jornal inconfidência edição nº 222

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  • BELO HORIZONTE, 31 DE DEZEMBRO DE 2015 - ANO XXI - N 222

    AS FORAS ARMADAS TM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR,A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAO DO COMUNISMO NO BRASIL.

    Site: www.jornalinconfidencia.com.brE-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br

    O Presidente do Grupo Inconfidncia e a suaDiretoria, desejam aos seus integrantes, leitores

    e colaboradores Boas Festas e um 2016pleno de realizaes e que os envolvidos

    no petrolo sejam julgados,condenados, permaneam presos erestituam o que foi roubado, paraa felicidade da Nao Brasileira.

    Em Belo Horizonte, noCemitrio do Bonfim, a

    homenagem prestada peloGeneral de Diviso MarioLucio Alves de Araujo,

    Comandante da 4 RegioMilitar e pela Reserva do

    Exrcito ao CapitoBenedicto Lopes Bragana,

    assassinado no Rio deJaneiro

    Conspira contra sua prpria grandeza, o povo que nocultiva seus feitos hericos

    FORA EXPEDICIONRIA BRASILEIRA

    PGINA22

    LEIA NA PGINA 13

    Encontro em Santa Rosa/RS

    s 08 horas de 27 de novembro, neste mesmo local, os generais-de-ExrcitoRubens Bayma Denys, Ivan de Mendona Bastos (neto do TenCel Misael deMendona, o militar mais antigo que est sepultado no Mausolu) e Fernando Aze-vedo e Silva prestaram homenagens s vtimas da Intentona Comunista de 1935.Para conhecimento dos Comandantes da Marinha, do Exrcito e Aeronutica.

    ESQUECER, TAMBMTRAIR!LEIA NA PGINA 12

    INTENT NA C MUNISTA / 1935INTENT NA C MUNISTA / 1935INTENT NA C MUNISTA / 1935INTENT NA C MUNISTA / 1935INTENT NA C MUNISTA / 1935

    PASSAGEM DE COMANDODA 4 REGIO MILITAR

    Na manh de 17 de dezembro,no Quartel General, em BeloHorizonte, foi realizada a soleni-dade de passagem de Comando da4 Regio Militar, na qual o Gene-ral-de-DivisoMario Lucio Alvesde Araujo transmitiu o cargo aoGeneral-de-DivisoWalmirAlma-da Schneider Filho, em solenida-de presidida pelo Chefe do Depar-tamento-Geral do Pessoal, Gene-ral-de-Exrcito Francisco CarlosModesto com a presena doGene-ral-de-ExrcitoFernandoAzeve-do e Silva, ComandanteMilitar doLeste, autoridades civis emilitarese convidados.

    LEIA NA PGINA 24

    MAR DE LAMA Internet

    Cel Menezes, Mauro Trindade Bragana,Generais Araujo e Bini e Juiz Caldeira Brant

    O monumento votivo s vtimas da Intentona Comunistade 1935, foi erguido em 1968, por iniciativa do Ministrodo Exrcito, general-de- Exrcito Aurlio de Lyra Tavares para"perpetuar em praa pblica, a homenagem do povo quelesque souberam lutar e morrer pela sua liberdade", no Rio deJaneiro, na Praia Vermelha. Anteriormente, a solenidade era reali-zada no mausolu do cemitrio So Joo Batista, em Botafogo.

  • 8N 222 - Dezembro/2015 2

    *MarcoAntonioFelciodaSilva

    * A. C. PortinariGreggio

    *General de Brigada - CientistaPoltico, ex-Oficial de Ligao aoComando e Armas Combinadas do

    Exrcito Norte Americano,ex-Assessor do Gabinete doMinistrodo Exrcito, Analistade IntelignciaE-mail:marco.felicio@yahoo.com* Economista

    At recentemente, apoltica brasilei-ra era previsvel. Jornalistas e analistastinham meios de avaliar tendncias e jo-gos de foras. Frequentavam gabinetes,conheciamos polticos, tinham informan-tes em toda a parte. Nas equaes da po-ltica havia incgnitas; mas os polticospodiam ser interpretados. Conhecendo-os, e conhecendo seus interesses, erapossvel prever o jogo.

    Mas as coisas mudaram. Gente es-tranha poltica juzes, policiais, procu-radores, auditores e peritos passaram aatuar com crescente desenvoltura noscasos de corrupo.As investigaes seampliaram, surpre-endendo os polti-cos que, confusos edesmora l i zados ,aguardam os novosgolpes, sem saberquando, de onde oucontra quem viro.

    Os otimistasdizem que provada consolidao dasnossas instituies democrticas, ouseja, da constituio de 1988. Se o orga-nismo reage doena, no demonstraque as instituies funcionam?

    Na verdade, as prises de polti-cos, banqueiros e milionrios, longe defortalecer as instituies, s servempara precipitar sua falncia. A medidaque as investigaes avanam, mais emais se esclarece que a corrupo, lon-ge de ser acidente ou doena infantil dademocracia, componente essencialdaquilo que os caras denominam go-vernana, ou seja, do poder dos polti-cos tantum et tale.

    Mas a pergunta permanece: se acorrupo parte das instituies,como possvel que as mesmas insti-tuies permitam investigaes e pu-nies to exemplares?

    Para entender esse paradoxo, te-mos de considerar que o Governo brasi-leiro se compe de trs sistemas: o admi-nistrativo, omilitareopoltico.Osmem-bros dos sistemasmilitar e administra-tivo so selecionados combase emmri-to e competncia, e dedicam suas vidasao servio da Nao. Os membros dosistema Poltico so eleitos ou nomea-dos por certo perodo.

    O QUE SE PASSA POR TRSDA CRISE BRASILEIRA

    Para entender o jogo preciso identificaras foras em jogo.

    Em teoria, somente os polticos de-veriam governar.Mas na prtica republi-cana brasileira, de 1898 a 1964, o poderpoltico era disputado entre os dois gran-des partidos de facto: o Exrcito e os po-lticos ou seja, entre o sistema militare o sistemapoltico. O sistema adminis-trativo sempre foi instrumentodepoder,mas nunca chegou a protagonista.

    Em 1988 os polticos eleitos para oCongresso, sem consultar a Nao, no-mearam-se assembleia constituinte eredigiram a atual constituio, com inten-o de afastar definitivamente os milita-res da poltica. Lideranas do funciona-

    lismo civil aproveitaramadeixapara encaixar cl-usulas que garantiriammais poder ao sistemaadministrativo. Polici-ais, promotores, juzes,auditores, e outras cate-gorias conseguiram ele-vado grau de autoridadee imunidade na sua atu-ao. Sem querer, os po-lticos haviam dado vidaprpria ao sistema ad-

    ministrativo e criado a esfingequeumdiairia devor-los.

    O tremendo impacto da Lava-Jatoe das demais investigaes muito maisprenhe de consequncias polticas doque parece, porque anuncia a entradadumanova forano jogopoltico.Adstrito Lei e encarnando o prprio Estado, osistema administrativo ainda no templataforma poltica. Sua bandeira omoralismo legalista. Concentrado noque est a seu alcance o combate cor-rupo o sistema administrativo acre-dita que as instituies brasileiras po-dem ser depuradas e recuperadas. Tan-to quanto os polticos, o sistema admi-nistrativo ainda acredita na constitui-o de 1988. Mas, sem saber, caminharumo revoluo.

    Considerem esses elementos den-tro do quadro geral de crescente revol-ta da populao produtiva, e da suafrustrao ante o ptreo silncio dosaltos comandos militares.

    H perspectivas a traar, rumos aestimar, horizontes a divisar. Os prxi-mos anos sero agitados. Mas o espaono Inconfidncia limitado, portantovamos parar por aqui, com interrogaesno ar.

    A corrupo, aincompetncia e a

    imoralidade emanam dosistema poltico, eleitopelo povo. Os sistemasadministrativo e militar,baseados em mrito e

    competncia, continuamintactos. Entenderam?

    No de hoje e sem qualquer pudorque o STF vem sendo aparelhadopelos governos do PT, principalmente,tendo em vista a blindagem de Lula e daatual presidente em face da possvel evo-luo da investigao do Petrolo ating-los como criminosos em verdadeiro marde lama que envergonha o Pas.

    O ltimo episdio dessa escabro-sa novela desenvolveu-se durante elogo aps a ltima sesso da mais altacorte do Poder Judicirio, julgando pro-cedimento instaurado pela Cmara Fe-deral, que representa a Nao, enfatizo,com o fito de dar seqncia a umpedidodeimpeachment, por crime de responsabili-dade, da atual Presidente Dilma Roussef.

    O ministro relator Edson Fachin,evitando principalmente a ingerncia emoutro Poder , o Legislativo, e respeitandosuas normas internas,aprovou a continuida-de do processo inicia-do pelo Presidente daCmara, sendo con-testado e derrotado, ao final do julgamen-to, pela argumentao do Ministro Ro-berto Barroso. A Corte, ento, por maio-ria, decidiu em favor do governo, rever-tendo o voto do relator Edson Fachin.

    Anlises publicadas na Mdia, en-tre elas a da coluna VEJA Bem, comFelipe Moura Brasil (http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil), des-mascaram, de forma irrefutvel, o votooral e escrito do Ministro Barroso so-bre o rito de impeachment, taxando-ode argumentao fraudulenta, pois,baseada em adulteraes e omissesdo que est escrito na Lei e no regimen-to interno daCmara. Fraude aceita, pas-sivamente, pela maioria dos juizes co-adjuvantes.

    Porm, o mais contundente, e que

    STF EM SUSPEIOContribuir para a defesa da Democracia e daLiberdade, traduzindo um Pas com projeo de

    Poder e soberano, deve ser o nosso Norte.confirma o que denun-ciamos quase diaria-mente, foi a entrevis-ta, logo aps o trmi-no da sesso, Rdio Jovem Pan, doMinistroGilmarMendes, dirigindo-se du-ramente aos seus pares do Tribunal. Afir-mou GilmarMendes: Lembra que eu ti-nha falado do risco de cooptao da Cor-te? Eu acho que nesse caso isso ocor-reu diante desse quadro de grave crisede corrupo, ns vamos ficar fazendoartificialismos jurdicos para tentar sal-var, colocar um balo de oxignio emalgumque j temmorte cerebral.Epros-segue, acusandoo aparelhamento doSTF: claro que h todo um projeto de bo-livarizao da Corte. evidente que,assim como se opera em outros ramosdo Estado, tambm se pretende fazer

    isso no Tribunal e, in-felizmente, ontem (17/12) ns demos mos-tras disso oTribunalacabou chancelando

    uma poltica fisiolgicaEnquanto isso ocorre s claras e

    comprovadamente, o Pas continua ladei-ra abaixo, pleno de descalabros de todasorte, incluso com a permanncia de umapresidente rejeitada pela grande maioriada populao, ilegitimada, desacredita-da, pois, inepta e mentirosa, com ndiceseconmicos cada vez mais preocupantese contnua grave crise poltica e social(cerca de 6 mil desempregos dirios, in-flao em alta, recesso cavalar, rebaixa-do pelas agncias de investimentos, fa-lncia da infra-estrutura, caos na educa-o e na sade), gerando desconfiana,insegurana e instab