jornal o monatran março de 2010

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Movimento nacional de Educação no Trânsito

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  • o monatranJORNAL DO MONATRAN - MOVIMENTO NACIONAL DE EDUCAO NO TRNSITO FLORIANPOLIS - MARO DE 2010 - ANO 1 - N 5

    Muito poucoa comemorar

    O to esperado aniversrio da capitalcatarinense passou e os presentes para apopulao ficaram apenas na promessa.

    Beira-Mar Continental

    Beira-Mar de So Jos (ligao com Florianpolis).

    Jos

    Roberto de

    Souza Dias

    Pgina 5

    Colunistas deO monatran

    Os jovens e a

    violncia no trnsito

    Ildo

    Raimundo

    Rosa

    Pgina 7

    Roberto

    Alvarez

    Bentes de S

    Pgina 3

    A mobilidade

    urbana e

    o automvel

    Moto Morte

    FRUMDASAMRICAStentaencontrarsoluespara otrnsitoda CapitalPginas 6 e 7

    Motoristas

    brasileiros

    s obedecem

    quando se

    sentem

    fiscalizados

    Pgina 9

    PLANODIRETOR:PrefeituradeFlorianpolisvolta atrs eprotelaentrega doprojeto aoLegislativo

    Pgina 11

    Projeto de

    retorno para

    sul da Ilha

    modificado

    Pgina 11

    Tribunal de

    Justia confirma

    condenao de

    MOTORISTA

    EMBRIAGADO

    Pgina 4

  • o monatran

    2 - o monatran Maro de 2010

    EDITORIAL

    Abaixo as

    datas!

    Sempre existe uma desculpa! Pode ser achuva (o excesso ou, quem sabe, atmesmo a ausncia dela), a escassez derecursos financeiros, a falta de algum do-

    cumento, desapropriaes que no acontecem...Enfim, at os vrios compromissos dos adminis-tradores pblicos podem servir de pretexto para oadiamento da inaugurao de uma obra.

    Neste ms de maro, inauguraes de duasobras importantes foram adiadas. Alis, adiadasduas vezes em um perodo de dez dias. Assim,mais uma vez, a populao ir ter que esperar achance de utilizar a Beira-Mar Continental e aBeira-Mar de So Jos.

    As inauguraes, prometidas para o anivers-rio da capital catarinense (no dia 23), foram adia-das para o dia 31 e, posteriormente, adiadas inde-finidamente.

    J era de se imaginar que as obras no seriamconcludas em tempo. At pelo ritmo nada fren-tico das frentes de trabalho.

    Teve a justificativa do excesso de chuva, o pro-blema das desapropriaes, diversos eventos ines-perados e, por ltimo, uma novidade: a falta deagenda dos administradores para a cerimnia deinaugurao.

    Apesar de todas estas desculpas o que se ob-serva, de fato, que o que realmente atrapalha aconcluso das pequenas ou das grandes obras afalta de planejamento. Planejamento este que jdeveria contar at com o inesperado.

    Afinal, se tudo fosse to imprevisvel, no ha-veria razo para existirem os planejamentos.

    Se no fosse assim, abaixo as datas! A partirde hoje, tudo na vida poderia ser determinado daseguinte maneira: quando for possvel faremos.Da tudo seria uma surpresa e, somente quandotudo colaborasse a favor, concluiramos o que foiprometido. Sem nos preocuparmos com as to in-significantes datas.

    Ora, por favor, isso seria incabvel!Planejamento srio senhores: isso que espe-

    ramos!

    Jornal do MONATRAN -Movimento Nacional de Educao no Trnsito

    Sede Nacional: Av. Herclio Luz, 639 Conj. 911Centro - Florianpolis / Santa Catarina CEP 88020-000

    Fone: (48) 3333-7984 / 3223-4920E-mail: jornal@monatran.org.br

    Site: www.monatran.org.br

    DIRETORIA EXECUTIVA:

    Presidente: Roberto Alvarez Bentes de S

    Diretores: Romeu de Andrade Loureno JniorSergio Carlos BoabaidLuiz Mario BrattiMaria Terezinha AlvesFrancisco Jos Mattos Mibielli

    Jornalista Responsvel e diagramador:

    Rogrio Junkes - Registro Profissional n 775 - DRT

    Redatora: Ellen Bruehmueller - RegistroProfissional n 139/MS - DRT

    Tiragem: 10.000 exemplaresDistribuio: Gratuita

    Os artigos e matrias publicados neste jor-

    nal so de exclusiva responsabilidade dos

    autores que os assinam, no refletindo ne-

    cessariamente o pensamento da direo do

    MONATRAN ou do editor.

    NOTAS E FLAGRANTES

    No rush, carroest to veloz

    quanto galinhaA velocidade mdia do trnsito na ci-

    dade de So Paulo caiu no ano passado.No pico da tarde (17h s 20h), passoude 18 km/h em 2008 para 15 km/h. Naprtica, os veculos tm circulado norush mais devagar do que um corredorcampeo da So Silvestre e num ritmoto lento que se assemelha ao que umagalinha pode atingir. Os nmeros de re-duo da velocidade na capital constamdo Relatrio de Atividades Operacio-nais da CET (Companhia de Engenha-ria de Trfego), concludo em fevereiro.

    Lei seca cassa

    apenas uma carteira

    de motorista

    na capital de SPA lei seca - legislao em vigor des-

    de 20 de junho de 2008 que endureceu

    o combate a quem dirige embriagado -

    cassou a CNH (Carteira Nacional de Ha-

    bilitao) de apenas um motorista na

    capital paulista, segundo informou o

    Detran-SP (Departamento de Trnsito).

    O balano considera o perodo que vai

    do comeo da vigncia da lei at o final

    de 2009. Para Cyro Vidal, presidente da

    Comisso de Trnsito da OAB-SP (Or-

    dem dos Advogados do Brasil), o pe-

    queno nmero de motoristas efetiva-

    mente punidos pela Lei Seca na capital

    se deve ao modo como a lei aplicada,

    o que esbarra no que chamou de buro-

    cracia administrativa. Isto uma ver-

    gonha!

    O que estava ruim,

    ficou ainda piorNa ltima edio divulgamos a foto

    enviada por um morador da rua Afonso

    Pena, no bairro Estreito, em Florian-

    polis, que mostrava o descaso com a

    mobilidade (foto 1). A Casan (empresa

    responsvel pelo abastecimento de gua

    e saneamento bsico) consertou um va-

    zamento e no restaurou o asfalto, dei-

    xando apenas um cavalete sinalizando

    o local e provocando o estreitamento da

    pista. Mais de um ms depois, o asfalto

    foi restaurado e o que estava ruim, fi-

    cou ainda pior. O novo asfalto cedeu e

    no existe mais o cavalete para alertar

    sobre o perigo iminente (foto 2). Carros

    e nibus desviam em cima do buraco e

    o medo da populao que naquele lo-

    cal se abra uma cratera, prejudicando

    ainda mais o trnsito naquela regio.

  • Maro de 2010 o monatran - 3

    VRUMMM..... VRUMMM......Som da potncia, voo da morte.Assim se desenha cada dia mais trgico o panorama do

    infortnio em toda parte deste pas.So mais de 12 milhes de motocicletas zumbindo

    alucinadamente por todas as vias de trnsito em todos osquadrantes deste imenso Brasil.

    So motoqueiros produzindo como progresso inusitadopara os nossos costumes uma cifra alarmante de mortes,mutilaes, ferimentos, dor e desgraa.

    Portanto, elevando expressivamente a ocupao de leitoshospitalares e o consequente e incalculvel custo na manu-teno da sade pelo Estado.

    Mas nem o governo central, nem os estaduais parecemsofrer algum incmodo diante disso.

    Basta verificar o grande estmulo patrocinado oficialmente produo, financiamento e venda de motos, tudo em nomeda prosperidade econmica. Alm disso, ao motoqueiro tudo permitido pela vista grossa da autoridade.

    O motoqueiro, na sua grande maioria, infringesobranceiramente todas as regras de trnsito.

    Se no, vejamos: pelo Cdigo de Trnsito Brasileiro no permitido circular com escapamento aberto. Mas, no en-tanto, o que mais se ouve nas ruas so exploses ensurdece-doras de possantes motos em estpida velocidade. Parece-nos que tais exploses servem como drogas aos ouvidos des-ses inconsequentes estimulando-os ainda mais a praticaremcada vez mais desatinos no trnsito.

    O sinal est vermelho, mas o motoqueiro no toma co-nhecimento nem do sinal e muito menos da multa que difi-cilmente o alcana.

    Que o jovem motoqueiro queira viver em delrio num altorisco para mais depressa morrer, pode-se imaginar que sejaum objetivo s dele. Mas no . O drama atinge toda a soci-edade. No s pelo que custa a sua perda, mas tambm a deoutras vtimas da sua irresponsabilidade, seja no trnsito, nafamlia e em todos os setores afetados pela multiplicaoirracional dos desastres.

    Por quanto tempo ainda sofreremos todos nesse quadrode brutal desumanidade?

    Ser to difcil a quem administra o trnsito perceber umdia que s h uma medida capaz de conter essa onda de insa-nidade?

    Mais rigor, mais rigor na fiscalizao.To somente isso.

    MOTO MORTE

    PALAVRA DO

    PRESIDENTE

    Roberto Alvarez Bentes de S

    robertobentes@monatran.org.br

    Torpedos SMS so a mais

    nova ameaa no trnsito

    Especialistas

    em transporte

    advertem:

    enviar

    torpedos ao

    volante pode

    ser mais

    perigoso do

    que dirigir

    embriagado.

    Na era do smartphone, o trnsito vi-rou quase uma extenso do escritrio. Afacilidade de acesso internet e as mensa-gens de texto tornaram faris fechados econgestionamentos num pretexto para re-solver pendncias. Especialistas alertam,porm, que enviar torpedos ao volante mais perigoso do que falar ao celular. Orisco da prtica maior, inclusive, do quedirigir embriagado.

    Embora no haja estatsticas sobre onmero de pessoas que enviam mensagensno trnsito, a popularizao desse hbitopreocupa especialistas da rea. De acordocom Fabio Racy, diretor de relaesinstitucionais da Abramet (AssociaoBrasileira de Medicina de Trfego), almda distrao provocada pela mensagem, aprincipal ameaa que o SMS representa segurana no trnsito decorre da necessi-dade de o condutor desviar o olhar da ruapara o aparelho. Sem a viso, as chancesde um acidente so muito maiores.

    Nos Estados Unidos, na Europa e naAustrlia, o assunto j alvo de

    pesquisas. Segundo o Ministrio de Trans-porte dos EUA, 6.000 morreram em aci-dentes de carro envolvendo motoristas dis-trados em 2008. Neste ano, o governoamericano baixou norma vetando especi-ficamente o envio de torpedos por moto-ristas de veculos comerciais. Nem todosos Estados probem o uso do celular aovolante. Mas em 20 deles