jornal lince agosto 2014

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JORNAL LINCE agosto 2014 - Jornal Laboratrio do Curso de Jornalismo do Centro Universitrio Newton Paiva

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  • jornal

    LINCEJornal laboratrio do Curso de Jornalismo do

    Centro universitrio newton paiva

    N 60 | Agosto de 2014

    justiapolticaeleio

    pode

    r

    projetos chutar o cavalete

    propostas

    constitucionalidade

    sabedoria

    dinastiadireitovoto manifestaes

    eleitores

    conscincia

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    renovao

    mandato

    polmica

    espo

    rte

    especial eleies 2014 especial eleies 2014 especial eleies 2014

  • Expedientejornal

    LINCEJornal laboratrio

    do Curso de Jornalismo

    do Centro universitrio

    newton

    ar

    qu

    ivo p

    es

    so

    al

    Fernando oliveira

    4 perodo

    Normalmente, a discusso sobre poltica no

    Brasil desperta o interesse de poucos. Mas no em

    poca de eleies, quando muitos parecem ter

    vocao para dar suas fortes opinies e afirmar o

    qu certo ou errado, com veemncia. Sendo

    que, durante os quatro anos que vo se passar,

    poucos vo se lembrar do que foi discutido agora.

    Aqui, culturalmente, as coisas so assim. O povo

    brasileiro parece ser impulsionado por uma onda

    momentnea, e tenta discutir, entrar sempre no

    tema que est em pauta, se passando de enten-

    dido. Porm, o nvel de conhecimento poltico

    baixo. As provas disso esto nos prprios resulta-

    dos das eleies passadas, tidas como um retro-

    cesso ntido envolvendo o mbito econmico, e

    recheadas de escndalos de corrupo. Ainda

    assim, pode-se citar exemplos dessas tendn-

    cias. Bem como as manifestaes em 2013. Por

    um relance, foram todos para as ruas protestar.

    Muitos sequer sabiam porque estavam ali. Rele-

    vante. O pas precisava de um choque, e o aconte-

    cimento ficou marcado na Histria. Mas quando

    todos imaginavam que os protestos ganhariam

    fora, durante a Copa do Mundo, essas mesmas

    pessoas ficaram em casa. A moda de protestos

    havia passado e a moda de apoio Copa, um car-

    naval fora de poca, entrou em cena.

    No fosse este fcil estmulo do brasileiro

    pelas tendncias, no haveria presidencivel que

    ameaasse a reeleio de Dilma Rousseff. As pes-

    quisas apontavam a candidata do PT muito

    frente dos adversrios. Mas como assim? O pas

    que vaia sua presidente em todos os lugares em

    que ela se pronuncia, a reelege? Seria a realidade

    se no fosse a nova moda: a incrvel ascenso de

    Marina Silva nas pesquisas. Ser mesmo que, se

    ela fosse a candidata do PSB desde o incio, no

    lugar do falecido Eduardo Campos, estaria cotada

    para se eleger presidente da repblica no segundo

    turno? Isso mais uma prova de que o brasileiro

    influencivel, se deixa levar pelas emoes de

    momento. Acharam na Marina uma salvadora da

    ptria. Para os supersticiosos, Campos morreu

    para que surgisse uma mulher que viesse para

    resolver todos os problemas do pas, usando um

    discurso de reforma poltica.

    Problemas existem e estaro presentes por

    muito tempo neste pas. Por isso, essa edio espe-

    cial do Lince foca os pontos que merecem aten-

    o, investigando a etapa poltica pela qual esta-

    mos passando.

    SugeSteS de pautaS?participe do Jornal lince.

    uma publicao feita pelos alunos do curso de Jornalismo do centro universitrio newton paiva.

    e-Mail: sugestoeslince@hotmail.com

    este um Jor nal-la bo ra t rio da

    dis ci plina la bo ra t rio de Jorna lismo ii.

    o jor nal no se res pon sa bi liza pela

    emis so de con cei tos emi ti dos em ar ti-

    gos as si na dos e per mite a re pro du o

    to tal ou par cial das ma t rias, desde

    que ci ta das a fonte e o au tor.

    Presidente do GruPo sPliceAntnio Roberto Beldi

    reitorJoo Paulo Beldi

    Vice-reitoraJuliana Salvador Ferreira de Mello

    coordenadora dos cursos de coMunicaoJuliana Lopes Dias

    coordenador da central de Produo Jornalistica - cPJPro fes sor Eus t quio Trin dade Netto (DRT/MG 02146)

    Pro Jeto Gr fico e direo de arteHel Costa (Registro Profissional 127/MG)

    MonitoresCaque Rocha, Fernando Oliveira e Frederico Vieira

    rePortaGensAlu nos do Curso de Jornalismo do Centro Universitrio New ton

    diaGraMao Knia Cristina e Mrcio JnioEstagirios do Curso de Jornalismo

    cor res Pon dn cia

    NP4 - Rua Ca tumbi, 546

    Bairro Cai ara - Belo Horizonte - MG

    CEP 31230-600

    Contato: (31) 3516.2734

    sugestoeslince@hotmail.com

    especial eleies 2014vote consciente

    CENrIo poLtICo atuaL apoNta povo brasILEIro Como

    INfLuENCIvEL

    PONTO DE VISTA

  • Jornal laboratrio do curso de Jornalismo do centro universitrio newton paiva - agosto de 2014 3

    especial eleies 2014 vote consciente

    ENsaIo fotogrfICoNesta edio, o ensaio fotogrfico do Lince, mostra como as eleies

    podem afetar a imagem da cidade de uma maneira negativa. E no s

    por parte dos polticos, mas tambm

    da prpria populao.

    Fotos artHur vieira

  • 4 Jornal laboratrio do curso de Jornalismo do centro universitrio newton paiva - agosto de 2014

    especial eleies 2014vote consciente

    ENsaIo fotogrfICo

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    especial eleies 2014 vote consciente

    DINASTIA

    as CapItaNIas

    hErEdItrIasEm alguns estados brasileiros, tal e qual no tempo do Brasil Colnia, o poder poltico ainda passa de pai pra filho...

    Frederico vieira e Manuel carvalho

    6 perodo

    Dinastia o perodo de sucesso, geral-

    mente longo, em que membros pertencen-

    tes a uma mesma famlia permanecem no

    poder. o caso dos Windsor, no trono da

    Inglaterra. Aconteceu em Minas, com a

    famlia Ferraz. Comeou com Adalberto

    Dias Ferraz da Luz, que foi o primeiro pre-

    feito de Belo Horizonte, em 1897. Posterior-

    mente, dois irmos foram deputados estadu-

    ais por vrias legislaturas consecutivas: Jorge

    Ferraz (de 1959 a 1971) e Joo de Arajo

    Ferraz (de 1967 1987). Em Barbacena, as

    famlias Bias Fortes e Andradas se rivaliza-

    ram na poltica local desde o fim do sculo

    XIX at 1930 e chegaram nessa disputa at

    os anos de 1960.

    Outros casos podem ser citados Brasil

    afora. Na Bahia, a famlia Magalhes est no

    poder h mais de 50 anos. bem verdade

    que esse poder parece estar com os dias con-

    tados desde a morte do patriarca, Antnio

    Carlos Magalhes, em julho de 2007, mas a

    famlia ainda detm considervel influncia

    entre os baianos. Pior no Maranho, um

    dos estados mais atrasados do pas, onde a

    dinastia Sarney segura as rdeas com mo

    de ferro, h mais de 40 anos, apesar de prota-

    gonizar um escndalo atrs do outro.

    Se em Macei, a famlia Collor, aos

    trancos e barrancos, tambm se mantm

    no trono h mais de 30, no Distrito Federal,

    a famlia Roriz outra que, h mais de duas

    dcadas, ameaa perpetuar mais uma

    dinastia. Vale destacar que a perpetuao

    tambm ocorre fora do Brasil. Em Cuba, a

    ditadura militar da famlia Castro j vem

    desde 1976.

    Percebo que em diversos estados h

    oligarquias que se perpetuam no poder, mas

    vo deixando de ter, aos poucos, densidade

    eleitoral e at representao poltica cons-

    tata o deputado estadual Fred Costa (PEN),

    lembrando que a poltica necessita de uma

    renovao constante para o bem da demo-

    cracia. O cientista poltico Renato Vascon-

    cellos concorda que a democracia necessita,

    sim, dessa renovao.

    FiM da SarneYlndia

    Existem medalhes polticos em pra-

    ticamente todos os estados brasileiros.

    Alguns at surgem como heris, aponta

    o jornalista Paulo Henrique Lobato, do

    jornal O Estado de Minas.

    O Sarney, quando surgiu l no

    Maranho, h muitos anos, apareceu

    com o discurso de que era algo de novo;

    agora no mais.

    De fato. Jos Sarney j foi presi-

    dente da Repblica, senador, governa-

    dor, deputado, dentre outros cargos

    polticos. Tem dois filhos na poltica: a

    primeira a atual governadora do Mara-

    nho, Roseana Sarney, que teve um dos

    mandatos mais desastrosos dos ltimos

    tempos e, agora, para o bem de todos e

    felicidade geral dos maranhenses,

    anunciou a aposentadoria.

    O seguinte o apagado deputado fede-

    ral Sarney Filho, tambm conhecido como

    Sarneyzinho, que nunca conseguiu dizer a

    que veio. Se depender dele, bem possvel

    que a dinastia j esteja com os dias contados.

    O problema que ningum sabe do que Sar-

    neyzo capaz. Para no disputar voto com a

    filha, ele mudou at de estado desistiu

    temporariamente do Maranho e foi se can-

    didatar ao Senado l no distant