jornal entreposto | setembro de 2013

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Um jornal a serviço do agronegócio

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  • Associao Brasileira dasCentrais de Abastecimento

    Um jornal a servio do agronegcio

    Diretora Geral: Selma Rodrigues Tucunduva | ANO 14 - No 160 | setembro de 2013 | Circulao nacional | Distribuio autorizada no ETSP da Ceagesp | www.jornalentreposto.com.br

    PGINA 20PGINA 8 PGINA 18 Rotulagem | Qualidade | Identificao |

    Frutas Legumes Verduras Diversos4,51 % 5,59% -2,25% --1,37% 1,37 %AltaAlta Alta Baixa Baixa Alta

    ndice Ceagesp - agosto 2013Geral

    3,39 %

    Pescado

    Levantamento da Secretaria da Agricultura comparou dados dos ltimos 11 anos

    PGINA 13

    PGINA 17CQH |

    Artigo |

    Negcio |

    Defesa |

    PGINA 12

    PGINA 26

    PGINA 16

    PGINAS 4 a 7

    PAULO FERNANDO Apesar da reduo de 31% da rea de plantio, a pro-duo de milho cresceu no estado de So Paulo. Na Ce-agesp, o milho verde o ter-ceiro produto mais vendido no setor de verduras.

    Produo de milho cresce 12% em SP

    Entreposto intensifica o controle na portaria e notifica motoristas e destinatrios

    Pesquisa aponta teor de vitamina K nas hortalias

    O Jornal Entreposto que h 14 anos publi-ca as principais notcias do mercado de hor-tifrutigranjeiros, flores e pescados firmou parceria com o jornal da Ceagesp. A partir de outubro, o novo peridico da companhia passar a circular junto com o JE, levando mais informao imensa cadeia de neg-cios formada por produtores, atacadistas e varejistas. Parabns Ceagesp pela iniciativa.

    Chef Ivair comanda festival de peixes e frutos do mar na CeagespPratos so servidos de quarta a domingo no ETSP.

    Levantamento aponta que o mercado no aproveita os benefcios da paletizao

    Workshop promovido pela GS1 Brasil discute rastreabilidade de FLV

    Comrcio exterior da floricultura brasileira no primeiro semestre

    Mercedes-Benz inaugura loja de caminhes seminovos

    32 Expoflora

    PGINA 10

    Chuva de ptalas de rosas a principal atrao

    Ao busca evitar a entrada de novas pragas agrcolas

    Parceria com a Ceagesp

    SelecTrucks comercializa todas as marcas e modelos e garante procedncia

  • 02 Homenagem JORNAL ENTREPOSTOUm jornal a servio do agronegciosetembro de 2013

    Paulo Fernando Costa / Carolina de Scicco / Letcia Doriguelo Benetti / Paulo Csar Rodrigues

    O DONO do celeiro

    O cenrio atual aponta que o Brasil ser o maior pas agrcola do mundo em dez anos. O agronegcio brasileiro uma atividade prspera, segura e rentvel. Com um clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante e quase 13% de toda a gua doce disponvel no planeta, o Brasil tem 388 milhes de hectares de terras agricultveis frteis e de alta produtividade, dos quais 90 milhes ainda no foram explorados. Esses fatores fazem do pas um lugar de vocao natural para a agropecuria e todos os negcios relacionados suas cadeias produtivas. O agronegcio hoje a principal locomotiva da economia brasileira e responde por um em cada trs reais gerados no pas.

    E para uma demanda maior a cada dia, surge um agricultor cada vez melhor para enfrentar os desafios biolgicos, climticos, ambientais e econmicos.

    agricultor brasileiro

    O Brasil o celeiro do mundo. Aqui, em se plantando, Para alcanarmos resultados satisfatrios para os tudo d. Essas mximas so velhas conhecidas mas, brasileiros e para populao mundial de um modo num mundo que precisa cada vez mais de alimento geral, o agricultor nossa principal esperana.para manter uma populao crescente, elas podem ser revitalizadas. O Brasil, como um dos maiores pases em Para ser agricultor preciso gostar, ter a vocao, que extenso de terra do globo, dever ocupar lugar de para muitos vem desde a infncia. preciso ter amor destaque nessa realidade. pelo campo e respeito ao meio ambiente para

    produzir o que h de mais sagrado para a humanidade. As previses internacionais sobre o crescimento Apaixonados pela prazerosa atividade, os agricultores populacional apontam que seremos entre 9 e 11 enfrentam os diferentes cenrios de mercado e clima, bilhes de pessoas no planeta at 2050. No entanto, enfrentam a cada ano um novo desafio.para acompanhar tal aumento, o mundo dever produzir 60% mais alimentos do que produz hoje, por nossa admirao e reconhecimento que segundo especialistas. O crescimento da demanda por homenageamos a todos os agricultores do Pas.alimento no ser apenas quantitativo, mas qualitativo.

    no dia da agricultura,PARABNS a voc, AGRICULTOR!

    21 DE SETEMBRO - DIA DA AGRICULTURA

  • setembro de 2013 03Um jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO

  • 04 Qualidade JORNAL ENTREPOSTOUm jornal a servio do agronegciosetembro de 2013

    Tiago de OliveiraCentro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp

    ROTULAGEM

    Parece pouco provvel nos dias de hoje, que algum entre num supermercado e procure por refrigerante de cola, palha de ao, amido de milho, iogur-te de morango, hastes flexveis, ou curativo adesivo. Esses pro-dutos so conhecidos pela sua marca, que passaram a ser re-ferncia de mercado, mesmo que voc leve outra marca, sua denominao do produto ser a marca, pela qual o produto fi-cou conhecido. comum ouvir em mercados a frase antag-nica: Vou comprar um Bom-bril da Assolan Porque a marca Bombril passou a ser si-nnimo de palha de ao.A construo de uma marca forte separa os vitoriosos dos derrotados na guerra comer-cial entre as empresas. A marca cria uma relao forte, estvel

    A identidade do milho verdee de longa durao entre a em-presa e o seu cliente. O consu-midor leal aos produtos da marca da empresa, que atende s suas expectativas. No mundo das frutas e hortalias frescas existem ainda poucas marcas conhecidas - o melo redinha um bom exemplo de sucesso.O Programa de Rotulagem levou alguns produtores, mes-mo com grande dificuldade adotarem a rotulagem. O mi-lho verde um timo exemplo, com sua perecibilidade e logs-tica extremamente complexa. O milho verde colhido de ma-drugada e ensacado no prprio local de produo. Ele tem que chegar muito fresco e o mais cedo possvel Ceagesp.Muitos produtores e emba-ladores de milho verde ainda resistem e no adotam a rotula-gem. Alguns agricultores e ata-cadistas viram no rtulo o pri-meiro passo para a construo

    de sua marca, de diferenciao do seu produto e de criao de um vnculo de confiana com o seu cliente. Vai chegar a hora em que os clientes passaro a pedir a mar-ca no lugar de Milho Verde.

    A construo de uma marca exige:

    1. A definio dos atributos do produto que a marca garante para os seus consumidores as expectativas que os consumi-dores podem ter a respeito do produto 2. O cumprimento do prome-tido 3. Garantia e estabilidade de oferta 4. Garantia e estabilidade de qualidade 5. A eterna vigilncia

    A tarefa de construo de uma marca no fcil. Entre-tanto, quem tem produtos di-ferenciados, no pode simples-mente embalar seus produtos como os demais concorrentes. Todo o seu esforo ser per-dido, pela dificuldade de dife-renciao pelo cliente. A rotu-lagem o primeiro passo para a diferenciao. Ele permite o reconhecimento do produto

    nos pontos de venda pelo con-sumidor. O consumidor passa a demandar o produto daquele fornecedor. A rotulagem obri-gatria e o primeiro passo para a rastreabilidade, to exi-gida pelos rgos de vigilncia sanitria que esto responsabi-lizando os varejistas pela segu-rana alimentar dos produtos que eles no conseguem identi-ficar a origem.

  • setembro de 2013 05QualidadeUm jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO

    Anita de Souza Dias Gutierrez e Cludio InforzatoFanale

    Idalina Lopes RochaCentro de Qualidade em

    Horticultura da Ceagesp

    COMERCIALIZAO DADOS

    A comparao dos volumes e dos preos de milho verde comercializados na Ceagesp ao longo dos ltimos anos poss-vel utilizando dos dados do Sis-tema de Informao da Ceagesp Entrada e Cotao de Preos. interessante notar que o volume s cresceu 1% quando

    Aqui esto mais algumas informaes sobre a comercializao de milho verde na Ceagesp em 2012:

    85 diferentes municpios enviaram milho verde para a Ceagesp (48.017 toneladas) 11 respondem por 80% do vo-lume, 4 por 56%

    Capela do Alto, So Miguel Arcanjo,Casa branca, Pilar do Sul, Itapetininga, Capo Boni-to, Araoiaba da Serra, Sarapu, Buri, Guara e Alambari

    4 diferentes estados envia-ram milho verde para a Ceagesp mais de 99,9% do Estado de So Paulo, seguido pro Paran, Minas Gerais e Santa Catarina. O milho verde foi enviado

    para 105 atacadistas, sendo 4 atacadistas responsveis por 50% do volume, 8 por 80% e os 3 primeiros por 43%.

    A entrada de milho verde registrada 6 dias por semana. A segunda-feira o dia de maior entrada com 25% do volume, seguida pelos outros dias da semana com participao entre 16 a 17% por dia e pelo sbado com 9%.

    Entraram 7.614 cargas de milho verde em 2012. Os dez maiores atacadis-tas recebem milho verde de

    27 a 10 municpios diferentes, cada um. A Ceagesp registra e os

    preos e a entrada de 52 produ-tos no Setor de Verduras. O repolho, a alface e o mi-lho verde so os produtos de maior volume com respectiva-mente 22%, 22% e 21% do vo-lume total de verduras.

    O milho verde na Ceagespcomparamos 2012 e 2002 de 47.356 para 48.017 toneladas.

    O grfico mostra a variao % de volume e preo em relao ao comportamento mdio men-sal. Historicamente os meses do meio do ano so de oferta e pre-os altos. Os meses do incio do ano

    so os de preo mais baixo. A oferta cai a partir de agosto, chegando a a ser 20% menor que a mdia mensal em setem-bro, quando o preo chega a ser 20% maior que o preo mdio anual. A instabilidade de preo mais alta em agosto, compara-da aos outros meses.

    O grfico a seguir mostra o comportamento de volume e preo de 2012, que diferen-te dos outros anos apresentou queda de preo em julho e um pico mais acentuado de preo em outubr