Jornal do trabalhador

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<p> 1. Informativo do Sindicato dos Trabalhadores Pblicos Municipais de Caxias N 31 l junho/2013 Afalta de higiene no est s na gua. Voc acredita que foi encontrado barata na sopa? Que o teto do centro cirrgico est rachado e tem goteiras? Quando chove uma verdadeira agonia, ou se tira os pacientes do lugar ou se fica com bacias sob as goteiras para no molhar os pacientes. A ilumina- o pssima, uma lmpada acesa e outra apagada. O ar-condicionado no funciona. Falta lenol e no tem camisola para as mes, elas entram no Centro Cirrgico com a mesma roupa que chega ao hospital e per- manece com a mesma roupa at o dia de voltar para casa. Os trabalhadores correm riscos, principalmente, os tcnicos e auxi- liares de enfermagem porque so obrigados a acompanhar cirurgias de pacientes com soro positivo sem proteo porque faltam luvas, pro- p, culos de proteo e material de limpeza, correndo o risco de espa- lhar uma infeco hospitalar. No pr-parto tem que abrir a ja- nela porque no tem ventilador e Maternidade Carmosina Coutinho s fachada Parir em casa corre menos risco que na Maternidade Carmosina OSINTRAP na edio N 30 mostrou o Hospital Infantil por dentro e agora chegou a vez de revelar a podrido da Maternidade Carmosina Coutinho. Assim como os demais hospitais de Caxias a situao desta maternidade representa um risco vida dos pacientes e profissionais da sade. A situao de causar horror. Falta gua constantemente e quando tem o gosto ruim e fede, essa gua utilizada para tudo, inclusive para preparar as refeies e beber para no mor- rer de sede, os funcionrios so obrigados a levar gua de casa ou comprar gua mineral. Suspeita-se que o mau cheiro seja uma infiltrao da fossa para a cisterna, nunca mais houve limpeza. Devido falta de gua para entrar no centro cirrgico os funcio- nrios utilizam soro fisiolgico para lavar as mos. ar- condicionado e as mu- lheres parem fora da sala de parto por falta de aten- dimento mdico. Os m- dicos ficam no repouso e no permitem serem incomodados, tem obstetra que s quer sair do re- pouso quando acumula a partir de cinco pacientes na espera. Na troca de planto, tem mdico que fica at 4 dias consecutivos dentro do hos- pital, o resultado o pssimo aten- dimento ao povo e a grosseria com os parceiros de trabalho, chegando ao ponto de mdico quebrar duas portas no Hospital. Este mesmo mdico foi denunciado por deixar de atender na emergncia da Ma- ternidade em seus dias de plantes para ir atender na Fundao Hum- berto Coutinho. Em uma UTI lotada de recm- -nascidos mantida apenas com um pediatra a semana inteira dia e noite e outro que tira os plantes nos finais de semana. Foi dito que o Hospital foi feito para atender o municpio de Ca- xias e cidades circunvizinhas, mas sequer consegue atender a deman- da de Caxias, a prova disso a falta de leitos. Os banheiros esto que- brados e entupidos. A Maternida- de no tem sistema de segurana a ponto de bandidos em perseguio adentrar o hospital pela facilidade que dispem na frente e no fundo. Devido a quantidade de fun- cionrios ser insuficiente, quem trabalha neste hospital tem uma escala de trabalho apertada (ro- jo) e excessiva, o pior que nem lanche tem, s servem o caf puro matinal, trabalham com a barriga doendo de fome. Mesmo quando escalado para dobrar o turno no fornecido comida. Esse absurdo se estende s pacientes, que depois de 12h de jejum para parir (parto nor- mal), famintas, recebem apenas um copo de leite com trs biscoitos. As gratificaes que os funcio- nrios recebiam, antes dos Mari- nhos eram de um salrio mnimo, com os Marinhos foi reduzido para um tero do salrio mnimo, valor que os Coutinhos continuaram a pagar, nos oito anos de governo sem fezer nenhum reajuste, e com o Leo no diferente. Mesmo com tanto sofrimento que passa esses funcionrios so pressio- nados a no revelar a precariedade desta unidade de sade e o nvel de explorao que vivem, quem arrisca punido com transferncia. O mais revoltante que o Ministrio Pblico esteve por l e no viu esta realidade, porque no visitou as instalaes que revelamos nesta matria. E s apa- receu mediante denuncia de um pai que teve seu filho morto nesta unida- de de sade. Todo apoio s manifestaes de rua no Pas. Tudo poder ao povo, Todo incentivo rebeldia juvenil. Caxienses, venham todos s ruas protestar contra corrupo e reivindicar melhorias sociais. Manifesto na pgina 4 2. 2 Informativo SINTRAP O funcionamento do Hospi- tal Infantil sempre motivo de muitas denncias. As escalas dos plantes s reduziu depois que o SINTRAP fez denncias e organizou reunies com os trabalhadores. Entretanto, a coordenadora geral da Sade Alessandra Daniel continua a amedrontar em casos de licen- as prmios ou frias, s tira quem tem um substituto para apresentar. Isso mais que imo- ral, a responsabilidade sobre a substituio de quem contrata, ou seja, a Secretria de Sade. A denncia que chegou ao Sindi- cato que mesmo sendo ilegal, comum neste Hospital funcio- nrios que reside em Teresina/ PI sempre pagar, com um preo bem menor, um substituto para tirar seus plantes. Outra denncia refere-se ao fato das crianas serem trata- das com negligncia: como o Hospital no momento no est fazendo exames para diagnos- ticar as doenas so receitados remdios aleatoriamente para as crianas. Ou, ainda, como no tem funcionrio especfico para fazer a coleta de material (sangue, fezes, urina) as tcnicas se sobrecarregam de trabalho, acumulando suas atividades e as de coletar. E, tambm, o mais grave, que algumas mes esto fazendo a coleta e o material co- letado no est recebendo a eti- queta de identificao. Assim, os funcionrios precisam adivinhar a qual criana pertence o mate- rial entregue no laboratrio, ou ento, sair perguntando para as mes acompanhantes, afim de no cometerem um enga- no fatal. Direo e coordenao brincam de fazer sade e com a vida de crianas! Um dos lamentos dos funcio- nrios ao verem as crianas mor- rerem por falta de atendimen- to que os pediatras que vm trabalhar em Caxias no ficam porque no tm condies de trabalho e o Governo no paga o salrio justo. Devido a falta des- tes profissionais que em uma semana foi transferido para Te- resina 5 crianas em caso grave de calazar. E, ainda, s existe uma clni- ca que faz os exames do hospital pelo SUS, a BIODIAGNOSTI- COS, de propriedade do Secre- trio de Sade, Vincius Leito. Ento, se essa clinica realizar um exame urgente, timo, seno, ou a famlia dispe de recursos para fazer particular ou ento o exame no ser feito. No Hospital Infantil Desrespeito ao trabalhador e s crianas Nepotismo no Hospital Geral representa risco vida Os Coutinhos no se conten- taram em matar o povo de Caxias com baixos salrios, merenda es- colar estragada, remdios venci- dos, esperando atendimento em longas filas e outros males, ago- ra emprega a famlia Coutinho em peso no Hospital Geral. De acordo com denncias, quem vai procura de atendimento neste Hospital corre srio risco de vida porque os Coutinhos cometem er- ros primrios em procedimentos mais simples. A situao de des- preparo to grande que so cha- mados de analfabetos. Como se no bastasse a populao sofrer diariamente com a precariedade do Hospital Geral obrigada a conviver com o nepotismo ven- do parentes dos Coutinhos: ir- mos, primos, cunhada e sobri- nhos, ocuparem funes apenas pelos os laos sanguneos, mas que no possuem o mnimo de conhecimento tcnico para de- sempenhar suas funes. Mui- tos desconfiam que no fizeram sequer estgios devido comete- rem erros grosseiros. ceami Precariedade e autoritarismo A populao de Caxias parece que est condenada a morrer nas filas dos hospitais por falta de atendimento ou por receber atendimento inadequado. No h um local em Caxias que tenha as condies mnimas de oferecer um atendimento de qualidade, nem para realizar sequer os procedimentos mais simples. So a essas condies que funcionrios e pacientes esto subme- tidos diariamente. O alvo das denncias pelo SIN- TRAP da irresponsabilidade do gover- no com a sade de Caxias o CEAMI (Centro Especializado em Atendimen- to Materno Infantil), que padece do mesmo mal que assola os demais hos- pitais de Caxias: a precariedade nas condies de trabalho e de atendimen- to resultado dos desvios de recursos praticados pelo governo como j foi inmeras vezes denunciado em outras edies do jornal. No ambiente de atendimento e de trabalho do CEAMI tanto os pacientes quanto os servidores passam por in- meros constrangimentos, chegando mesmo a ser humilhante. O atendi- mento aos pacientes no de qualida- de, e a culpa no do servidor efetivo, mas de alguns, indicados por vereado- res, que assumem funes de direo e acham que podem mandar como se estivessem em suas casas, tratando os pacientes com tamanha grosseria. Agem como carrascos porque suas posies no os submetem s mesmas condies de trabalho dos demais fun- cionrios. Os servidores efetivos exercem suas funes no limite da precarieda- de, pois h falta at de materiais bsi- cos como os de primeiros socorros, por exemplo: escapo, soro, etc. e que, tam- bm, falta uma sala apropriada para realizar os atendimentos de urgncia. Os auxiliares e os tcnicos precisam es- terilizar os instrumentos de trabalho que ainda restam devido a ausncia de um funcionrio especfico para tal servio. A farmcia apesar de ter alguns remdios, os mais simples, permanece o tempo todo fechada, pois a pessoa encarregada da mesma vive dentro da sala da direo e quando se precisa pegar algum rem- dio tem que ir atrs dela. O banheiro destinado aos funcio- nrios tambm fica sempre fechado, simplesmente se apoderou da chave, pois faz do banheiro sua proprieda- de, no cedendo a chave para os fun- cionrios. Ento, quem sentir alguma necessidade fisiolgica tem que se segurar at o momento de terminar seu turno e ir para casa. Essa situao no s humilhante, tambm muito grave, pois teve uma funcionria que no pde se conter e aliviou-se junto porta fechada do banheiro. Ainda, como trabalham em regime de horrio corrido, com exceo de quem faz par- te da diretoria, no tm nem um lan- che, sequer um cafezinho para repor a energia gasta durante os atendimen- tos, ficam com fome, arriscando-se a contrair doenas estomacais provoca- das pelos cidos gstricos que agem quando o estmago se encontra vazio. Essa situao no deve ser aceita como normal, pois caracteriza escravido. E, ainda, vergonhoso um Centro de atendimento como o CEAMI ter 05 (cinco) pediatras e nenhuma sala de nebulizao, profissionais exercendo outra atividade lucrativa em seu hor- rio de servio, vendedores ambulantes quase dentro das salas do prdio. Na sade Licena Prmio negada com ameaas A Coordenadora Alessandra ameaa retirar a gratificao dos servidores da sade, caso estes entrem de Licena Pr- mio. Porm este um direito assegurado no Art. 57 do Regime Jurdico nico de Caxias: Aps cada quinqunio de efeti- vo exerccio o servidor far jus a 03(trs) meses de licena, a ttulo de prmio por assiduidade, sem prejuzo de sua renu- merao. Mas este direito est sendo negado aos trabalhadores da sade de Caxias pelo governo Coutinho. Os Coutinhos tm apertado os tra- balhadores da sade de todas as formas: sem reajuste salarial, aumento na car- ga horria de trabalho, corte do lanche e refeies nos plantes, negao dos direitos de frias, insalubridade, licen- a sade, e como se no bastasse, vem tentando fundar um Sindicato pelego para estes servidores e assim impedir e se prevenir de possveis manifestaes que possa surgir na Sade. Com um salrio miservel, quem arrisca perder algum centavo em troca de descanso? Com a ameaa de retirada da gratificao, do direito Licena Pr- mio, estes se submetem a trabalhar at a exausto, s vezes fazendo hora-extra pela necessidade de receber um pou- co mais e, ainda, so enganados, pois trabalham e no recebem nada e ficam acumulando doenas que podem levar morte, ao mesmo tempo, que pe em risco a vida dos pacientes. Mas h uma sada contra os Couti- nhos: participando, organizando e de- nunciando nos movimentos este gover- no ditador. C H A M A D I N HA POSTO DE SADE DA FAZENDINHA I Funcionrios convivem a mais de cinco anos com bebedouro quebrado, pra no morrerem de cede levam gua de casa e colocam na geladeira que o vigia cedeu para o Posto. O gs tambm j foi cortado pela Secretaria de Sade e para sair o cafezinho os funcionrios compram atravs de vaquinhas. POSTO DA FAZENDINHA II Durante a reforma do Posto os funcionrios so obrigados a cumprirem horrio em meio obra, porque a Prefeitura se nega a alugar um local para manter o atendimento da populao. E ainda chega o descaramento de mandar uma equipe de filmagem pra filmar apenas a fachada do posto, sendo que o banheiro est quebrado e o consultrio dentrio s comeou a funcionar agora, depois de trs meses parado. AMEAAS Os profissionais da sade vm constante- mente recebendo ameaas de remoo e demis- so para no revelar as pssimas condies de trabalho e atendimento nos Postos e Hospitais.A extenso das ameaas chega ao absurdo de ten- tar impedir que os trabalhadores se mobilizarem e filiem-se em seu Sindicato. GOZAO Entre o grupo de vereadores que rompeu recentemente com os Coutinhos e, se posiciona agora como oposio, motivo de gozao entre eles o discurso que Humberto Coutinho usa nas reunies com seu grupo: a populao votou em um Prefeito e ganhou dois. 3. 3Informativo SINTRAP O Prefeito de Caxias est bem representado no Conselho do FUNDEB com trs vereadores de sua base de Governo, que mesmo em seu primeiro mandato mos- tram habilidades bem avanadas na politicagem para tirar provei- to em causa prpria. Um deles o lder do Governo na Cmara, isso garante aprovar as prestaes de contas com uma maioria folga- da. As atitudes do Presidente do Conselho, Jernimo, um dos vere- adores, so bem claras, ele deixa transparecer que est ali para im- pedir ou atrapalhar os trabalhos de quem vai fazer fiscalizao dos gastos dos recursos do FUNDEB. Quando a representao do Sin- dicato entrega um ofcio no Conse- lho solicitando esclarecimentos so- bre determinada irregularidade, o Presidente defende imediatamente o Governo tentando desqualificar o documento e a representao dos professores, desvia o assunto, grita, bate na mesa, tenta impedir e inti- midar os conselheiros que questio- nam, fiscalizam e cobram respostas satisfatrias dos gastos com os re- cursos da Educao. O Presidente, Vereador Jernimo, sempre se comportou como inimigo de professores e anti-Sindicato. An- tes de compor o Conselho, como Di- retor da APAE, tentou impedir por vrias vezes o Sindicato de entrar na escola pblica para entregar jornal e falar com os professores; perseguiu professores que participavam de greves legtimas por reajustes sala- riais e condies dignas de trabalho, descendo faltas sem justificar, ge- rando um pssimo relacionamento interno a ponto de vrios professo- res pedirem remoo coletivamente da APAE. Este comportamento se justi- fica porque Jernimo recebia do municpio salrio como professor cedido e nunca esteve em sala de aula com alunos, portanto jamais vai defender um professor. Para justificar os salrios pagos...</p>