jornal entreposto | novembro 2013

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Um jornal a serviço do agronegócio

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  • Associao Brasileira dasCentrais de Abastecimento

    Um jornal a servio do agronegcio

    Diretora Geral: Selma Rodrigues Tucunduva | ANO 14 - No 162 | novembro de 2013 | Circulao nacional | Distribuio autorizada no ETSP da Ceagesp | www.jornalentreposto.com.br

    Frutas Legumes Verduras Diversos-0,42 % 1,27% -3,81% --12,24% -1,85 %BaixaBaixa Alta Baixa Baixa Baixa

    ndice Ceagesp - outubro 2013Geral

    -1,18 %

    Pescado

    PGINAS 6 a 11

    Produo de melancia no mundo

    Tributos |

    Dieese |

    PGINA 12

    PGINA 16

    PGINA 2

    Conhea nossas obrasliterrias

    Iseno do ICMS e as frutas e hortalias frescas

    Alimentos elevam custo de vida na cidade de So Paulo

    Origem | PGINA 19Rastreabilidade j preocupao entre permissionrios

    Agro | PGINA 5Segurana alimentar e sustentabilidade em foco

    ENCARTECeagesp |

    Informativo da companhia circula junto com o JE

    Temperatura alta aquece vendas

    PAULO FERNANDO

    PAULO FERNANDO

    EN

    TREPOSTO

    DO LIVRO

    Dados do IBGE apontam que a pro-duo brasileira de melancia saltou de 146 mil toneladas, em 1990, para 2 mi-lhes, em 2011 um volume 13 vezes maior. Os nmeros impressionam e o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial, onde o lder a China. O Cen-tro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp reuniu os principais ndices sobre a fruta e comparou seu desem-penho no entreposto paulistano e na Ceasa Cear. J no mercado atacadista do Rio Grande do Sul, a Donato Melancias re-aliza uma inovadora tcnica de manu-seio americana e embala a fruta mais robusta do mercado em contineres de papelo que suportam 350 quilos. A prtica melhora o acondicionamento, protege e facilita a carga e descarga.

    Permissionrios do en-treposto paulistano devem encerrar dezembro venden-do mais de 300 mil tonela-das de alimentos. Grande parte dessa alta se deve demanda maior no setor de frutas, explica o chefe da se-o de economia e desenvol-vimento da Ceagesp, Flvio Godas. O aumento da tem-peratura tem beneficiado os

    produtores, principalmente aqueles que investem em modernas tecnologias de produo e transporte. Apesar da maior procu-ra, a alta de preos descar-tada devido s boas safras registradas ao longo ano. De janeiro a outubro, o ndice de preos das frutas comer-cializadas na Ceagesp variou apenas 0,15%.

  • 02 JORNAL ENTREPOSTOUm jornal a servio do agronegcionovembro de 2013

    Voltado para usurios e visitantes da Ceasa paulistana, o projeto cultural Entreposto do Livro estimula a leitura entre os frequentadores do mercado atacadista. Formado atravs de doaes, o acervo do bolso de livros no parou de crescer desde o lanamento da inicia-tiva, h quatro meses.So vrios gneros disponveis, in-clusive obras infantis, como o Meu 1 Larousse do mundo que traz informa-es completas sobre a geografia do nosso planeta.Para pegar esse ou outros ttulos emprestados, basta apresentar um do-cumento com foto e se cadastrar gratui-tamente na recepo do Grupo de Mdia Entreposto, localizado ao lado da farm-cia, no Edifcio Sede II.

    Entreposto do LivroTelefone: (11) 3832-5681contato@entrepostodolivro.com.br *Lembramos que a Sala de Cultura Ce-agesp, localizada no segundo andar do prdio da diretoria e mantida atravs do trabalho voluntrio do funcionrio Jos Carlos Cruz, possui um grande acervo literrio e tambm disponibiliza livros para emprstimo seguindo regulamen-to interno. Sala de Cultura CeagespJos Carlos CruzTelefone: (11) 3643-3921jpaula@ceagesp.gov.br

    Entreposto do Livro empresta obras literrias Introduo Economia, Rosseti A Queda, Diogo Mainardi

    Paratii Entre Dois Plos, Amyr Klink A Cama na Varanda, Regina Navarro Lins

    Confira alguns dos livros disponveis no bolso:

    Paulo Fernando Costa / Carolina de Scicco / Letcia Doriguelo Benetti / Paulo Csar Rodrigues

    Anita Gutierrez/ Hlio Junqueira e Marcia Peetz/ Manelo

    Paulo Fernando Costa / Carolina de Scicco / Letcia Doriguelo Benetti / Paulo Csar Rodrigues

    Cultura

  • maro de 2011 03Editorial 03novembro de 2013Um jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO

  • 04 Mercado e Produo JORNAL ENTREPOSTOUm jornal a servio do agronegcionovembro de 2013

    Frutas elevam movimento na CeagespAlimentos coloridos, saudveis e saborosos no ficam de fora do cardpio das ceias e festas de fim de ano

    Paulo FernandoDe So PauloEstimativas da Ceagesp indi-cam que os permissionrios do entreposto paulistano devero encerrar o ltimo ms do ano comercializando mais de 300 mil toneladas de frutas, hortali-as e pescados.Em dezembro, poca marca-da por festas, o fluxo de merca-dorias aumenta 30%, revela o economista Flvio Godas, chefe da seo de economia e desen-volvimento da empresa. Grande parte dessa alta se deve demanda maior no setor de frutas, explica, lembrando que cerca de 1,44 milho de to-neladas de frutas foram comer-cializadas de janeiro a outubro no mercado.Segundo o economista, a procura por variedades da esta-o, como pssego, lichia e uva aumenta significativamente. Laranja, limo, melancia, figo, manga tommy, banana nanica, maracuj e ma gala se tornam timas opes de compra, in-forma. Entretanto, produtos im-portados, como nozes, figos, damasco e avel, tambm so muito procurados nesse pero-do, acrescenta. Apesar da de-manda maior, Godas descarta alta de preos, devido s boas safras registradas ao longo ano. De janeiro a outubro, o ndice de preos das frutas comercializa-das na Ceagesp variou apenas 0,15%. As condies climticas favoreceram o setor, diz.Para os especialistas da rea,

    o aumento da temperatura tem beneficiado os produtores, prin-cipalmente aqueles que inves-tem cada vez mais em moder-nas tecnologias de produo e transporte. Esses investimentos elevam a escala de produo e reduzem o desperdcio, o que faz com que os preos dos produtos agrco-las permaneam estveis para os varejistas e consumidores, avalia o economista e tcnico em abastecimento Neno Silvei-ra. De acordo com o permissio-nrio Marco Tavares, da Impor-tadora e Exportadora Tavares, os preos de alimentos como batata, cebola e alho chegaram a cair durante o ano, devido ampla oferta. Esse cenrio favorece quem compra. Ento, esperamos que o valor menor dessas mercado-rias impulsione sua demanda no perodo das festas tpicas de dezembro. Tambm estamos muitos otimistas quanto s ven-das de coco, castanhas e frutas secas, j que esses produtos tm sada garantida nessa poca, explica o empresrio. Segundo o vendedor An-tnio Olegrio Dias, da Fnix Hortifruti, o movimento tpico de fim de ano j comeou. As vendas de melo, abacaxi, kiwi, laranja, melancia, manga, mara-cuj, morango e papaia devem crescer cerca de 30%, confirma.Atualmente, o entreposto de So Paulo da Ceagesp escoa a produo agrcola oriunda de 1,5 mil municpios brasileiros e 18 pases.

    Movimento tpico de final de ano j comeou, lembra o vendedor Antnio Olegrio Dias

    poca de Natal e Ano Novo favorvel aos negcios, ressalta o empresrio Marco Tavares

  • novembro de 2013 05Um jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO Agrcola

    Frutas elevam movimento na CeagespAlimentos coloridos, saudveis e saborosos no ficam de fora do cardpio das ceias e festas de fim de ano

    O processo de fiscalizao do uso e comrcio de agrotxi-cos em alimentos passa, no Bra-sil, por diversas etapas e rea-lizado pelos governos estaduais e do Distrito Federal. Apesar de no ser de competncia do go-verno federal, o Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abaste-cimento (Mapa) tambm auxilia com aes para promover o uso correto dessas substncias pe-los agricultores. de responsabilidade do Mapa o registro dos agrotxicos aps manifestao do rgo de sade e meio ambiente e tam-bm a realizao da fiscalizao de rotina da produo, importa-o e exportao. No entanto, outras aes tambm so realizadas para au-xiliar no controle do uso desses produtos, seja repassando in-formaes para os rgos locais competentes, procedendo estu-dos visando facilitar o registro de agroqumicos para culturas menores conhecidas como Cul-turas de Suporte Fitossanitrio Insuficiente (CSFI), e incenti-vando o agricultor a adotar pr-ticas sustentveis de produo.

    O controle das etapas de fis-calizao garante um produto de qualidade na mesa do consumi-dor, segundo o coordenador-ge-ral de agrotxicos, Lus Rangel. No h riscos para a populao. Todos podem consumir frutas e verduras tranquilamente e com toda a segurana, conforme re-comenda a organizao mundial da sade, destaca

    Segurana alimentar pauta aes do Ministrio da Agricultura Prticas sustentveis e outras medidas de auxlio ao produtor esto na lista de prioridades da pasta

    As no-conformidades em produtos alimentcios no Bra-sil so apenas de ordem regu-latria e burocrtica e no re-presentam risco real cientfico, conforme mostrou trabalhos re-alizados por pesquisadores da Organizao das Naes Unidas para Alimentao e Agricultura (FAO) e da Universidade de Bra-slia (UnB), acrescentaUma das aes realizadas

    pelo Mapa o Plano Nacio-nal de Controle de Resduos e Contaminantes de Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vege-tal), pelo qual feito o monito-ramento dos produtos vegetais para verificar se o agrotxico utilizado na cultura atende ao Limite Mximo de Resduos (LMR) permitido no produto. A partir dos resultados das anlises, os governos estaduais

    e do Distrito Federal so infor-mados dos resultados encontra-dos visando subsidiar as aes de fiscalizao do uso dos agro-qumicos no campo.Um dos principais motivos de violao do LMR a falta de produtos regulamentados s culturas menores, o que leva alguns agricultores a utilizarem produtos autorizados para pro-dues semelhantes, o que ilegal. Isso ocorre devido falta de interesse das indstrias de agro-txicos em registrar produtos para os cultivos de menor ex-presso econmica. Com o obje-tivo de fomentar o aumento de estudos que viabilizem opes de defensivos s CSFI, o gover-no federal publicou a Instru