jornal dos bairros | julho de 2015 | edição 06 | ano 19

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Confira a edição do mês de julho do Jornal dos Bairros. A Maesa é pauta de uma entrevista especial com a secretária de Cultura, Rúbia Frizzo. Além disso, fizemos uma reportagem sobre os equipamentos públicos de esporte em Caxias do Sul

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  • Ano 19N 06

    dosBairros Julho 2015

    Publicao da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul - Filiada FRACAB e CONAM

    Diretoria da UAB toma posseFoto: Karine Endres

    Diretorias da UAB e das Amobs,para a gesto 2015/2017, j foram empossadas.

    Apesar das polmicas, movimento comunitrio realiza um dos processos mais democrticos dos movimentos sociais. Nesta eleio, 204 Amobs

    realizaram o pleito, sendo que 80 delas contaram com urna eletrnica.

    um momento de renovao e luta por melhores condies para os moradores

    dos bairros | Pgs. 03, 04 e 05

    Confira a reportagem especial sobre os equipamentos de esporte disponveis em Caxias e as demandas das comunidades | Pgs. 08 e 09

    Esporte

    Jornal

    O Jornal dos Bairros publica uma entrevista exclusiva com a secretria de Cultura, Rbia Frizzo, sobre os projetos e discusses da ocupao da Maesa Pg. 04 e 05

    Maesa

    Mais de 200 mil pessoas visitam feira de Economia Solidria em Santa Maria. Atividade contou com a participao de empreendimentos caxienses, alm de instuies de apoio e fomento | Pg. 11

    Economia Solidria

  • Jornal dos Bairros

    Julho de 2015Opinio 02

    Editorial

    Jornal dos BairrosExpediente: Veculo da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul UAB - Rua Luiz Antunes, 80, Bairro Panazzolo Cep: 95080-000 - Caxias do SulFiliada Federao Riograndense de Associaes Comunitrias e de Moradores de Bairros (FRA-CAB) e a Confederao Nacional de Associaes de Moradores (CONAM) Presidente: Valdir Walter

    Diretora de Imprensa e Comunicao: Paula Cristina da Rosa - comunicacao.uab@gmail.comEditora: Karine Endres - MTb. 12.764 - karine.endres@gmail.comReportagem: Karine Endres e Matheus Teodoro Estagirio de Redao: Matheus TeodoroEditorao e Design Grfico: Karine Endres

    E-mail: jornaldosbairroscx@gmail.com Telefone: 3238.5348Tiragem: 10.000 exemplares

    Conselho Editorial:Antonio Pacheco de Oliveira, Flvio Fernandes, Joce Barbosa, Karine Endres, Paula da Rosa, Paulo Sausen, Valdir Walter eEmail: uabcaxias@gmail.comComercial: 3219.4281Os textos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores.

    Movimento comunitrio: solidariedade, debate e construo

    A comercializao dos espaos pblicos

    Por Laurindo Lalo Leal Filho

    * Laurindo Lalo Leal Filho, socilogo e jornalista, professor de Jornalismo da ECA-USP. autor, entre outros, de A TV sob controle e A resposta da so-ciedade ao poder da televiso. Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil.

    As opinies e informaes constantes nos arti-gos assinados so de intereira responsabilidade de seus autores. Elas podem ser enviadas para jornaldosbairroscx@gmail.com

    H anos, no litoral paulista, havia me acostumado, quando estava por l, a sin-tonizar a Rdio JB AM, do Rio. Noticirio sbrio e equilibrado com msica de qua-lidade marcavam a programao.

    Um belo dia, liguei o rdio e na mes-ma freqncia da JB um pastor me amea-ava com o fogo do inferno. A rdio tinha novos donos.

    Mais de duas dcadas depois a his-tria se repete.

    Quem um dia ouviu pela Rdio Eldo-rado de So Paulo o Concerto do Meio Dia, tendo como prefixo a composio de Prokofiev, Pedro e o Lobo, seguida do tambm sbrio Jornal de 30 minuto, hoje ao sintonizar os 700KHz AM vai ouvir vo-zes melfluas pedindo dinheiro em troca do reino dos cus.

    Nos dois casos, e em tantos outros do mesmo tipo comuns no Brasil, trata-se da venda por um grupo empresarial de algo que no lhe pertence.

    O Grupo S.A. O Estado de S.Paulo, controlador da Rdio Eldorado vendeu para o empresrio R.R. Soares, chefe da Igreja Internacional da Graa de Deus, um bem pblico, o espao no espectro ele-tromagntico por onde circulam os sons da emissora.

    Esse espao pertence a todos ns e administrado pelo poder pblico que pode conceder seu uso a particulares para que prestem um servio pblico com fina-lidades educativas, artsticas, culturais e informativas, como diz o artigo 221 da nossa Constituio.

    Se do lado do vendedor existem sub-terfgios jurdicos para legalizar a transa-o, do lado do comprador a ilegalidade gritante.

    No consta que a nova programao da Eldorado, j no ar, atenda as finalida-des previstas na Constituio. Alm disso o negcio fere outro dispositivo constitu-cional que impede o Estado brasileiro de subvencionar cultos religiosos ou igrejas ou manter com eles ou seus representan-tes relaes de dependncia ou aliana (Artigo 19 da Constituio Federal).

    bom lembrar que a concesso para o rdio est limitada a dez anos, ao fim dos quais deveria passar por uma avaliao so-bre a qualidade do servio prestado.

    No Brasil isso fico e as conces-ses so renovadas automaticamente com seus controladores perpetuando-se como donos de um valioso espao pblico.

    J os verdadeiros donos - todos ns - somos impedidos de saber como esse es-pao administrado pelo Estado.

    comum ouvirmos queixas de pes-

    quisadores acadmicos e de representan-tes de movimentos sociais, interessados no tema, sobre as dificuldades de acesso aos contratos de concesses impostas pela burocracia governamental.

    A transparncia nesse setor crucial para a vida democrtica. Para isso o pro-cesso de outorga de uma concesso e o acompanhamento da sua execuo deve-ria ser amplamente publicado e debatido pela sociedade.

    Trata-se de um servio pblico como outro qualquer e quem deve julgar sua qua-lidade o pblico, por meio de rgos que existiriam para isso.

    Como ocorre em Portugal, por exem-plo, com a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicao Social), que elabora um Caderno de Encargos estabelecendo os compromissos que devem ser assumidos por quem recebe uma concesso de r-dio ou TV.

    Ali esto detalhadas exigncias con-tratuais que vo do plano econmico-fi-nanceiro de sustentabilidade da emissora, passam por questes tcnicas e operacio-nais e chegam at ao nmero de profissio-nais necessrios para colocar no ar deter-minada programao.

    Assim como no Reino Unido onde o rgo regulador, o Ofcom, exige tambm dos concorrentes projetos de grades de programao capazes de atender as ne-cessidades de parcelas do pblico ainda no contempladas pelas demais emis-soras.

    Tudo isso de forma aberta e transpa-rente, onde no faltam debates pblicos com a participao de diferentes concor-rentes concesso do mesmo canal.

    Com um detalhe a mais: a no reno-vao de uma concesso nesses e em ou-tros pases, como os Estados Unidos, faz parte da rotina.

    Estamos longe disso. O espectro ele-tromagntico tornou-se propriedade pri-vada, distante de qualquer ideia de pres-tao de servio pblico, operado por or-ganizaes que defendem num mesmo espao apenas interesses polticos, co-merciais e religiosos, os trs quase sempre articulados entre si.

    O movimento comunitrio , sem dvida, um dos agentes mais impor-tantes na transformao social, to al-mejada e necessria nos dias de hoje.

    Pois nos bairros, vilas e lotea-mentos que os problemas sociais mais graves so percebidos e vivenciados, tais como o desemprego, a violncia, a drogadio, precariedade na sade, falta de moradia, falta de estrutura fsi-ca, entre outras demandas.

    E os grandes atores destas hist-rias de vida, so os moradores destes locais, que lutam arduamente dia a dia por condies mnimas de sobrevivn-cia para si e sua comunidade e que, em geral, se organizam em associaes e ou cooperativas, para terem mais fora em suas reinvindicaes.

    So estas pessoas, mulheres e ho-mens, trabalhadores e, acima de tudo, cidados com direitos e deveres, que merecem todo nosso respeito e apoio.

    pensando neles que a direto-ria da UAB gesto 2015/2017 vem com uma cara nova sim, renovando suas ideias, respeitando a histria j construda mas, principalmente, com o compromisso de ir alm nas lutas da comunidade.

    Para sermos realmente agentes de transformao social, temos que nos apoderar dos espaos de debates e construo, tanto das polticas p-blicas quanto da aplicao de recur-sos pblicos. Para isso, imprescind-vel a participao da comunidade nos Conselhos Municipais, Crculo de Pais

    e Mestres, Conselhos Escolares e nas prprias Amobs.

    Com o grande desafio de unificar e politizar ainda mais as lutas sociais, precisamos transformar nossas lutas reivindicativas em lutas estruturantes da sociedade.

    A capacidade do movimento Co-munitrio dialogar com diversos atores sociais, uma ferramenta importants-sima no desenvolvimento do munic-pio, Estado e pas.

    E esse resgate da poltica co-munitria como agente transforma-dor, que estamos dispostos a construir com a participao de todos. Valori-zando e incentivando os todos os co-munitaristas, a fim de que sejam os protagonistas da sua prpria histria.

    Numa proposta diferente e arroja-da, pretendemos sair das fronteiras da sede da entidade, j que por um longo perodo o foco do trabalho foi a rees-truturao e valorizao da mesma.

    Chegou a hora de irmos alm, le-vando para os bairros mais integrao, socializando informaes, desenvol-vendo atividades que contribuam para a construo de espaos de debate e conscientizao da importncia do movimento no contexto social, polti-co e econmico do municpio.m

    Por Paula da Rosa, diretora de Comunicao e Impresa da UAB.

    !

  • Jornal dos Bairros

    Julho de 2015Mais Belas 03

    Assembleias do posse s novas diretorias

    Presidentes recebem certificados

    Em 4 de julho, os presidentes elei-tos em 204 Amobs tomaram posse ofi-cialmente, recebendo seus certificados. Na ocasio, tambm foi aprovada por unanimidade a prestao de contas do ltimo trimestre e de toda a gesto 2013/2015.

    Durante a reunio, o ento tesou-

    As novas diretorias de Amobs e da UAB para a gesto 2015/2017 tomaram posse em duas Assembleias Gerais, re-alizadas em 20 de junho e 4 de julho.

    Em 20 de junho, a nova diretoria da UAB assumiu o mandato. Alm disso, a Assembleia deste dia foi marcada pel