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Publicação da Assessoria de Comunicação Universidade Federal de Goiás ANO X – Nº 79 – JUNHO DE 2016

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  • ANO X N 79 JUNHO 2016

    J O R N A LJessica PeixotoInovao Digital

    na UniversidadeA UFG tem se destacado no desenvolvimento de aplicativos para dispositivos mveis em diversas reas. Conhea alguns desses projetos p. 8 e 9

    Reportagem analisa Cincia Sem Fronteiras, que completa 5 anos p. 10 e 11

    Professor cria sistema que aproveita gua eliminada pelo ar-condicionadop. 12

    Media Lab parceiro da revitalizao do Museu Casa de Cora Coralinap. 5

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    ade EDITORIAL

    hora de celebrar a histria e continuar na busca por mudanas

    Universidade Reitor:

    Orlando Afonso Valle do Amaral; Vice-reitor:

    Manoel Rodrigues Chaves; Pr-reitor de Graduao:

    Luiz Mello de Almeida Neto; Pr-reitor de Ps-Graduao:

    Jos Alexandre Felizola Diniz Filho; Pr-reitora de Pesquisa e Inovao:

    Maria Clorinda Soares Fioravanti; Pr-reitora de Extenso e Cultura:

    Giselle Ferreira Ottoni Cndido; Pr-reitor de Administrao e Finanas:

    Carlito Lariucci;Pr-reitor de Desenvolvimento

    Institucional e Recursos Humanos: Geci Jos Pereira da Silva;

    Pr-reitor de Assuntos da Comunidade Universitria:

    Elson Ferreira de Morais.

    Jornal UFG Coordenadora de Imprensa:

    Michele Martins; Editora:

    Kharen Stecca;Editora-assistente:

    Anglica Queiroz; Conselho editorial:

    Angelita Pereira de Lima, Cleomar Rocha, Estael de Lima Gonalves (Jata), Lus Maurcio Bini, Pablo

    Fabio Lisboa, Reinaldo Gonalves Nogueira, Silvana Coleta Santos Pereira, Thiago Jabur

    (Catalo) e Weberson Dias (Cidade de Gois); Suplente:

    Mariana Pires de Campos Telles; Projeto grfico e editorao:

    Reuben Lago; Fotografia:

    Carlos Siqueira; Reportagem:

    Anglica Queiroz , Luiz Felipe Fernandes e Renato Rodrigues;

    Reviso: Fabiene Batista e Bruna Tavares;

    Bolsistas: Adriana Silva e Ana Fortunato (Fotografia);

    Impresso: Centro Editorial e Grfico (Cegraf ) da UFG;

    Tiragem: 7.000 exemplares

    Publicao da Assessoria de Comunicao Universidade Federal de Gois

    ANO X N 79 JUNHO DE 2016

    ASCOM Reitoria da UFG Cmpus Samambaia

    Caixa Postal: 131 CEP 74001-970Goinia GO

    Tel.: (62) 3521-1310 /3521-1311 www.ufg.br www.ascom.ufg.br

    jornalismo.ascom@ufg.br@ufg_oficial

    J O R N A L

    Anglica Queiroz, Kharen Stecca e Michelle Martins*H 10 anos, a UFG divulgava a primeira edi-o do Jornal UFG. Com editorial do ento reitor, Edward Madureira Brasil, ele concla-mava o incio de uma poltica de comunicao da Universidade e uma expectativa: que a perenidade do Jornal UFG s ocorreria, caso ele se mostrasse um veculo a servio do ensino, da pesquisa, da ex-tenso e da cultura, abrindo canais de divulgao que garantissem oportunidades de expresso co-munidade universitria.O Jornal UFG, que ora apresentamos, faz parte de uma poltica de comunicao baseada nos princ-pios da pluralidade, da diversidade, da liberdade, da democratizao do acesso informao. Estamos convictos de que este veculo s ser perene se real-mente se firmar como espao democrtico de comu-nicao a servio do ensino, da pesquisa, da extenso e da cultura; se abrir canais eficientes de divulgao cientfica; se garantir oportunidades de expresso aos vrios segmentos da comunidade universitria; se se consolidar, efetivamente, como uma ferramenta de difuso de conhecimentos e informaes, com-prometido com a incluso social e cultural.No mesmo editorial, Edward Madureira fala ainda de um mundo em crises de diferentes naturezas, ce-nrio que, dez anos depois, ainda persiste, especial-mente com o agravamento da crise poltica e eco-nmica vivida no Brasil este ano. Nesse contexto, temos o desafio de continuar reforando o papel da universidade como instituio que deve buscar res-postas s demandas sociais. Com mesas-redondas, entrevistas e reportagens sobre assuntos polmi-cos, atuais e decisivos, tentamos mostrar diferentes pontos de vista e manter nossa misso de combater posturas e atitudes antidemocrticas.Em seu dcimo ano, aps 79 edies publicadas, muitas lutas, greves, perodos de intensa produo, dificuldades e tambm inovaes, continuamos fir-mes no propsito de manter a democratizao do acesso informao. E fomos alm: hoje o Jornal UFG um dos vrios veculos institucionais da UFG, integrado ao esforo de se consolidar em uma ver-dadeira poltica de comunicao para a universi-dade. Enquanto, no incio, a preocupao era a pe-riodicidade, na edio 50, em maro de 2012, esse desafio j era considerado vencido. Para a ento editora geral do Jornal UFG e professora da Facul-dade de Informao e Comunicao, Silvana Coleta, o veculo vinha cumprindo com sua misso.Uma incessante capacidade crtica e olhos aber-tos para as possibilidades de aperfeioamento so fundamentais para que o Jornal UFG se consolide como um referencial de leitura e de divulgao da

    produo acadmica e dos caminhos da universi-dade em todas as reas. A disponibilidade de um material que pode ser encontrado nos corredores da instituio e consumido em curto, mdio e lon-go prazo contribui para a ampliao da visibilida-de do contedo publicado. Ao divulgar os saberes produzidos na academia e ao propor a discusso de temas do presente e do passado da universida-de, o Jornal UFG cumpre a misso de fortalec-la e, tambm, de contribuir para o crescimento hu-mano e intelectual de todos que a compem.No ano passado, em nosso nono aniversrio, ganha-mos nova identidade visual influenciada por elemen-tos mais sofisticados, com contedos mais fluidos, utilizao de nova tipografia, organizao da pgina de forma mais leve e insero de mais recursos gr-ficos. As mudanas no projeto grfico e editorial fo-ram resultado de ampla pesquisa com a comunidade universitria, reforando nossa vontade de entender e estar prximo ao nosso pblico. As alteraes vi-suais, que seguiram a tendncia atual dos impres-sos em promover maior interao com os leitores, incentivam a participao, valorizando ainda mais o contedo produzido. Agora, para comemorar os dez anos, o Jornal UFG passa a ser todo colorido.Desde seu nascimento, o Jornal UFG tem tentado abarcar a complexidade da instituio e, tambm, da sociedade. Evidenciando ora temas de pesquisa, ora temas polmicos em pauta na nossa realida-de. Muitos contriburam para chegarmos at aqui. Estagirios, diagramadores, editores, reprteres, professores, tcnicos-administrativos, bolsistas, fotgrafos, entre outros. Em nome da necessidade de sempre buscar o novo um dos destaques desse ms uma matria sobre aplicativos para smart-phones e tablets desenvolvidos na UFG que aten-dem diversas necessidades como, por exemplo, a promoo da responsabilidade social e o combate a doenas como a dengue.Para alm do novo preciso tambm buscar a sus-tentabilidade, tema que ser discutido na matria Sistema aproveita gua do ar-condicionado, que mostra um projeto da Escola de Engenharia sobre reuso da gua do ar-condicionado. A mesa-redonda traz um outro lado da sustentabilidade, que deve ser buscada na produo pecuria, uma das reas de destaque da economia brasileira e que tambm precisa ser repensada. At mesmo a entrevista com o Presidente da Associao Brasileira de Engenharia de Produo, Milton Vieira Junior, traz tona a ideia de sempre buscar a inovao e destaca o empreende-dorismo como um desses caminhos, neste caso, para o mercado da engenharia. Em nome dessa necessi-dade, seguiremos sempre na tentativa de buscar esse caminho de mudana, de crescimento e inovao.* Equipe Jornal UFG

    Carlos Siqueir

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  • 3Porm, deixo isso bem claro, preciso desen-volver novas tecnologias, ou seja, no se deve buscar empreender com ideias conservadoras, preciso sair da zona de conforto e enfrentar novos desafios. O Brasil precisa de novos empre-endedores com capacidade de inovar e com mui-ta criatividade.Sobre o Brasil desenvolver novas tecno-logias: qual o papel da ps-graduao nesse processo? Ela tem conseguido alavancar essa necessidade ou ainda se prende apenas docncia?A ps-graduao deveria ter um papel de fo-mento nesse processo. nos cursos de ps-gra-duao stricto sensu que existe a maior possi-bilidade de gerao de novos conhecimentos e de novas tecnologias. Entretanto, durante anos privilegiou-se apenas a gerao do conhecimen-to e a publicao de artigos em peridicos, prin-cipalmente em lngua estrangeira. A gerao da nova tecnologia, o registro de patentes derivado do desenvolvimento de novos produtos, tudo isso foi deixado em um plano menor em funo da obrigao de publicar artigos em peridicos qualificados. Com isso, ocorreram diversos ca-sos de conhecimentos desenvolvidos aqui no Brasil em que o produto decorrente disso (a tecnologia) foi desenvolvido em outros pases. A ps-graduao ainda tem que assumir o papel de gerador de novas tecnologias, mas preciso que as polticas de avaliao mudem para incen-tivar isso. Alguns passos j esto sendo dados, quando a avaliao comea a considerar que pe-didos e registros de patente, de software e ou-tros processos similares podem ser pontuados em benefcio dos cursos de ps-graduao.

    Muitos engenheiros tm procurado sair do pas, seja para se especializarem ou para tentar novos rumos. Como tem sido essa internacionalizao da pro-fisso? preciso entender o benefcio que essa sada para o exterior pode trazer. De nada adianta sair e atender a cursos que sejam iguais ou inferio-res aos que se oferecem no Brasil. Para buscar uma experincia internacional preciso que ela seja melhor e mais intensa do que se consegui-ria aqui. Para fazer um mestrado ou doutorado no exterior preciso que haja o contato com novas tecnologias e a orientao de pesquisa-dores de renome, melhores do que se teria no pas, caso contrrio, seria uma simples sada para trabalhar com algum que vai acrescentar menos na formao do que o que se encontra no Brasil. A experincia internacional importante quando bem estruturada. Sair do Brasil em bus-ca de experincias e ir trabalhar como garom ou lavador de copos em