JORNAL DO SERTÃO EDIÇÃO 105 NOVEMBRO 2014

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<ul><li><p>Serto de Pernambuco - Novembro 2014 Ano VIII - Nmero 105</p><p>Rota do Mel no Serto de Pernambuco recebe investimentos</p><p>A Rota ser ampliada atravs de novos investimentos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do So Francisco e do Parnaba (Codevasf) e com a aquisio de equipamentos para as unidades de extrao e beneficiamento de mel, o arranjo produtivo da regio ser organizado e estruturado para levar alternativa de renda s famlias sertanejas. Pag. 5</p><p>Maracatus quase Patrimnios Imateriais do Brasil Pg. 30</p><p>Seca cultura </p><p>Programa permite reduzir </p><p>impactos dos efeitos da estiagem </p><p>Pg. 16</p><p>tecnologia</p><p>Supermix j comeou a venda de estandes</p><p>Pg. 7</p><p>Meninas devem tomar </p><p>segunda dose contra </p><p>HPV Pg. 23</p><p>MEC lana Idiomas sem </p><p>Fronteiras para alunos e </p><p>docentes Pg. 15</p><p>Pernambuco conquista </p><p>21 medalhas em jogos escolares </p><p>Pg. 12</p><p>economia</p><p>Sade</p><p>educao</p><p>eSporteS</p><p>Obras do PAC vo beneficiar mais de 11 mil famlias de cinco cidades sertanejas Pg. 3</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p></li><li><p>ao redor da meSa</p><p>2</p><p>T udo l em casa tinha que come-ar ou terminar ao re-</p><p>dor de uma mesa! Se a nossa me estava cozinhando, estvamos na mesa da cozinha; se tinha visitas, estvamos na mesa da sala! Com a evoluo dos tempos, o ato de cozinhar deixou de ser uma atividade solitria e, ainda bem, deixou de ser uma atividade predomi-nantemente feminina! Antiga-mente, um pai no sentia or-gulho se um filho dissesse que queria estudar gastronomia, ainda que na Sua! Hoje, bas-ta cozinhar legal, saber fazer </p><p>desde 2006</p><p>Ano VIII N 105Novembro 2014</p><p>Antnio Bezerra de MeloDiretor Geral </p><p>Fique por Dentro</p><p>V ivenciamos mais um final de ano, poca de avaliar desempenhos e projetar rumos. Mais um ciclo de aprendizado com os obstculos surgidos. Tivemos um ano de caractersticas at-picas; nele, a copa do mundo comemorada junto s festivi-dades junina nas cores verdes e amarelas em referncia ao evento. Em seguida, eleies presidenciais e parlamenta-res. Esses fatores incidiram diretamente no quotidiano das empresas, obrigando-as a flexibilizar horrios de acordo com os jogos do Brasil. Agora, ps eleies, aguardamos os eleitos serem empossados e, os rumos poltico/econmico/social definidos, para que pos-samos voltar normalidade. Diante desse panorama, nos defrontamos com o escnda-lo de desvio de dinheiro na Petrobrs. Temos a Operao Lava-jato como um marco da maturidade institucional do Brasil, onde a maior empresa brasileira, a estatal Petrobrs vem sendo dissecada por uma centena de agentes federais, procuradores e peritos da jus-tia, impedindo que nenhum dos investigados lancem mo do poder financeiro e do com-padrio poltico, para armar, como era de costume. S em um pas onde a democracia se implantou em sua plenitude a justia tem poder de indepen-dncia para iniciar a investiga-o de um crime de lavagem de dinheiro restrito a uma nica cidade, envolvendo um doleiro e alguns corruptos, e terminar com figures do empresariado e da administrao pblica. De uma investigao iniciada em Londrina, no Paran em 2008, tocada por meia dzia de policiais, a Lava-jato atin-giu, em seis anos, as dimen-ses de um escndalo bilio-nrio. Os eventuais acusados com direito a foro privilegiado, membros do Congresso Na-cional e ocupantes de cargo de ministro, sero julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Boa leitura.</p><p>aquela harmonizao com um bom vinho e, diz o pai: Meu fi-lho o mximo na cozinha! E, quem sabe, o pai at junta as poupanas e o manda estudar na L Cordon Bleau! Falando em viajar, tem coisa melhor do que experimentar os sabores de novos locais? E onde quer que se v, sempre encontra-mos ela, a mesa! Redonda, re-tangular, tipo banquete! Qual-quer uma serve, basta somar ela algumas cadeiras, bancos e amigos! sabido que o prazer proporcionado pela comida, para a maioria das pessoas, um dos fatores mais importan-</p><p>tes da vida depois da alimen-tao de sobrevivncia. Assim, a gastronomia nasce desse prazer e constitui-se como a arte de cozinhar e associar os alimentos para deles retirar o mximo benefcio. Sendo uma cultura muito antiga, pode-se dizer que a gastronomia esteve na origem de grandes trans-formaes sociais e polticas. De modo geral, a alimenta-o passou por vrias etapas ao longo do desenvolvimento humano, evoluindo desde o nmade caador ao homem sedentrio, quando este desco-briu a importncia da agricul- Marlia Paes Cesrio</p><p>obServatrio JS</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p>Distribuio: Juliana Vieira de Lima Fone (87) 9927-2931</p><p>Impresso: Plural Indstria Grfica Fone (81) 3311-3201 - Suape - PE</p><p>Tiragem: 10.000 exemplaresFormato: 28 x 31 cm | 24 pginasCirculao: Serto de Pernambuco | Arcoverde, Sert-nia, Custdia, Serra Talhada, So Jos do Egito, Afogados da Ingazeira, Floresta, Petrolndia, Salguei ro, Ara-ripina, Petrolina, Triunfo, Sta. Cruz da Baixa Verde Recife | Governo do Estado - Assemblia Legislativa Secretarias de Estado | Braslia-DF | Ministrio da In-tegrao Nacional Distribuio gratuita</p><p>Depto. FinanceiroJos Bezerrafinanceiro@jornaldosertaope.com.br</p><p>Produtor GrficoDaniel Sigal</p><p>Colaboradores: Alberto Ursulino, Helena Conserva, Drcio Rablo, Antnio Faria, Francys Maya, Marlia Isidro, Jussara Pereira.E-mail: jornaldosertaope@jornaldosertaope.com.br www.facebook.com/Jornaldosertao</p><p>O Jornal do Serto uma publicao mensal da Edicom Editora Comunicao Ltda. Rua Cornlio Soares, 403/03 - CEP: 56903-440Centro - Serra Talhada - Pernambuco</p><p>Os textos, fotos ou ilustraes nos espaos das colunas so de inteira responsabilidade dos respectivos co-laboradores.</p><p>Editorantonio@jornaldosertaope.com.brAntnio Jose Bezerra de MeloRedaoredacao@jornaldosertaope.com.brDayane AlbuquerqueLuciana PassosDepto. de Marketingmarketing@jornaldosertaope.com.brHlida EnesRepresentante ComercialBernardino MagalhesTel: 87 9919 0102</p><p>tura e a domesticao dos ani-mais. Ento, a fixao terra trouxe uma maior abundncia de comida, o que provocou um aumento demogrfico que por sua vez levou a um esgotamen-to dos recursos e consequen-te migrao para novos locais a explorar. E assim, surgem os deslocamentos, onde podemos identificar um pequeno tra-o para o desenvolvimento da atividade turstica. E para no perder o ritmo, vamos vivendo em torno da mesa! Seja ela de casa, dos bares, ou dos restau-rantes do mundo todo!</p><p>Serra Talhada na ondado Novembro Azul</p><p>Cadastramento Biomtrico em </p><p>Iguaraci at junhoE</p><p>m todo o pas, o ms de novembro conhecido como o ms da campanha </p><p>"Novembro Azul", que tem como um dos seus objetivos principais alertar os homens para a preveno e combate ao Cncer de prstata, que uma das principais causas de morte do sexo.</p><p>Em Serra Talhada, as aes com esses objetivos aconteceram na Academia das Cidades do bairro do Ipsep. Os moradores da cidade puderam contar com palestras e servios de aferio de presso, teste de glicemia, testes rpidos de HIV e Hepati-tes Virais e distribuio de preservativos e panfletos educativos.</p><p>J foi iniciado e segue at o ms de junho o cadastramento biomtrico para os eleitores do municpio de Iguaraci, no Serto do Paje. Os eleitores devem comparecer ao Cartrio Eleitoral de Afogados da Ingazeira, que fica situado na Rua 15 de Novembro. Os eleitores devem ir munidos dos documentos: carteira de identidade, CPF, comprovante de residncia e o antigo ttulo de eleitor.</p><p>A implantao do sistema biomtrico tem como principal objetivo tornar mais segura a verificao da identidade do eleitor durante o processo de votao e eliminar as fraudes. Para 2014, a meta do Estado de Pernambuco insta-lar o novo sistema em 57 cidades.</p><p> www.facebook.com/Jornaldosertao Jornal do Serto - Novembro de 2014 / Edio 105</p></li><li><p>3Seca</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p>A primeira cidade a utilizar o sistema ser Jatob</p><p>Obras do PAC levaro gua ao serto de Pernambuco</p><p>A Companhia de Desen-volvimento dos Vales do So Francisco e do Parnaba (Codevasf) j iniciou as obras dos sistemas de abastecimen-to de gua de comunidades rurais do Serto de Pernam-buco. Mais de 11 mil famlias de Cabrob, Itacuruba, Pe-trolndia, Tacaratu e Jatob devero ser beneficiadas com a construo. Cerca de R$ 11 milhes do Programa de Ace-lerao ao Crescimento (PAC), repassados pelo Ministrio da Integrao Nacional, sero in-vestidos no projeto.</p><p>De acordo com o gerente regional de revitalizao de bacias da Codevasf, Elijalma Beserra, sero construdos sete sistemas, com seis cap-taes flutuantes, 21 mil me-tros de adutora, uma estao de tratamento convencional e quatro compactas. Alm disso, </p><p>a obra prev 37 mil metros de adutora de gua tratada, oito reservatrios em concreto ar-mado e cinco metlicos, com capacidade para receber 1,2 mil metros cbicos de gua.</p><p>Esta uma das principais obras na rea de infraestru-tura hdrica que a Codevasf vem executando em sua rea de atuao em Pernambuco. Uma ao de grande impor-tncia para as comunidades beneficiadas, disse o gerente regional.</p><p>Ainda segundo Beserra, es-to previstas sete estaes ele-vatrias de gua tratada, mais de 102 mil metros de redes de distribuio e 1,9 mil ligaes domiciliares.</p><p>O primeiro municpio a ter o sistema pronto ser Jatob, na comunidade de Santa Rita, onde cerca de 360 famlias se-ro beneficiadas.</p><p>Jornal do Serto - Novembro de 2014 / Edio 105 www.facebook.com/Jornaldosertao</p></li><li><p>4AMMA integrar Frum permanente de discusso sobre a revitalizao do Rio So Francisco</p><p>Workshop de Educao Contextualizadano Semirido Brasileiro em dezembro</p><p>A Agncia do Meio Ambiente de Petrolina (AMMA) vai fazer par-te das discusses permanentes sobre aes de revitalizao do Rio So Fran-cisco atravs de um Frum que ser criado com o objetivo de reunir repre-sentantes de diversas instituies, alm da comunidade em geral, para a defesa de um dos maiores patrimnios natu-rais do pas: o Velho Chico. A iniciativa foi definida nesse ms de novembro, durante a realizao de uma audincia pblica provocada pela Cmara de Ve-readores do municpio e a Central ni-ca de Bairros de Petrolina (CUBAPE).</p><p>O Frum Permanente deve contar com a participao de representantes de instituies como AMMA, Universi-dade Federal do Vale do So Francisco, Faculdade de Cincias Sociais e Apli-cadas de Petrolina, IF Serto, CREA, Cmara de Vereadores, Comit da </p><p>meio ambiente</p><p>Bacia Hidrogrfica do So Francisco, Assemblia Legislativa de Pernambu-co, Ministrio Pblico de Pernambuco, dentre outras.</p><p>Durante a Audincia, o diretor presidente da AMMA, Gleidson Cas-tro, destacou a importncia da unio de toda a sociedade organizada para, de fato, os resultados concretos na preservao e manuteno do rio So Francisco surtirem o efeito desejado. importante a gente unir foras para debater esse assunto, mas precisamos concretizar as idias. No se pode cul-pabilizar apenas uma ou outra insti-tuio pelo fato do Velho Chico estar sofrendo com assoreamento, poluio, dentre outros fatores. Cada um tem que fazer sua parte para que a gente possa ter esse Rio sempre perto da gente, aju-dando-nos a consolidar cada vez mais a nossa histria, enfatizou Castro. Frum pretende reunir representantes de instituies para a defesa do Velho Chico</p><p>Evento acontecer entre os dias 17 e 19 de dezembro, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb)</p><p>M esas redondas, conferncias e apresentao de artigos so al-guns dos atrativos do IV Workshop Nacional de Educao Contextualizada para a Convivncia com o Semirido Brasileiro que acontecer entre os dias 17 e 19 de dezembro, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus III, em Juazeiro, Serto do Estado. Este ano o evento traz o tema Contex-tualidade, Territorialidades e Intercul-turalidade: Movimentos em Torno da Educao Contextualizada.</p><p>Para participar do Workshop necessrio preencher a Ficha de ins-crio, encontrada no site do evento (4workshopeccsbuneb.wix.com) e efetuar o pagamento da taxa. Os inte-ressados em submeter trabalhos tm at o dia 1 de dezembro para realizar </p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p> www.facebook.com/Jornaldosertao Jornal do Serto - Novembro de 2014 / Edio 105</p><p>a inscrio e devem ficar atentos s normas. J os que desejam participar como ouvintes podem se inscrever </p><p>at o dia 17 de dezembro- conforme o preenchimento das vagas disponveis. A ficha e o comprovante de pagamen-</p><p>to devero ser encaminhados para o e-mail: 4workshopeccsbunebdch3@gmail.com.</p><p>O pagamento pode ser efetuado atravs de depsito em nome de Lu-zineide Dourado Carvalho, no Banco Bradesco, Conta corrente n 38191-8, Agncia: 3516-5, ou pessoalmente na Cmara de Ps-Graduao, no Depar-tamento de Cincias Humanas (DCH--III), da Uneb.</p><p>O Workshop uma realizao da Uneb, atravs do Programa de Ps--Graduao em Educao, Cultura e Territrios Semiridos (PPGESA) e do Ncleo de Estudos, Pesquisa e Exten-so em Educao Contextualizada com o Semirido Brasileiro (NEPEC-SAB).</p><p>A programao completa est no site do evento. </p></li><li><p>5agricultura</p><p>Sero beneficiados diretamente apicultores de Moreilndia e PetrolndiaUm dos objetivos aumentar a capacidade de produo e processamento do mel</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p>Div</p><p>ulga</p><p>o</p><p>Jornal do Serto - Novembro de 2014 / Edio 105 www.facebook.com/Jornaldosertao</p><p>Rota do Mel em Pernambuco recebe investimentos da Codevasf</p><p>A Rota do Mel no Serto de Per-nambuco ser ampliada atravs de novos investimentos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do So Francisco e do Parnaba (Codevasf). Com a aquisio de equipamentos para as unidades de extrao e beneficia-mento de mel, o arranjo produtivo da regio, neste caso o da apicultura, ser organizado e estruturado para levar alternativa de renda s famlias serta-nejas.</p><p>As aes da Codevasf iro benefi-ciar associaes de apicultores familia-res como as de Moreilndia e Petroln-dia, municpios que sero contempla-dos com equipamentos para estruturar suas unidades de extrao e beneficia-mento de mel. Em Moreilndia, no Ser-to do Araripe, que considerado um dos maiores produtores de mel do esta-do, a associao de apicultores do mu-nicpio receber da Codevasf diversos </p><p>equipamentos, como centrfuga extra-tora de mel, trs tanques decantadores, duas mesas desoperculadoras, duas ba-lanas eletrnicas, uma com capacida-de para 30 kg e outra para 300 kg.</p><p>A lista inclui ainda cinco bandejas de ao, baldes e garfos desopercula-dores. O presidente da associao dos apicultores de Moreilndia, Jos Luiz Rodrigues Peixoto, explica que os pro-dutores locais comearam a se organi-zar em 2005 quando foi criada a enti-dade, visando fortalecer a atividade. Ele afirma ser de grande importncia a presena da Codevasf nesse processo de estruturao do APL da apicultura no serto pernambucano.</p><p>Com esses equipamentos, aumen-taremos nossa capacidade de produo e processamento do mel. No primeiro semestre houve uma reduo da pro-duo de mel devido ltima seca, mas mesmo assim entre janeiro e junho, fo-</p><p>ram produzidas mais de 10 toneladas. Com os equipamentos e estrutura ade-quada, a nossa expectativa aumentar esse nmero para mais de 15 toneladas, dependendo da florada, afirmou seu Z Luiz.</p><p>O grupo tambm pretende formar uma cooperativa para facilitar a comer-cializao do produto. Estamos nos capacitando para a formao de nossa cooperativa Mel Pernambuco. Temos interessados em nossos produtos tan-to no mercado interno como de pa-ses como os Estados Unidos, portanto precisamos estar preparados para esse mercado. Com os equipamentos que consegu...</p></li></ul>