jornal do gonsa outubro 2012

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  • 12 de Outubro

    Dia de Nossa Senhora Aparecida

    07/10/12

    1 leitura: - Gn 2,18-24;

    Salmo:

    - Sl 128;

    2 leitura: - Hb 2,9-11;

    Evangelho:

    - Mc 10,2-16;

    _____________________

    14/10/12

    1 leitura: -Sb 7,7-11;

    Salmo:

    -Sl 90;

    2 leitura: -Hb 4,12-13;

    Evangelho:

    -Mc 10,17-30;

    _____________________

    21/10/12

    1 leitura: -Is 53,10-11;

    Salmo:

    -Sl 33;

    2 leitura: -Hb 4,14-16;

    Evangelho:

    -Mc 10,35-45;

    _____________________

    28/10/12

    1 leitura: -Jr 31,7-9;

    Salmo:

    -Sl 126;

    2 leitura: -Hb 5,1-6;

    Evangelho:

    -Mc 10,46-52;

    P A R Q U I A S A N T A C R U Z

    I G R E J A N O S S A S E N H O R A A P A R E C I D A

    R E N O V A O C A R I S M T I C A C A T L I C A

    G R U P O D E O R A O N O S S A S E N H O R A A P A R E C I D A

    JORNAL DO GONSA

    OUTUBRO / 2012 EDIO 11

    Liturgia Dominical

  • PGINA 2 JORNAL DO GONSA

    Desde o descobrimento do Brasil cultiva-se aqui a de-voo de Nossa Senhora. Os portugueses descobridores

    do pas tinham-na aprendido e usado desde a infncia; os

    primeiros missionrios recomendavam e propagavam-na.

    Aonde se fundavam cidades, construram-se igrejas em

    honra de Nossa Senhora Aparecida e celebravam-se com

    grandes solenidades as suas festas. Foi certamente em re-

    compensa desta constante devoo que a Virgem Santssi-

    ma quis estabelecer no Brasil um centro de sua devoo,

    um trono de graas, um santurio em nada inferior aos

    grandes santurios de outros pases.

    Data o ano de 1717 a origem da romaria de Nossa

    Senhora Aparecida. Trs pescadores, de nome Domingos

    Garcia, Joo Alves e Felipe Pedroso, moradores nas mar-

    gens do rio Paraba, no municpio de Guaratinguet/SP,

    estavam um dia pescando em suas canoas, sem conseguir

    durante longas horas pegar peixe algum. Lanando Joo

    Alves mais uma vez a sua rede na altura do Porto de Ita-

    guau, retirou das guas o corpo de uma imagem, mas

    sem cabea e, lanando mais abaixo de novo a rede, co-

    lheu tambm a cabea. Envolveu-a em um pano e conti-

    nuou a pesca. Desde aquele momento foi to abundante

    a pescaria, que em poucos lances encheram as canoas e

    tiveram de suspender o trabalho para no naufragarem.

    Eram certamente extraordinrios esses fatos: O encontro

    da imagem, da qual nunca se soube quem a tivesse atira-

    do gua, o encontro da cabea a qual naturalmente

    devia ser arrastada mais longe pela correnteza da gua, e

    alm disto dificilmente podia ser colhida em rede de pes-

    cador, enfim, a pesca abundante que seguiu o encontro

    da imagem. Os pescadores limparam, pois, com grande

    cuidado e respeito a misteriosa figura e com grande satis-

    fao verificaram que era uma imagem de Nossa Senhora

    da Conceio. Colocaram-na no oratrio de sua pobre

    morada e diante dela comearam a fazer suas devoes

    dirias.

    No tardou a Virgem Santssima a mostrar por novos sinais que tinha escolhido essa imagem para distribuir fa-

    vores especiais aos seus devotos. Diversas vezes as pessoas

    que noite faziam diante dela as suas oraes, viam luzes

    de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas

    sem nenhuma interveno humana. Logo, j no eram

    somente os pescadores os que vinham rezar diante da

    imagem, mas tambm muitas outras pessoas das vizinhan-

    as. Construiu-se dentro em pouco um oratrio e aps

    alguns anos, com a interveno do vigrio da parquia,

    uma capelinha. As graas que Nossa Senhora ali concedia

    aumentavam e com elas cresceu a concorrncia do povo.

    Impunha-se a construo de uma capela maior, e em lu-

    gar mais elevado. Estava ali perto o Morro dos Coquei-

    ros, o mais vistoso de todos os altos que margeiam o Pa-

    raba. Ali, pois, no cume do morro foi comeada em

    1743 a construo de uma capela espaosa, a qual foi terminada em 1745; no dia 26 de julho foi benta e cele-

    brou-se nela a primeira Missa. A imagem de Nossa Senho-

    ra da Conceio, j ento chamada por todos de Apareci-

    da, estava em seu lugar definitivo e o morro que esco-

    lheu para fixar sua residncia, tomou por ela seu nome.

    Aparecida tornou-se desde ento conhecida pelos Es-tados vizinhos e por todo o Brasil. Numerosas caravanas

    de romeiros vinham mesmo de grandes distncias, em

    viagens penosas de dias e semanas para visitarem Nossa

    Senhora Aparecida, lhe renderem graas e pedirem prote-

    o. O nome de Nossa Senhora sempre foi no Brasil por

    todos invocado em momentos de aflio e perigo e sua

    devoo praticada em quase todas as casas.

    A capela de Nossa Senhora Aparecida, durante o tem-

    po, foi por diversas vezes reformada, tornou-se igreja at

    chegar a atual baslica. A partir de 1894, o prelado cons-

    tatou nmero insuficiente de sacerdotes e por isso obteve

    a vinda de religiosos da Congregao Redentorista que

    12 DE OUTUBRO, CELEBRAMOS O DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA

    passaram a exercer a direo espiritual da igreja e das

    romarias.

    Novo progresso trouxe o ano jubilar de 1900, em

    que por iniciativa do bispo do Rio de Janeiro e do

    Bispo de So Paulo, foram organizadas peregrinaes

    diocesanas e paroquiais ao Santurio de Nossa Senho-

    ra Aparecida. Desde ento, alm dos romeiros que

    vem ss ou em pequenos grupos, chegam anualmente

    em Aparecida numerosas peregrinaes chefiadas pe-

    lo respectivo bispo ou vigrio, contando com milha-

    res de romeiros vindos de todos os pontos do Brasil.

    Um grande dia foi para os devotos de Nossa Se-

    nhora Aparecida o dia 08 de setembro de 1904 (dia

    de Nossa Senhora da Imaculada Conceio), em que

    a imagem foi coroada por ordem do Santo Padre.

    Assistiram grande solenidade o Nncio Apostlico e

    todo o episcopado de diversas regies do Brasil, alm

    do presidente da Repblica, atravs de seu represen-

    tante. Todo o episcopado e o povo fizeram solene

    consagrao a Nossa Senhora Aparecida com entusi-

    sticas ovaes a Nossa Senhora no momento de sua

    coroao.

    Depois da coroao, o Santo Padre concedeu ao santurio de Aparecida mais outros favores: Ofcio e

    missa prpria de Nossa Senhora Aparecida, indulgn-

    cias para os romeiros que vem em peregrinao ao

    Santurio. Em 1908 elevou a Igreja de Nossa Senhora

    dignidade de Baslica. Por esse motivo ela foi sole-

    nemente sagrada a 5 de setembro de 1909 e no ano

    seguinte foram nela depositados os ossos de So Vi-

    cente Mrtir, trazidos de Roma com permisso do

    Papa.

    Nas festas e no congresso sempre se manifestou o

    desejo que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada

    oficialmente padroeira do Brasil e o episcopado apre-

    sentou este desejo ao Santo Padre. Acolheu o Papa

    Pio XI favoravelmente os pedidos dos bispos e dos

    catlicos do Brasil e, por decreto de 16 de julho de

    1930 proclamou a Virgem Aparecida Padroeira princi-

    pal de todo o Brasil. Em 1967, ao completar-se 250

    anos da devoo, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santu-

    rio o Ttulo de Rosa de Ouro, reconhecendo a importncia da santa devoo. Em 04 de julho de

    1980, o Papa Joo Paulo II, em sua histrica visita ao Brasil, consagrou a Baslica de Nossa Senhora Apareci-

    da em solene Missa celebrada, revigorando a devo-

    o Santa Maria, Me de Deus. No ms de maio de

    2004, o Papa Joo Paulo II concedeu indulgncias aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasio

    das comemoraes do centenrio da coroao da

    imagem e proclamao de Nossa Senhora como Pa-

    droeira do Brasil.

    REFLEXES:

    Seria impossvel enunciar e descrever os favores que Nossa Senhora Aparecida j tem concedido aos

    seus devotos em suas necessidades, muitas vezes mes-

    mo milagrosos que a todos deixam admirados. Seria

    igualmente impossvel contar os benefcios espirituais

    que ela tem concedido pela converso de pecadores

    h muito afastados de Deus, pela tranqilidade resti-

    tuda a muitas conscincias e por inmeras outras gra-

    as espirituais. A devoo a Nossa Senhora da Concei-

    o Aparecida, aprovada pela Santa Igreja e confir-

    mada por tantos milagres, de sumo proveito para

    todos, e deve ser praticada por todos os habitantes

    desta terra em que gloriosa Rainha.

    Referncias bibliogrficas: Site oficial da Baslica de Aparecida do

    Norte - http://www.santurarionacional.com.br

  • PGINA 3 JORNAL DO GONSA

    Francisco nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, Itlia. Seu pai era um rico e prspero comerciante, que

    seguidamente viajava para a Frana, de onde trazia a

    maior parte de suas mercadorias. Foi de l tambm que

    ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. Foi

    batizado em Santa Maria Maior (antiga catedral de So

    Rufino) com o nome de Joo (Giovanni). Mas quando

    Pietro Bernardone voltou de uma viagem Frana, mu-

    dou de idia e resolveu trocar o nome do filho para

    Francisco, prestando uma homenagem quela terra. Sua

    me era de origem provenal: as primeiras palavras ter-

    nas e afetuosas que o menino ouviu foram francesas. Esta

    lngua foi gravada no seu corao: assim, afirmou o seu

    primeiro bigrafo, Toms de Celano: "quando manifesta

    a sua alegria, canta na do