande diversidade de ecossistemas para produo de cacau; f Possibilidade de gerao de variedades hbridas e/ou clonais para

    diversos ecossistemas com caractersticas de origem especiais; f A oferta de produto insuficiente para atender demanda do

    mercado interno de chocolate; f Possibilidade de processamento agroindustrial via associativis-

    mo/cooperativismo e empreendimentos coletivos; f Utilizao de sistemas de cultivo alternativos de cacau em con-

    srcio com outras espcies sistemas agroflorestais; f Existncia de conhecimento tcnico-cientfico acumulado para

    produzir cacau em quantidade e qualidade superior aos de ou-tros pases produtores de cacau;

    f Uso intensivo do sistema cacau cabruca com aproveitamento in-tegral dos seus componentes.

    Dos Aspectos Econmicos e de MercadoO baixo nvel de produo e de renda da lavoura cacaueira de-

    corre de um manejo inadequado, fruto de um ambiente de incerteza presente na atividade desde 1977, incio da trajetria decrescente do preo. Nesse contexto o como e quanto produzir acentuado pelo alto custo do controle da vassoura-de-bruxa so as questes socioeco-nmicas decisivas para determinar o nvel da produo, da renda e sua distribuio, considerando o preo interno definido pelo mercado.

    Em relao aos custos de comercializao, a cacauicultura brasi-leira competitiva em comparao aos de outros pases produtores,

    j que a incidncia de impostos e taxas baixa. No entanto, h perda de competitividade pelo custo da logstica, o chamado custo Brasil, que muito alto. Adicionalmente, o preo inferior ao preo FOB (Free on Board) recebido pelo produtor reflexo da falta de administrao de estoques permitindo a importao de cacau via drawback, sem de-terminar a verdadeira necessidade do mercado.

    Os custos de produo no Brasil so elevados estando abaixo apenas da Nigria. Os custos de mo de obra alcanam 75% do custo total de produo. Isso se deve observncia das leis trabalhistas e melhor remunerao do trabalhador brasileiro. O trabalhador rural nos pases africanos tem baixo salrio e encargos sociais, em contrapartida, o produtor recebe subsdios para aquisio de insu-mos, o que contribui para reduzir substancialmente o seu custo de produo.

    Com a escalada crescente dos salrios no Brasil e considerando o valor mdio da tonelada de cacau, a empresa agrcola de produo tradicional de cacau no apresenta viabilidade financeira.

    Do Desenvolvimento SustentvelA cultura do cacau tem valor histrico, sendo de grande impor-

    tncia para as regies produtoras. As organizaes de representao do cultivo, a exemplo da CEPLAC, e de agricultores, estabelecidos em associaes, cooperativas, sindicatos e movimentos sociais devem so-mar esforos na estruturao da cadeia produtiva e seus subprodutos, para gerar desenvolvimento, com sustentabilidade.

    importante para consolidar a cadeia produtiva do cacau a implantao de sistemas diferenciados de produo, incentivando modelos mais sustentveis, agroecolgicos, em composies agroflo-restais. A implantao do cacaueiro em sistemas agroflorestais com seringueira, madeirveis, bananeira e/ou outros cultivos alimentares tem sido relevante na recuperao de reas degradadas e na diversi-ficao de renda na propriedade rural. Dessa forma, as polticas p-blicas existentes e/ou sua adequao devem apoiar expressivamente a transio para modelos sustentveis de produo.

    O acesso a crdito de custeio e investimento uma oportunidade para grandes, mdios e pequenos produtores de cacau, inclusive os da agricultura familiar, para otimizarem a atividade, possibilitando a ampliao da rea plantada, permitindo investimentos em proces-samento, e portanto, agregao de valor ao produto, em sistemas produtivos diversos. H potencial para que o produtor de cacau con-quiste mercados diferenciados com produtos pr-processados e/ou agroindustrializados. A assistncia eficaz de entidades governamen-tais facilitaria essa conquista.

    Da Pesquisa e ExtensoO desenvolvimento de pesquisas e tecnologias inovadoras deve

    ser priorizado, de forma a ofertar instrumentos apropriados rea-lidade dos agricultores em sua diversidade. As aes de formao, capacitao, treinamento e desenvolvimento de projetos empreen-dedores, com jovens e mulheres rurais, so estratgias que fortale-cem a cadeia produtiva do cacau. Uma assistncia tcnica qualificada contribuir para ampliar a eficincia na produo, organizao do mercado e agregao de valor.

    Produtos diferenciados podem ser gerados a partir das polticas pblicas existentes na linha da sustentabilidade. Pesquisadores, ex-tensionistas e agentes de desenvolvimento so importantes na cons-truo das alternativas produtivas para os agricultores e as regies onde eles esto situados.

    Por outro lado, devem-se incentivar estratgias de pesquisas com adoo de modelos multidisciplinares, interdisciplinares e transdisci-plinares de forma a unificar todas as reas do conhecimento cientfico.

    Diante dos desafios enfrentados pela cacauicultura brasileira, da dinmica da cadeia produtiva e das polticas pblicas existentes, possvel assinalar aes que podem colaborar na consolidao des-te setor. H um potencial para ampliar a produo de cacau e sua produtividade de modo a abastecer a demanda interna pelo produ-to. Esse processo passa pela formao de pesquisadores, agentes de desenvolvimento e agricultores, qualificando-os para atuao nos diferentes elos da cadeia produtiva do cacau.

    PROPOSTAS PARA A CACAUICULTURABRASILEIRA NOS PRXIMOS 20 ANOS.

    1. Aumentar a produtividade da lavoura melhorando a eficincia tecno-lgica, seja por meio de adensamento, clones produtivos e resistentes a doenas, reduo do sombreamento, mecanizao da cultura e/ou fer-tirrigao;

    2. Agregar valor ao produto com certificaes, registros de indicao geo-grfica e marcas coletivas;

    3. Desenvolver sistemas de produo de cacau alternativos em diferentes ecossistemas;

    4. Recuperar e modernizar as reas tradicionais de cultivo, com foco na ele-vao dos nveis de produtividade das lavouras e da qualidade do cacau;

    5. Expandir e modernizar as zonas de produo na Amaznia, com foco na recuperao de reas antropizadas;

    6. Implantar zonas de cultivo intensivo e criar novas fronteiras agrcolas

    para o cacau no Brasil;7. Instituir o Fundo Ambiental para Conservao Produtiva na Mata

    Atlntica do Sul da Bahia. Uma nova modalidade do Crdito Rural;8. Apoiar as cadeias produtivas complementares ao cacaueiro: fruticultu-

    ra, seringueira e palmiteiros, inclusive em cultivos consorciados;9. Instituir o pagamento por Servios Ambientais (Bnus Ambiental) in-

    cluindo como garantia real o patrimnio ambiental (ativos ambientais) dos estabelecimentos agrcolas;

    10. Equacionar as dvidas dos produtores para permitir o acesso ao crdito rural nas regies produtoras de cacau;

    11. Promover e fortalecer o associativismo visando organizar a lavoura a fim de proteger e tornar mais competitiva a produo brasileira de cacau;

    12. Promover o desenvolvimento de atividades lastreadas na conservao produtiva que propiciem ou estimulem a preservao, conservao e recuperao ambiental, com foco na sustentabilidade e competitividade dos estabelecimentos agrcolas e das cadeias produtivas;

    13. Reconhecer como cultivo consolidado as reas de cacau produtivo em reas de preservao ambiental (APA);

    14. Fortalecimento institucional da Ceplac.

    RESULTADOS ESPERADOSi. Elevao do atual patamar da produo, de modo a garantir a

    competitividade do cacau brasileiro;ii. Diminuio das desigualdades com incluso scio-produtiva e

    criao de novos empregos diretos na cacauicultura;iii. Reorganizao do setor com associaes de produtores fortes;iv. Plantio de espcies arbreas nativas e exticas ecologicamente adap-

    tadas, melhorando a capacidade de resilincia do agroecossistema;v. Reincorporao ao sistema produtivo de reas de cacau imobili-

    zadas pela legislao ambiental e aquelas abandonadas pela bai-xa produtividade;

    vi. Garantir a conservao dos biomas Mata Atlntica e Floresta Amaznica nas regies produtoras de cacau;

    vii. Constituir uma compensao monetria por Servios Ambientais (Bnus Ambiental); incluindo-os como garantias reais ao patri-mnio ambiental (Ativos Ambientais);

    viii. Recuperao da liquidez, da capacidade de pagamento e da mar-gem disponvel de garantia do produtor de cacau, superando os impasses do atual modelo de crdito agrcola;

    ix. Alcanar outros estgios do processamento agroindustrial via associativismo ou pequenos empreendimentos individuais, de chocolates especiais, retomando a tradio do cacau como cultu-ra de exportao, favorecendo a balana de pagamentos;

    x. Retomada do processo de desenvolvimento regional por meio de gerao de trabalho, emprego e renda em bases sustentveis, beneficiando o conjunto da sociedade.

    OUTRAS CONSIDERAESO Brasil deve lutar para o aumento da produo, produtividade

    e qualidade do cacau a fim de eliminar o dficit de produto existente no mercado interno, promovendo a autossuficincia com sustentabi-lidade. O mercado deve, principalmente, operar com um preo com-petitivo que remunere os fatores de produo.

    O governo brasileiro deve implantar polticas pblicas para a cacauicultura no sentido de torn-la vivel, como, por exemplo, sub-sidiar o custo de produo com relao aos insumos ou realizar uma complementao de preos referente ao percentual excedente ao cus-to de produo. Uma medida concreta poderia ser o estabelecimento de um preo mnimo para produtos da sociobiodiversidade.

    Para o suprimento de matria-prima para os mercados interno e exter-no nos prximos 20 anos deveria se seguir o principio de pensar global e agir localmente. Isto , planejar a propriedade rural tendo como norteador a sustentabilidade e a inovao, plantando o cacaueiro no sistema cabruca, em sistemas agroflorestais e/ou a pleno sol, assim como delimitar reas de pastagens ou outras culturas e reas de mata virgem, tudo dentro da mesma propriedade, se esta proporcionar as condies adequadas.

    Adicionalmente, a agregao de valor e a gerao de renda ao cacau podem ocorrer atravs da implantao de pequenas agroin-dstrias, apoio s atividades no agrcolas em torno desta cadeia produtiva, a exemplo de roteiros tursticos nas reas da produo de cacau. A representatividade histrica desta cultura no Brasil um atrativo que pode ser explorado nas regies produtoras de cacau.

    O rgo Federal encarregado da cacauicultura brasileira deve envidar esforos para reunir os produtores em um objetivo comum a fim de diminuir a grande desunio verificada no meio.

    Finalmente, este documento a culminao do III Congresso Brasileiro de Cacau. Espera-se que instigue e provoque as orga-nizaes envolvidas com cacau a fazer outras cartas, eventos, aes, enfim, realizaes em defesa dos interesses da cacauicul-tura brasileira.

    Ral Ren Valle, PhDPresidente

    III Congresso Brasileiro de Cacau