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edição de 9 de abril de 2015.

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  • ITAJA NAVEGANTES BALNERIO CAMBORI |10 DE ABRIL DE 2015 | ANO XVI | N 737

    Pescadores suspendem

    manifestaes at junho

    PGE e AGU conseguiram uma

    liminar para impedir que Itaja-Au fosse bloqueado. Pgina 3

    Volvo Ocean RaceJ visitou a Vila

    da Regata? Corra pois o espao est recheado de

    atraes

    domingoNovo ato "Fora Dilma" reunir cidados na Beira-Rio

    PGINA 4

    PGINA 5

  • O Jornal do Bairros uma publicao da empresa Letras Editora Ltda. (ME), com sede na Rua Anita Garibaldi, 425 Centro Itaja SC.Telefone: (47) 3344.8600 Site: www.jornaldosbairros.tv | Twitter: @jornalbairros

    Diretor: Carlos Bittencourt | direcao@bteditora.com.brColaboradora: Neide UriarteJornalista assistente:Renara Almeida DRT SC04030 JPDiagramao: Solange Alves solange@bteditora.com.brDepartamento Comercial: (47) 3344.8600

    Circulao: Itaja, Balnerio Cambori, Navegantes e regio.Fale conosco: Sugesto de temas, opinies ou dvidas: direcao@bteditora.com.br | jornalismo@jornaldosbairros.tv

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    CORRUPES

    Jornal dos Bairros - ITAJA/SC - Edio N 737 - 10 DE ABRIL de 2015 | Ano XVI | Pgina 2

    WWW.JORNALDOSBAIRROS.TV

    ALEXANDRE BALBINO

    Balbino&voc

    ASSUNTO DA SEMANA: Coelhinho da Pascoa e SOS Peludinhos...

    A corrupo humana no nasce de um ponto fraco, somente. Pelo contrrio, brota de inmeras fon-tes, e pior, brota do mais profundo da natureza humana, de modo inesgotvel e inevitvel, j que faz parte da nossa imperfeio. A corrupo, portanto, convive, essencialmente, com a nature-za humana. No se assuste, e relembre o que o Mestre falou: quem no tem pe-cado, que atire a primeira pedra. assim mesmo.

    No h justificativa, porm, para chafurdar na lama da imperfeio. obrigao de todos ns, a busca pelo melhor, pelo mais alto, mais nobre, mais sublime. Todo ser humano perce-be e tem conscincia das situaes de inferioridade em que vive. A perfeio desumana, porm, o caminho que nos leva a ela perfeitamente humano. Porque percorrer o caminho da perfei-o, se nunca a ela chegaremos? Este um dos muitos mistrios da natureza humana, que faz parte do imenso vazio que sentimos perante a vida e perante o mundo, como autnticos animais in-satisfeitos. Buscamos, porque a busca inerente ao nosso ser.

    Mesmo, portanto, que a imperfei-o e a corrupo faam parte de nos-sas vidas, queremos e buscamos sempre algo melhor. O cncer da corrupo poltica, que nos incomoda tanto, ame-aa nossas instituies e o nosso futuro. No gosto de ouvir a frase: brasileiro assim mesmo... ou o Brasil no tem jeito... Esse tipo de afirmao faz par-te do chamado complexo de vira-lata, definido por Nelson Rodrigues como a inferioridade em que o brasileiro se co-loca, voluntariamente, em face do resto do mundo, achando que somos, e vive-mos no pior pas da terra, ou que todo o resto do planeta seja menos corrupto do que ns.

    Besteirol parte, preciso reagir e lutar contra a corrupo, sim. preciso, inclusive, que a elite brasileira pare de insistir e de querer ver o Brasil como um pas pequeno, ou inferior.

    Especificamente, quanto corrup-o que grassa nos meios polticos, pa-rece mais do que evidente que uma das grandes causas, seno a maior, desse mal o financiamento privado empre-sarial das campanhas eleitorais. Isto est sendo apontado, e a meu ver, com toda razo, como a raiz mais sria da corrup-o poltica.

    Isto parece bastante bvio, quando assistimos a campanhas polticas cada vez mais caras e mais escandalosas. Comprovao disto foram os mais de quatro bilhes recebidos pelos candida-tos em 2010 e 2012 do setor privado. claro que quem aplica dinheiro em can-didato, quer ter seu investimento de vol-ta, j que no existe cafezinho de graa. Nessa competio, quem no tem di-nheiro, no se elege. Os que se elegem passam a metade do mandato, buscan-do maneiras de devolver o dinheiro que receberam, e a outra metade, achando maneiras de arrumar dinheiro para a re-eleio. Onde vai parar tudo isto? Num lugar s: a vala imunda da corrupo.

    muito significativo, tambm, o fato de as empresas que financiam cam-panhas no quererem que seus nomes apaream nas listas de doadores. Prefe-rem o segredo, dentro da mesma lgica que mantm interesses escusos mergu-lhados no silncio e na escurido.

    A participao na poltica um dever cvico, assim como a omisso pura cumplicidade, j que quem cala, consente.

    Jonas Tadeu NunesObservatrio Social de Itaja

    Esta semana creio que muitos choclatras, iniciaram com uma ressaca de tanto comer chocolates. Bem, se isto for poss-vel, pois os preos dos chocolates no esto nada doce. Na ltima semana foi comemorada a Pscoa, e o que Pscoa? Pscoa significa passagem. a celebrao da Paixo, Morte e Ressurreio de Jesus Cristo e a mais importante da Igreja Cris-t. A Pscoa est inserida na Sema-na Santa e na Sexta-Feira Santa a celebrao da crucificao de Jesus. No Domingo de Pscoa se celebra a Ressurreio e sua primeira apario para os seus discpulos. Eu fico pen-sando que ns cristos, que devera-mos resgatar cada vez mais a Pscoa original, fazendo desse momento um aprendizado para os filhos, familiares e todos ao redor, aproveitando para falar de nosso Salvador, infelizmente nos rendemos ao apelo comercial, e aguardamos por essa data para se empanturrar de chocolate. Meu de-sejo que o verdadeiro sentido da Pscoa esteja no nosso corao e que Jesus Cristo renasa nele, trazendo paz, alegria e f que s vem dele

    mesmo. Com todo respeito ao co-elhinho, preciso retir-lo de cena para que o Cordeiro Imolado assuma o seu lugar.

    Neste sbado das 10h s 16h, na Rua Estefano Jos Vanolli, 558 So Vicente, bem em frente ao Posto Siderao, haver um Bazar em Prol da OSCIP SOS Peludinhos. Fundada em agosto de 2011, esta organizao atua no campo da proteo animal e apoio ao controle de zoonoses em Itaja. Formada por pessoas de dife-rentes reas, com um objetivo em comum, a inteno da OSCIP SOS Peludinhos conscientizar as pesso-as do verdadeiro valor da vida e, a partir disso, educar e ensinar o valor da adoo consciente, promovendo qualidade de vida aos animais. Peo que voc amigo ajude a divulgar este evento para que eles tenham um bom resultado.

    Para esta semana aproveito para deixar uma mensagem a voc, uma frase de John C. Maxwell, que diz: sozinhos podemos ir mais rpido, mais juntos vamos muito mais lon-ge.

    Quero agradecer a todos os contatos comigo por e-mail e/ou fa-cebook.

    Um abrao!!!!!!!

    A inteno da coluna Balbino & Voc trazer os mais variados assuntos de interesse e importncia para nossa comunidade e servir de canal de comunicao e interesse das diversas reas da sociedade.

    Nossos canais de comunicao, pelos quais voc pode mandar sua mensagem e opinio, so balbinoitajai@gmail.com e facebook /aschmitbalbino.

    REBELO & ZENDRONADVOGADOS

    Rua Dr. Pedro Ferreira, 155, sala 1502 15 andar - Centro - Itaja

    Fone: (47) 3398.1165 | (47) 9923.7503

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    Jornal dos Bairros - ITAJA/SC - Edio N 737 - 10 DE ABRIL de 2015 | Ano XVI | Pgina 3

    Uma deciso da Justia Fede-ral impedindo os pescadores de bloquear o rio Itaja-Au durante a realizao da Volvo Ocean Race em Itaja trouxe novamente tona o impasse entre o setor pesquei-ro de Itaja e o Ministrio do Meio Ambiente. A liminar foi uma forma de prevenir que as manifestaes, caso ocorressem, comprometessem o andamento da regata. Uma medi-da plausvel, j que o sindicato que representa a categoria admite que o fechamento do canal estava de fato previsto para esta poca.

    Os pescadores, porm, no pre-cisaram entrar com qualquer medida para revogar a liminar, solicitada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e pela Advocacia Geral da Unio (AGU). Isso porque, segundo o pre-sidente do Sindicato dos Trabalhado-res nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca), Manoel Xavier, o Manequinha, a ideia de bloquear o Itaja-Au com barcos, como ocorreu no incio do ano, j havia sido des-cartada quando a medida foi conce-dida pela Justia Federal. Pelo menos momentaneamente.

    _ Estvamos prevendo uma pa-ralisao de toda a frota logo aps a Pscoa tambm com manifestaes bloqueando o canal com barcos. Mas graas a duas alteraes isso no foi necessrio _ comenta Manequinha.

    O presidente se refere a duas vitrias da categoria conquistadas re-centemente. Uma delas a alterao da instruo normativa 10/2011. Mu-danas acordadas entre o Ministrio do Meio Ambiente e Ministrio da Aquicultura e Pesca derrubaram a li-mitao no nmero de espcies cap-turadas por barco, conforme explica o vice-presidente do Sindicato dos Armadores e das Indstrias de Pesca de Itaja e Regio (Sindipi), Fernando das Neves. A alterao foi assinada no fim do ms passado e vale at o fim deste ano.

    Outra mudana ocorreu no Rio Grande do Sul no incio deste ms. Um decreto assinado pelo governo gacho exclui uma srie de espcies que constavam como ameaadas de extino, possibilitando assim a cap-tura delas. A determinao benefi-cia 70% dos pescadores de Itaja e

    Pescadores previam bloquear o Itaja-Au durante a Volvo Ocean Race

    regio, conforme o Sitrapesca, que fazem captura de peixes tambm em territrio gacho.

    _ Alm de perda econmica, isso demonstrava uma verdadeira in-sanidade, uma vez que o pescador tinha que jogar no mar peixes sau-dveis, mas que vinham na rede j mortos _ diz Fernando das Neves.

    Apesar de favorvel categoria, o decreto gacho vale somente at junho. Depois disso, caso no sejam adotadas medidas para sanar definiti-vamente essa questo, os