jornal litoral alentejano novembro 2010

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Odemira, Jornal Litoral Alentejano Novembro 2010

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15 de Novembro/10Quinzenal - Preo 0.50 Director Aliette Martins Director-adjunto Marcos Leonardo

Ano X n. 222

Garrote no financiamento s Cmaras

Regio leva

-72,6 %

Empreendimentos tursticos tardamEm Melides no temos medo do desenvolvimento, j marcmos passo demasiado tempo

2Propriedade LitoralPress, Lda

Garrote no financiamento s Cmaras Municipais

A Palavra aos Presidentes das AutarquiasHoje, o mais distrado cidado est ciente de que as polticas econmicas que so conduzidas, em todos os pases da Europa e que as grandes instncias internacionais, Banco Mundial, OMC e FMI impem por todo o mundo, invocam a autoridade da cincia econmica. De facto, assentam num conjunto de pressupostos tico-polticos que esto inscritos numa tradio histrica particular, encarnada pelos Estados Unidos da Amrica. Se para muitos as organizaes referidas causam no s alguma perplexidades mas receio, tambm no menos verdade que nada mais natural e mais legtimo do que defenderem os direitos sociais adquiridos, da que, dentro desse princpio e, considerando as dificuldades econmicas da sociedade portuguesa, que se v confrontada com umaA proposta de Oramento de Estado para 2011 e os cortes previstos para as autarquias vo ter impactos directos muito significativos no Muncipio de Santiago do Cacm. Ainda assim a autarquia garante que, apesar da diminuio de 1 milho e 800 mil euros, no vai cortar nas despesas com as refeies escolares, transportes e apoios

Director Aliette Martins Director Adjunto Marcos Leonardo Redaco Aliette Martins Raul Oliveira Cladio Catarino Angela Nobre Rute Canhoto Joaquim Bernardo Cronistas Francisco do Joo Massano Fernanda Calado Colaborao Franois Baradez Custdio Rodrigues Serafim Marques Secretaria Ana Cristina Agenda Luis Bernardolitoralalentejano@sapo.pt

elevada taxa de desemprego e uma maioria de cidados com empregos precrios e com baixos salrios, representando as Autarquias o PODER junto dos eleitores, como vai ser o desempenho dos respectivos Presidentes das Autarquias em tempo de fortes restries oramentais? Neste sentido, foi feito o convite a todos os Presidentes das Cmaras Municipais do Alentejo Litoral, para que aceitassem fazer uma reflexo pblica, tendo como base a aprovao de um Oramento de Estado que considerado por TODOS os quadrantes polticos como um mau Oramento e, por consequncia os cortes que viro a ter por via desse Oramento nos concelhos a que presidem.penalizando-os. Foram desta forma alargados todos os escales de forma a complementar conforme o nmero de elementos do agregado familiar os limites dos escales. Ser possvel nessas circunstncias, as famlias numerosas terem um maior volume de gua a um preo mais baixo. Outra medida de apoio social criada pela Cmara Municipal visa o apoio para a realizao de obras em habitaes de Indivduos e famlias em situao de comprovada carncia econmica. O Regulamento traduz-se numa proposta de recuperao das habitaes de indivduos e famlias carenciadas, que visa a melhoria das condies de habitabilidade dos residentes do Municpio de Santiago do Cacm. Os fracos recursos econmicos associados ao significativo nmero de trabalhadores no qualificados em Verifica-se, tambm, a ausncia de rampas ou outras obras de adaptao destinadas a indivduos portadores de deficincia. Estamos perante um problema social que se regista um pouco por todo o Municpio. Deste modo, considerando a necessidade crescente da recuperao do parque habitacional no Municpio de Santiago do Cacm, resultado do seu progressivo envelhecimento e dos baixos recursos econmicos dos seus proprietrios/arrendatrios, o Municpio concede apoios para obras de conservao, construo e ou adaptao, nomeadamente s seguintes intervenes: Recuperao de coberturas, paredes e pavimentos; Construo, adaptao ou melhoramento de instalaes sanitrias, incluindo tubagens e acessrios para rede de gua e esgotos; Recuperao de muros, janelas e portas; Pinturas interiores e exteriores; Construo de rampas, ou outras obras de adaptao. Litoral Alentejano - Como comenta a concluso recente do Banco de Portugal quando afirma que Os portugueses ganham demais, tendo em conta segundo aquilo que produzem. - Os portugueses ganham demais?!!! Quais portugueses? O funcionrio pblico ou o trabalhador de uma empresa que aufere cerca de 500 euros por ms, ou aquele portugus que tem rendimentos superiores a 200 mil euros por ms?

15 de Novembro/10

As perguntas enviadas pelo Jornal Litoral Alentejano foram iguais para todos os Presidentes das Cmaras Municipais dos cinco Concelhos que compem o Alentejo Litoral e, a sua insero nesta pea, obedeceu ordem de che-

Fotografia Paulo Chaves Ana Correia Antnio Jorge Jos Miguel Mrio Afonso Publicidade Marcos Leonardo Telem. 919 877 399 Paginao ARTZERU, Lda. Telef. 265 232 387geral@artzeru.com

gos decorrentes do Servio Nacional de Sade vo representar uma diminuio de 1 milho e 800 mil euros no oramento municipal do prximo ano obrigando a adopo de medidas de contingncia que implicam redues variadas nos custos e nas despesas. A sade pblica, o abastecimento e qualidade da gua e os encargos com pessoal so reas que a CMSC no vai reduzir. Litoral Alentejano - Em tempo de profunda crise econmica que ajuda poder vir a dar a Autarquia aos seus Muncipes? - A Cmara Municipal de Santiago do Cacm j adoptou algumas medidas de apoio aos muncipes para fazer face s dificuldades econmicas das famlias do concelho. Uma das medidas foi a aprovao de um tarifrio de gua especial para famlias numerosas. Os

Distribuio MRW(loja de Sines) 269 862 292 Sede Colgio de S. Jos Rua do Parque, 10 7540-172 Santiago do Cacm Tel./Fax: 269 822 570 Telem. 919 877 399 litoralalentejano@sapo.pt Delegao Rua do Romeu, 19-2. 2900-595 Setbal Telf./Fax: 265 235 234 Telem. 919 931 550emeleo@netc.pt

A Cmara Municipal de Santiago do Cacm no vai fazer cortes nas despesas sociais.

gada na nossa redaco.

Vtor Proena Presidente da CM de Santiago do CacmLitoral Alentejano - As Autarquias, com cortes nas verbas vindas da dotao do Oramento de Estado, como iro enfrentar as dificuldades e manter os servios, nomeadamente sociais que tm a seu cargo? - A Cmara Municipal de Santiago do Cacm no vai cortar nas despesas sociais.

Membro :

sociais. ponto assente a continuidade das refeies escolares aos alunos do 1 ciclo e pr-escolar. A autarquia serve, por ano cerca de 260 mil refeies escolares, representando um encargo financeiro de mais de 330 mil euros acrescido dos encargos com transporte e pessoal. Nos ltimos anos este apoio tem de resto crescido, garantindo a autarquia, uma cobertura global aos alunos do 1 ciclo e prescolar. O congelamento e reduo de verbas e os encar-

agregados familiares numerosos os agregados constitudos por 5 ou mais elementos pagam menos mediante comprovao. Esta medida aprovada em 2009, prende-se com preocupaes de ordem social destinada a promover o bem-estar e a coeso social dos muncipes. A autarquia alega ainda que est atenta necessidade de maiores consumos de gua das famlias numerosas, que se reflecte numa facturao que assume como desperdcio os elevados consumos

situao de trabalho precrio, o nmero de populao desempregada e a elevada percentagem de idosos que auferem rendimentos muito baixos, so os principais problemas que contribuem para a crescente solicitao de apoio para a recuperao das habitaes. No registo dos pedidos efectuados pelos muncipes observa-se que a maioria das habitaes apresenta patologias, nomeadamente ao nvel da cobertura, e inexistncia de instalaes sanitrias.

Pedro Paredes Presidente da C.M. de Alccer do SalResposta 1. Questo - Temos de ter a coragem de admitir que todos somos responsveis pela crise eco-

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como o Alentejo. A crise oramental portuguesa atingiu nveis preocupantes em 2010 e prev-se, vai agravar-se em 2011, com cortes nas transferncias do Estado que se reflectem a todos os nveis na gesto das Autarquias. Em Odemira, levou j reduo de pessoal, pois de entre reformados por anteci-

mantm tcnicos de grande nvel, elevada experincia e conhecimento da realidade local e sensibilidade social que continuam diariamente a prestar um grande servio s solicitaes dos muncipes. Por outro lado, apesar das restries oramentais, que condicionam a actuao da

Alccer do Sal pretende contribuir para o relanamento do comrcio tradicional e para melhoria da oferta turstica do Concelho.

Lares (Lar da APCO, Lar de S. Lus e dois da Santa Casa da Misericrdia de Odemira relativos aos novos lares de Odemira e Colos), criando assim novas respostas para as necessidades e exigncias scias locais. Estes investimentos representam um esforo total para a Autarquia superior a 1 milho de euros e acrescem 66 novos lugares em creche e 110 novos lugares em lar. Ainda recentemente, a CMO estabeleceu protocolos e atribuio de subsdios com entidades locais (Lares de Sabia, S. Martinho das Amoreiras, Sabia e S. Teotnio) num total de 200 mil euros, para a beneficiao das condies de funcionamento destes equipamentos sociais. 2. Questo - Em relao s respostas sociais, a CMO aprovou um conjunto de medidas em 2009 e 2010, como sendo o Carto Social Municipal,

os mais necessitados e um programa de Apoio a Estruturas Sociais Desfavorecidas, em pequenas obras de casa, acessibilidades, entre outras. Para alm destas medidas, a CMO est neste momento a proceder criao de uma Loja Social, nas suas instalaes do antigo Posto da GNR em Odemira, onde muito em breve esta funcionar para dar resposta social, apoiando os mais necessitados em bens e outros gneros necessrios. 3. Questo A concluso de altos responsveis do Pas! Seriam credveis num contexto de elevada credibilidade do Banco de Portugal No entanto, nesse mesmo Pas que temos um Banco de Portugal algo desacreditado, a julgar pelos recentes nmeros vindos a pblico sobre o buraco do BPN de mais de 4500 milhes de euros, que desmoronou