jornal entreposto | agosto de 2012

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Um jornal a serviço do agronegócio

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  • Diretora Geral: Selma Rodrigues Tucunduva | ANO 13 - No 147 | agosto de 2012 | Circulao nacional | Distribuio autorizada no ETSP da Ceagesp | www.jornalentreposto.com.brAssociao Brasileira dasCentrais de Abastecimento

    Um jornal a servio do agronegcio

    FrutasGeral Legumes Verduras Diversos-1,10%2,57% 27,63% 5,74% -2,12% -9,28/%BaixaAlta Alta Alta Baixa Baixa

    ndice Ceagesp - julho 2012 Pescado

    Abracen debate futuro do abastecimento alimentar

    Frutas | Fitopatologia

    Comrcio | Ceagesp

    Alimentao | Sade

    Incidncia de vrus pode inviabilizar cultura do mamo Estudo mostra movimentao por dias da semana no entrepostoPesquisa mostra que dieta do paulistano deficiente

    Pg. 23

    Pg. 22

    Pg. 16

    Pg. 18

    Pg. 23

    Pg. 7

    Produtores de Atibaia colhem morangos certificados

    Frutas importadas ampliam mercado na CeagespExportadores aproveitam brechas na produo nacional

    A primeira razo do reembalamento a mudana da sacaria de 50 qui-los para 25 quilos, seguida da ne-cessidade de melhoria da classifica-o para atender s exigncias dos compradores do varejo e do servio de alimentao.

    Os resultados das avaliaes sen-soriais e de compostos volteis mostram que existe diferena de percepo de aroma e de sabor en-tre os alhos roxo e branco.

    ALHO ROXO X BRANCO

    SACARIA DE BATATA

    NESTA EDIO

    Pg. 6

    Pg. 28

    Pgs. 4 e 5

    Caminhoneiros podero descansar em postos

  • 02 Editorial

    Turismo no siteAcesse e leia as dicas para Treze Tilias: www.jornalentreposto.com.br/turismo

    Carolina de Scicco

    JORNAL ENTREPOSTOUm jornal a servio do agronegcioagosto de 2012

    Pesquisa mostra Amrica Latina como prioridade para expanso internacional do agronegcio brasileiro

    O agronegcio brasileiro tem for-tes perspectivas de expanso interna-cional e coloca a Amrica Latina como prioridade entre os mercados-alvo para investimentos, parcerias comer-ciais e operaes internacionais. O interesse pela Argentina foi de-monstrado por 35% dos empresrios do setor consultados por sondagem da Amcham. Em seguida, aparecem Chile (22%), Colmbia (17%) e Ve-nezuela (11%). Uma fatia de 40% dos respondentes escolheu outros pases latino-americanos.Os Estados Unidos foram aponta-dos por 40% como o principal des-tino de interesse e a China por 33%.

    Vale ressaltar tambm que a frica foi lembrada por 25%. O estudo ouviu 84 altos gestores de empresas asso-ciadas Amcham que integram a ca-deia do agronegcio entre 16 e 31 de julho. Ainda considerando o cenrio in-ternacional, os empresrios demons-tram preocupaes com acordos in-ternacionais e protecionismo. Nada menos que 64% da amostra avaliam que h uma tendncia de que o cha-mado protecionismo verde seja con-siderado nos acordos globais, criando barreiras para os alimentos exporta-dos pelo Pas. Tambm so 64% os que concor-

    dam com a airmao de que as crises econmicas levam a uma tendncia de adiamento de acordos e negocia-es internacionais.Em relao ao Mercosul, 67% pen-sam que o alto Custo Brasil diiculta a competitividade do bloco. Uma par-cela de 52% analisa que o Mercosul emperra as negociaes de acordos comerciais bilaterais. A pesquisa abordou ainda desa-ios a uma maior competitividade do agronegcio brasileiro, prioridades do setor em termos de infraestrutura e quais so as frentes de investimen-tos consideradas para os prximos trs anos.

    Argentina Chile Colmbia Venezuela

  • maro de 2011 03Editorial 03agosto de 2012Um jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO

  • 04 Encontro AbracenJORNAL ENTREPOSTO

    Um jornal a servio do agronegcioagosto de 2012

    Dirigentes e tcnicos das Ceasas de todo o Brasil se reu-niram para mais uma edio do Encontro Nacional da Abra-cen (Associao Brasileira das Centrais de Abastecimento), realizado entre os dias 1 e 3 de agosto no Rio de Janeiro. Na pauta, temas importantes no dia a dia dos entrepostos, como a questo dos resduos de agro-txicos, segurana alimentar e o desafio das Ceasas em se adequar Poltica Nacional dos Resduos Slidos.Para o vice-presidente da Federao Latino-americana de Mercados de Abastecimento (Flama) e presidente da Ceasa Cear, Reginaldo Moreira, esses encontros, realizados a cada trs meses, so importantes

    para fortalecer os entrepostos e mostrar as diretrizes que de-vem ser seguidas pelas centrais de abastecimento. Antes havia uma luta entre empresrios e a Abracen e hoje existe uma unidade, mostrando que estamos no caminho certo, opinou.Para o presidente da Ceasa/RJ, Leonardo Brando, a esco-lha da cidade foi ao encontro com o momento privilegiado que o estado vem vivendo e com o processo de revitalizao que a empresa fluminense est passando. Queremos apro-veitar esse crculo virtuoso de eventos do Rio de Janeiro para inserir a Ceasa nas discusses e pensar no futuro, analisou Brando.

    Um dos temas amplamente debatidos foi a apresentao de propostas para a criao do Pla-no Nacional de Abastecimento (PNA), atendendo ao desafio proposto pelo Ministrio da Agricultura, de avaliar o abas-tecimento nacional sob a tica das centrais de abastecimento. Para a Abracen, as Ceasas bra-sileiras precisam de estratgias que possam articular aes que no podem ser resolvidas ape-nas de forma isolada em cada central de abastecimento. Para a entidade, questes como ro-tulagem, modernizao das embalagens, uso de defensivos agrcolas, padres sanitrios, entre outros devem ser trata-das em mbito nacional.O texto apresentado traz um conjunto de propostas de aes governamentais a se-rem adotadas, com o objetivo de promover e desenvolver o abastecimento e a segurana alimentar no pas. O ponto de partida sugerido a criao de um rgo, vinculado ao Mi-nistrio, capaz de articular as aes das Ceasas. Para o presi-dente da Abracen e presidente da CeasaMinas, Joo Alberto Paixo Lages, esta uma boa oportunidade para as centrais de abastecimento e deve revi-talizar o setor. Nosso desejo que o PNA seja realidade nas Ceasas e que possa construir uma linguagem comum a todos os mercados, disse.

    Temas como classificao de produtos, desperdcio de alimentos, rastreabilidade, em-balagens, entre muito outros, tambm so abordados na pro-posta apresentada o governo.Recuperao das CeasasA Abracen avalia que a situ-ao atual das centrais de abas-tecimento exige um programa de reestruturao da infraes-trutura e da gesto, que seria possvel com a implantao do que foi chamado de Receasa - Programa de Recuperao das Centrais de Abastecimento -,

    que financiaria a transforma-o dos entrepostos em centros de consolidao e distribuio dos produtos, e em centros de informao, desenvolvimento, capacitao, controle de qua-lidade e de apoio ao pequeno produtor, ao pequeno varejo e ao pequeno servio de alimen-tao. Acreditamos que o go-verno tem uma dvida com as Ceasas por t-las abandonado na dcada de 1980, finalizou Paixo Lages referindo-se ao desmantelamento do antigo Si-nac (Sistema Nacional de Cen-trais de Abastecimento), criado nos anos 1970 para estabelecer normas de comercializao e incentivar a produo de horti-granjeiros. (V.C.)

    Abracen discute abastecimento alimentar em encontro no RJDurante os trs dias do evento, especialistas debateram a reestruturao das Ceasas e os desafios de oferecer alimentos de qualidade populao brasileira

  • agosto de 2012 05Encontro AbracenUm jornal a servio do agronegcioJORNAL ENTREPOSTO

    Dois assuntos ocuparam grande parte dos debates duran-te o Encontro da Abracen e esti-veram no centro das discusses entre especialistas e dirigentesUm dos temas abordados foi a questo dos resduos de agro-txicos nos produtos comercia-lizados nas centrais de abaste-cimento - atualmente, somente algumas Ceasas realizam moni-toramento nos produtos. Segundo a superintendente de vigilncia e fiscalizao sa-nitria em alimentos do Rio de Janeiro, Maria de Ftima Rosa, hoje o Brasil o maior consumi-dor mundial de agrotxicos e h trs anos consecutivos, nota-se um aumento da utilizao des-ses produtos - em 2010 houve um aumento de 190% em rela-o a 2009 -. uma mdia de 5,2 litros de agrotxico por habi-tante/ano e isso muito grave; preciso informar o consumidor sobre o que ele est consumin-do e isso passa por toda a cadeia produtiva, disse Maria de Fti-ma durante sua palestra.A superintendente reconhe-ceu a dificuldade de implantar a rastreabilidade nos produtos e citou o exemplo do Estado do Paran, onde o Ministrio P-blico determinou que fossem escolhidas cinco culturas para rastrear. Assim, banana, ma, mamo, uva e morango passa-ram a ser analisadas de forma regular. um projeto digno de ser copiado, opinou.Na opinio da executiva, as Ceasas devem comear a exi-gir rastreabilidade, comeando como no Rio Grande do Sul, que elegeu uma cultura para rastre-ar. Ela citou ainda os exemplos

    de Pernambuco, So Paulo e Mi-nas Gerais, que analisam grande parte dos produtos comerciali-zados em seus entrepostos. H a necessidade de padronizar procedimentos e adequar as centrais de abastecimento le-gislao vigente porque o con-sumidor sabe dos seus direitos e est mais exigente, portanto vai chegar o momento em que a rastreablidade vai ter que ser implantada, afirmou.

    Na avaliao do diretor tc-nico operacional da Ceasa Per-mabuco, Paulo de Tarso, inad-missvel que depois de 11 anos da implantao do PARA, ainda se esteja na fase de monitora-mento. J deveramos estar no controle de resduos de agrot-xicos e no apenas monitoran-do. Segundo ele, em Pernam-buco o produto que detectado com excesso de agrotxico no entra na Ceasa. O executivo citou o episdio em que o pimento da cidade de Boqueiro, um dos maiores produtores do Estado, foi impedido de entrar na Ce-asa por apresentar excesso de resduos. Aps a ocorrncia, a prefeitura daquela cidade con-tratou agrnomos para monito-rar o produto, demonstrando, na opinio dele, a importncia da Ceasa como nicho de merca-do. Quando barramos um pro-duto, vamos at os produto