jornal entreposto | dezembro de 2012

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Um jornal a serviço do agronegócio

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  • Diretora Geral: Selma Rodrigues Tucunduva | ANO 13 - No 151 | dezembro de 2012 | Circulao nacional | Distribuio autorizada no ETSP da Ceagesp | www.jornalentreposto.com.brAssociao Brasileira dasCentrais de Abastecimento

    Um jornal a servio do agronegcio

    PGINA 8

    PGINA 28 PGINA 24PGINA 26

    Tradicional festa da Apesp rene centenas de permissionrios

    FrutasGeral Legumes Verduras Diversos4,45 %0,92 % -10,69 % 8,81 % 2,57 % -6,05/%AltaAlta Baixa Alta Alta Baixa

    ndice Ceagesp - novembro 2012

    Pescado Mensagens de Natal | PG. 15

    Economia|

    Ceasa| Qualidade| Gastronomia|

    Servio | Confira os horrios especiais da Ceagesp em dezembro

    Defensivos|

    Qualidade|

    PGINA 14

    PGINA 24

    PGINA 9

    Valor da produo agrcola poder crescer 25% em 2013

    O dia da semana mais movimentado no mercado

    Chef Marcelo Pinheiro ensina receitas para a ceia de Natal

    ndice Ceagesp sobe 0,92% em novembro

    Otimismo marca fim de ano no ETSP

    Produtores aguardam regularizao de praguicidas para hortalias

    Estudo preliminar sobre a logstica no entreposto

    Baixo crescimento do PIB e aumento da inadimplncia no impedem melhoras no abastecimento de FLV. Para compensar as deficincias do mercado e seguir avanando, atacadistas apostam em parcerias, qualidade e atendimento. Assim como todo setor agropecurio, a expectativa dos comerciantes superar os ndices apresentados pela economia brasileira em 2012.

    Veja as fotos a partir da pgina 20

  • 02 JORNAL ENTREPOSTOUm jornal a servio do agronegciodezembro de 2012

    Paulo Fernando Costa / Carolina de Scicco / Letcia Doriguelo Benetti / Paulo Csar Rodrigues

    FEMETRAN2013

    VEM AMAIS UMA EDIO

    DA TRADICIONAL

    FEIRA DE TRANSPORTES

    NA CEAGESP

    www.femetran.com.br

    21-24 | maio

  • maro de 2011 03Editorial 03dezembro de 2012Um jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO

  • 04 MercadoJORNAL ENTREPOSTO

    Um jornal a servio do agronegciodezembro de 2012

    O baixo crescimento do PIB brasileiro - apenas 1,03% - em 2012 parece no ter assustado os permissionrios da Ceagesp. Ao que tudo indica, as empre-sas atacadistas esto otimis-tas e, assim como todo o setor agropecurio, planejam encer-rar o ano apresentando ndices bem melhores que os da econo-mia em geral. A maioria no reclama da quantidade de frutas, verdu-ras e legumes comercializa-das. Para esses comerciantes, o maior vilo do ano que est acabando foi o calote. Na pressa de querer ven-der, muitos permissionrios abriram demais o seu leque de clientes, gerando um des-controle na fiscalizao e na anlise do perfil do comprador. A alta taxa de inadimplentes acabou esfriando um pouco o mercado, explica o empresrio Gilberto Tatsuo Nakamura, da Nipo Brasileira.Outros fatores cotidianos, como alteraes no clima, falta de mo-de-obra na lavoura e infraestrutura obsoleta do en-treposto de So Paulo, tambm interferiram no crescimento do comrcio de FLV. Alm disso, a venda direta (produtor-varejista) atrapalha o andamento dos negcios. O entreposto um importante avaliador de produtos hortifru-tcolas e no pode perder essa funo, alerta Valmir Teles, scio-gerente da Victory.

    A falta de espao e de con-dies favorveis comercia-lizao comea a afastar com-pradores e produtores, que buscam formas alternativas de obter e escoar a produo.

    Para compensar as deficin-cias do mercado e seguir avan-ando economicamente, os ata-cadistas apostam em parcerias com produtores, qualidade do produto e atendimento.

    O financiamento de lavou-ras j rende bons frutos, como

    Apesar do fraco desempenho da economia, comerciantes devem fechar o ano com alta nas vendas

    a supersafra de mangostim da cidade de Una, na Bahia. H seis anos, no registrvamos uma produo como essa. As frutas esto excelentes, gra-das e muito doces, afirma Jos Carlos Fernandes, da HGS. O mangostim pode ser uma boa opo lichia, j que alguns atacadistas explicam que a pro-duo no est to boa quanto no ano passado. Infelizmente a lichia no aguenta dois anos de excelentes safras. Ela sem-pre precisa de um intervalo, explica Antonio Carlos Borges, scio-gerente da VIP.A safra da lichia, por exem-plo, dura apenas 45 dias. tudo muito rpido. Precisamos de agilidade, conta.O treinamento de funcio-nrios e o cuidado no manu-seio das frutas so iniciativas que muitos atacadistas esto adotando para acompanhar as transformaes do mercado.Gostaramos que as mudan-as fossem mais rpidas e que o entreposto pudesse facilitar um pouco mais a vida do permis-sionrio. De qualquer maneira, estamos conseguindo evoluir a cada ano, afirma Tatsu, da Nipo Brasileira.

    Avano da inadimplncia no desanima atacadistas do entreposto de So Paulo

    Outra empresa atacadista que vem crescendo na Ceagesp a Fnix Hortifruti.Segundo o vendedor Ant-nio Olegrio, a desacelerao econmica no atingiu os neg-cios da distribuidora.Tivemos um ano razovel, comemora. Agora, em dezem-bro, as nossas vendas tendem a se elevar nas semanas do Natal e do revillon, acrescenta.

    Carolina de SciccoDe So Paulo

  • dezembro de 2012 05Um jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO Mercado

    Quando percebeu que a quantidade de barracas em feiras populares estava di-minuindo, Alberto Yuji Yano, proprietrio da Flex Fruit, co-meou a focar os negcios em frutas selecionadas e embala-das, direcionadas para o p-blico que frequenta hortifrutis especializados. Em 1994, percebi que o mercado estava se acomo-dando. Enquanto alguns se preocupavam com quantida-de, eu resolvi investir na qua-lidade, explica. O atacadista buscou parcerias no campo e com grupos de produtores que passaram a ser instrudos pela Embrapa e por tcnicos agrcolas japoneses. Foi com o pai que Alberto aprendeu a estar perto da roa para entender sobre os pro-dutos que comercializa. Meu pai ia buscar as frutas direto do produtor desde 1970 e j naquela poca, tentava se di-ferenciar trazendo artigos que no eram to comuns na capi-tal, como o morango, lembra. Hoje, alm de visitar a plantao e instruir agricul-tores, o comerciante se preo-cupa em divulgar frutas que os brasileiros no comem habitualmente. Para ele, a fi-xao da marca uma impor-tante aliada no crescimento do consumo. Tento explicar para o produtor que a nossa

    inteno expor a marca dele. E o consumidor s vai voltar a comprar se o produto tiver qualidade. O carro-chefe da Flex Fruit no fim de ano a lichia do pro-dutor Ernesto Maeda. Refern-cia no mercado, as frutas do interior de So Paulo so colhi-das no ponto, seguem padres de sustentabilidade na pro-duo e a entrada na fazenda controlada para que caros no destruam a plantao.Alberto grande defensor de produtos sem agrotxico, mas acredita que o Brasil ain-da no est preparado para ser um grande produtor. No temos a cultura de nos pre-ocuparmos com os venenos que utilizam em frutas, ver-duras e legumes. Brasileiros comem com os olhos e pro-dutos sem agrotxico no so to vistosos. Falta incentivo e divulgao do governo. Eu gostaria de vender alimentos mais saudveis. Quem sabe daqui uns dez anos, lamenta.Por enquanto, o permis-sionrio continua apostando no sabor e qualidade dos pro-dutos e acredita que a cada ano as vendas melhoram. Muitas frutas que no eram conhecidas esto se populari-zando. Mangostim e lichia so algumas delas. De trs anos para c o setor est indo mui-to bem, comemora.

    A HGS existe h mais de 40 anos e pertence ao grupo Car-bonari, importante empresa que atua no setor desde 1897. Jos Carlos Fernandes, o Kak, gerente e funcionrio h trs dcadas, est comemorando uma supersafra de lichia, fruta bastante procurada no fim de ano. H seis anos no tnha-mos uma lavoura to farta, ex-clamou, empolgado com a plan-tao localizada em Una, cidade perto de Ilhus, na Bahia.

    Com um leque de clientes em mos e muita experincia no mercado, Valmir Teles, fun-dou a atacadista Victory h 13 anos. Ele explica que desde o incio, a empresa tem como base o tratamento diferenciado e humanizado do funcion-HGS comemora supersafra de mangostim baianoCom produo e fornecedores espalhados em diversas regies, atacadista garante fruta de qualidade o ano inteiro

    A HGS, alm de comercia-lizar, produz lichia e pssego. Uva e melo completam a lis-ta das frutas natalinas mais pedidas, que so vendidas em embalagem de papelo. Alm de ser uma exigncia do mer-cado varejista, o papelo um material muito mais higinico, explica Kak. Segundo o gerente, a em-presa no teve do que recla-mar em 2012, j que durante todo o ano no faltou merca-doria. Recebemos produtos de diversas regies do pas, por isso conseguimos atender todos os pedidos, sem deixar o cliente na mo, garante Kak e completa dizendo que a ataca-dista atende clientes em Bra-slia, Goinia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e, principalmen-te, So Paulo.

    Flex Fruit apoia consumo de frutas exticasDesde a fundao, a atacadista incentiva a produo e o consumo de alimentos frescos menos conhecidos pelos brasileiros

    Victory aposta em treinamento humanizado de colaboradores

    Transformaes no mercado de hortifruti faz permissionrio investir em atendimento

    rio. Valmir afirma que, inde-pendente da legislao, ele faz de tudo para que a equipe seja uma grande famlia. Me preo-cupo com o conforto do colabo-rador. Otimizar o atendimento meio caminho andado para a negociao, acredita. De olho nas mudanas do mercado e como consumidor exigente, Teles repassa aos funcionrios os cuidados ne-cessrios para que o cliente

    seja bem atendido e para que a qualidade do produto seja mantida depois que chega ao box na Ceagesp. Alm de selos com a identificao da empresa colados nas frutas, uma rgida vistoria antes da venda garante que nada seja devolvido ou re-chaado.Alm do mercado varejista, a Victory atende outros ata-cadistas nas Ceasas do Brasil, mas afirma que j encontra di-ficuldades na comercializao porque a logstica do FLV est a