jornalismo colaborativo nassif

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TCC de Bárbara de Oliveira Lopes

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  • 1.BRBARADEOLIVEIRALOPESOPAPELDOJORNALISTANOJORNALISMO COLABORATIVO:ESTUDODOCASODOBLOGDONASSIFUNIVERSIDADENOVEDEJULHO(UNINOVE) COMUNICAOSOCIALJORNALISMOSOPAULO2008

2. BRBARADEOLIVEIRALOPESOPAPELDOJORNALISTANOJORNALISMO COLABORATIVO:ESTUDODOCASODOBLOGDONASSIFTrabalhodeconclusodecursoapresentadocomoexignciaparcialparaobtenodograudeBacharelem Comunicao Social com habilitao emJornalismo pela Universidade Nove de Julho Uninove.Orientadora:Profa.PatrciaQuevedoKayUNIVERSIDADENOVEDEJULHO(UNINOVE) COMUNICAOSOCIALJORNALISMOSOPAULO2008 3. RESUMOOpapeldojornalistanojornalismocolaborativo:EstudodocasodoBlog doNassif.Oobjetivodestetrabalhofazerumestudodainteraoentrejornalistaeleitoresnoblog mantido por Luis Nassif. Por meio da anlise, descobriuse que os leitores soconvidadosaparticipardascoberturasesuaparticipaoincentivadacomapublicaodetextosdeleitoresnareaprincipaldoblogedoelogiopblicoaessaparticipao.Nassiftambmcompartilhacomosleitoresaobservnciapelasregrasdacomunidade.Aanlisetevecomo baseoestudodojornalismocolaborativoesuas implicaes emconceitostericoscomogatekeepingeagendasetting.Comisso,observasequeessesconceitosnofuncionamdamesmamaneiranainternet,porestaserumambienteemquenohescassezdeespao,comoemmeiosimpressosoudetempo,comoemmeioseletrnicos(rdioeteleviso).Palavraschave:jornalismocolaborativo,internet,contedogeradoporusurios. 4. ParaoGustavo,minhaforaeminhainspirao 5. SUMRIO Introduo............................................................................................................................5 1. Ainterneteacontracultura............................................................................................7 1.1.Aspectostcnicos.....................................................................................................8 1.1.1.Ocomputador........................................................................................................8 1.1.2.Ainternet............................................................................................................10 1.2.Implicaesculturais.............................................................................................12 1.3.Trabalhocolaborativo............................................................................................15 2. Dojornalismopessoalaojornalismocolaborativo.....................................................17 2.1.Origens...................................................................................................................17 2.2.Jornalismoalternativonainternet.........................................................................18 2.3.Tiposefunesdaparticipao............................................................................23 2.4.Implicaesparaojornalismotradicional........................................................26 3. OBlogdoNassif..........................................................................................................29 3.1.Biografia................................................................................................................29 3.2.OBlogeaparticipaodosleitores......................................................................29 3.3.OBlog,amdiaeainternet...................................................................................31 3.4.CoberturadoacidentedaTAM.............................................................................32 3.5.Concluso..............................................................................................................35 Bibliografia........................................................................................................................37 6. 5INTRODUOAdiscussosobrequemeoquefazumjornalistanonova.Issoporqueamatriaprimadojornalismo,anotcia,,emltimaanlise,dedifcildefinio,objetodeestudodeincontveispensadores.Anotciaseparasedainformaoemgeralapenasporumlimitemuitotnue,emesmoesteporvezesdesaparece.Amultiplicidadedepapisdojornalistanomercadodetrabalhoeadefesaaguerridaqueacategoriafazdarestriodessasatividadesaprofissionaiscredenciadostornamessaumaquestocomplexaaindamaislevandoseemcontaqueojornalismosempreconviveucomproduesfeitasporamadores,militantesdedeterminadacausaouaficionadospordeterminadoassunto.A complexidade aumenta com o advento da internet e a entrada em cena novosmodelosdeproduoedifusodeinformaes.Otrabalhocolaborativonodesenvolvimentodeprogramasdecomputadorenacriaodefrunssobrevariadosassuntos,queacompanhaainternetdesdesuacriao,nocomeodestesculochegouaojornalismo.Ojornalismocolaborativoouparticipativoganhoudensidadeeatenopblicacomomaterialproduzidoporusuriosapsosatentadosde11desetembrode2001,nosEstadosUnidos.O crescimento do jornalismo colaborativo coincidiu, tambm, com crescentesquestionamentos sobre a indepedncia dos meios tradicionais. Redaes cada vez maisenxutas e a concentrao das empresas jornalsticas em poucos grandes conglomeradosacenderamdiscussessobreaqualidadedoservioprestadoesobreademocratizaodaimprensa.Estenovocontextorepresentaumdesafioeumaoportunidadeparaojornalista.Elepassa a ter a disposio ferramentas inditas at ento, porm precisa desenvolver novashabilidadesparasesobressair.Aparticipaodosleitores,quepassamasercolaboradores,coautores,maisumachancedeenriquecerotrabalhodojornalistaqueumaameaaasuaprofisso.Nestetrabalho,decidimos analisaroblogdorenomadojornalistaLuisNassifparadescobrirquaishabilidadesnovasestavamsendocolocadasemprtica.Nassif,queconstruiusua carreira na grande imprensa, tambm sempre manteveum olhar crtico em relao cobertura da mdia em casos polmicos. Sua adeso ao formato blog, em 2006, j veioacompanhadadoconviteparticipaodosleitores.Restavasaberseissosedeu,edeque 7. 6forma. Paradescobrir,apsumaleituradosarquivosdoBlogdoNassif,coletamostextosquetm comoassuntoaparticipao dos leitores,comentrios sobreamdiatradicionale osnovosmeiosquesurgem.Estacompilao,quepodeserconsultadanoAnexoI,permitiutraar um retrato da relao que o jornalista estabeleceu com seu pblico. Alm disso,decidimosanalisaracoberturadeumcasoespecfico:oacidentecomovo3054,daTAM,emjulhode2007.Tratavasedeumcasodifcil,pelanecessidadedeconhecimentostcnicosdeaviaoepelapolitizaoporqueainvestigaopassouemalgunsmomentos.Reunimosospostssobreoacidentepublicadosemjulhoeagostode2007noAnexoII. Paradarembasamentotericonossaanlise,queformaoterceirocaptulodestetrabalho,resolvemosestudarosurgimentodainternetesuarelaocomosideaislibertriosda contracultura, no primeiro captulo. O segundo captulo traz um breve panorama dojornalismonocomoempresa,mascomoexercciodaliberdadedeexpresso,antesedepoisda internet. Tambm no segundo captulo, trazemos a contribuio de alguns autores notocanteaconceitostericosdareadecomunicaodentrodonovocontexto. 8. 71.AINTERNETEACONTRACULTURA Estamoscriandoagoraumespaonoqualopovodoplanetapodeterumnovotipoderelacionamento:queropoderinteragirtotalmentecomaconscinciaqueesttentandosecomunicarcomigo.JohnPerryBarlow,msicoefundadordaElectronicFrontierFoundation (apudCASTELLS,1999,p.443)A internet como hoje existe pelo encontro de dois grupos aparentementeantagnicos: hippies emilitares.Masaverdadequenosanos1960e1970,asprincipaisuniversidadesamericanaseramopontodeconvergnciadeambos,especialmentenabuscapelainovao.Acontraculturateveumpapelchaveparaomodelodecomunicaomediadaporcomputadores,queporsuavezpossibilitouaexistnciadenovosmodelosdejornalismo,comoojornalismocolaborativo.Desde o advento da internet, muitos estudiosos vm se entusiasmando com asmudanas e o potencial de mudanas trazidos pelas novas tecnologias. Para muitos, arealizaodefatodoconceitodealdeiaglobaldeMcLuhan,inicialmentedesenvolvidoparaexplicaratransformaonouniversodacomunicaocausadapelateleviso.McLuhanfoioprincipaltericoaenfatizarqueasmudanastecnolgicascomoainvenodaescritaoudaimprensatrazemmudanascognitivasparaasociedade.Ateoriadamdia,quetinhapoucocrdito nos meios acadmicos nos anos 1980,principalmenteporsuafalta denfase nosaspectossociopolticos,ganhounovoflegoaoseradaptadaparaoestudodaeradigital.dentrodessaperspectivaquediversosautoresvmapontandoaimportnciadaeradigital,comoalgoquetemimpactomesmosobrequemnoestdiretamenteenvolvido."Esse[arevoluodatecnologiadainformao](...),nomnimo,umeventohistricodamesmaimportncia da Revoluo Industrial no sculo XVIII, induzindo um padro dedescontinuidadenasbasesmateriaisdaeconomia,sociedadeecultura(CASTELLS,1999,p.68).Diferentementedateleviso,queseconstituibasicamentecomoumaviademonica,ainternettrouxecomoseuprincipalganhoacomunicaomultidirecional,estabelecendo,defato,umateia. 9. 8 Oquetornaainternettointeressante?Dizerqueelaanarquistaummodo grosseiroefalsodeapresentarascoisas.Tratasedeumobjetocomum,dinmico, construdo,ou pelomenos alimentado por todos queo utilizam. Ele certamente adquiriuessecarterdenoseparaoportersidofabricado,ampliado,melhorado pelosinformatasqueaprincpioeramseusprincipaisusurios.Elefazumaligao porseraomesmotempooobjetocomumdeseusprodutoresedeseusexploradores. (LVY,1996,p.1289)Emboraaspectostcnicoseculturaisocorramsimultaneamente,optamosportratlosemtpicosseparados,parapreservaracronologiaeaprofundaroestudodeambos.1.1.ASPECTOSTCNICOS1.1.1.OcomputadorA inovao se tornouum fator chavepara o Departamento de Defesado governoamericanoapartirdaSegundaGuerra.Umdospontosestratgicoseraadecodificaodemensagensinimigaseaelaboraodemodelosdecriptografia,almdodesenvolvimentodearmasquechegoubombaatmica.CastellsserefereaSegundaGuerracomo"amedetodasastecnologias"(1999,p.78).Adivisodomundoapsofimdoconflitocontinuouimpulsionandoaspesquisasmilitarese,maisqueisso,ampliandooscamposdeinteressedasforasarmadas.ComaGuerraFria,acompetiocomossoviticosdeixoudeserapenasdepoderblico,mastambmumadisputapeloscoraesementesdetodoomundo.Emfevereirode1946,seismesesapsofimdaSegundaGuerra,compatrocniodasforas armadas, uma equipe da Universidade da Pensilvnia desenvolveu o primeirocomputadorparausogeral,oENIAC(ComputadoreIntegr

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