jornal dos bairros | edição de setembro de 2015

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Confira a edição de setembro do Jornal dos Bairros, com uma reportagem especial sobre acessibilidade em Caxias do Sul. Além disso, saiba mais sobre o plano de identificação de vias, lançado pela Prefeitura de Caxias, com o apoio do movimento comunitário.

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  • Os desafi os da acessibilidade em CaxiasFoto: Karine Endres

    No caminho da acessibilidade.... havia um poste. Parece piada pronta,

    mas no . Em Caxias, a acessibilidade

    deixa muito a desejar. O caso da foto emblemtico:

    a calada em frene nova UBS do Diamantino (inaugurada exatamente h um ano) contempla o

    piso ttil. Mas este foi mal instalado.

    As pedras com linhas servem para indicar

    pessoa cega ou com baixa viso que o caminho livre,

    sem obstculos. Mas h um poste bem no meio do piso indicativo. Alm de

    perigoso, um descaso com o dinheiro pblico. Confira mais nas pginas 08 e 09.

    Ano 19N 08

    dosBairros Setembro 2015

    Publicao da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul - Filiada FRACAB e CONAM

    Jornal

    Agenda ComunitriaAgenda Comunitria26/09 |09h - Reunio da Diretoria | UAB

    03/10 | 14h - Assembleia Geral | Sede da UAB

    10/10 | 14h - Debate 10 Medidas contra a Corrupo| Sede da UAB

    17/10| 15h0 - Confraternizao Rosa | Sede da UAB

    Movimento debate o oramento comunitrio. Lideranas querem mais transparncia em relao prestao de contas e metodologia do processo

    Pgs. 04 e 05

    Oramento Comunitrio

    Confira as tabelas de jogos da categoria Veteranos e Srie Prata do Futebol Interbairros da UAB.Ateno: fique atento ao prazo de inscries nas categorias de base!

    Pgs. 14 e 15

    Esporte

  • Jornal dos Bairros

    Setembro de 2015Opinio 02

    Editorial

    Jornal dos BairrosExpediente: Veculo da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul UAB - Rua Luiz Antunes, 80, Bairro Panazzolo Cep: 95080-000 - Caxias do SulFiliada Federao Riograndense de Associaes Comunitrias e de Moradores de Bairros (FRA-CAB) e a Confederao Nacional de Associaes de Moradores (CONAM)Presidente: Flvio Fernandes

    Diretora de Imprensa e Comunicao: Paula Cristina da Rosa - comunicacao.uab@gmail.comEditora: Karine Endres - MTb. 12.764 - karine.endres@gmail.comReportagem: Karine Endres e Matheus Teodoro Editorao e Design Grfi co: Karine Endres

    E-mail: jornaldosbairroscx@gmail.com Telefone: 3238.5348Tiragem: 8.000 exemplares

    Conselho Editorial:Antonio Pacheco de Oliveira, Cludia dos Santos,Cleusa Moares, Flvio Fernandes, Joce Barbo-sa, Jucemar Alves, Karine Endres, Maria de Cesar Bonilla, Paula da Rosa, Paulo Sausen, Tania Menezes e Valdir Walter.Email: uabcaxias@gmail.comComercial: 3219.4281Os textos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores.

    O povo no deve pagar pela crise*

    Faleceu no dia 15 de setembro a ex-presidente da Amob do Ipiranga, Ma-ria Lorenzi. Aos 90 anos, Maria deixou quatro fi-lhos - Josemar, Silvana, Rogrio e Maria Ftima, e um legado de conquis-tas para a comunidade. O esposo David Lorenzi j falecido h seis anos. Ma-ria desenvolveu uma dia-betes h alguns meses. Ela chegou a ficar 19 dias internada e acabou fale-cendo devido compli-caes do pncreas.

    Ela nasceu em 12 de setembro de 1925, em Encantado. Veio para Ca-xias h 35 anos em 1980, acompanhando a primei-ra filha, quando esta se casou e se mudou para Caxias. A fam-lia acompanhou na busca por uma vida com mais qualidade.

    Dona Maria se envolveu com o mo-vimento comunitrio no mesmo ano em que veio para a cidade. Ela sempre atuou na associao. Segundo a filha Maria Ftima Loranzi, ela foi presidente da Amob por cinco gestes. Ela s no esteve mais presente nos ltimos dois anos, quando comeou a sofrer de forma mais severa com a compresso da colu-na, com perda de movimentos.

    Em relao ao bairro, uma das suas

    Maria Lorenzi

    Comunitarista lutou pelo Ipiranga

    principais conquistas foi a canalizao do arroio Pinhal, mais conhecido como Valo do Peteffi, que tambm foi o prin-cipal motivo que a levou Amob, em 1981. Alm disso, batalhou e garantiu a escola de educao infantil e a constru-o do centro comunitrio. O que ela queria era ajudar as pessoas do bairro, afirma Maria Ftima. Ela inclusive fica-va muito triste porque a coordenao da distribuio das vagas foi passada para a central de matrculas. Muitas pessoas do bairro no conseguriram mais vagas, enquanto moradores de outros bairros tinham acesso, explica a filha.

    Foto: Arquivo da Famlia

    UAB agora tem ginstica

    A partir de setembro, a UAB passa a oferecer aulas de ginstica na sede da entidade.

    O MIXturado acontece nas quin-tas-feiras, das 19h30 s 20h30.

    O valor da inscrio de R$ 10,00 e precisa ser renovado mensalmente.

    A ao promovida pelo depar-tamento de Organizao das Mulheres da UAB.

    MIXturadoAulas de Ginstica

    Nas quintas-feirasDas 19h30 s 20h30h

    Mensalidade: R$ 10,00

    FIQUE POR DENTRO!

    Sede da UAB(Rua Luiz Antunes, n 80)

    Mais informaes:32194281

    uabcaxias@gmail.com

    No dia 14 de setembro, os minis-tros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, anun-ciaram, em coletiva no Palcio do Pla-nalto, um pacote de nove medidas que prometem equilibrar a economia brasi-leira no prximo ano.

    A proposta, que ainda depende de aprovao no Congresso, clara. Reduzir gastos e aumentar as receitas. Sero R$ 26 bilhes cortados do ora-mento de 2016 que, na prtica, signifi-cam congelamento do salrio de todo o funcionalismo pblico federal, sus-penso dos concursos pblicos, cortes radicais na sade, educao e na pre-vidncia, alm de srias ameaas ao salrio mnimo e aos projetos sociais, como o Minha Casa, Minha Vida.

    O pacote anunciado por Levy e Barbosa aponta para mais uma guina-da direita do governo. Ou seja, como forma de recuperar a credibilidade dos investidores internacionais, so reti-rados direitos da classe trabalhadora. Com essas medidas, fica bvio para quem est sendo jogada a conta da crise.

    Os lucros ficam para os banquei-ros, latifundirios e rentistas. Alm de controlarem o sistema poltico brasi-leiro, sobretudo via os financiamentos das campanhas eleitorais, contam com atuao certeira da grande mdia. Esta tem feito o seu papel alimentando o golpismo e chantageando descarada-mente a presidenta. O recado objeti-vo: ou Dilma assume um programa de arrocho brutal ou o fim prximo ser o impeachment. A elite no mais tolera o discurso crescimento com distribui-o de renda e faz de tudo para a ma-nuteno de seus privilgios.

    Dentre as medidas propostas, a que atinge menos os pobres e mais

    os ricos a retomada da cobrana da Contribuio Provisria sobre Movi-mentao Financeira (CPMF), com pos-sibilidade de aumento de receitas com projeo de R$ 32 bilhes de arreca-dao.

    O fato que o neodesenvolvimen-tismo j chegou ao teto. E a classe tra-balhadora, quando vai dar seu ultima-to ao governo Dilma? Ainda h tempo de a presidenta repudiar a opo neo-liberal?

    A nica sada convocar o povo brasileiro a apoiar uma poltica que abaixe os juros e jogue o peso da dvi-da para os mais ricos. Dilma tem que assumir o compromisso com a classe trabalhadora e fortalecer as tticas que tm sido implementadas pelos movi-mentos sociais.

    hora de se livrar de vez dos ran-os da ditadura militar impregnados no Congresso Nacional. Os que vivem do trabalho precisam seguir pressionando pela convocao de uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana para reconstruir o sistema poltico brasileiro e democratizar os meios de comunica--o. Porque da democracia a classe trabalhadora no abre mo.

    O povo brasileiro, presidenta, quem seu verdadeiro aliado. E tem faltado motivos para apoi-la. A ret-rica dos ganhos obtidos nos ltimos doze anos no suficiente para garan-tir apoio popular. O segredo mais di-reitos, mais polticas sociais e menos neoliberalismo. E somente o povo ao seu lado que far com que permane-a na presidncia at 2018 sem ser um fantoche descartvel nas mos da bur-guesia brasileira.

    * Editorial originalmente publicado no jornal Brasil de Fato.

  • Jornal dos Bairros

    Setembro de 2015Movimento 03

    Promessa

    Lideranas comunitrias querem entender as regras do OC

    Movimento debate mritos e falhas do Oramento Comunitrio

    Dois eventos colocaram o Oramento Comunitrio em destaque, levantado o debate

    sobre o que foi realizado e como est sendo executado

    o processo de escolha e aplicao dos recursos do

    OC, assim como esclarecendo dvidas dos comunitaristas.

    No dia 12 de setembro, o movi-mento comunitrio aprofundou o deba-te sobre o tema, quando o OC foi pau-ta da Assembleia Geral da UAB, com a presena do coordenador de Relaes Comunitrias da prefeitura, Jos Dam-brs. Ainda antes, no dia 28 de agosto, a Prefeitura Municipal havia lanado o cronograma das reunies do OC para 2015, e prestado contas sobre os inves-timentos realizados nas obras referentes a 2013 e 2014.

    Prestao de ContasDurante o encontro na UAB, Dam-

    brs esclareceu dvidas dos comunita-ristas quanto a obras especficas de suas comunidades. Ele tambm ouviu ques-tionamentos das lideranas da UAB. Pau-lo Saussen, presidente da AG, cobrou a prestao de contas do OC. Onde est a prestao de contas do OC? Em audincia na Cmara, ainda em maro, foi afirmado que esta prestao de con-tas seria divulgada atravs de um docu-mento. Onde est esse documento?, questionou.

    Reduo de InvestimentosJ Tnia Menezes, presidente da

    Amob Villa Lobos e Vergueiros, criticou a reduo de investimento no OC em 2015. No adianta vir falar em crise eco-nmica, se a prefeitura est prevendo um aumento na arrecadao.

    Qual foi o valor do OC do ano pas-sado? Qual vai ser o do ano que vem? Para discutir obra, preciso ter recursos. A gente comeou a discutir o oramen-to participativo, quando o oramento municipal era de 250 milhes de reais. Agora, o oramento da prefeitura de 1 bilho e meio, e o dinheiro do ora-mento comunitrio para o ano que vem R$ 12 milhes, criticou.

    Calamento ComunitrioEla tambm quis mais informaes

    sobre o oramento e o calamento co-

    munitrio. Quais so as regras do O