jornal litoral alentejano 2010 junho

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Jornal Litoral Alentejano 2010 Junho

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15 de Junho/10Quinzenal - Preo 0.50 Director Aliette Martins Director-adjunto Marcos Leonardo

Ano IX n. 212

Vamos a BanhosEncerramento noite da Urgncia Peditrica do Hospital de So Bernardo

Este ano 14 novas praias foram contempladas com a Bandeira Azul da Europa, que atingiu um nmero recorde de 240 zonas balneares em todo o pas. S o Litoral Alentejano arrecadou um total de vinte galardes

Urgncias Peditricas sofrem grave

2Propriedade LitoralPress, Lda

Quando se h-de fazer cortes em algum lado, no onde o dinheiro se multiplica. onde o dinheiro se desbarata.

No se deve bater sempre porta dos mesmosNo dia em que os noticirios televisivos abriram com a informao de que mais de 30 cmaras esto em falncia e 2 em cada 10 encontram-se com dificuldades financeiras, em breve entrevista, Carlos Beato, abordado pelo Litoral Alentejano na sua qualidade de Presidente da CIMAL Associao de Municpios do Litoral Alentejano, respondia pergunta que lhe colocamos, referente s Cmaras da Regio.com apreenso, diria para concluir. No passado dia 2 de Junho, com uma pergunta que muitos cidados temem a resposta, o Litoral Alentejano foi ouvir Carlos Beato, relativamente situao vivida pelas Autarquias, designadamente do Litoral Alentejano. Assim, questionado na sua qualidade de Presidente da CIMAL, perguntamos a Carlos Beato como que analisava a reduo do financiamento atribudo s cmaras municipais, recebendo de imediato a resposta do responsvel, que afirmou que Vai haver cortes nas verbas para as autarquias e, obviamente que eu, no s enquanto Presidente da CIMAL, mas tambm como o Presidente do Municpio de Grndola, vejo isso com apreenso e preocupao porque, esses cortes vo pr em causa algum do apoio social que as autarquias vm fazendo queles que menos tm e que mais precisam. Naturalmente que esses cortes vo prejudicar e, em algumas situaes - em alguns casos - podem at pr em causa esse mesmo apoio de natureza mais social. Estou a falar do apoio social de maneira geral mas, tambm, daquele apoio que se d nos medicamentos, no arrendamento e habitao, afirmando seguidamente que as autarquias locais, () que somos o poder de proximidade e aqueles a quem as populaes mais recorrem, porque como diz o povo somos quem est mo de semear , esses cortes tambm vo obrigar a que as prprias autarquias reformulem e reprogramem toda a sua aco. Entretanto, vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que esse apoio social no seja, no essencial, posto em causa, mas evidentemente. O Presidente da Associao de Municpios v isso Litoral Alentejano Acha justo, pedir mais ajuda s autarquias, perguntamos ns? Carlos Beato - Considero que no devem ser sempre os mesmos a contribuir para a resoluo de problemas dos quais no so responsveis. Litoral Alentejano O que que quer dizer com essa afirmao? As autarquias tm provas dadas de que, um euro nas suas mos, vale por trs na sua aplicao e na forma como gerem os recursos financeiros. E, no estou a falar de coisas de somemos importncia. Estou a falar de uma obra que est vista desde Abril de 74. Muito do Portugal moderno que somos hoje, muito dos incrementos que temos hoje, muito do que tem sido feito no Pas e que lhe deu tambm um ar europeu, mais justo socialmente, foram - na sua grande medida - obra das autarquias. E, fizeram-no com recursos parcos, mas sempre com uma grande vontade de servir as populaes e os seus territrios. Respondendo em sntese sua pergunta, evidentemente que ficamos incomodados, o termo, para no dizer mesmo revoltados, quando, comunidade Intermunicipal, ningum o dar, nem far. Litoral Alentejano - A resposta que deu pergunta formulada daria para

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Director Aliette Martins Director Adjunto Marcos Leonardo Redaco Aliette Martins Raul Oliveira Cladio Catarino Angela Nobre Rute Canhoto Joaquim Bernardo Cronistas Francisco do Joo Massano Fernanda Calado Colaborao Franois Baradez Custdio Rodrigues Serafim Marques Secretaria Ana Cristina Agenda Luis Bernardolitoralalentejano@sapo.pt

o seguinte: Eu no estou a dizer que as autarquias no devem ser solidrias com este momento difcil, um momento de crise em que Portugal e o Mundo esto

Fotografia Paulo Chaves Ana Correia Antnio Jorge Jos Miguel Mrio Afonso Publicidade Marcos Leonardo Telem. 919 877 399 Paginao ARTZERU, Lda. Telef. 265 232 387geral@artzeru.com

() Evidentemente que ficamos incomodados, o termo, para no dizer mesmo revoltados, quando, quem mais contribui para que as coisas melhorem, depois no tem meios par fazer tudo ao mesmo tempo ()- Quer dizer, muito claramente que, aos municpios e s autarquias que se pede e que se exige, no podem ser sempre elas a serem chamadas a resolver ou a ajudar a resolver problemas e situaes que no so da sua responsabilidade. Como sabe, e pblico (os dados oficiais esto a vista), as autarquias foram apontadas como exemplo de contributo para a reduo do deficit. quem mais contribui para que as coisas melhorem, depois no tem meios par fazer tudo ao mesmo tempo. Ou seja, ajudar reduo do deficit, ajudar ao equilbrio das contas pblicas e, tambm ajudar naquilo que deve ser a sua principal e grande misso, que , em termos do desenvolvimento e scio-econmico, darmos os contributos que, se no forem as autarquias a dar, neste caso, se no for a nossa entrarmos num espao muito mais alargado no que diz respeito economia, nomeadamente considerando uma das questes centrais e fundamentais da sociedade portuguesa que : Est a dizer que so sempre os mesmos a serem chamados s fileiras para reduzir as dificuldades econmicas do Pas, neste caso as Cmaras esto nesse grupo. - Eu quero que fique claro a atravessar. No isso que eu estou a dizer. O que eu estou a dizer que no se deve bater sempre porta dos mesmos, ainda por cima quando, eles mesmo, tm dado provas de que so poupados, eficientes na gesto de recursos e, como lhe disse, com um euro, fazem render trs. Ento, quando se h-de fazer cortes em algum lado, no onde o dinheiro se multiplica. onde o dinheiro se desbarata.

Distribuio MRW(loja de Sines) 269 862 292 Sede Colgio de S. Jos Rua do Parque, 10 7540-172 Santiago do Cacm Tel./Fax: 269 822 570 Telem. 919 877 399 litoralalentejano@sapo.pt Delegao Rua do Romeu, 19-2. 2900-595 Setbal Telf./Fax: 265 235 234 Telem. 919 931 550emeleo@netc.pt

Os Melhores Sabores do AlentejoGrndola apresenta uma Rota pelos melhores e mais genunos sabores do Alentejo. Sopa de catacuzes, frango em molho com pimentos assados, orelha de coentrada, javali de cebolada, fritadinha de carne, salada de bacalhau assado com chicharos as tradicionais migas com carne de porco ou os famosos torresmos, convidam a momentos de degustao que nos guiam os sentidos por uma viagem aos sabores da melhor cozinha alentejana. A Rota das Tabernas est de regresso desde 4 de Junho, e passa por sete Tabernas do Concelho de Grndola, onde cada petisco para descobrir e saborear acompanhado por um menu

Rota das Tabernas em Grndola

Membro :

cultural surpresa, que pode incluir poetas populares, cante alentejano, fado e msica popular. Locais privilegiados de encontro, convvio e palco de importantes manifestaes de cultura popular, as tabernas foram desaparecendo, levando consigo os hbitos e histrias de uma terra. Recuperar e revitalizar estes locais de culto, o grande objectivo do Municpio de Grndola, com esta iniciativa, que j vai na 16 edio. A Rota das Tabernas termina a 3 de Julho.

mais e melhor formao e uma melhor capacidade de organizaoEm 2009, o volume processual global das Comisses de Proteco de Crianas e Jovens (CPCJs) do distrito de Setbal foi inferior ao volume processual global do ano 2008, revelou a Secretria de Estado Adjunta e da Reabilitao, Idlia Moniz, durante uma reunio com as CPCJs. De acordo com a governante, houve um total de processos instaurados, reabertos e transitados no ano 2008 de 6072 e em 2009 de 6014. Apesar da diferena tnue, estes nmeros, na opinio da Secretria de Estado, devem-se a uma maior capacidade de interveno das diferentes entidades, num nvel mais primquadros de sade mental, quando aquela criana nascer, ns j estamos alerta. H um conjunto de instrumentos que tm estado a ser desenvolvidos que so importantes e que no fundo fazem parte de todo o sistema de proteco. Ainda de acordo com a Secretria de Estado, os casos que mais frequentemente so comunicados s CPCJs, no distrito de Setbal, so os de negligncia, acompanhando a mdia nacional. Estes casos, de acordo com o Presidente da Comisso Nacional de Crianas e Jovens em Risco, Armando importantes dados. indispensvel aprofundarmos mais a nossa cultura de preveno primria, atravs do desenvolvimento das Comisso na modalidade alargada, em conexo estreita com a rede social, com os parceiros sociais. H j experincias muito positivas neste campo. As Comisses merecem o respeito e admirao do Pas, pela forma abnegada e competente e dedicada como tm exercido as suas funes, afirmou. Prosseguindo as rondas de reflexo promovidas desde a ltima legislatura, a Secretria de Estado Adjunta e ns que trabalhamos para as crianas que devemos trabalhar com as crianprotocolo financeiro com os municpios, criaram-se ferramentas informticas de adoptabilidade, a definio de projectos de vida para as crianas e jovens em

Volume processual das CPCJs do distrito de Setbal desceu em 2009

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rio e mais preventivo, a mais e melhores instrumentos de trabalho, mais e melhor formao e uma melhor capacidade de organizao, explicou, fazendo referncia a instrumentos de preveno como o Abono Pr-natal e o Programa Nascer Cidado, que j faz o registo de mais de 80 por cento das crianas que nascem nos estabelecimentos de sade. O Programa ao permitir que a criana seja registada no momento do nascimento atribuilhe o nmero da Segurana Social, o nmero de Sade, mas faz, tambm, com que ns combatamos o trfico, referiu, acrescentando: O Abono PrNatal um i