jornal lampião - 17ª edição

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O Jornal Lampião é uma publicação laboratorial do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto. Dezembro de 2014

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    Jornal - Laboratrio I Comunicao Social - Jornalismo I UFOP I Ano 4 - Edio N 17 - Dezembro de 2014

    Incio Poltica Distrito Sade Trabalho Turismo Cultura Memria

    Bicentenrio de arte e memria

    Turismo em Mariana alm do histrico-cultural

    Hortas urbanas revoluo gentil e sustentvel

    Exclusivo: LAMPIO entrevista Fernando Pimentel, futuro governador de Minas Gerais

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  • 2 Arte: Jackie Mandarino Dezembro de 2014

    Para moldar o destino, a direo se toma agora

    esclarecer. Se o exerccio municipal evita pr vis-ta, tambm um problema que na Assembleia Legis-lativa Estadual haja depu-tado que computa votos, mas no apresenta pauta de projetos para a regio. E lamentvel que na C-mara dos Deputados, na ltima legislao, no te-nha sido votado nada que coloque Mariana e Ouro Preto em evidncia.

    Aps 12 anos, com nova situao partidria no go-verno de Minas Gerais, re-prteres do LAMPIO es-tiveram com o governador eleito, Fernando Pimentel, e mostram com exclusivi-dade o que ele pretende nos futuros quatro anos.

    Do golpe de 1964, o Grupo de Onze Compa-nheiros, convocado para lutar pelas reformas de base do Brasil, tambm foi perseguido. Um dos 11, morador de Mariana, aponta na sua trajetria o reflexo do nacionalismo e comenta a reivindicao de quem pede a volta de mi-litares ao poder.

    Tantas questes polti-cas vm da importncia de se falar sobre a prpria poltica, do privilgio que cobrar quando se reco-nhece dos direitos e enten-de dos deveres.

    Se para uma cidade funcionar preciso que circule a economia, o tu-rismo uma opo quando existe herana. Monumen-

    tos enriquecem o cen-rio e engrandecem a his-tria, festivais ocupam as praas e rendem dirias, mas preciso inovar. Cer-cada por serras, em meio Mata Atlntica e cacho-eiras, pode ser a hora de planejar o turismo ecolgi-co. Preservar o que na-tural, reconstruir trilhas e radicalizar atividades, promover lazer e rotular roteiros de viagens.

    E se h herana, para preservar um legado de 200 anos no basta o pas-sado. Transmitir por gera-es a obra de Aleijadinho uma perspectiva futura de que a memria e o pro-duto precisam existir. Com entrevistas o LAMPIO pode afirmar que o tra-balho conjunto de entida-des pblicas e religiosas, institutos e a prpria co-munidade que mantm vivo o maior expoente da arte colonial brasileira.

    O futuro no pode ser extraordinrio quando se acomoda monotonia. Na-turalizar o recorrente di-zer que est tudo bem para o que incomoda. Se patri-mnio material e imaterial so formadores de identi-dade cultural e qualificam uma comunidade, a pol-tica molda a honra. Para um governo enobrecer e humilhar um povo basta a postura social diante das aes efetivas. No se faz rei aquele que no preza sua majestade. Boa leitura!

    Quando o futuro espe-rana, nas crianas que depositam a responsabili-dade de transformar as in-satisfaes do hoje. Quan-do se cansam de esperar, o presente o artifcio da mudana, para que ao ver dos olhos, o novo esteja prximo. Como estudantes, ousamos para diversificar. Seja na linguagem dos tex-tos ou na esttica do jor-nal, buscamos apresen-tar um contedo dinmico e atrativo para o leitor. Como jornalistas, a tica e o dever social nos guiam para abordar assuntos re-levantes para comunidade, e verdadeiros, diante dos vrios depoimentos que nos empenhamos em escutar. Aprendemos a cada entre-vista, em toda abordagem, no ler e reler da apurao, com as falhas e com o re-torno do bem feito.

    Na 17a edio do LAM-PIO o futuro que nor-teia a lida com a infor-mao. A oportunidade de refletir o que vem alm no fazer previses, le-vantar discusses. Foi por meio da apurao que per-cebemos como a instabili-dade poltica de Mariana e Ouro Preto dificulta o fazer jornalismo e atender o povo. Identificar erros o primeiro passo para no-vas tentativas, assim como a notcia deve chegar populao, a administra-o pblica deve a delica-deza de se posicionar, de

    editoriAl

    tirinhA

    crnicA

    Foi MAl

    Jornal Laboratrio produzido pelos alunos do curso de Jornalismo Instituto de Cincias Sociais Aplicadas (ICSA)/ Universidade Federal de Ouro Preto - Reitor: Prof. Dr. Marcone Jamilson Freitas Souza. Diretor do ICSA: Prof. Dr. Jos Artur dos Santos Ferreira. Chefe de departamento: Prof. Dr. JB Donadon Leal. Presidente do Colegiado de Jornalismo: Profa. Dra. Denise Figueiredo Barros do Prado Professoras responsveis: Karina Gomes Barbosa (Reportagem), Ana Carolina Lima Santos (Foto-

    grafia) e Priscila Borges (Planejamento Visual) Editora Chefe: Marlia Mesquita Secretrio de Redao: Pedro Mendona Editora de Arte: Renatta de Castro Editor de Fotografia: Eduardo Moreira Editor de Multimdia: Stnio Lima - Subeditora de Multimdia: Paloma vila Reprteres: Aline Nogueira, Ana Clara Fonseca, Brunello Amorim, Daiane Bento, Danielle Campez, Dreisse Drielle, Giovanna de Guzzi, Hugo Pereira, Jlia Mara Cunha, Jlia Pinheiro, Luiza Mascari, Mateus Meireles, Matheus Maritan, Natane Generoso e Silmara Filgueiras Fotgrafos: Eliene Santos, Endrica Fernandes, Lucimara Leandro, Maria Augusta Tavares, Nbia Azevedo, Raquel Estevo Lima e Rodolfo Dias Diagramadores: Carol Antunes, Elis Regina Santana, Fernanda Mafia, Gabriella Pinheiro, Jackie Mandarino e Victor Hugo Martins Reviso: Fernando Ciraco e Geovani Barbosa Monitoria: Pedro Carvalho Colaboradora: Bruna Matsunaga. Tiragem: 3.000 exemplares. Endereo: Rua do Catete, n 166, Centro. Mariana MG. CEP 35450-000

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    preMiAo

    entre olhAres

    O beb nasceu! E agora? Como cuidar de uma nova vida? O que esperar para o fu-turo do novo membro da fa-mlia? Expectativas, incerte-zas Questionamentos que provavelmente surgiro. Cer-teza mesmo se tem sobre os valores e princpios que se-ro passados, servindo como orientao para a vida toda. Todos em volta querem dar palpites, dizer o que fazer e o que est errado. Tentativas de ajudar na concepo de um novo ser que agora ter de en-frentar os mesmos desafios que os veteranos. Ou ser que sobra tempo para ter esperan-a de que o mundo ser me-lhor? O que dizer das histrias que o povo conta? Se torna-r um ladro o beb que for passado pela janela? O leite da me seca quando uma mu-lher menstruada se aproxima do beb? H quem diga que no se pode beijar um beb para no causar brotoeja. Mas quem se importa? O afeto nos impede de seguir as exigncias provenientes dos mitos.

    Talvez seja um problema querer enquadrar o beb em sistemas pr-estabelecidos. Se h uma vontade de que seja

    um mundo melhor, mais jus-to, a educao deve fugir ao que j existe e est dando er-rado. O novo deve ter espao para que o futuro traga expe-rincias, conflitos, perguntas e respostas diferentes.

    Como toda grvida, Prisci-la Alves Teixeira Ansaloni, 35 anos, vive alguns dilemas em relao espera pelo futuro, que j comeou. Com 13 se-manas e quatro dias, trs me-ses e uma semana, de gravi-dez, Priscila ainda no sabe o sexo do beb. Se for menina o nome ser Ana Ester e se for menino, Rodrigo Cezar. Havia uma expectativa de que a res-posta fosse: Queremos uma menina, vai ser nossa prince-sinha ou talvez Um menino, d menos trabalho, s vestir uma bermudinha e uma cami-seta e t pronto. Nada disso. Priscila revela que tanto faz. No tem preferncia por um ou outro sexo. O importante, segundo ela, que a gravidez se concretizou.

    O futuro novamente entra em questo. Priscila e o ma-rido, Rodrigo, esperam que o filho seja ntegro, correto e que tenha carter. Ser ensina-do sobre o que certo e er-rado. Sobre a profisso, Pris-cila espera que ele siga suas

    vontades, independente das presses da sociedade e sem interferncia da famlia. Sim. Um surpreendente No sou eu quem escolho. Imagina l se a profisso importa. Se os ensinamentos de Prisci-la e Rodrigo forem seguidos, provavelmente esse filho ser como os pais desejam.

    O que a grvida pondera que seu beb seja uma pessoa direita, que corra atrs de seus objetivos e que no dependa de ningum. Ela garante que no ser mimado e no ter tudo dado facilmente, para que aprenda o valor das coisas desde pequeno.

    A grvida espera que o mundo esteja melhor daqui a alguns anos para que seu fi-lho no tenha que enfrentar os problemas que hoje so vi-vidos pela sociedade. Que as pessoas respeitem mais as ou-tras, que conservem melhor o meio ambiente.

    Ser que os desejos de Priscila se tornaro realidade? Ser que esse ser que ainda nem nasceu ser o reflexo dos anseios de seus pais? Ser que o mundo estar melhor e mais justo? Isso s o futuro pode-r dizer. Mas nunca se esque-a, Ana ou Rodrigo: sua espe-ra foi muito comemorada.

    A matria Ensino inte-gral: na trave, publicada na edi-o 16 do LAMPIO, trouxe um dado incorreto. De acordo com a reportagem, os progra-mas de ensino integral da Prefei-tura de Mariana e do Governo de Minas Gerais so financiados

    pelo programa Mais Educao, do Governo Federal. Contudo, o programa municipal de ensi-no integral financiado com re-cursos prprios da Prefeitura, e o ensino integral estadual rece-be verbas do Estado, e no da Unio.

    Pedro Mendona renatta de Castro

    espera do futuro

    O jornal LAMPIO foi indicado por voto popular ao Prmio Aleijadinho de Res-ponsabilidade Social, na cate-goria Imprensa. Promovido pela Fundao Aleijadinho, o prmio tem como objetivo re-conhecer pessoas, empresas e veculos de comunicao que prestam servios relevantes comunidade, com finalidade de ajudar ao prximo.

    Agradecemos popula-o de Mariana e Ouro Pre-to pela confiana e Funda-o Aleijadinho pela iniciativa. Como alunos, agradecemos aos professores de Jornalis-mo da Ufop pela competncia com que nos ensinam e pela dedicao em transmitir o fa-zer jornalismo. O prmio foi en