jornal entreposto | setembro 2012

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Um jornal a serviço do agronegócio

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  • Diretora Geral: Selma Rodrigues Tucunduva | ANO 13 - No 148 | setembro de 2012 | Circulao nacional | Distribuio autorizada no ETSP da Ceagesp | www.jornalentreposto.com.brAssociao Brasileira dasCentrais de Abastecimento

    Um jornal a servio do agronegcio

    FrutasGeral Legumes Verduras Diversos6,41%3,34% 8,20% -24,21% 12,92% 1,39/%AltaAlta Alta Baixa Alta Alta

    ndice Ceagesp - agosto 2012

    Pescado

    Qualidade | Campanha |

    Ceasas|

    Cincia e tecnologia so responsveis por aumento da produo de hortalias

    Novas regras para abacaxi entram em vigor na CeasaMinas

    Governo institui poltica para produo orgnica

    PGINA 14

    PGINA 12

    PGINA 26

    PGINA 4

    PGINA 18

    PGINA 16

    PGINA 12

    PGINA 28anurio

    Guia das empresas atacadistas

    das Ceasas do Estado de So Paulo

    ANO V | R$ 15,00

    2012

    DU OBI PR AT RSI A

    D APOIO:

    Ceagesp aposta na rotulagem de FLVDiante da importncia do rtulo na embalagem de hortifrutcolas, administrao do entreposto cria ao para mobilizar profissionais do setor

    Negcios |

    Anurio chega a supermercados por meiode parceria entre APAS e Jornal EntrepostoGuia considerado importante ferramenta de negcios e tevesua distribuio encartada na Revista Super Varejo

    ndice Ceagesp registra alta de 3,34% em agosto

    Agroecologia |

    ESPAO APESP | PGINA 30

    Mercado brasileiro de flores projeta fechar o ano com crescimento de 15%

    Direo |

    Montadora apoia treinamento de caminhoneiros

  • 02 Eleies

    Turismo no siteAcesse e leia as dicas para 39 Festa de San Gennaro: www.jornalentreposto.com.br/turismo

    Carolina de Scicco

    JORNAL ENTREPOSTOUm jornal a servio do agronegciosetembro de 2012

    Em busca do voto conscien-te, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comeou no comeo do ms a se-gunda fase da campanha de escla-recimento sobre as eleies muni-cipais de outubro. A segunda etapa tem como tema a compra de votos e ser veiculada nas emissoras de rdio e televiso de manh, no ho-rrio do almoo, tarde e noite. O objetivo mostrar ao eleitor a im-portncia da participao nas elei-es e de evitar a troca de votos por vantagens.Na propaganda, a Justia Eleito-ral alerta que quem vende seu voto ganha dinheiro sujo e perde a chan-ce de votar por um futuro melhor. A campanha menciona tambm a acessibilidade. De acordo com a propaganda, os eleitores com ne-cessidades especiais votaro, sem

    dificuldade, pois sero dadas as condies necessrias.Na campanha, sero abordadas ainda as questes sobre horrio, comportamento no dia da eleio, a ordem em que o eleitor deve esco-lher seu candidato na urna e os do-cumentos que podero ser apresen-tados no momento de se identificar para votar.A segunda etapa da campanha, promovida pela Justia Eleitoral, faz parte do tema Valorize Seu Voto. Vote pela Sua Cidade. Vote Limpo. A ideia, segundo o TSE, incentivar a participao consciente dos elei-tores em outubro o primeiro e o segundo turno ocorrero nos dias 7 e 28, respectivamente.Na campanha, a Justia Eleitoral destaca a liberdade de escolha do

    eleitor para votar em candidatos com a ficha limpa. No total, so oito vdeos que tm como personagens um mecnico, um palhao e uma idosa. H tambm vdeos sobre a conquista do voto, explicaes so-bre a urna eletrnica, a acessibili-dade, orientaes sobre como votar e informaes sobre a compra de votos.A Justia Eleitoral incentiva o eleitor a levar a chamada colinha no dia das eleies, na qual devem estar os nomes e os nmeros dos candidatos escolhidos. No primeiro turno, sero escolhidos prefeito e vereador. Em cidades com mais de 200 mil eleitores, pode haver se-gundo turno, quando o mais votado no atinge a marca de 50% mais um dos votos.

    Justia Eleitoral faz campanha de esclarecimento sobre eleies

  • maro de 2011 03Editorial 03setembro de 2012Um jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO

  • 04 PrimaveraJORNAL ENTREPOSTO

    Um jornal a servio do agronegciosetembro de 2012

    Mercado brasileiro de flores projeta fechar o ano com crescimento de 15%Aumento de renda da populao e do nmero de pontos de venda so apontados como responsveis pela expanso do setor de flores e plantas ornamentais, que em 2011 faturou R$ 4,3 bilhesAo contrrio de outros seto-res que sentiram a presso da crise econmica internacional, o mercado brasileiro de flo-res tem se mostrado vigoroso, apresentando taxas de cresci-mento entre 15% e 17% des-de 2006. Enquanto projees apontam que o PIB (Produto Interno Bruto) do Pas no de-ver crescer mais do que 2% este ano, o setor espera um aumento nas vendas da ordem de 15%, o que representa R$ 5 bilhes em volume de negcios.

    Segundo o Ibraflor (Institu-to Brasileiro de Flores), a ex-pectativa que o setor aposte no mercado interno para atin-gir ndices de crescimento to favorveis e aponta o nmero crescente de pontos de venda, especialmente em supermerca-dos, como estmulo ao aumento do consumo. O brasileiro gosta de consu-mir flores e plantas. Com a me-lhoria da renda, esses produtos passaram a ser uma opo de compra, diz o presidente do Ibraflor, Kees Schoenmaker. Alm do poder de compra do brasileiro, o executivo destaca tambm a maior durabilidade dos produtos alcanada com a chegada de novas tecnologias aos campos de produo. De acordo com o instituto, o consumo mdio anual no Brasil chega a R$ 20 per capita, en-quanto em alguns pases da Eu-ropa, o valor alcana R$ 140 per capita, fato que mostra que ain-da h espao para crescimento. Estamos melhores que outros pases em desenvolvimento e podemos crescer muito mais at chegar mdia europeia. Por isso estamos otimistas uma vez que poderemos manter as altas taxas de crescimento do setor, explica Schoenmaker. De acordo com Slvia van Rooijen, presidente da Cmara Setorial Federal, o Brasil conta com nove mil produtores de flores e plantas, que cultivam cerca de 2,5 mil variedades. Ela aponta o mercado de flores como uma importante engre-nagem na economia brasileira, responsvel por 194 mil em-pregos diretos. O desafio agora aumentar ainda mais o nme-ro de pontos de venda e manter a qualidade dos produtos, diz van Rooijen.

    CeasasDe acordo com dados do Ibraflor, o Pas tem hoje cerca de nove mil produtores de flo-res e plantas ornamentais que cultivam aproximadamente 12 mil hectares onde so produzi-das mais de 300 espcies. No mercado interno, essa produo comercializada em 40 centrais atacadistas e em 35 mil pontos de venda do varejo. Em geral, uma compra feita por impulso. Se o consumidor vai ao supermercado e v a flor bem exposta, ele leva para casa, opina o presidente do Ibraflor, Kees Schoenmaker.O Estado de So Paulo responsvel pela produo e comercializao de 70% das flores e plantas do Pas. Santa Catarina e Minas Gerais ficam com o segundo e terceiro luga-res respectivamente.

    Considerada a maior do g-nero no Pas, a feira de flores do entreposto paulistano da Cea-gesp comercializa mais de 200 espcies para todo o Brasil e tambm para outros pases do Mercosul. Segundo dados da estatal, no ano passado foram comercializadas quase 52 mil toneladas de flores e plantas, o que gerou um movimento fi-nanceiro de R$ 222 milhes. J a Ceasa Campinas, que mantm um mercado permanente de flores, movimenta uma mdia de quatro mil toneladas desses produtos por ms.Ainda que os nmeros das centrais de abastecimento se-jam expressivos, Schoenmaker classifica como relativo o peso das Ceasas no escoamen-to dos produtos oriundos de Holambra. Segundo ele, juntos, o entreposto paulistano da Ce-agesp e a Ceasa Campinas so responsveis por cerca de 30% das vendas no Estado de So Paulo. Sobre a comercializao desses produtos nas centrais de abastecimento, o presidente do Ibraflor ressalta que pre-ciso investir em modernizao e infraestrutura. As Ceasas funcionam do mesmo modo h 50 anos e em nenhum outro lu-gar do mundo os produtos so vendidos no mesmo lugar tanto para atacadistas como varejis-tas, avalia Schoenmaker.

    Nmeros9 mil produtores

    12 mil hectares de rea cultivada

    Mais de 300 espcies produzidas

    40 centrais atacadistas

    25 mil pontos de venda no varejo.000;

    R$ 4,3 bilhes foi o faturamento em 2011

    Kees Schoenmaker:Ainda tem muito espao para o setor crescer e se aproximar dos nmeros de consumo dos europeus

  • setembro de 2012 05Um jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO

  • 06 Expoflora JORNAL ENTREPOSTOUm jornal a servio do agronegciosetembro de 2012

    Expoflora celebra chegada da primavera e destaca tecnologia na produo

    no cenrio favorvel vivi-do pelo setor que acontece, at 23 de setembro, a 31 edio da Expoflora em Holambra (SP). Antiga colnia holandesa, a ci-dade o maior centro de culti-vo e comercializao de flores e plantas ornamentais do pas, responsvel por cerca de 35% a 40% das vendas do setor. O evento considerado uma vi-trine de testes para os novos produtos que devero chegar s floriculturas at o prximo ano.Entre os lanamentos desta edio aparecem o lrio sem p-len, a curiosa planta ovo origi-nria da ndia, o Ranunculus de corte, que parece uma rosa com muito mais ptalas, entre ou-tros. Alm desses lanamentos, os visitantes tambm podem verificar os produtos que foram lanados no ano passado, como os hibiscos dinamarqueses, a coleo de orqudeas coloridas, como se fossem pintadas mo, graas a uma tecnologia impor-tada da Holanda.

    Por falar em tecnologia, um vaso que no derrama gua e impede a movimentao das flores de corte durante o trans-porte e um sistema de cdigo de barras que permite ao consumi-dor, com o seu celular, verificar no apenas o preo e a proce-dncia das flores e plantas, mas, tambm, assistir a um vdeo no qual aprende a cuidar do pro-duto so outras novidades da Expoflora.Nem todas as pessoas que adquirem flores sabem como trat-las para que tenham maior durabilidade. De olho nesses consumidores, a Fazenda Terra Viva, de Holambr