jornal inconfidência - 200 edição histórica

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  • 1. A Marcha da Famlia com Deus Pela Liberdade encerrou-se diante do altar da Ptria, na Esplanada do Castelo, com a presena de centenas de milhares de fiis. (Revista Manchete, Abril/64 - Edio Histrica) JUBILEU DE OURO DO MOVIMENTO CVICO-MILITAR DE 31 DE MARO DE 1964 ... "a Revoluo no se fz para manter privilgios de quem quer que seja, mas para, em nome do povo, e em seu favor, democratizar os benefcios do desenvol- vimento e da civilizao". (Presidente Castello Branco, discurso de 21 de abril de 1964) AREVOLUODEMOCRTICA BRASILEIRA AOS LEITORES Esta Edio Histrica dedicada queles que no tendo vivido a poca que precedeu o Movimento Cvico-Militar de 1964 e, conseqentemente, no conhe- cendoa verdade dos fatos que marcaram aquele acontecimento- tm sido o alvo preferencial da mdia facciosa e dos revanchistas, quando trata dessa matria. O que aqui ser apresentado, no so conceitos gerados na caserna. So manifestaes livres, no encomendadas e isentas: so Editoriais, opinies, depoimentos, manifestos e notcias que retratam o pensamento dos principais rgos formadores de opinio e de membros da sociedade brasileira, conclamando e convocando as Foras Armadas para uma atuao firme e decisiva naquele momento importante da nossa histria. Naquela poca a nossa mdia era dotada de um alto grau de independncia e de nacionalismo e o seu patriotismo era genuno e consciente. Hoje, vendida e venal... AS FORAS ARMADAS TM O DEVERSAGRADODEIMPEDIR, A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAO DO COMUNISMO NO BRASIL. BELO HORIZONTE, 31 DE MARO DE 2014 - ANO XIX - N 200l l jornal@jornalinconfidencia.com.br Edio Histrica

2. 2N 200 - 31 de Maro/2014 ANTECEDENTES Saques aos supermercados em Duque de Caxias - 1962 Comcio da Central do Brasil - 13/03/1964 Tropa do Exrcito retira os amotinados do Sindicato - 25/03/1964 Jango no Automvel Clube a 30 de maro - 1964 O presidente Joo Goulart convocou o movimento sindical e as esquer- das para pressionarem o Congres- so com demonstraes de fora para a res- taurao do presidencialismo. A agitao em favor do plebiscito atingiu o auge no fim de julho de 1962, com o desentendimento entre Jango e o Congresso que aprovara o senador Auro de Moura Andrade para Pri- meiro - Ministro por 222 votos a 51, contra a vontade de Goulart. Imediatamente, comearam as gre- ves, depredaes e saques em todo o pas, principalmente no Rio de Janeiro, onde o movimento sindical era muito forte. S na baixada fluminense, foram saqueados qua- se 300 estabelecimentos comerciais e a de- sordem generalizada deixou 25 mortos e mais de mil feridos. O PCB - Partido Comunista Brasileiro era o ncleo dominante de todas as deci- ses, mas o complexo subversivo abrangia grande nmero de organizaes engloban- do alm da CGT e da PUA, as Ligas Campo- nesas de Francisco Julio, a Ao Popular e os Grupos dos Onze de Leonel Brizola. Aps a extino da URSS, o ex-embai- xador sovitico no Brasil, Andrei Fomin, confirmou ter comunicado a seu governo informaes recebidas de lderes esquer- distas brasileiros, segundo as quais estava em preparao um golpe de Estado no qual o presidente fecharia o Congresso e instau- raria a Repblica Sindicalista. Prestes de- clarou na Abertu- ra do Congresso Continental de So- lidariedade a Cuba realizado em Niteri a 28 de maro/63 ser o Brasil a primeira nao sulameri- cana a seguir o exemplo da ptria de Fidel Castro. Grupos armados invadiam proprieda- des. Jornais, revistas e livros, editados em Pequim, Moscou e no leste europeu circu- lavam abertamente, principalmente nas fa- culdades e escolas. Em Braslia, a 12 de setembro/63, sar- gentos da Marinha e da Aeronutica rebe- laram-se contra a deciso do STF que se pronunciara contra a sua elegibilidade. Ocu- param o Ministrio da Marinha e instala- es federais. Os graduados do Exrcito no aderiram. Os sublevados foram cerca- dos pelas tropas do Exrcito e preferiram entregar-se Tal fato iria se repetir na Semana Santa (maro/64), quando marinheiros e fuzileiros navais rebelados no Sindica- to dos Metalrgicos no Rio de Janeiro, fo- ram presos pelo Exr- cito no Batalho de Guardas e libertados no dia 27, sexta feira santa, por ordem pre- sidencial. A presena de lderes comunistas nos quartis para veri- ficar o cumprimento da ordem do Presidente e a passeata vexatria que se seguiu, nas ruas do centro da cida- de, com marujos desuniformizados car- regando dois almiran- tes nos ombros, feriu a dignidade e a sensibi- lidade das For- as Armadas. J havia acontecido o comcio da Cen- tral do Brasil, realizado a 13 de maro, por su- gesto do PCB, com a presena, alm dos lderes sindicalistas e comunistas, dos ministros militares e de 5 mil soldados do Exrcito, que assistiram a massa humana agitando bandeiras verme- lhas e cartazes alegricos, ridiculizando os gorilas e exigindo reformas de base. Jango exigia a reviso da Constituio, encampao das refinarias, a reforma agr- ria... O Automvel Clube, em 30 de maro, foi palco do violento discurso de Joo Goulart, dirigido a dois mil subtenentes e sargentos das Foras Armadas e Auxilia- res, tornando irreversvel sua posio de esquerda. A exaltao do ambiente, carre- gada com a presena de agitadores comu- nistas, atingiu o mximo quando o Almiran- O Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante Cndido de Arago, a figura mais controvertida do episdio: punido, destitudo e depois reintegrado pelo nvo ministro, aqui aparece dando autgrafos a marinheiros (Manchete Extra n 625) Tropa do Exrcito defronte ao Ministrio da Marinha, em Braslia, em setembro de 1963 CRONOLOGIA HISTRICA / 1964 te Arago e o cabo Anselmo, se abraaram sob aplausos gerais. Era a completa quebra da Disciplina e da Hierarquia. Fatos como estes e os acontecimen- tos de maro, acrescidos da carta do Chefe do Estado-Maior do Exrcito, juntos com mais de meio milho de paulistas alarmados na passeata de mulheres com teros mo, rezando por Deus e pela liberdade, levaram ao desenlace de 31 de maro. 17 de janeiro: Jango regulamenta a lei de remessas de lucros para o estrangeiro. 25 de janeiro: A SUPRA assina acordo com os ministrios militares para estudo sobre a desapropriao de terras margem das rodovias. 6 de maro: O Ministrio da Justia estuda uma interveno no Estado da Guanabara. 11 de maro: As classes produtoras se renem no Rio e praticamente rompem com o governo. 13 de maro: Acontece no Rio um grande comcio pelas Reformas de Base. 15 de maro: O Congresso Nacional reabre e Joo Goulart envia mensagem a favor das Reformas de Base. 18 de maro: O CGT exige uma poltica financeira nacionalista e pede o afastamento do ministro da Fazenda. 19 de maro: A Marcha da Famlia com Deus pela Liberdade rene em So Paulo mais de 500 mil pessoas. 26 de maro: Rebelio de marinheiros no Rio. So presos pelas tropas do Exrcito e em seguida, postos em liberdade. 28 de maro: Em Juiz de Fora, numa reunio com Magalhes Pinto, com a presena do General Mouro Filho e diversas autoridades civis e militares, o Marechal Odylio Denys apresentou um estudo circustanciado sobre a situao poltico-militar, quando foi articulado e marcado o dia do levante contra Joo Goulart. 30 de maro: O presidente discursa numa reunio de sargentos das Foras Armadas e da Polcia Militar, no Automvel Club do Rio de Janeiro. 31 de maro: Minas est nas mos dos rebeldes. As tropas mineiras marcham para o Rio de Janeiro e para Braslia, sem encontrar qualquer resistncia. 1 de abril: O II Exrcito, comandado pelo General Amaury Kruel, adere rebelio. Miguel Arraes preso no Recife. 2 de abril: Jango deixa Braslia rumo a Porto Alegre e o Deputado Ranieri Mazzili toma posse como novo presidente. 4 de abril: Joo Goulart exila-se no Uruguai. 2 3. 3N 200 - 31 de Maro/2014 Ressurge a Democracia! O GLOBO Rio Janeiro, 02 de abril de 1964 Vive a Nao dias gloriosos. Por que souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculaes polticas, simpatias ou opiniosobreproblemasisolados,para salvaroqueessencial:ademocracia, a lei e a ordem. Graas deciso e ao herosmo das Foras Armadas, que obedientes a seus chefes demonstra- ram a falta de viso dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasillivrou-sedoGovernoirrespon- svel, que insistia em arrast-lo para rumos contrrios sua vocao e tra- dies. Como dizamos, no editorial deanteontem,alegalidadenopoderia ser a garantia da subverso, a escora dos agitadores, o anteparo da desor- dem.Emnomedalegalidade,noseria legtimo admitir o assassnio das ins- tituies, como se vinha fazendo, di- ante da Nao horrorizada. Agora, o Congresso dar o re- mdioconstitucionalsituaoexis- tente, para que o Pas continue sua marcha em direo a seu grande des- tino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberda- des pblicas desapaream, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indis- ciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar anarquia e ao co- munismo.Poderemos,desdehoje,en- carar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos proble- mas tero solues, pois os negcios pblicos no mais sero geridos com m-f, demagogia e insensatez. Salvos da comunizao que celeremente se preparava, os bra- sileiros devem agradecer aos bra- vos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar- nos porque as Foras Armadas, fiis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Ptria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem,noconfundiramasuarelevan- te misso com a servil obedincia ao Chefedeapenasumdaquelespoderes, o Executivo. As Foras Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, so ins- tituies permanentes, organizadas combasenahierarquiaenadisciplina, sob a autoridade do Presidente da Repblica E DENTRO DOS LIMI- TES DA LEI. NomomentoemqueoSr.Joo Goulartignorouahierarquiaedespre- zou a disciplina de um dos ramos das Foras Armadas, a Marinha de Guer- ra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqentemente,odireitoasercon- siderado como um smbolo da legali- dade, assim como as condies indis- pensveis Chefia da Nao e ao Comando das corporaes militares. Sua pre