jornal nacional da umbanda ed.20

Download Jornal Nacional da Umbanda Ed.20

Post on 06-Mar-2016

226 views

Category:

Documents

6 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

jornal da familia umbandista

TRANSCRIPT

  • Jornalnacionaldaumbanda.com.br So Paulo, 10 de setembro de 2011. contato@jornaldeumbanda.com.br Pg. 1

    Jornal Nacional da Umbanda So Paulo, 10 de Setembro de 2011. Edio 20 contato@jornaldeumbanda.com.br pg. 01

    LIVRO DO MS

    Expediente: Alan Levasseur

    Rubens Saraceni

    Jornal Nacional da Umbanda Edio n 20

    ndice de Matrias

    EDITORIAL A Paz (Rubens Saraceni) pg. 02

    DOUTRINA O que Mediunidade (Alan Levasseur) pg. 04

    A face oculta da Lei (Walmir Dos Santos Pereira) pg. 07 O silencio uma Prece? (Newton Carlos Marcellino) pg. 08

    A onde andei (Solange D. Martins Santos) pg. 09 Ensinamentos da Umbanda (Elizete Batista) pg. 09

    Alfabeto de um Mdium (Elizete Batista) pg. 09 Navio de Aruanda (Jose Torquato) pg. 10

    A vida em relacionamentos (Pai Kawofanzue de Ar) pg. 11 A grande teia refletora (Andr de Ogum) pg. 12 A Iluso das Caravelas (Andr de Ogum) pg. 12

    Meu Pai Preto (Fabiano Zappala) pg. 13 Salve suas Foras (Fabiano Zappala) pg. 13

    BALUARTES DA UMBANDA Tenda de Umbanda pai Benedito (JNU) pg. 14

    Terreiro de Umbanda V Benedita do Congo (JNU) pg. 15

    Pintura Medinica, por Me Dorothea

    OFERENDAS, MAGIAS E TRABALHOS DE UMBANDA. Firmeza da linha de Boiadeiros (Rubens Saraceni) pg.17

    Pratica Devocional -2 (Rubens Saraceni) pg. 18 EVENTOS UMBANDISTAS

    Festa deCosme e Damio (Centro de Umbanda Caboclo Juriti) pg. 20

    Filme Os Espritos (J.N.U.) pg. 20 4 caminhada em defesa da religiosidade (J.N.U) pg. 26

    CADERNO DO LEITOR A existncia do nosso Divino criador Olorum (Pai Eneas) pg. 22

    Novos Tempos (Og Anderson) pg. 23 O sono (Veridiana Arjona) pg. 24

    A Umbanda F, Amor, Caridade... (Junior Pereira) pg. 24 Pintura artstica medinica (Daniel Sossi) pg. 25

    DIVERSOS Coisas que no lembramos (Alan Levasseur) pg. 26

    Dialeto Yorub (Alan Levasseur) pg. 30 Alexandre Magno (JNU) pg. 32

    LTIMA PGINA Mudana no caminho para chegar ao Santurio Nacional da

    Umbanda (Pai Ronaldo Linares) pg. 33

  • Jornalnacionaldaumbanda.com.br So Paulo, 10 de Setembro de 2011. contato@jornaldeumbanda.com.br Pg. 2

    EDITORIAL

    A PAZ

    Muitos procuram a paz. Uns, porque a perderam, e outros porque nunca a encontraram ou

    tiveram.

    Coisa estranha a paz. To fcil de ser adquirida e to difcil de ser praticada.

    Sim, a paz de verdade est ao alcance de todos e no vedada a ningum.

    Muitos no sabem, mas a paz poder ter um prato de comida quando sente fome ou um

    copo de gua quando com sede.

    Paz tambm ter um teto para se abrigar das intempries do tempo.

    Mas a paz no s isso. Paz ter sade e poder dormir quando se est cansado.

    Paz ter um lar onde reine o amor ou um trabalho que nos enobrea.

    Paz quando vemos algum com fome e lhe damos um pedao do po abenoado que

    sacia sua fome. A paz que ele sente aps com-lo a nossa paz com Deus.

    Paz quando procuramos no ser fardos pesados para os nossos semelhantes, mas sim,

    ajud-los a carregar os seus fardos.

    Sim a paz isto, algo simples de se saber, mas difcil de ser praticado.

    E s tem paz quem consegue transmitir ou dar um pouco de paz aos seus semelhantes.

    Ao praticarmos isto, estamos adquirindo paz.

    A paz pode ser obtida de vrias formas. Pois, tal como o amor, no pode ser comprada ou

    tocada. Mas pode ser criada no interior de cada um.

    E quem no tem paz s pode obt-la junto a quem a possui de sobra. E quem a tem em

    grande quantidade pode mostrar aos outros como obt-la.

    A paz est num jardim, bonito e perfumado, assim como est na gua que jorra incessante

    de uma fonte.

    A paz tambm vista no riacho que escoa sua gua, ora rpido, ora lentamente.

    Pode ser vista no vai e vem incessante das ondas do mar que, apesar de aparentar intensa

    movimentao, nada mais faz que dizer que est em paz e harmonia com a natureza do Deus

    Criador.

    Sim, a paz a harmonia que reina na natureza como mais uma das muitas criaes do

    infinito Criador, e ns tambm temos que nos harmonizar com a natureza para conhecermos a paz.

    Observe os elementos formadores da natureza e conhecer o que a paz. O fogo brando

    serve para cozinhar os alimentos e nos aquecer quando sentimos frio.

    J o fogo do incndio devastador s traz lgrimas e dor a muitos e destri a harmonia da

    natureza.

    Observe as guas.

    A gua fresca sacia nossa sede e de toda a criao divina. Com a gua morna podemos nos

    limpar das sujeiras ou aquecer nosso corpo frio. Mas, com a gua fervente nada disto podemos

    fazer, pois onde ela toca, queima.

    Observe o ar e ver que a brisa fresca to gostosa de ser sentida e muito apreciada nos

    dias de calor.

    Mas j o vento forte, cria calamidades, tais como, furaces e ventanias que levam tudo por

    onde passam.

    E quanto a terra? Observe a terra!

  • Jornalnacionaldaumbanda.com.br So Paulo, 10 de Setembro de 2011. contato@jornaldeumbanda.com.br Pg. 3

    A terra mida e frtil apreciada por todos os que amam a terra. Nela o agricultor planta

    alimentos que saciam a fome de muitos, o jardineiro planta suas flores e faz os mais belos jardins.

    Na terra frtil crescem as mais fortes e frondosas rvores. As florestas s crescem em terra

    mida e frtil.

    J na terra rida e ressequida nada germina. Nela s h desolao e no brota vida de

    espcie alguma.

    Ento junte as partes boas dos elementos e ver como devemos agir para encontrarmos a

    paz.

    Se s tivermos o fogo brando em nosso interior, poderemos aquecer o nosso corao e

    transmitirmos aos nossos semelhantes um calor humano muito agradvel.

    Se formos como a gua fresca, e no deixar que o nosso sangue ferva, muitos apreciaro

    esta qualidade em ns e, com nossos exemplos, tambm aprendero como fazer para esfriar um

    pouco a presso do sangue quente, que os faz explodir muito facilmente. Tais quais caldeiras

    sem respiro colocadas sobre o fogo escaldante.

    Se formos como o ar suave e a brisa fresca, no nos agitaremos incontrolveis, mas sim,

    seremos apreciados como elementos benficos por onde passarmos. Tal como o ar puro e a brisa

    fresca, purificaremos os interiores minados pelos bolores que destroem os sentimentos e

    purificaremos os interiores malcheirosos e at refrescaremos aos que esto muito quentes.

    Sejamos como a brisa fresca e todos nos apreciaro e gostaro de ns.

    Quanto terra, sejamos como a terra frtil e o divino semeador poder plantar nela todas

    as suas sementes da vida, que so: amor, humildade, caridade, honra, nobreza, f, razo e

    principalmente plantar em ns muitas rvores frondosas de paz que, nas suas sombras, muitos

    encontraro paz tambm.

    Eis a a natureza do mundo, criao de Deus, nos mostrando como nos harmonizarmos com

    ele e adquirirmos a paz.

    Faamos cessar em nossos interiores os furaces das paixes insaciveis, os fogos dos

    dios e rancores que devastam a tudo que tocam.

    Cessemos tambm a gua escaldante que faz com que o sangue suba em grandes

    quantidades at o nosso crebro e turve os sentidos da razo e do amor e, joguemos fora toda a

    terra estril e ressequida e a troquemos pela terra mida e frtil e estaremos nos tornando iguais

    natureza do divino Criador, Deus.

    Sim, Deus tudo e O encontramos por inteiro na natureza.

    Se nos espelharmos nela, poderemos nos harmonizar por inteiro, porque a Natureza est

    em ns e ns somos parte dela.

    Se soubermos dominar os elementos da nossa natureza interior, nos harmonizaremos com

    toda a criao divina e faremos Deus habitar nosso interior, pois Ele encontrar em ns suas

    qualidades, e ns teremos encontrado a paz.

    Escrito por: Pai Rubens Saraceni.

    E-mail: contato@colegiodeumbanda.com.br

  • Jornalnacionaldaumbanda.com.br So Paulo, 10 de Setembro de 2011. contato@jornaldeumbanda.com.br Pg. 4

    DOUTRINA

    QUE MEDIUNIDADE

    Faculdade que dota o homem de sensibilidade permitindo a percepo e interao com o mundo espiritual. Conforme sua intensidade viabiliza a plena comunicao entre os dois planos. Faculdade natural inerente do corpo orgnico, considerada como outro sentido psquico.

    O MDIUM

    Ser dotado de faculdade que lhe permite interagir entre os ambientes espirituais e materiais, possibilitando agir como intermedirio entre as comunicaes. Quando se apresenta marcante e forte, diz-se que o mdium ostensivo.

    Quando sutil e rudimentar, de fenmenos esparsos e espordicos, de pouca intensidade, diz-se que o mdium tem mediunidade oculta. Este ltimo tipo corresponde a todos os homens. O primeiro tipo refere-se quelas pessoas que tm a capacidade de utilizar a mediunidade para trabalhar em mesas medinicas, terreiros, roas e utilizar seu potencial para ajudar e beneficiar a todos os que necessitem.

    FENMENOS MEDINICOS INTELIGENTES Classificao Bsica

    Os fenmenos medinicos so marcantes quanto ao efeito que produzem. Podem ser classificados em categorias de acordo com o tipo de efeito (resultado) provocado pelo fenmeno. De modo geral, duas so as categorias quanto ao efeito: Efeitos Inteligentes e Efeitos Fsicos. Efeitos Inteligentes

    Os fenmenos de Efeitos Inteligentes so aqueles que tm sua atuao diretamente sobre o intelecto do mdium ou so percebidos pelo crebro por vias das sensaes. Os efeitos so sentidos pelo mdium. Por esta razo tambm so classificados em: Intelectuais e Sensitivos, conforme a ao do efeito. Intelectuais: Intuio Psicofonia Psicografia Desdobramento

    Sensitivos: Vidncia Audincia Sensitividade Efeitos Fsicos

    Os fenmenos classificados como de Efeitos Fs