jornal inconfidência nº 226 de 30 de abril/2016‏

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  • BELO HORIZONTE, 30 DE ABRIL DE 2016 - ANO XXI - N 226

    AS FORAS ARMADAS TM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR,A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAO DO COMUNISMO NO BRASIL.

    Site: www.jornalinconfidencia.com.brE-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br

    52 ANIVERSRIO DA REVOLUODE 31 DE MARO DE 1964

    Exmo Senhor Vice-Presidente Michel Temer

    Diante da possibilidade deV. Ex. vir a ocupar a Presidncia daRepblica, pelavia constitucional do impedimento da Presidente Dilma Rousseff, o JornalInconfidncia, respeitosamente, traz sua esclarecida reflexo, um tema da maiorrelevncia.

    Ns, concordes com a vossa declarada diretriz de fazer um governo de uni-o nacional, de modo a recuperarmos a imagem de uma nao democrtica una,coesa, trabalhadora e respeitada, sugerimos que V. Ex., com a sensibilidade eo equilbrio que o caracterizam, pense, seriamente, em recolocar mesa das reu-nies ministeriais, o simbolismo histrico contido nos uniformes das nossasForas Armadas.

    Infelizmente, desde a criao doMinistrio daDefesa, em 1999, eles, e suastradies, tm estado ausentes das reunies ministeriais, onde e quando forame so discutidas e tomadas importantes decises, muitas dela, inclusive, perti-nentes ao emprego das Foras Armadas, instituies que desfrutam da maiorcredibilidade e confiabilidade no pas.

    Imbudos com esse estado de esprito que submetemos vossa elevadaconsiderao a sugesto de nomear, a partir de agora, para o cargo de Ministroda Defesa , um Oficial General de uma das nossas Foras . Dessa forma a Ptriae seu Poder Militar, atravs da figura desse Ministro, voltariam a estar presentesdiante dos olhos dos demais e da sociedade brasileira, nos momentos das grandesdeliberaes governamentais. A unidade nacional voltaria a ficar bem visvel,reconhecida e engrandecida.

    O que os olhos no veem, os coraes no sentem.

    MINISTRIO DA DEFESA

    O IMPEACHMENT E ASMANIFESTAES DEMOCRTICAS

    A BATALHA DOSGUARARAPES

    PGINA 4O EXORCISMO

    PGINA 14

    VERMES!

    A TARA DOCINEMADE LULISTA

    PGINA 5

    PGINA 4

    Na noite de 31 de maro, no Crculo Militar, o advogado Elias Saade, os coronisNey Guimares, Miguez, De Biasi, Ary e PMMGRubens, o monsenhor Terra, ojornalista Paulo Henrique e o general Bini (ausente na foto), em apresentao in-dividual prestaram seus depoimentos relatando o que vivenciaram naquela histri-ca data de 31 de maro de 1964. LEIA NA PGINA 22

    Fora Lula! Fora Dilma! Fora PT!

    367 x 13773% 27%

    SIM NO

    Resultado davotao naCmara deDeputados

    Mais de 20 milmanifestantes

    lotaram a Praada Liberdadeno domingo,17 de abril

    Foto: Arquivo EM

  • 8N 226 - Abril/2016 2

    *MarcoAntonioFelciodaSilva

    * A. C. PortinariGreggio

    *General de Brigada - Cientista Poltico, ex-Oficial de Ligao ao Comando e ArmasCombinadas do Exrcito Norte Americano, ex-Assessor do Gabinete do Ministro do Exrcito,

    Analista de Inteligncia - E-mail: marco.felicio@yahoo.com* Economista

    Em fevereiro de 2014publiquei no IN-CONFIDNCIA um ar-

    tigo intitulado Por que vou votar no PT nasprximas eleies. No votei, claro. Masvejam o que eu previa:

    E se o pet ganhar? A vitria o obri-gar a roer o osso, e impedir que os adver-srios se encarreguem de salvar da faln-cia o rendoso negcio da democracia.Porque, meus amigos, o problema no opet ou o no-pet. O problema a demo-cracia de 1988. Enquanto esse regime per-manecer, teremos, a cada virada eleitoral,novas teratologias polticas. Quem imagi-na que o pet o pior possvel, no conhecea capacidade do eleitorado estpido e irres-ponsvel de produzir aber-raes ainda mais grotes-cas do que as que j temosaguentado.

    Se o pet ganhar, osistema poltico brasileirocaminhar para situaosem sada institucional, aqual exigir soluo revo-lucionria, tal como ocor-reu em 1964.

    Pois . O pet ganhoue teve de roer o osso. Infeliz-mente,porm,Dilmacaiuan-tes do tempo. Se continuas-se, o vcuo aumentaria e aDireita ganharia mais e maisespao no cenrio. Agora,descartado o pet, as coisassero mais difceis. O novoadversrio mais inteligente: no agita ban-deiras vermelhas, no est ligado ao crimee ao narcotrfico, nem assalta sistematica-mente os cofres pblicos em nome dumacausa. Em resumo: sem o pet, faltar oespantalho que pretendia integrar o Bra-sil numa federao de cucarachas lideradospelos irmos Castro. No lugar do pet, as-sumir outro grupo de interesses que tam-bm vem tramando integrar o Brasil nu-ma ordem mundial controlada pela oligar-quia aptrida que h dcadas domina o Oci-dente. Ambos tm a mesma estratgia: li-quidar a Nao Brasileira.

    Grande parte da populao que saas ruas vai se desmobilizar. Alm de per-der o rumo, a Direita corre o risco de sermanipulada. Caindo do cavalo, o pet vaipartir para a agitao. E a Direita, obceca-da com o comunismo, talvez saia paraenfrent-lo em defesa da democracia.

    Diante dessas perspectivas, qual asada? Que fazer, daqui para a frente? EmPoltica, segundo Carl Schmitt, o essencial identificar amigos e inimigos, at por-que poltica consiste nisso mesmo, em ava-liar, decidir e agir em funo dessa dis-tino (die Unterscheidung von Freundund Feind).

    Parece fcil, no? Mas em Poltica,

    REPETINDO A PERGUNTA:E AGORA, QUE O PET ACABOU?

    A queda do pet vai deixar a oposiosem assunto e sem rumo definido

    distinguir entre ns e eles a mais difcil dasartes. No se trata de identificar amigos einimigos pessoais, nem amigos e inimi-gos da patota, do partido ou da ideologia,como fazia o falecido pet. Isso no po-ltica, politicagem.

    A Poltica a cincia e a arte do Es-tadista. E o estadista s cuida de identi-ficar amigos e inimigos da Nao. Essedeve ser o critrio poltico fundamental daDireita. Vejamos, ento, quem so os ami-gos e os inimigos da Nao Brasileira.

    Os amigos so as pessoas e entida-des que se incluem na Direita. Mas que aDireita?Como identific-la?H doismodos:pelo que a Direita defende, ou pelo que contra. A Direita contra a vadiagem, o

    crime, a ignorncia, o parasi-tismo, a desordem, a frouxi-do, a depravao, a imund-cie. Ama a ordem, a seguran-a, a disciplina, a competn-cia, a limpeza.Masdispersa,perplexa e confusa. No por-que lhe falte inteligncia. Aocontrrio: a Direita compre-ende a classe dos que estu-dam, trabalham, produzem epagam impostos. De fato, elaencarna a Nao Brasileira.Sua confuso se deve ao fatode viver emambiente saturadode propaganda hostil, nasescolas, nas universidades,na poltica, na mdia, nas ar-tes, em todos os domnios deexpresso e comunicao.

    claro: esses setores so dominados pelosseus inimigos.

    E o inimigo? O principal inimigo a oligarquia internacional interessadaem dissolver todas as naes num s sis-tema de governo mundial.

    Sei que, ao dizer isso, corro o risco deenveredar por teorias conspiratrias, miste-riosas cabalas cujas manipulaes explicamtudo o que ocorre pelo mundo. O leitor tal-vez preferisse que falssemos de pessoas eforas presentes no tabuleiro da poltica.Mas vejam: no estamos tratando de ttica,estamos definindo estratgia, para que aoposio de Direita identifique a ltima ins-tncia do inimigo. Sem esse conhecimento,no h como fazer poltica.

    A oligarquia internacional reale visvel, seus agentes so familiares.A maioria age de boa f, achando que pres-ta servios Humanidade. Sua agendano anunciada, mas nem por isso se-creta: resume-se na liquidao das na-es por dentro e pelas bases, sem queas vtimas reajam ou sequer percebamo processo.

    Resta saber porque existe, como seorganiza e como atua. Fica para o prximoINCONFIDNCIA.

    Carl Schmitt (1888-1985),constitucionalista alemo,

    autor de "O Conceitodo Poltico"

    Vivemos sob atual desgoverno, e no dehoje, crise econmica, poltica, social ,tica emoral, sem paralalelo em nossaHist-ria. Em meio a corrupo desenfreada quepermeia os poderes daRepblica, asmanche-tes dirias dos jornais mostram umEstado deDireito ilegtimo e, consequentemente, de-mocracia fragilizada. Freios e contra pesosinexistem.A ilegalidade e a impunidade cam-peiam, no h harmonia entre os poderes e ainstabilidade sciopoltica crescente nadireo do caos social. A judicializao daPoltica como a politizao da Justia semos-tram, em tentativas e aes, freqentes, tra-duzindo interferncias inaceitveis, como atentativa de obstruo de investigaes, pelaprpria Presidente da Repblica (PR), aonomear comoministro, concedendo-lhe foroespecial, ex-presidente (ex-PR)investigado na Justia Comumpor crimes variados. Os poderesse tornam ilegtimos na medidaem que seus integrantes se mos-tram desacreditados e desmora-lizados perante a populao,cumprindo a Constituio deacordo com interesses de gruposou de partidos, postergando osinteresses nacionais. No Execu-tivo, uma inepta Presidente daRepblica (PR), sem condies de governar,emprocessode impeachment, admissibilidadej aprovada, com mais de 80% de rejeiopopular. No Legislativo, inmeros deputa-dos e senadores, de partidos variados, acusa-dos de crimes diversos, incluindo os presi-dentes da Cmara e do Senado, talvez oscoordenadores da transio ps impedimen-to. Outros j denunciados e alguns poucos jcondenados e presos. No Judicirio, em suasvrias instncias, corrupo e lenincia noso ignoradas. Sobre o TSE, TSJ e STF pairaa desconfiana em juizes que no escondemsuas respectivas preferncias partidrias, al-guns nomeados e dignos de benesses da PR edo ex-PR. Entretanto, tal situao, no impe-de a existncia de pontos fora da curva comoo juiz Srgio Moro e Equipe realizando belotrabalho, embora as tentativas de obstruo edesmoralizao do que faz.

    ADemocracia, baseada emprincpios,devendo ser o Imprio da Lei, se torna ileg-tima na medida em que a Constituio des-respeitada frequentemente, perpretando-seilegalidades em seu nome, estas corroboradaspela impunidade, o que ocorre no s nos po-deres daRepublica, porm, emvariadas reasde atuao governamental e privadas, levandoa insegurana Nao e dela subtraindo asoberania da qual a nica detentora.

    Exem