jornal domingo em casa 9ª ediçao

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Jornal Domingo em Casa 9ª ediçao

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  • Xodo reVerSoA 1 reportagem da srie Ensino Superior mostra que oferta de cursos mudou antigos costumes. Pgs. 6 a 8

    doMiNgo eM caSaeM caSa

    eSPiritiSMoMais de 2,3 milhes de brasileiros seguem a doutrina de Allan Kardec. Pg. 12

    ANO 1 | EDIO 9 | 4 A 10 DE SETEMBRO DE 2011

    diStriBuio gratuita NaS reSidNciaS. NaS BaNcaS r$ 0,50S

    RGIO

    Lu

    Iz M

    ORE

    IRA

    Sete Lagoas guarda belezas exuberantes em 26 grutas. Pg.5cidade daS caVerNaS

  • 2 oPiNio Domingo em Casa 4 a 10 De setembro De 2011

    Sem ordem no h progressoEstamos na semana da P-

    tria. E diante dos ltimos acon-tecimentos em nosso majestoso Brasil, verificamos que existem mazelas dos governos que neces-sitam urgentemente serem rea-nalisadas. Em So Paulo, a greve de funcionrios pblicos chegam a deixar servios funerrios se transformarem em filme de terror onde os vivos no podem nem mesmo enterrar seus mortos. No interior do mesmo estado, a reportagem da Rede Globo de Televiso descobre dezenas de ambulncias do SAMu paradas h cerca de um ano por desenten-dimento de quem ir pagar a con-ta daqueles que iro trabalhar no sistema. Em Minas, na cidade de Papagaios, o prefeito da cidade Mrio Reis Filgueiras, se v obri-gado a fazer um decreto-lei que probe bares e similares a funcio-nar aps as 23 horas em determi-nados perodos da semana.

    A atitude do prefeito vem num momento em que a cidade se encontra de certa forma des-protegida, onde a PM local no consegue conter a violncia e ele tenta, com esta medida extrema, amenizar o problema. Grande parte da populao, que acredita nos bons costumes e na convi-vncia pacfica, est aplaudin-do o prefeito. Falhou feio a se-gurana pblica de Papagaios

    e o prefeito agiu na hora certa.Esse quadro no novidade.

    Ele est presente em diversas partes do pas e a culpa, logica-mente, daqueles que esto no topo do poder. A prpria presi-denta dilma Rousseff confessou, em reportagem, que a CPMF perdeu a credibilidade no passa-do, por ter sido desviada de seu verdadeiro objetivo que seria sua aplicao na sade. Mas pelo vis-to, no por falta de dinheiro que assistimos o caos na sade. por falta de gesto, de planejamento, ou melhor, de ORdEM.

    PROGRESSO o que todos almejamos. Mas, sem diretrizes, crescemos desordenadamente. Em Sete Lagoas, nosso cuidado deve ser redobrado. Temos um ndice de violncia alarmante, mas sabemos que a PM tem agi-do de forma organizada. J na sade, acompanhamos o esforo do secretrio Jorge Corra Neto em sua demanda contra funcio-nrios inoperantes, desprepa-rados e acima de tudo, em sua busca por uma sade que atenda mais a contento. uma luta de davi contra Golias, mas se a his-tria se repetir, ganha a cidade.

    Que o 7 de setembro sirva para acordar o sentimento de patriotismo de cada um de ns. E que saibamos o quanto impor-tante a ORdEM E PROGRESSO.

    Marclio Maranmaran@domingoemcasa.com.br

    Publicao do Consrcio domingo em Casa CNPJ - 13.807.194/0001-83Rua Santa Catarina 1713-ABairro Boa Vista - Sete Lagoas-MG (31) 3026-1700CEP 35700-086Diretor executivo e comercial - Marclio MaranDiretor de redao/editor responsvel - Almerindo Camilo (2709/MG)Jornalista freelancer - Herivelton Moreira da CostaDiagramao - Antonio dias e Wanderson Fernando diasTiragem - 10.000 exemplaresImpresso - O Tempo Servios grficos (Contagem-MG)Representante comercial BH - AC&S Mdia Ltda (31) 2551-7797Representante comercial Sete Lagoas - Agncia guia (31) 3775-1909Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

    OS ARTIGOS ASSINADOS NO EXPRESSAM NECESSARIAMENTEA OPINIO DESTE JORNAL.

    doMiNgo eM caSa

    duke

    Refutao sobre CalvinoO artigo publicado

    na ltima edio do dOMINGO EM CASA A revolta de Lutero contm algumas inco-erncias. Observamos que autor do texto va-leu-se de fontes secun-drias, mas o problema est nos acrscimos aparentemente pesso-ais que foram feitos na matria publicada.

    No terceiro pargrafo da matria o autor cai em um erro terrvel ao men-cionar que Joo Calvino chegou a matar mais de um milho de catlicos em seu pas. Primeiro, essa citao falsa e enganosa ao leitor, pois no existe nenhuma fonte e nenhum documento histrico pri-mrio ou secundrio des-de a contemporaneidade de Calvino at os dias atu-ais que comprovem o fato. Portanto no h veracida-de na frase. Ela falsa e totalmente desprovida de provas.

    Por outro lado, de-vemos salientar que os protestantes princi-

    palmente entre o scu-lo XV e XVI, eram rgi-dos em suas doutrinas, mais perseguidos que perseguidores, suas perseguies no vi-savam julgamentos inquisitoriais, e sim aspectos teolgicos e doutrinrios.

    Temos sim alguns poucos relatos, como a morte de Miguel Ser-vet, um mdico que ha-via sido excomungado da igreja catlica por ir contra a doutrina da trindade. Servet foi per-seguido pela inquisio por sua tese, fugiu para Genebra onde tambm no foi aceito pelos protestantes. No dia 05 de Abril de 1553 ele foi ouvido pelos inquisi-dores e foi condenado. Porm, fugiu para jun-to dos protestantes, em meio a eles, foi a julga-mento pelo Conselho de Genebra presidido por Calvino que, por sinal, era doutorado em direi-to, onde novamente foi condenado morte pela

    difuso e pregao do Antitrinitarismo.

    Questionamos ain-da as aspas usadas em alguns termos relacio-nados aos protestan-tes, como Ministrios, Concedido por deus, dons, revelao de deus, o que deu a im-presso de que se ques-tiona a veracidade delas.

    Para entendermos as aspas como citaes, elas deveriam ser em toda a frase e no s em algu-mas palavras. Alm disso, no final da frase devemos colocar o nome do autor, assim entendemos como uma citao direta curta.

    Falo em meu nome e no de um nmero gran-de de protestantes tam-bm leitores deste ti-mo jornal.

    NOTA DO EDITOR: Agradecemos o envio da mensagem e explicamos que o uso de aspas, em jor-nalismo, remete citao literal de termos colhidos de terceiros.

    Carlos MouroHistoriador e telogo

  • 3cidade e regio Domingo em Casa 4 a 10 De setembro De 2011

    SAAE no trata o resduos produzidos na cidade, mas cobra pelo servio

    esgoto da discrdia

    dukE

    Imagine pagar por algo e no receber! exatamen-te o que acontece com os sete-lagoanos, que todos os meses despejam R$ 1 milho nos cofres da pre-feitura para que ela faa o tratamento do esgoto, em-bora a autarquia respons-vel pelo trabalho Servio Autnomo de gua e Esgo-to (SAAE) no o execute. Para discutir a cobrana, pelo SAAE, da taxa de cole-ga de esgoto, a Cmara rea-lizou audincia pblica dia 26 de agosto, atendendo requerimento do vereador Caio dutra (PMdB). Sa-bemos que todo o esgoto produzido na cidade des-pejado in natura nos ma-nanciais de gua da regio, sem nenhum tipo de trata-mento. Sete Lagoas consi-derada hoje a maior polui-dora do rio das Velhas, j que o esgoto despejado no rio no tratado. Por isto no justo cobrar esta taxa juntamente com a tarifa de gua, denunciou o verea-dor. ilegal cobrar por um servio que no realiza-do, acusou dutra.

    O diretor-presidente do SAAE, Ronaldo Andrade, re-conheceu que a autarquia no trata o esgoto que produzido no municpio. Segundo ele, atualmente Sete Lagoas arrecada R$ 1

    milho mensalmente com a taxa de coleta e tratamento do esgoto. Este recurso destinado exclusivamente manuteno e ampliao das redes, mas garanto que nos dias atuais esta verba j no suficiente para atender 100% da deman-da da cidade, admitiu. de acordo com o presidente do SAAE, atualmente apenas duas equipes so respons-veis pelo servio e o obje-tivo que at 2012, outras duas sejam criadas para ampliar o atendimento. No existe a possibilidade de o SAAE continuar execu-tando os servios sem esse recurso oriundo da taxa co-brada, declarou.

    Ele afirmou que desde 2009, quando assumiu a presidncia da autarquia, vem trabalhando pela cons-truo de uma Estao de Tratamento de Esgoto (ETE) em Sete Lagoas. Estive em Braslia com o intuito de angariar recursos para esta finalidade. Na ocasio, pro-tocolei no Ministrio das Cidades os projetos bsicos que j existiam na adminis-trao. Fomos contempla-dos com o Plano Municipal de Saneamento e verbas para elaborao de estu-dos do projeto executivo da ETE, relatou, acrescentan-do que o edital licitatrio

    para realizao das obras ser finalizado no ms de novembro. O objetivo que a ETE seja construda at o final deste mandato, prometeu.

    O dirigente do SAAE foi informado pelo vereador Caio dutra da existncia de uma Ao Civil no Minist-rio Pblico questionando a cobrana. Iremos elabo-rar um relatrio sobre tudo o que foi detectado e deba-tido nesta Casa. Enviare-mos cpias do documento ao MP, ao Judicirio e de-mais rgos competentes de fiscalizao ambiental, anunciou o vereador. Para ele, se atualmente o SAAE no trata o esgoto produzi-do no municpio, no pode cobrar pelo servio. A Jus-tia que vai delimitar o percentual a ser cobrado no que se refere apenas coleta do esgoto.

    Alm do Caio dutra e o presidente do SAAE, par-ticiparam do debate na Cmara a secretria mu-nicipal de Meio Ambiente, Helena Mrcia Martins, os vereadores Toninho Rog-rio (PMdB), presidente da Cmara, Marcelo Cooper-seltta (PMN), Reginaldo Tristeza (PSOL), Claudinei dias (PT), Renato Gomes (PV) e Gilberto doceiro (PMdB). dezenas de popu-

    lares tambm participaram do debate.

    CombustveisQuase dois meses aps a

    realizao da audincia p-blica para discutir o preo dos combustveis cobrados na cidade, a Cmara de Sete Lagoas estuda medidas para voltar ao assunto. Segundo o vereador Marcelo da Coo-perseltta (PMN), que suge-riu a primeira reunio, aps o debate foi enviado oficio ao sindicato que representa os postos de gasolina soli-citando informaes, mas nenhuma resposta ainda foi obtida.

    H postos que cobram at R$ 3,00 pelo litro da gasolina na cidade, segundo o verea-dor, que destacou ainda o fato de, em funo dos altos