jornal dos bairros | edi§£o de abril de 2014 | n 4 - ano 18

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Luiz Pizzetti conta como foi ser preso pela ditadura, no dia do seu aniversário e como foi continuar militando nos anos de chumbo.

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  • Ano 18N 04

    Jornaldos

    Bairros Abril 2014Publicao da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul - Filiada FRACAB e CONAM

    Anos de chumbo:O testemunho de quem enfrentou a Ditadura

    Foto

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    ine

    End

    res

    Rstica do MilleniumDia 17 de Maio | 9:00 H

    Sada da Escola Zlia Furtado

    Inscries de 1 a 17 de maio

    zeliafurtado@bol.com.br3901.1453

    Sua conta da gua aumen-tou muito recentemente?Traga a conta para UAB.

    Um levantamento est sen-do realizado para buscar solues junto ao Samae.

    Luiz Pizzetti a histria viva da Ditadura em Caxias do Sul. H cinquenta anos, Pizzetti era preso por buscar um mundo melhor | Pginas 06 e 07

  • Jornal dos Bairros

    Abril 2014Opinio 02

    EditorialComo est a participao popular em

    Caxias do Sul

    Jornal dos BairrosExpediente: Veculo da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul UAB - Rua Luiz Antunes, 80, Bairro Panazzolo Cep: 95080-000 - Caxias do SulFiliada Federao Riograndense de Associaes Comunitrias e de Moradores de Bairros (FRA-CAB) e a Confederao Nacional de Associaes de Moradores (CONAM)

    Presidente: Valdir WalterDiretor de Imprensa e Comunicao: Cludio Teixeira - claudiosteixeira@gmail.comEditora: Karine Endres - MTb. 12.764 - karine.endres@gmail.comEditorao e Design Grfico: Karine EndresReportagem: Karine Endres e Luana Reis E-mail: jornaldosbairroscx@gmail.com Telefone: 3238.5348Tiragem: 10.000 exemplares

    Conselho Editorial:Antonio Pacheco de Oliveira, Cludio Teixeira, Flvio Fernandes, Karine Endres, Paulo Saussen e Valdir WalterEmail: uabcaxias@gmail.comComercial: 3219.4281Os textos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores.

    Mande seu recadoEscreva para o Jornal dos Bairros. Mande sua sugesto, reclamao ou comentrio.

    Entregue na sede da UAB at a ltima semana de cada ms ou pelo e-mail jornaldosbairroscx@gmail.com

    Comunidade do So Gabriel elege nova diretoria para Amob

    A Associao Cultural Germnica de Caxias do Sul Alles Gut, j tem uma nova diretoria.

    As eleies aconteceram no dia 28 de maro e reconduziram Liria Prediger ao cargo de presidente da entidade, por unanimidade.

    No dia 16 de maro foi a vez da co-munidade do loteamento So Gabriel escolher a nova diretoria da sua Asso-ciao.

    A eleio da Amob foi anulada em 2013 e um novo pleito foi organizado neste ano, conduzindo Snia de Jesus presidncia da entidade. A comunitaris-ta foi escolhida 179 dos 238 votantes. Outros 42 scios optaram pela Chapa 2, com Caio da Rosa frente, e 17 votaram

    em branco. Ao todo, a Associao tinha 533 moradores aptos a votar.

    Alm da presidente, tambm foram eleitos Deusvaldo Jac da Silva como vice-presidente, Vincius Catelli como secretrio geral e Rosangela Rodrigues, tesoureira, Juvenil Nunes de Moraes, diretor de Educao e Esportes, Nadir Menegon, diretor de Obras e Servios, e Maria Agostinha, diretora de Imprensa e Comunicao Social.

    Foto: Cludio Teixeira

    Alles Gut tem nova diretoriaAinda esto na nominata Arceli Co-

    lin como vice-presidente, Marcia Aline Maisner, como secretria e Rodrigo Fink-ler dos Santos, como tesoureiro.

    O Conselho Fiscal composto por Lucas Thimmig Diel, Bernadete Lourdes Pergher e Santina Kerwaldl Lorandi.

    25/04 - 17h Lanamento do Comit do Plebiscito pela Reforma Poltica - Praa Dante Alighieri

    28/04 19h Cmara Vai aos Bairros - Zona Urbana - Salo da Igreja dos Capuchinhos, no Rio Branco

    01/05 - 15h Ato do Comit do Plebiscito pela Reforma Poltica nos Pavilhes da Festa da Uva

    03/05 - 14h Assembleia Geral da UAB

    05/05 19h Assembleia da Participao Popular e Cidad Estadual em Caxias do Sul - Sede da UAB

    10 /05 - 15h Ch em homenagem ao dia das mes - Centro Comunitrio Santa Lcia Cohab

    17/05 15h Ch em homenagem ao dia das mes - Salo Santa Terezinha, Ftima Baixo

    Agenda Comunitria

    A participao popular uma polti-ca pblica muito cara para o movimento comunitrio de Caxias do Sul. Durante o Governo de Pepe Vargas (1997 2004) construmos espaos importantes de in-terveno da populao na ao gover-namental. A discusso do oramento na sua totalidade possibilitava s lideranas sociais, principalmente as lideranas co-munitrias, a influncia sobre as aes de governo. comum dizer que o oramento da Prefeitura um cobertor curto, com a possibilidade de discusso pela maioria da populao podia-se puxar esse cober-tor para tapar as necessidades de quem mais precisa.

    Importante ferramenta de transpa-rncia durante o Oramento Participa-tivo, o Conselho Comunitrio Municipal formado pela eleio de conselheiros, entre os delegados eleitos pelas comu-nidades, era o canal cotidiano e popular de acompanhamento de todas as aes do governo. E vejam bem, no era lei. Era a vontade de um governo. Era a disposi-o em dividir com a populao a deciso sobre o que prioridade.

    No esteio dessa poltica evolumos das discusses regionais para agregar as discusses setoriais e assim, com um nmero maior de cidados chegarem utilizao do oramento do municpio da melhor forma possvel. Quando Pepe Vargas deixou a Prefeitura em 2004, exa-tos 10 anos atrs, discutimos atravs do Oramento Participativo a quantia de R$ 53 milhes apenas naquele ano.

    Com a chegada de Jos Ivo Sartori ao governo municipal foi proposto a manu-teno da participao popular. Embora o novo governo quisesse dar a sua cara. E assim o fez. A primeira coisa foi a mu-dana de nome, que passou a se chamar Oramento Comunitrio e de imediato

    perdendo o status de poltica de gover-no para se tornar anexo da secretaria de planejamento.

    Durante o primeiro governo Sartori, o Conselho Comunitrio Municipal at reuniu algumas vezes, mas ao perder a regularidade perdeu a sua razo de ser, pois a sua fora residia justamente no acompanhamento cotidiano das aes do governo e na troca de informaes entre os conselheiros com a administra-o municipal.

    Durante o segundo governo Sartori o Conselho virou histria e a participao popular em Caxias perdeu o seu impor-tante pilar de sustentao. Com a elei-o de Alceu Barbosa Velho renovou-se o compromisso com a participao popu-lar. A promessa de um Oramento Comu-nitrio revigorado j caiu por terra com o anunciado congelamento de valores dis-ponveis para a discusso no Oramento Comunitrio em R$ 17 milhes ao ano.

    Ao assumir essa gesto da UAB em julho de 2013, sua diretoria, na primei-ra reunio, produziu um manifesto com os pontos que entendia importantes para a recuperao da participao po-pular em Caxias do Sul e apresentou ao Prefeito Alceu que anunciou a volta do Conselho Comunitrio Municipal. Na-quele momento entendemos que hava-mos obtido uma vitria. Passou-se todo o processo do Oramento Comunitrio em 2013, inclusive com a retirada de re-presentaes nas comunidades que de nada serviram, pois a volta do Conselho Comunitrio Municipal foi apenas uma promessa vazia. Os reunies do OC em 2014 esto comeando, entendemos que ainda um espao privilegiado de participao para a populao, mas in-felizmente, muito aqum do que j tive-mos em Caxias do Sul.

  • Jornal dos Bairros

    Abril 2014Movimento 03

    Assembleia discute Obras e OCFoto: Karine Endres

    Comunitaristas lotaram auditrio para ouvir planos e cobrar aes da secretaria de Obras e do OC

    Reunidos em Assembleia Geral no dia 5 de abril, comunitaristas discutiram suas demandas em relao secretaria municipal de Obras e Servios Pblicos (SMOSP) e Coordenadoria de Ora-mento Comunitrio.

    Tanto o secretrio de Obras, Adil Didomenico, quanto o coordenador do OC, Jos Dambrs, estiveram presentes na Assembleia.

    Adil Didomenico elencou uma s-rie de iniciativas que esto sendo to-madas pela prefeitura para resolver as demandas dos bairros em relao s obras (confira mais sobre o assunto na entrevista na pgina 4).

    J o coordenador do OC, Jos Dam-brs, apresentou as propostas para as reunies do OC em 2014, assim como os resultados das reunies e obras apro-vadas em 2013.

    Este ano sero investidos R$ 17 mi-lhes em obras elencadas pela comuni-dade em 2013.

    No ano passado as obras de anos

    anteriores foram exe-cutadas num investi-mento de R$ 16 mi-lhes.

    Em 2013 foram realizadas 242 reunies e elencadas 70 obras, de valores que variam de R$ 50 mil a R$ 1,5 milho. A comunidade que no atingiu o re-curso necessrio, pre-cisar este ano, apor-tar mais verba para a mesma obra prioriza-da em 2013, explicou Jos Dambrs, coorde-nador do OC.

    Dambrs ainda in-formou que as reuni-es deste ano come-am no dia 22 de abril e estendem-se at 6 de julho, respeitando o perodo eleitoral.

    J temos agendadas reunies nas

    grandes regies como Cruzeiro, Espla-nada, Ftima e Centro. Estamos em contato direto com os presidentes das

    Associaes de Bairros (AMOBS), que so eles que escolhem a melhor data para reunir a comunidade, destacou.

    Comunitaristas querem mais obras e participaoLogo no incio da AG, os comunita-

    ristas leram um novo manifesto aprova-do pela diretoria da entidade.

    No documento, novamente o movi-mento questiona a inoperncia do Con-selho do Oramento Comunitrio, que tem o papel de acompanhar as reunies, a lista de demandas e a execuo das obras aprovadas.

    A reativao deste conselho, que est inoperante h anos, uma exign-cia antiga do comunitarismo caxiense. E tambm foi um compromisso assumido pelo prefeito Alceu Barbosa Velho, mas que at o momento no saiu do plano de intenes.

    Outro ponto que gerou questiona-mentos foi quanto s listas de assinatu-ras, que muitas vezes percorrem as co-munidades com dias de antecedncia s reunies.

    Sobre este ponto, Dambrs afirmou que no h problema em haver lista de assinaturas, desde que a comunidade saiba para qual obra est assinando e que isto tenha sido discutido com a co-munidade anteriormente.

    Os comunitaristas tambm reivin-dicaram que haja mais verba dis