jornal dos bairros | edição 09 | outubro 2015

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Saiba mais sobre a 'Troca Solidária', programa da Codeca que troca materiais recicláveis por alimentos frescos. Prefeito Alceu Barbosa Velho é o convidado da Assembleia Geral da UAB, no mês de outubro. Ele fala sobre as dificuldades financeiras da prefeitura e reafirma: terças-feiras são dia de atendimento para os presidentes de bairros.

TRANSCRIPT

  • Troca Solidria: quando todos ganhamFoto: Andreia Copini

    O Troca Solidria um daqueles programas onde todos saem ganhando. Com ele, possvel trocar o material reciclvel por alimentos. Alm das famlias que garantem mais qualidade de vida sem precisar

    pagar por isso, o programa tambm ajuda s associaes de catadores e aos agricultores.

    Ano 19N 09

    Outubro 2015

    Publicao da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul - Filiada FRACAB e CONAM

    dosBairros

    Jornal

    Agenda Comunitria

    31/10 |9h - Reunio da Diretoria | UAB

    07/11 | 14h - Assembleia Geral | UAB

    07/11 | 20h30 - Escolha da Corte do Car-naval 2016 | Pavilhes da Festa da Uva

    Vereadores cassados pela Ditadura, em 1964, tiveram seus mandatos devolvidos pela Cmara. Entre eles, o presidente de honra da UAB, Luiz Pizzetti

    Pgs. 05

    Mandatos DevolvidosAlceu Barbosa Velho participa da Assembleia Geral da UAB e fala sobre as dificuldades do perodo. Lideranas cobram cumprimento do atendimento s teras-feiras

    Pgs. 03 e 04

    Prefeito Alceu

  • Jornal dos Bairros

    Outubro de 2015Opinio 02

    Editorial

    Jornal dos BairrosExpediente: Veculo da Unio das Associaes de Bairros de Caxias do Sul UAB - Rua Luiz Antunes, 80, Bairro Panazzolo Cep: 95080-000 - Caxias do SulFiliada Federao Riograndense de Associaes Comunitrias e de Moradores de Bairros (FRA-CAB) e a Confederao Nacional de Associaes de Moradores (CONAM) Presidente: Flvio Antnio Fernandes

    Diretora de Imprensa e Comunicao: Paula Cristina da Rosa - comunicacao.uab@gmail.comEditora: Karine Endres - MTb. 12.764 - karine.endres@gmail.comReportagem: Karine Endres e Rodrigo MoraesEditorao e Design Grfico: Karine Endres

    E-mail: jornaldosbairroscx@gmail.com Telefone: 3238.5348Tiragem: 8.000 exemplares

    Conselho Editorial:Antonio Pacheco de Oliveira, Cludia dos Santos,Cleusa Moares, Flvio Fernandes, Joce Barbo-sa, Jucemar Alves, Karine Endres, Maria de Cesar Bonilla, Paula da Rosa, Paulo Sausen, Tania Menezes e Valdir Walter.Email: uabcaxias@gmail.comComercial: 3219.4281Os textos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores.

    A corrupo e suas faces

    Pedro de AguiarFoto: Arquivo da Associao

    Faleceu no ms de agosto o comu-nitarista Pedro Pereira de Aguiar, o Pe-drinho. Ele foi um dos fundadores da Amob Esplanada, em 1977, e seu pri-meiro presidente, at 1980. Ele reassu-miu a presidncia em 1999 at 2001, mas sempre participou das diversas gestes.

    Segundo a filha ngela Maria, ele ajudou a montar a associao para aju-dar os moradores do bairro. Ele traba-lhou bastante pelo calamento do bair-ro, pela iluminao pblica e pela UBS do bairro, relata.

    Pedro de Aguiar nasceu em 27 de dezembro de 1945, em So Francisco de Paula. Ele veio para Caxias aos 18 anos, em busca de trabalho. Casou em 1970 com Maria Teresinha Pereira de Aguiar, e teve quatro filhos: ngela Maria, Ale-xandre, Isac e Andr. Ele tambm dei-xou cinco netos: Alessandra e Andressa de Aguiar Varela, Dionata e Alessandro Santos Aguiar e Andriel Pan de Aguiar.

    Ele faleceu de um enfarte do mio-crdio, no dia 26 de agosto, em Caxias

    Hidrmetros: o fato e a versoPor dio Eli Frizzo*

    Em tempos de crise hdrica, muito se comenta sobre o alto ndice de perdas de gua no pas. Neste sentido, o Servio Autnomo Municipal de gua e Esgoto (SAMAE) mantm um programa perma-nente de troca e aferio de hidrmetros. Atualmente, a Autarquia est substituin-do os aparelhos, preferencialmente, com 15 anos ou mais de uso. O grande fator de erro nas medies dos hidrmetros, que geralmente o fazem marcar menos do que foi consumido, o tempo de uso do aparelho, que acarreta desgastes nas partes internas.

    Os medidores adquiridos pelo SA-MAE atendem a todas as normas do In-metro. Assim, o equipamento recebido pelo SAMAE lacrado e aferido pelo mesmo rgo. Depois que a Autarquia troca os medidores antigos por novos, a aferio do consumo muito mais pre-cisa. Desta forma, natural pensar que o equipamento estaria com algum tipo de defeito. Divergncias nas contas so comuns, uma vez que o novo hidrme-tro mede fielmente o que gasto e, pos-sivelmente, difere do que o hidrmetro anterior marcava.

    Em um universo de mais de 130 mil ligaes de gua, o nmero de reclama-es nfimo. Dos mais de 45 mil hidr-metros instalados na atual gesto, ape-nas um lote de 75 medidores da fabrican-te Itron apresentou falhas tcnicas na relojoaria (local onde h a totalizao do consumo). Em razo deste problema, de-

    tectado pela equipe tcnica do SAMAE, as contas de gua (apenas deste lote de 75 medidores) podem ter chegado com um consumo maior que o efetivamente gasto. Estes hidrmetros j foram subs-titudos, com as devidas correes, sem nus ao consumidor.

    Um fato pontual no pode prejudi-car o trabalho que vem sendo desenvol-vido pelo SAMAE. Em nenhum momento, o programa de substituio dos hidrme-tros foi implantado para obter lucro ou prejudicar o consumidor. O SAMAE no quer cobrar nenhum litro a mais ou a me-nos da gua consumida pelos caxienses. Quer sim cobrar o que justo, ou seja, o consumo real.

    Alm disso, durante a execuo des-te programa, o SAMAE tem encontrado diversas irregularidades, como furto de gua e ligaes clandestinas, casos que contribuem para o aumento das perdas. Reduzir esse nmero significa atender mais usurios com a mesma quantidade de gua retirada da natureza. Combater o desperdcio uma forma eficaz de res-ponder ao desejo das pessoas pela me-lhora na qualidade dos servios pblicos e pela preservao do meio ambiente.

    As opinies e informaes constantes nos arti-gos assinados so de intereira responsabilidade de seus autores. Elas podem ser enviadas para jornaldosbairroscx@gmail.com

    * Edio Eli Frizzo Diretor-presidente do SAMAE (Servio Autnomo Munici-pal de gua e Esgoto).

    do Sul. Era uma pessoa que gostava de ajudar as pessoas. A luta dele era pelo povo, tanto que vrias vezes convidaram ele para entrar na poltica partidria, mas ele nunca quis, relembra a filha.

    !

    Corrupo vem do latim corrup-tus, que significa quebrado em peda-os. Na repblica romana, ela se refe-ria corrupo de costumes. No mun-do contemporneo, sua prtica pode ser definida como utilizao do poder, cargo pblico ou autoridade tam-bm chamada de trfico de influncia -- para obter vantagens e fazer uso do dinheiro pblico ilegalmente em bene-fcio prprio ou de pessoas prximas.

    A corrupo se materializa na pro-pina, no suborno, eternizados na fra-se rouba, mas faz. Tambm est por trs de casos como Mensalo e Opera-o Lava Jato, que esto estampando manchetes de jornal. Quantos de ns j no escutou algum dizer que no Brasil a corrupo algo natural? Mui-tos falam que ela faz parte de quem somos, enquanto brasileiros.

    Contudo, a corrupo fenmeno inerente a qualquer forma de governo, seja democrtico ou desptico, em pa-ses ricos ou em desenvolvimento. En-to o que nos faz acreditar que a prti-ca uma caracterstica brasileira, parte do modo de viver que ns chamamos de jeitinho brasileiro?

    A ideia de que somos um pas cor-rupto se deve aos sucessivos escn-dalos polticos de desvios de dinhei-ro pblico e impunidade dos envol-vidos. A frequncia das denncias e a falta de punies criou uma imagem de que a poltica aqui , necessariamente, corrupta.

    Entre as prticas de corrupo mais comuns na poltica esto o nepo-tismo (quando o governante elege al-gum parente para ocupar um cargo p-blico), peculato (desvio de dinheiro ou

    bens pblicos para uso prprio), caixa dois (acmulo de recursos financei-ros no contabilizados), clientelismo (compra de votos), trfico de influ-ncia, uso de laranjas (empresas ou pessoas que servem de fachada para negcios e atividades ilegais), fraudes em obras e licitaes, venda de sen-tenas, improbidade administrativa e enriquecimento ilcito.

    Essas prticas esto por toda par-te, muitas vezes veladas, escondidas em boas administraes. Est pre-sente muitas vezes em programas de governo so usados como moeda de troca, e assim ningum fala e nem de-nuncia nada.

    Engana-se quem acha que a pr-tica ganha essa nome apenas quan-do falamos de grandes corporaes ou rgos pblicos. A corrupo priva-da est presente em atitudes do nos-so dia a dia, como desviar dinheiro do condomnio, burlar um imposto, pa-gar um valor extra para ter um servio feito antes do tempo legal, subornar um guarda de trnsito para evitar uma multa, aproveitar para benefcio pr-prio os benefcios e recursos das enti-dades da organizao civil que teori-camente deveriam defender ou auxiliar a populao, aproveitar dos espaos destinados a debates e fortalecimento da sociedade para fazer poltica parti-dria, e assim por diante.

    Enfim, a corrupo esta direta-mente relacionada as formas de se ob-ter vantagens e burlar regras seja no mbito do poder ou nas nossas rela-es do dia a dia.

    E voc o que acha?

  • Jornal dos Bairros

    Outubro de 2015Movimento 03

    Lideranas querem cumprimento de acordo: que as teras-feiras sejam de atendimento aos presidentes de bairros

    Situao financeira muito difcil, fala Alceu em Assembleia

    O movimento comunitrio recebeu o prefeito municipal Alceu Barbosa Velho (PDT) em sua sede, no dia 3 de outubro. Ele

    foi o principal convidado da Assembleia Geral da UAB do ms e falou sobre a

    situao financeira do municpio, assim como respondeu aos questionamentos dos

    comunitaristas.

    Foto: Karine Endres

    Alceu colocou a perspec-tiva da situao financeira da prefeitura como sendo muito difcil para o prximo pero-do. S de ICMS, perdemos 35 milhes em 2014 e agora para 2015 nem se fala. As tendncias so terrveis, afirma. Segundo ele, o Ministrio da Sade cor-tou 11 bilhes de reais em in-vestimentos para todo o Brasil. Tudo o que a gente ouve em Braslia que os recursos esto contingenciados. Com muita luta veio essa verba de 800 mi-lhes para mobiliar a UPA Zona N