jornal domingo em casa 33ª edição

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Jornal Domingo em Casa 33ª edição

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  • DEZ NIBUS APREENDIDOS MAIS UM PR-CANDIDATOFiscalizao da prefeitura tira de circulao veculos com mais de oito anos de uso. Pg. 3

    PMDB confi rma nome de Mcio Reis na corrida pela Prefeitura de Sete Lagoas, em outrubro. Pg. 7

    DISTRIBUIO GRATUITA TIRAGEM AUDITADA: 8.000 EXEMPLARES

    DOMINGO EM CASADIVUL

    GA

    O

    ANO 1 | EDIO 33 | SETE LAGOAS 4 A 10 DE MARO DE 2012

    Mulheres essenciaisMulheres essenciaisCapazes de transformar uma sociedade, elas marcam a histria em Sete Lagoas. Pg. 5

  • 2 opinio Domingo em Casa 4 a 10 De maro De 2012

    duke

    Juventude e violncia, o desa o do sculo

    Os dados de uma estatstica recentemente divulgada no dei-xam margem para dvidas quanto urgncia de se tomar providn-cias no sentido de estabelecer polticas pblicas que permitam ao Brasil legar melhor futuro para sua juventude. Segundo a ONG Observatrio de Favelas, em nosso pas, 100 mil jovens com idade entre 12 e 18 anos tero morrido de forma violenta quan-do chegar 2014, o ano da Copa em que o mundo inteiro estar com seus olhos voltados para ns.

    No dantesco cenrio apontado pela pesquisa, capitais como Ma-cei, Recife, Vitria e Salvador se destacam como as mais perigosas para se viver na adolescncia. Mas cidades at recentemente pacatas tambm apresentam nmeros as-sustadores, como Serra (ES), com um ndice de 7,31 mortos antes de completar 19 anos para cada mil nessa faixa etria.

    Na sequncia, aparecem Ma-rab (PA), Foz do iguau (PR), Olinda (PE), Cariacica (ES) e as paranaenses So Jos dos Pi-nhais e Colombo com iHA (ndice de Homicdios na Adolescncia) acima de 6, quando o tolervel abaixo de 1. Minas ostenta vergonhosamente lugar de des-taque no ranking, em especial com Betim, Contagem e Ribeiro das Neves, trs cidades da regio metropolitana da capital, entre as 20 mais violentas do Brasil.

    E na lista das 20 cidades mi-neiras onde mais se matam jo-vens, Sete Lagoas aparece numa preocupante dcima-quarta posi-o, frente de municpios bem maiores, como ipatinga, Uberaba, Juiz de Fora e Varginha. Aqui, a se confirmarem os prognsticos, 22 adolescentes dentre 12 e 18 anos perdero a vida violentamente pro-ximamente se no forem tomadas providncias.

    A coordenadora do estudo, a psicloga Raquel Willadino, im-placvel ao apontar a causa deste quadro: faltam polticas pblicas para evitar, entre outros fatores, a cada vez mais precoce entrada dos jovens no mundo do crime, parti-cularmente, no trfico de drogas. Ela explica as razes disso, confor-me entrevista concedida na sema-na passada ao jornalista Joelmir Tavares, do dirio belo-horizontino O Tempo: Alm dos benefcios materiais obtidos em atividades ilcitas, tambm h dimenses subjetivas e simblicas, como a busca de pertencimento, prestgio, poder, visibilidade social.

    Ou seja: o jovem cai nos bra-os do crime porque falta-lhe a oportunidade, a perspectiva que, numa primeira anlise, cabe famlia dar-lhe. Mas cabe socie-dade como um todo ao Estado em particular assegurar-lhe esta perspectiva de futuro.

    O desafio, portanto, de to-dos ns.

    Almerindo Camiloalmerindo@domingoemcasa.com.br

    Funilndia no mapa da FoxconnExecutivos da Foxconn re-

    alizaram, recentemente, sobre-voo em Funilndia, que pode ser escolhida para receber uma mega fbrica de componentes eletrnicos. Por possuir grandes extenses de terras vazias, e lo-calizar-se prxima ao aeroporto de Confins, a cidade pode entrar no mapa internacional de fabri-cao de eletrnicos.

    A Foxconn a maior fabrican-te mundial de componentes para computadores, TVs, celulares e tablets. De origem taiwanesa, os nmeros da empresa impressio-nam. O faturamento anual beira os 100 bilhes de dlares e em-prega mais de um milho de pes-soas. Embora no seja conhecida pelo pblico, a Foxconn fabrica aparelhos para grandes marcas, tais como, Sony, Dell, HP, Nokia, Apple, Motorolla, etc.

    O mega empreendimento no Brasil ter como scios o empre-srio Eike Batista e o BNDES. O governo federal j concedeu os incentivos fiscais e reduo de impostos. A localizao da fbri-ca disputada por Minas e So Paulo, mas Eike deu declaraes

    adiantando a escolha de Minas, sem citar qual cidade.

    A Foxconn j possui fbricas em Jundia (SP) e Manaus (AM). A vantagem de Funilndia es-tar localizada numa regio onde a mo de obra mais barata. O que deve agradar a poltica de recursos humanos da Foxconn, conhecida, tambm, por exigir alta produtividade dos emprega-dos, at mesmo para os padres asiticos. Porm, no Brasil, a cul-tura trabalhista difere dos pases da sia. As leis trabalhistas bra-sileiras favorecem o empregado, no o patro.

    Sobre isso, o presidente mun-dial da Foxconn j polemizou. Em entrevista ao Wall Stret Journal, ele comparou o Brasil com os pases asiticos: O salrio dos trabalhadores brasileiros muito alto. Os brasileiros, assim que es-cutam a palavra futebol, param de trabalhar. E tem ainda as dan-as. uma loucura... O Brasil bom como um lugar para fabricar para o mercado local. Mas se voc quiser enviar produtos aos EUA, leva mais tempo e mais dinheiro enviar do Brasil do que da China.

    Embora o que disse retrate a realidade nacional, ele ter que adaptar-se cultura brasileira. No passado, Henry Ford perdeu milhes de dlares com a cons-truo, no Par, do que seria a maior fbrica de borracha do mundo, a Fordlndia. No deu certo por tentar impor o estilo de vida norte-americano ao povo da floresta amaznica.

    Outras cidades da regio tambm so opes. Seja qual for a cidade escolhida, Sete La-goas deve aproveitar as opor-tunidades. Como cidade polo, caber a ela ofertar servios de apoio ao empreendimento. A lista de oportunidades em-presariais extensa e incluem recrutamento capacitao e qualificao de mo de obra, engenharia e construes, me-dicina do trabalho, uniformes e equipamentos de proteo indi-vidual, alimentao industrial, logstica, etc, etc. Os sete-lago-anos levam vantagem porque so vizinhos de Funilndia. Mas uma vantagem temporria at que empresrios de outros luga-res a localizem no mapa.

    Jos Luiz Almeida CostaConsultor em inovaes

    Publicao da AC&S Mdia Ltda

    CNPJ - 05.373.616/0001-21Rua Luiz do Carmo, 39

    Bairro Jardim Arizona - Sete Lagoas-MG - CEP 35700-374 - (31) 3775-0629Diretor geral - Almerindo Camilo (2709/MG)Coordenador comercial - Sidney Duarte (comercial@domingoemcasa.com.br)Coordenador de distribuio - Rafael MelgaoEditora - Sandra CarvalhoReportagem - Jos Vtor Camilo e Cris DuarteDiagramao - Antonio Dias e Wanderson Fernando DiasTiragem - 8.000 exemplaresImpresso - O Tempo Servios Grficos (Contagem-MG)Contato comercial em BH - AC&S Mdia Ltda (31) 2551-7797Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

    OS ARTIGOS ASSINADOS NO EXPRESSAM NECESSARIAMENTEA OPINIO DESTE JORNAL.

    (31) 3775-0629redacao@domingoemcasa.com.br

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    domingo em caSa

    Fale conoSco

  • 3cidade e regio Domingo em Casa 4 a 10 De maro De 2012

    em nome da seguranaPrefeitura tira de circulao nibus do transporte alternativo com mais de oito anos de uso

    Os usurios do transporte co-letivo de Sete Lagoas foram sur-preendidos na manh da ltima quinta-feira quando a Secretaria Municipal de Trnsito e Trans-portes Urbanos ps em execu-o a apreenso de veculos do transporte alternativo com mais de oito anos de uso. Segundo a prefeitura 12 veculos tero que ser substitudos. At sexta-feira, 10 j haviam sido recolhidos garagem da Cooperseltta (Coope-rativa Sete-lagoana de Turismo e Transporte Alternativo). Outros dois estariam em manuteno. A expectativa que outros quatro veculos da frota estejam prestes a ter a vida til legal vencida.

    A medida foi tomada em cumprimento Lei Municipal 6595, de 28/12/2001. que re-gula o tempo de vida til dos veculos do transporte alterna-tivo, estipulando em oito anos o tempo limite de uso dos nibus. Vencido esse perodo o veculo deve ser substitudo, o que pre-valece tambm para os nibus da rede concessionria conven-cional (Empresa Turi).

    O secretrio de Trnsito, Caio Valace, garante que a populao no ficar prejudicada pela reti-

    rada dos veculos do transporte alternativo. A Turi est estudan-do uma forma de suprir a ausn-cia dos veculos do transporte alternativo, de forma a que a po-pulao no fique prejudicada.

    Valace explica que des-de setembro do ano passado, quando tomou posse como secretrio, foram realizadas vrias reunies com a Cooper-seltta para que providencias-se a substituio dos veculos com vida til vencida. Demos prazo at 31 de dezembro para que fosse feita a renovao da frota porque se estes veculos velhos continuassem circulan-do ameaariam a segurana dos usurios, salientou o se-cretrio. Embora vrias notifi-caes tenham sido feitas pela prefeitura aos permissionrios da Cooperseltta, a maioria dos veculos no foi substituda.

    De acordo com a Secretaria de Trnsito foram registradas inmeras reclamaes de usu-rios quanto falta de segurana dos micro-nibus, razo pela qual o Poder Pblico Municipal, valendo-se de sua condio de poder concedente, decidiu emi-tir notificaes determinando

    novo prazo at 29 de fevereiro de 2012 para que os permis-sionrios que ainda no haviam trocado seus veculos o fizessem. Findo o prazo, a Secretaria pas-sou a retirar de circulao todos os veculos fabricados nos anos 2002/2003 e que, em funo de

    sua antiguidade, no atendem as exigncias legais, pondo em ris-co a segurana dos usurios do transporte coletivo municipal.

    Segundo Srgio Meireles Moutinho, secretrio-adjunto de Trnsito, essa apreenso defi-nitiva e os permissionrios atin-

    gidos s podero retomar suas atividades aps a substituio do micro-nibus. A medida foi tomada por questes de segu-rana dos usurios do transpor-te, uma vez que muitos esto em pssimas condies de uso, sa-lienta Moutinho.

    Os veculos apreendidos foram recolhidos garagem da Coopersel